segunda-feira, 30 de março de 2009

Minha Casa Minha Vida


FERNANDO EXMAN - REUTERS - AGENCIA ESTADO

BRASÍLIA - O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta quarta-feira um programa para construção de 1 milhão de moradias destinas à população de baixa renda que custará 34 bilhões de reais em empréstimos e subsídios.

O plano combaterá uma parte do déficit habitacional, de 7,2 milhões de moradias, e ao mesmo tempo fortalecerá a economia e deverá gerar empregos.

Batizado de “Minha Casa, Minha Vida”, o pacote prevê também a redução da carga tributária que incide sobre o setor da construção civil. O plano será implementado a partir do dia 13 de abril.

Na previsão do ministro da Fazenda, Guido Mantega, contando subsídios e financiamentos, o programa vai movimentar 60 bilhões de reais e gerar 1,5 milhão de empregos, citando a Fundação Getúlio Vargas.

“Isso significa um PIB (Produto Interno Bruto) adicional de 2 por cento. Ou seja: o PIB crescerá mais 2 por cento além daquilo que cresceria normalmente”, assegurou Mantega em discurso, lembrando que o governo não deixará faltar recursos para os empresários que desejarem investir no país.

Especialistas do mercado financeiro estimam uma elevação de apenas 0,01 por cento do PIB brasileiro neste ano, de acordo com o Boletim Focus divulgado na segunda-feira pelo Banco Central.

“Este é um programa adicional, quase que emergencial, como resposta para resolver problemas de moradia dos brasileiros e ao mesmo tempo para gerar muito emprego”, destacou Lula durante a cerimônia.

O presidente tentou reduzir a pressão política sobre o governo. Além de afirmar que pretende dividir a responsabilidade pela execução do programa com empresários, governadores, prefeitos e representantes dos movimentos sociais de defesa da moradia popular, Lula evitou se comprometer com um prazo para executar o plano.

“A princípio, nós imaginávamos que fosse possível cumpri-lo em dois anos. Não tem limite, não tem data. Portanto, ninguém me cobre que nós vamos fazer 1 milhão de casas em dois anos”, sublinhou.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, potencial escolhida de Lula para disputar a eleição presidencial de 2010 pelo PT e responsável pela coordenação da elaboração do pacote, foi escalada para divulgar os detalhes do plano, com as costumeiras transparências.

“Nós vamos compatibilizar a prestação com a renda das famílias. Não dá para imaginar que com os custos de mercado a população de menor renda vá ter acesso a moradia sem interferência do governo”, disse Dilma.

O setor de construção, que foi consultado durante o processo de confecção do plano, aprovou as medidas.

“O plano traduz, em grande parte, muito do que o nosso setor vem defendendo nos últimos anos. As medidas anunciadas pelo governo têm, ao mesmo tempo, caráter emergencial e estrutural”, disse o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, durante o anúncio.

Mesmo com os elogios por parte de empresários do setor, de governantes e de representantes de movimentos pela moradia, a oposição fez críticas. Nota do PSDB chama o plano de “pactóide habitacional”.

“Os números mostram que, segundo o que foi anunciado, para o segmento de 6 a 10 salários mínimo deverá faltar demanda para as casas previstas. Já no segmento de mais baixa renda, se as casas efetivamente forem construídas, o impacto sobre o déficit será risível”, diz o partido, para quem o total de moradias necessárias ao país atinge 7,9 milhões.

SUBSÍDIOS

O governo dará subsídio –no valor de 16 bilhões de reais– praticamente integral para as famílias que tiverem renda mensal de até três salários mínimos, que terão de pagar uma parcela mensal simbólica de 50 reais ou 10 por cento de seu rendimento, por 10 anos. Os mutuários só passarão a pagar as prestações depois do recebimento das chaves das residências, mas os inadimplentes só terão as escrituras dos imóveis se quitarem esses débitos.

“Ninguém vai ser colocado para fora de sua casa se não tiver condição de pagar (durante os 10 anos)”, ponderou o vice-presidente de governo da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda. A Caixa é responsável por financiar os imóveis.

Para as famílias que ganham de três a seis salários mínimos, as quais poderão comprometer 20 por cento de sua renda, o subsídio será de 10 bilhões de reais. Os juros cobrados pelos bancos nessa faixa serão reduzidos, assim como as taxas de cartórios e custos com seguros.

As famílias que ganham até 10 salários mínimos não receberão subsídios diretos, mas serão beneficiadas pelas menores custos para a compra dos imóveis.

A União também criará um fundo garantidor de 1 bilhão de reais para assegurar que as empreiteiras e os bancos não percam dinheiro se os mutuários perderem o emprego durante o período de financiamento. As famílias poderão adiar o pagamento de algumas parcelas caso comprovem dificuldades financeiras, mas terão de pagá-las depois.

O governo destinará 5 bilhões para financiar investimentos em infraestrutura urbana. Já o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibilizará 1 bilhão de reais em empréstimos para a cadeia produtiva da construção civil.

O governo enviará ao Congresso duas medidas provisórias para regulamentar o programa e um projeto de lei para abrir o crédito extraordinário dos primeiros 6 bilhões de reais previstos no pacote. O déficit habitacional do Brasil é de 7,2 milhões de moradias.

(Edição de Carmen Munari)

domingo, 29 de março de 2009

Habitação Popular: financiamento a partir de 13 de abril de 2009

Habitação Popular: financiamento até 13 de abril

Famílias com renda inferior a três salários mínimos devem procurar as prefeituras para o cadastramento.

Agência Brasil
A partir do próximo dia 13 de abril, as famílias com renda inferior a três salários mínimos que se interessarem em adquirir uma casa do programa Minha Casa, Minha Vida, devem procurar as prefeituras para o cadastramento.

De acordo com governo, o cadastramento das famílias será feito pelas entidades parceiras (prefeituras e governos estaduais) do programa que apresentarão a demanda ao governo federal. A casa terá o custo financiado pelo governo com recursos do Orçamento Geral da União. As casas para as famílias com renda inferior a três salários mínimos terão um valor médio de R$ 40 mil.

Já as famílias com renda de três a dez salários mínimos que desejarem aderir ao programa habitacional deverão procurar diretamente as construtoras ou a Caixa Econômica Federal para o financiamento. O financiamento também pode ser feito a partir do dia 13 de abril. Elas poderão financiar até 100% do imóvel que deverá ter um valor máximo de R$ 130 mil. Os juros serão reduzidos e o valor a ser pago poderá ser dividido em 30 anos.

Para ter direito ao programa, a pessoa não pode possuir imóvel residencial e nenhum financiamento ativo dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Além disso, a pessoa não pode ter recebido, a partir de 1º de maio de 2005, desconto pelo Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em qualquer financiamento.

O crédito pode ser feito nas formas de prestação fixa ou de prestação decrescente, e as parcelas não poderão ser superiores a 20% da renda familiar. A entrada também será opcional. De acordo com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a família beneficiada poderá pagar a primeira prestação quando o imóvel for entregue. “Dessa forma, ela não precisará arcar ao mesmo tempo com o pagamento da prestação e com o valor de um aluguel”, disse.

Para famílias com rendimentos entre três e cinco salários mínimos, a taxa de juros será de 5% ao ano, acrescidos de TR (Taxa Referencial). Já as famílias que ganham entre cinco e seis salários mínimos, a taxa de juros será de 6% ao ano mais TR. As famílias que ganham de seis a dez salários mínimos terão direito ao financiamento com taxa de juros de 8,16% ao ano, mais TR.

sábado, 14 de março de 2009

Credito imobiliario cresce 17,5% em janeiro, diz Abecip

Credito imobiliario cresce 17,5% em janeiro, diz Abecip

sexta-feira, 13 de março de 2009, 11:57

Total de dinheiro emprestado no financiamento imobiliário aumentou para R$ 1,9 bilhão em um ano

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - O total de dinheiro emprestado no financiamento imobiliário com recursos da poupança aumentou 17,45% em janeiro deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado, para R$ 1,9 bilhão, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

No primeiro mês de 2009, o número de unidades financiadas (casas ou apartamentos) somou 18 mil, o que representa um crescimento de 3,85%, na mesma base de comparação. Nos últimos 12 meses encerrados em janeiro, houve expansão de 57,9%, para R$ 30,315 bilhões. Foram financiadas 300,342 mil unidades no período.

Em comunicado, a Abecip citou dados do Banco Central referentes aos depósitos de poupança que apontam retiradas de R$ 901 milhões, em janeiro. "Este resultado não constitui surpresa, pois o primeiro mês do ano é caracterizado como um período em que os saques costumam superar os depósitos, devido aos gastos com festas de fim de ano, pagamento de tributos, férias e despesas escolares", diz a Abecip em nota.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Agora é prá valer Casas Bahia vende pela Internet

CASAS BAHIA E INTERNET UMA BOA PEDIDA



CASAS BAHIA E INTERNET UMA BOA PEDIDA

Agora é prá valer, As Casas Bahia Comercial Ltda, ou Casas Bahia ou Casa Bahia, finalmente se rendeu a evolução da era digital e passou a vender produtos pela Internet.

A família Klein finalmente entrou de cabeça na era digital e está vendendo seus produtos pela internet. Durante muito tempo outras pessoas se aproveitavam do nome forte das Casas Bahia para vender produtos como se fosse as casas Bahia.

Agora é diferente as Casas Bahia realmente estão vendendo seus produtos pela Internet, eu pessoalmente já entrei no Site e vi que é muito fácil comprar lá usando a Internet. Pode se comprar de tudo, geladeira, fogão, enceradeira, som, cama mesa e banho, Computador, sofá, armário, produtos de informática, freezer, instrumentos musicais, relógio, e tudo mais que voc&e imagina.

Fazer o cadastro é muito fácil, bem como para realizar a compra. Pode ser usado para a compra, cartão de crédito ou mesmo boleto. pelo teste que fiz para o produto testado que no meu caso foi uma geladeira, esta seria entregue em 4 dias.

Agora ficou fácil, mesmo que não tenha uma Casas Bahia perto de você, você pode adquirir a distância o produto que você desejar.

Bem , talvez você me pergunte porque estou falando tudo isso, o que estou ganhando com isso. Simples em 1979 trabalhei nas Casas Bahia bem próximo ao Sr. Samuel Klein, e também de sua esposa Chana Klein, além de seus filhos Eva Klein, Saul Klein e Michael Klein, e na época fui muito feliz trabalhando lá.

Hoje trabalho em um Banco, e não mais no comércio, cheguei até mesmo a denunciar junto as Casas Bahia as falcatruas de muitas empresas que se faziam passar pelas Casas Bahia vendendo seus produtos, mas quando você ia fechar o negócio via que na realidade quem estava vendendo os produtos não eram as Casas bahia. Nada foi feito pelas pessoas responsáveis, no entanto quando vi o Site das Casas Bahia vendendo de verdade seus produtos fiquei contente, pois creio que uma injustiça deixou de ser praticada e todos poderão ter suas compras feitas de forma simplificada,

Mas deixa de conversa e vou informar o endereço eletrônico para você fazer suas compras. Boas compras, e ao Samuel e Michael Klein, boas vendas.

Http:/www.casasbahia.com.br ou simplesmente



www.casasbahia.com.br

e quando quiser visitar nosso blog novamente lembre-se



www.casabahia.blogspot.com

Abraços e espero que meu blog em homenagem as Casas Bahia lhe seja útil

Airton Mendes da Hora

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Notícias de Crédito Imobiliário

Notícias de Crédito Imobiliário
• Mercado Imobiliário Brasileiro
Crédito imobiliário registrou redução de 15,9% em setembro

Crise afeta construção civil

CBIC ameaça ir ao Supremo contra a Medida nº 443

FGTS: conselho discute na quinta liberação de R$ 11,5 bi para crédito
imobiliário

Mais de 100 mil serão beneficiados por crédito habitacional via
consignado

Nova linha de crédito à construção terá R$ 3 bi

Crise acelera aquisições na área de construção

• Concorrência
Crédito imobiliário vai crescer, diz Bradesco

Crédito imobiliário registrou redução de 15,9% em setembro
Fonte: Valor Econômico
Os dados de setembro do crédito imobiliário já apresentam uma redução no ritmo
de crescimento. O volume total de concessão dos bancos para a construção civil e
para a compra da casa própria somou R$ 2,9 bilhões no mês, queda de 15,9% em
relação aos R$ 3,5 bilhões liberados em agosto deste ano. Apesar da
desaceleração, o montante ainda é bastante superior ao patamar registrado em
setembro do ano passado (R$ 1,7 bilhão).
Em relação ao número de unidades financiadas, a queda foi de 15,5%, passando de
34,8 mil, em agosto, para 29,4 mil, em setembro. No acumulado do ano, já foram
liberados recursos para 227,2 mil imóveis, entre novos e usados, alta de 68%. Os
dados levam em conta apenas os empréstimos que utilizam como fonte de recursos
a caderneta de poupança, dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).
Segundo fontes do setor, no mês de outubro os bancos reduziram ainda mais a
oferta de linhas tanto para empresas quanto para pessoas físicas. Além de
elevarem a seletividade, as instituições aumentaram as taxas de juros cobradas dos
clientes entre um e dois pontos percentuais. Para liberações de recursos para
incorporadoras há uma restrição ainda maior.
Os bancos, no entanto, precisam manter as concessões para o setor, mesmo com o
cenário adverso, devido à exigibilidade de direcionamento de 65% dos depósitos da
poupança. Em setembro, as cadernetas apresentaram captação líquida de R$ 1,8
bilhão, somando fluxo positivo de R$ 7,8 bilhões no ano e saldo superior a R$ 200
bilhões.
Em relatório, o analista da corretora do Unibanco, Vladimir Pinto, afirma que os
dados continuam mostrando a força do sistema para a concessão do crédito, sem
sentir ainda os efeitos da crise internacional que atinge os mercados globais e que
as concessões não devem sofrer uma forte desaceleração até o fim do ano.
Isso porque o crédito à habitação é um processo longo, com os contratos de um
mês sendo iniciados nos meses anteriores. Além disso, as concessões para as
empresas do setor seguem um cronograma de liberação de acordo com a etapa da
obra lançada meses antes, ou seja, já acordado.
"Estimamos que o total de crédito imobiliário para 2008 deva se aproximar de R$
28 bilhões, comparado com os R$ 23 bilhões já concedidos", diz o texto.
O relatório diz ainda que não deve haver forte desaceleração dos financiamentos
nos próximos meses, apesar de ser esperada uma queda nas vendas no setor de
construção. Por outro lado, com as empresas e os bancos se tornando mais
seletivos e começando a avaliar os efeitos potenciais sobre a demanda, os novos
lançamentos devem ter desaceleração.
Por conta dessa defasagem, intrínseca ao setor, os dados de empréstimos do último
trimestre não devem servir de referência em relação aos dados operacionais
esperados para as incorporadoras e construtoras.
Preocupado com o impacto da crise internacional e da falta de crédito para o setor
de construção civil, o governo deve anunciar hoje a criação de uma linha especial
Mercado Imobiliário Brasileiro
de crédito de R$ 3 bilhões para capital de giro para o setor com recursos da Caixa
Econômica Federal (CEF).
Crise afeta construção civil
Fonte: Extra
A crise financeira fez o crescimento da construção civil passar do gabarito de um
arranha-céu ao de um puxadinho. As construtoras revisaram para baixo a expansão
do setor em 2008, de 40% para até 15%, de acordo com Rogério Chor, presidente
da Associação dos Dirigentes de Empresas Imobiliárias do Rio de Janeiro (Ademi-
RJ).
O setor fatura mais entre os meses de março a novembro. Vendemos bem até
agosto, mas, com a crise, tivemos que rever nossas ex pectativas para os últimos
três meses afímrou Chor, que preside a construtora CHL.
Exemplo de revisão do otimismo no setor, a Mudar reduziu sua previsão de
lançamentos em 30% para o ano que vem. Segundo o presidente da empresa,
Augusto Martinez, a expectativa de lançar 17 mil unidades em 2009 foi limitada a
12 mil.
Apesar de colocar o pé no freio do otimismo, o setor nem pensa em recessão. De
acordo com Chor, o mercado imobiliário vai bem, apesar da escassez de crédito no
mercado. Ele afirma que muitas construtoras já fizeram revisões de seus planos de
expansão, mas existem outras "em compasso de espera". Chor garantiu que as
condições permanecem as mesmas:
Não houve tempo para que acontecesse um excesso de oferta. Se a euforia tivesse
durado três ou quatro anos, teríamos espaço para venda de imóveis baratos.
Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem, em Brasília, o
lançamento de uma linha de crédito para empresas de construção civil. O
financiamento será de R$ 3 bilhões, oferecidos por intermédio da Caixa Econômica
Federal.
CBIC ameaça ir ao Supremo contra a Medida nº 443
Fonte: Jornal DCI
Em tom de ameaça, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção
(CBIC), Paulo Simão, disse, em entrevista ao DCI, que está disposto a questionar o
governo federal no Supremo Tribunal Federal caso a medida contestada no
documento "Construção e desenvolvimento" seja implementada. "As operações
(feitas pela Caixa Econômica Federal) passarão a ser suspeitas, já que, conforme a
medida, quem financia pode ser beneficiado. Não estávamos negociando essa
possibilidade. Isso surgiu do nada", criticou Simão, em referência à medida
provisória 443/ 08 que permite a compra de empresas ou de participações em
empresas do setor pela CEF.
"A colocação da Caixa como sócia de construtora ou de incorporadora é ilegal e
antiética. Essa tentativa foi impensada e há sinais de que o governo vai insistir [na
aprovação da MP]. Precisamos de instrumento de mercado para resolver a questão
entre as próprias empresas", complementou Simão, informando que vem mantendo
contato com parlamentares para barrar a medida no Congresso Nacional. Ele
aguarda uma audiência com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, que
deve acontecer depois de 9 de novembro. Roussef argumentou ontem que a criação
da CaixaPar "não tem viés estatizante". Voltar >>
FGTS: conselho discute na quinta liberação de R$ 11,5 bi para crédito
imobiliário
Fonte: InfoMoney
Na próxima reunião do Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço), que será realizada na quinta-feira (30), o governo apresentará proposta
de liberação de R$ 11,49 bilhões de recursos do fundo para financiamentos
imobiliários em 2009.
O montante é superior aos R$ 8,49 bilhões que foram liberados do FGTS para a
compra da casa própria neste ano. O dinheiro adicional, conforme informou a
assessoria de imprensa do conselho, será distribuído entre todas as linhas de
crédito, geralmente focando mais a habitação popular.
Na quinta-feira, o que o Conselho Curador do FGTS decidirá é se aprova os recursos
para a aquisição da casa própria.
Salvo pelo FGTS
É por causa destes recursos destinados do FGTS para a habitação que, de acordo
com o presidente da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Paulo
Safady, o setor da construção civil não sentirá impacto significativo da crise
internacional.
Ele cita a existência de um marco regulatório "seguro e transparente, que garante o
financiamento habitacional à grande parte das famílias brasileiras".
"Esse financiamento é possível graças à adoção de modelos inteligentes, simples e
eficazes de captação de poupança, por meio das cadernetas e do FGTS, que
disponibilizam crédito em condições diferenciadas de juros e prazos", completou.

Mais de 100 mil serão beneficiados por crédito habitacional via
consignado
Fonte: Infomoney
Conforme publicado pelo jornal O Dia, na última sexta-feira (24), cerca de 100.800
servidores ativos, inativos e pensionistas do Ministério da Previdência, INSS e
Dataprev poderão se beneficiar com financiamento habitacional via crédito
consignado.
A novidade, que resultará de um convênio entre o Ministério da Previdência, Caixa
Econômica Federal e Banco do Brasil a ser assinado na próxima sexta-feira (31),
tem como objetivo facilitar o acesso à casa própria desta parcela da população.
Ainda de acordo com o jornal, a Caixa Econômica só divulgará os valores das taxas
na próxima semana.
Financiamentos
Mesmo com a crise, a Caixa Econômica Federal tem mantido sua oferta de crédito e
a procura continua alta. Até setembro, o banco liberou R$ 16 bilhões de recursos de
habitação, R$ 8,4 bilhões pelo FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), R$
6,9 bilhões pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e R$ 700
milhões através do consórcio. Isto representa alta de 54% em relação aos recursos
liberados no mesmo período de 2007.
De acordo com a Caixa, a liberação proporcionou moradia para 352 mil famílias, o
que significa mais de 1,4 milhão de pessoas beneficiadas. Apenas em setembro, a
Caixa liberou R$ 2,1 bilhões para habitação.
Nova linha de crédito à construção terá R$ 3 bi
Fonte: Estadão
Preocupado em proteger o País dos efeitos da freada na economia global, o governo
anuncia hoje uma linha de crédito de capital de giro de R$ 3 bilhões para a
construção civil. A indústria em geral poderá ser beneficiada com medida
semelhante. Existe ainda a possibilidade de os prazos de recolhimento de impostos
serem alongados para aliviar as empresas. Essas medidas foram anunciadas ontem
pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante o 3º Encontro Nacional da
Indústria, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Segundo Mantega, o socorro às construtoras virá da Caixa Econômica Federal, mas
não sairá do FGTS. A taxa de juros ainda será definida. O setor pede que a nova
linha de crédito não custe mais que a Taxa Referencial (TR) mais 9% ao ano.
O dinheiro pode ser usado para operações de fusão entre construtoras, segundo
informou o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC),
Paulo Safady Simão. Poderá ser usado também para adiantar fluxo de caixa a
construtoras que venderam a prazo, numa operação chamada compra de
recebíveis.
As construtoras em melhores condições poderão recorrer a essa linha de crédito
para comprar empreendimentos de concorrentes. A contabilidade é feita de forma
segregada: cada empreendimento é comercializado e construído por meio de uma
Sociedade de Propósito Específica (SPE). Essa SPE poderá ser vendida de uma
construtora para outra.
Segundo Simão, o montante prometido por Mantega é suficiente para evitar a
paralisação imediata do setor, cujo crescimento projetado para este ano é de 8,5%.
"No ano que vem, deveremos ter uma desaceleração e estamos justamente
batalhando para que a queda não seja muito grande."
O mesmo ocorre no setor de infra-estrutura. O presidente da Associação Brasileira
de Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, passou os últimos
dias em romaria pela área econômica do governo em busca de apoio para sua
proposta de um fundo específico para financiar a infra-estrutura. Os bancos oficiais
e fundos de pensão poderiam comprar cotas desse fundo, de cerca de R$ 10
bilhões, e assim garantir que os R$ 100 bilhões em projetos de infra-estrutura já
contratados não parem.
Forte Impacto
É fato, porém, que a economia real brasileira já começa a sentir o baque da crise
mundial, segundo o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto. "O tranco na
liquidez tem-se refletido e se traduz em redução do nível de atividade."
"Vamos ter forte impacto na economia real", afirmou Mantega, sem rodeios. "O
mundo todo vai desacelerar e o travamento do crédito se transmitiu rapidamente
para o nível de atividade." Ele ressalvou que os efeitos serão menos sentidos pelos
países emergentes, não porque acredite no descolamento entre as economias
avançadas e os países em desenvolvimento, mas porque esse último grupo está em
melhor posição para enfrentar as turbulências, até pelo fato de ter sofrido mais
duramente os efeitos de crises anteriores.
O ministro reconheceu que os bancos têm adotado uma posição de comedimento e
precaução diante da crise, o que tornou as linhas de crédito mais escassas e caras.
Essa atitude, disse ele, é "natural" no atual cenário econômico.
Mantega observou, ainda, que as medidas anunciadas pelo governo levam algum
tempo para surtir efeito. No caso da nova modalidade de redesconto - com a
possibilidade de o Banco Central emprestar a bancos tendo como garantia suas
carteiras de crédito - havia até um empecilho legal, o que levou o governo a editar
uma medida provisória.
Ainda assim, os técnicos são cautelosos. "Todos têm medo, mas o redesconto vai
começar a funcionar", disse o ministro.
Crise acelera aquisições na área de construção
Fonte: DCI
Mesmo depois de o governo federal acatar o pedido das empresas de injetar R$ 3
bilhões para o mercado crescer e voltar a liquidez, a previsão do setor de
construção civil é de uma mudança de cenário, em que a expectativa, no melhor
dos casos, é de até 2010 o segmento sofrer um enxugamento forte, em que o
número de empresas seja reduzido pela metade e as grandes companhias, listadas
na Bolsa de Valores (Bovespa), passem de 25 para no máximo 12.
Um indicativo dessa movimentação, que agora será acelerada por conta da crise, é
que, de setembro do ano passado a setembro deste ano, a Inpar, por exemplo,
teve perdas de 93,7% em lucratividade. A Abyara perdeu 89,8% e a Tenda, 86,8%.
Logo, o dinheiro do governo para ajudar o setor, previsto em programa que deve
ser divulgado hoje, poderá até financiar a venda de imóveis e acelerar o processo
de fusões e aquisições das 25 empresas do segmento listadas na Bolsa.
Para João Crestana, presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), a crise deve
ser responsável pela aceleração das fusões e aquisições. “Em lugar algum do
mundo existem 25 grandes incorporadoras, como temos na Bovespa.
Independentemente da crise, elas devem somar seis ou oito grandes grupos. Sem o
pano de fundo da crise, acredito que este processo levaria entre três e quatro
anos”.
Agora, dois, devido ao baixo preço das ações e à falta de caixa de algumas
empresas."
Crestana lembra ainda que o processo já vinha ocorrendo no setor. "Há pouco
tempo, antes da crise ser deflagrada, a Gafisa incorporou Tenda, Company e
Brascam. A Tricury e Incossul se fundiram e formaram a Trysul. Há o caso da
Cyrela, que comprou investimentos da Agra, entre outros casos."
Com ar otimista com relação ao seu negócio e minimizando os efeitos da crise no
segmento, o diretor presidente da empresa Helbor, Henrique Borenstein, assegurou
ao DCI que pelo menos sua empresa "tem recursos em caixa e linhas de crédito",
logo não seria uma das que poderiam ser absorvidas no mercado. Procurada, a
Abyara se limitou a dizer que o cenário ainda é recente para opinar.
Entraves
Com a movimentação mais acelerada no mercado, apesar da liberação de R$ 3
bilhões, a Câmara Brasileira da Construção Civil (CBIC) pretende entregar uma lista
de sugestões ao governo referente a financiamentos, por volta do dia 9 de
novembro. A CBIC não aceita a possibilidade de a Caixa Econômica Federal comprar
participações de empresas, conforme prevê o artigo 4 ºda Medida Provisória nº
443/ 08.
Caio Monteiro, analista da BRG Capital, é contra a possibilidade de compra de ações
das companhias de construção civil pelo governo por acreditar que o modelo
favoreceria empresas descapitalizadas e que teriam sido imprudentes ou
ineficientes nos investimentos. "As empresas que têm condição de se manter sem
injeção de capital por venda de ações, dado que fizeram uma melhor gestão do
caixa, não estarão dispostas a vender ações a preços de mercado, pois isso
tenderia a gerar uma diluição grande aos atuais acionistas. Da mesma forma, as
empresas que precisarem de capital a qualquer custo estarão dispostas a vender
ações."
Professor de Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Pontifícia
Universidade Católica (PUC), Fábio Gallo também critica a possibilidade de a Caixa
comprar ações. "As empresas querem crédito na praça. O governo tem de regular e
financiar o mercado, ordenar como incentivar fusões e aquisições. Enfim, dar
condições ao povo de comprar sua casa."
Na opinião do analista da Nova Financial Eduardo Barros, o cenário está assim: "Os
players do segmento estão engessados, com pouco fôlego para girar a produção,
pois investiram muito capital em constituição de banco de terras e agora
necessitam de capital de giro para produzir".
Caio Monteiro constata que deve ocorrer uma desaceleração da demanda, por conta
de desemprego ou desconfiança do consumidor. "O financiamento da construção
não possui o melhor do funding. Os bancos estão captando em poupança (que tem
liquidez diária) e emprestando a longo prazo. Corre-se risco de descasamento."
Documento
Conforme documento elaborado no "80ª Encontro Nacional da Indústria da
Construção", realizado semana passada e divulgado pela CBIC na última segundafeira,
o setor pede a destinação exclusiva dos recursos do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço (FGTS) para habitação, saneamento e infra-estrutura urbana e
aplicação dos saldos da caderneta de poupança, além da redução em 5% do
percentual do depósito compulsório de poupança.
A idéia é direcionar os recursos para a produção de novas habitações.
Os empreiteiros defendem condições de crédito (taxas de juros e prazos de
pagamento), criação de linhas de financiamento lastreadas nos recebíveis oriundos
da venda de imóveis em construção ou construídos e para fusões, incorporações e
aquisições de empresas. Querem redução do prazo de pagamento de faturas de
obras públicas para garantir capital de giro e a manutenção da contratação de
projetos voltados às parcerias público-privadas, concessões públicas e outras obras
da administração federal.
"Não haverá quebradeira, mas a redução do ritmo é inevitável. Os consumidores
adiam as compras e os empresários, os investimentos", disse o presidente da CBIC,
Paulo Simão, evitando citar, por exemplo, que empresas estão sujeitas a serem
absorvidas. Sobre as empresas baixarem preços devido à falta de financiamento,
ele crê em manutenção ou a queda "dependerá da lei da oferta e da procura". Para
ele, o crescimento do setor deve ficar entre 8,5% e 9% em 2008. "Não sei quanto
menos vamos crescer em 2009. Estamos buscando medidas preventivas."
A CBIC reforça que "o nível de endividamento do setor é baixo se comparado ao de
outros países. As hipotecas ficam abaixo de 4% do total do Produto Interno Bruto.
O sistema financeiro e de concessão de crédito segue rígido, garantido pela ação
vigilante e fiscalizadora do Banco Central".
Até 2010, a área de construção civil sofrerá um enxugamento acelerado: o número
de empresas se reduzirá à metade entre as companhias listadas na Bolsa de
Valores, passando de 25 para no máximo 12, mesmo depois de o governo federal
acatar o pedido das empresas de injetar R$ 3 bilhões para o mercado crescer e
voltar a ter mais liquidez. João Crestana, presidente do Sindicato da Habitação
(Secovi-SP), acredita que a crise é responsável pela aceleração dessas fusões e
aquisições.
"Em lugar algum do mundo existem 25 grandes incorporadoras, como temos na
Bovespa. Sem o pano de fundo da crise, acredito que este processo levaria entre
três e quatro anos. Agora, dois, devido ao baixo preço das ações e à falta de caixa
de algumas empresas." Crestana lembrou que o processo já estava ocorrendo
"antes de a crise ser deflagrada. Tivemos a Gafisa, que incorporou Tenda, Company
e Brascan. A Tricury e a Incosul formaram a Trisul. Há o caso da Cyrela, que
comprou partes da Agra", explicou.
Listada na Bolsa, a companhia Helbor é uma das que não esperam ser absorvidas
por concorrentes. Henrique Borenstein, presidente da empresa, disse ter recursos
em caixa e ter linhas de crédito para manter os negócios.

Crédito imobiliário vai crescer, diz Bradesco
Fonte: Estadão
Apesar da crise internacional, que deve provocar desaceleração do crescimento
econômico no Brasil nos próximos meses, o Bradesco prevê que o crédito
imobiliário continuará aquecido. "O mercado imobiliário continuará aquecido,
mesmo com a desaceleração da economia. Não haverá falta de recursos, porque há
a exigibilidade (obrigação de aplicar recursos da caderneta de poupança em crédito
imobiliário) a ser cumprida", afirmou ontem o diretor de Relações com Investidores
do Bradesco, Milton Vargas, durante teleconferência com analistas financeiros.
O Bradesco separou, para este ano, R$ 5,7 bilhões para financiamento de imóveis.
Até o encerramento do terceiro trimestre, R$ 4,812 bilhões já estavam
comprometidos para essa finalidade. "Falta pouco para cumprirmos a meta
estipulada para este ano. E acredito que não teremos dificuldade, tendo em vista os
negócios que já estão em andamento", disse.
Já em relação ao crédito concedido para compra de automóveis, o Bradesco admite
um arrefecimento. Segundo o presidente do banco, Marcio Cypriano, as operações
de empréstimo estão sendo feitas normalmente pelo Bradesco, com exceção dos
financiamentos de veículos.
"Já verificamos uma queda razoável nessa modalidade. O mercado se ressentiu
mais com a crise e decidimos adotar algumas medidas que consideramos
adequadas para o momento, como a exigência de uma entrada maior para os
financiamentos e redução de prazos, que estavam muito alongados", afirmou,
também durante a teleconferência.
Em setembro, a posição do Bradesco em financiamento ao consumo, que inclui
crédito para compra de veículos, crédito pessoal, consignado e financiamento de
bens, entre outros, era de R$ 56,19 bilhões. Esse valor representa uma alta de
5,5% em relação ao final do segundo trimestre de 2008 e de 28,3% nos últimos 12
meses.
Inadimplência
O Bradesco trabalha com previsão de estabilidade nos níveis de inadimplência nos
próximos meses. A taxa de inadimplência total do banco ficou em 3,5% em
setembro deste ano, uma queda de 0,2 ponto porcentual em relação ao registrado
no mesmo mês do ano passado, de 3,7%. "Esperamos estabilidade nos próximos
trimestres, ressaltando que o comportamento da renda e do emprego serão
fundamentais para que isso ocorra no segmento de pessoa física", afirmou Vargas.
A equipe de análise econômica do Bradesco estima um crescimento de 3% para o
Produto Interno Bruto (PIB) em 2009. Com base nessa estimativa, o banco prevê
que pode alcançar uma alta de 20% no crédito no próximo ano. Para 2008, o
Bradesco acredita que alcançará uma taxa de crescimento entre 29% e 30% no
crédito.
Resultados
Na segunda-feira, o Bradesco anunciou seus resultados do terceiro trimestre. O
lucro, de R$ 1,91 bilhão, foi o terceiro maior resultado da história registrado entre
bancos brasileiros para o período trimestral de julho a setembro. A comparação foi
Concorrência
feita pela consultoria Economática, ajustando os dados de anos anteriores à
inflação medida pelo índice IPCA.

Notícias de Crédito Imobiliário

Notícias de Crédito Imobiliário
• Mercado Imobiliário Brasileiro
Crédito imobiliário registrou redução de 15,9% em setembro

Crise afeta construção civil

CBIC ameaça ir ao Supremo contra a Medida nº 443

FGTS: conselho discute na quinta liberação de R$ 11,5 bi para crédito
imobiliário

Mais de 100 mil serão beneficiados por crédito habitacional via
consignado

Nova linha de crédito à construção terá R$ 3 bi

Crise acelera aquisições na área de construção

• Concorrência
Crédito imobiliário vai crescer, diz Bradesco

Crédito imobiliário registrou redução de 15,9% em setembro
Fonte: Valor Econômico
Os dados de setembro do crédito imobiliário já apresentam uma redução no ritmo
de crescimento. O volume total de concessão dos bancos para a construção civil e
para a compra da casa própria somou R$ 2,9 bilhões no mês, queda de 15,9% em
relação aos R$ 3,5 bilhões liberados em agosto deste ano. Apesar da
desaceleração, o montante ainda é bastante superior ao patamar registrado em
setembro do ano passado (R$ 1,7 bilhão).
Em relação ao número de unidades financiadas, a queda foi de 15,5%, passando de
34,8 mil, em agosto, para 29,4 mil, em setembro. No acumulado do ano, já foram
liberados recursos para 227,2 mil imóveis, entre novos e usados, alta de 68%. Os
dados levam em conta apenas os empréstimos que utilizam como fonte de recursos
a caderneta de poupança, dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).
Segundo fontes do setor, no mês de outubro os bancos reduziram ainda mais a
oferta de linhas tanto para empresas quanto para pessoas físicas. Além de
elevarem a seletividade, as instituições aumentaram as taxas de juros cobradas dos
clientes entre um e dois pontos percentuais. Para liberações de recursos para
incorporadoras há uma restrição ainda maior.
Os bancos, no entanto, precisam manter as concessões para o setor, mesmo com o
cenário adverso, devido à exigibilidade de direcionamento de 65% dos depósitos da
poupança. Em setembro, as cadernetas apresentaram captação líquida de R$ 1,8
bilhão, somando fluxo positivo de R$ 7,8 bilhões no ano e saldo superior a R$ 200
bilhões.
Em relatório, o analista da corretora do Unibanco, Vladimir Pinto, afirma que os
dados continuam mostrando a força do sistema para a concessão do crédito, sem
sentir ainda os efeitos da crise internacional que atinge os mercados globais e que
as concessões não devem sofrer uma forte desaceleração até o fim do ano.
Isso porque o crédito à habitação é um processo longo, com os contratos de um
mês sendo iniciados nos meses anteriores. Além disso, as concessões para as
empresas do setor seguem um cronograma de liberação de acordo com a etapa da
obra lançada meses antes, ou seja, já acordado.
"Estimamos que o total de crédito imobiliário para 2008 deva se aproximar de R$
28 bilhões, comparado com os R$ 23 bilhões já concedidos", diz o texto.
O relatório diz ainda que não deve haver forte desaceleração dos financiamentos
nos próximos meses, apesar de ser esperada uma queda nas vendas no setor de
construção. Por outro lado, com as empresas e os bancos se tornando mais
seletivos e começando a avaliar os efeitos potenciais sobre a demanda, os novos
lançamentos devem ter desaceleração.
Por conta dessa defasagem, intrínseca ao setor, os dados de empréstimos do último
trimestre não devem servir de referência em relação aos dados operacionais
esperados para as incorporadoras e construtoras.
Preocupado com o impacto da crise internacional e da falta de crédito para o setor
de construção civil, o governo deve anunciar hoje a criação de uma linha especial
Mercado Imobiliário Brasileiro
de crédito de R$ 3 bilhões para capital de giro para o setor com recursos da Caixa
Econômica Federal (CEF).
Crise afeta construção civil
Fonte: Extra
A crise financeira fez o crescimento da construção civil passar do gabarito de um
arranha-céu ao de um puxadinho. As construtoras revisaram para baixo a expansão
do setor em 2008, de 40% para até 15%, de acordo com Rogério Chor, presidente
da Associação dos Dirigentes de Empresas Imobiliárias do Rio de Janeiro (Ademi-
RJ).
O setor fatura mais entre os meses de março a novembro. Vendemos bem até
agosto, mas, com a crise, tivemos que rever nossas ex pectativas para os últimos
três meses afímrou Chor, que preside a construtora CHL.
Exemplo de revisão do otimismo no setor, a Mudar reduziu sua previsão de
lançamentos em 30% para o ano que vem. Segundo o presidente da empresa,
Augusto Martinez, a expectativa de lançar 17 mil unidades em 2009 foi limitada a
12 mil.
Apesar de colocar o pé no freio do otimismo, o setor nem pensa em recessão. De
acordo com Chor, o mercado imobiliário vai bem, apesar da escassez de crédito no
mercado. Ele afirma que muitas construtoras já fizeram revisões de seus planos de
expansão, mas existem outras "em compasso de espera". Chor garantiu que as
condições permanecem as mesmas:
Não houve tempo para que acontecesse um excesso de oferta. Se a euforia tivesse
durado três ou quatro anos, teríamos espaço para venda de imóveis baratos.
Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem, em Brasília, o
lançamento de uma linha de crédito para empresas de construção civil. O
financiamento será de R$ 3 bilhões, oferecidos por intermédio da Caixa Econômica
Federal.
CBIC ameaça ir ao Supremo contra a Medida nº 443
Fonte: Jornal DCI
Em tom de ameaça, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção
(CBIC), Paulo Simão, disse, em entrevista ao DCI, que está disposto a questionar o
governo federal no Supremo Tribunal Federal caso a medida contestada no
documento "Construção e desenvolvimento" seja implementada. "As operações
(feitas pela Caixa Econômica Federal) passarão a ser suspeitas, já que, conforme a
medida, quem financia pode ser beneficiado. Não estávamos negociando essa
possibilidade. Isso surgiu do nada", criticou Simão, em referência à medida
provisória 443/ 08 que permite a compra de empresas ou de participações em
empresas do setor pela CEF.
"A colocação da Caixa como sócia de construtora ou de incorporadora é ilegal e
antiética. Essa tentativa foi impensada e há sinais de que o governo vai insistir [na
aprovação da MP]. Precisamos de instrumento de mercado para resolver a questão
entre as próprias empresas", complementou Simão, informando que vem mantendo
contato com parlamentares para barrar a medida no Congresso Nacional. Ele
aguarda uma audiência com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, que
deve acontecer depois de 9 de novembro. Roussef argumentou ontem que a criação
da CaixaPar "não tem viés estatizante". Voltar >>
FGTS: conselho discute na quinta liberação de R$ 11,5 bi para crédito
imobiliário
Fonte: InfoMoney
Na próxima reunião do Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço), que será realizada na quinta-feira (30), o governo apresentará proposta
de liberação de R$ 11,49 bilhões de recursos do fundo para financiamentos
imobiliários em 2009.
O montante é superior aos R$ 8,49 bilhões que foram liberados do FGTS para a
compra da casa própria neste ano. O dinheiro adicional, conforme informou a
assessoria de imprensa do conselho, será distribuído entre todas as linhas de
crédito, geralmente focando mais a habitação popular.
Na quinta-feira, o que o Conselho Curador do FGTS decidirá é se aprova os recursos
para a aquisição da casa própria.
Salvo pelo FGTS
É por causa destes recursos destinados do FGTS para a habitação que, de acordo
com o presidente da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Paulo
Safady, o setor da construção civil não sentirá impacto significativo da crise
internacional.
Ele cita a existência de um marco regulatório "seguro e transparente, que garante o
financiamento habitacional à grande parte das famílias brasileiras".
"Esse financiamento é possível graças à adoção de modelos inteligentes, simples e
eficazes de captação de poupança, por meio das cadernetas e do FGTS, que
disponibilizam crédito em condições diferenciadas de juros e prazos", completou.

Mais de 100 mil serão beneficiados por crédito habitacional via
consignado
Fonte: Infomoney
Conforme publicado pelo jornal O Dia, na última sexta-feira (24), cerca de 100.800
servidores ativos, inativos e pensionistas do Ministério da Previdência, INSS e
Dataprev poderão se beneficiar com financiamento habitacional via crédito
consignado.
A novidade, que resultará de um convênio entre o Ministério da Previdência, Caixa
Econômica Federal e Banco do Brasil a ser assinado na próxima sexta-feira (31),
tem como objetivo facilitar o acesso à casa própria desta parcela da população.
Ainda de acordo com o jornal, a Caixa Econômica só divulgará os valores das taxas
na próxima semana.
Financiamentos
Mesmo com a crise, a Caixa Econômica Federal tem mantido sua oferta de crédito e
a procura continua alta. Até setembro, o banco liberou R$ 16 bilhões de recursos de
habitação, R$ 8,4 bilhões pelo FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), R$
6,9 bilhões pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e R$ 700
milhões através do consórcio. Isto representa alta de 54% em relação aos recursos
liberados no mesmo período de 2007.
De acordo com a Caixa, a liberação proporcionou moradia para 352 mil famílias, o
que significa mais de 1,4 milhão de pessoas beneficiadas. Apenas em setembro, a
Caixa liberou R$ 2,1 bilhões para habitação.
Nova linha de crédito à construção terá R$ 3 bi
Fonte: Estadão
Preocupado em proteger o País dos efeitos da freada na economia global, o governo
anuncia hoje uma linha de crédito de capital de giro de R$ 3 bilhões para a
construção civil. A indústria em geral poderá ser beneficiada com medida
semelhante. Existe ainda a possibilidade de os prazos de recolhimento de impostos
serem alongados para aliviar as empresas. Essas medidas foram anunciadas ontem
pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante o 3º Encontro Nacional da
Indústria, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Segundo Mantega, o socorro às construtoras virá da Caixa Econômica Federal, mas
não sairá do FGTS. A taxa de juros ainda será definida. O setor pede que a nova
linha de crédito não custe mais que a Taxa Referencial (TR) mais 9% ao ano.
O dinheiro pode ser usado para operações de fusão entre construtoras, segundo
informou o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC),
Paulo Safady Simão. Poderá ser usado também para adiantar fluxo de caixa a
construtoras que venderam a prazo, numa operação chamada compra de
recebíveis.
As construtoras em melhores condições poderão recorrer a essa linha de crédito
para comprar empreendimentos de concorrentes. A contabilidade é feita de forma
segregada: cada empreendimento é comercializado e construído por meio de uma
Sociedade de Propósito Específica (SPE). Essa SPE poderá ser vendida de uma
construtora para outra.
Segundo Simão, o montante prometido por Mantega é suficiente para evitar a
paralisação imediata do setor, cujo crescimento projetado para este ano é de 8,5%.
"No ano que vem, deveremos ter uma desaceleração e estamos justamente
batalhando para que a queda não seja muito grande."
O mesmo ocorre no setor de infra-estrutura. O presidente da Associação Brasileira
de Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, passou os últimos
dias em romaria pela área econômica do governo em busca de apoio para sua
proposta de um fundo específico para financiar a infra-estrutura. Os bancos oficiais
e fundos de pensão poderiam comprar cotas desse fundo, de cerca de R$ 10
bilhões, e assim garantir que os R$ 100 bilhões em projetos de infra-estrutura já
contratados não parem.
Forte Impacto
É fato, porém, que a economia real brasileira já começa a sentir o baque da crise
mundial, segundo o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto. "O tranco na
liquidez tem-se refletido e se traduz em redução do nível de atividade."
"Vamos ter forte impacto na economia real", afirmou Mantega, sem rodeios. "O
mundo todo vai desacelerar e o travamento do crédito se transmitiu rapidamente
para o nível de atividade." Ele ressalvou que os efeitos serão menos sentidos pelos
países emergentes, não porque acredite no descolamento entre as economias
avançadas e os países em desenvolvimento, mas porque esse último grupo está em
melhor posição para enfrentar as turbulências, até pelo fato de ter sofrido mais
duramente os efeitos de crises anteriores.
O ministro reconheceu que os bancos têm adotado uma posição de comedimento e
precaução diante da crise, o que tornou as linhas de crédito mais escassas e caras.
Essa atitude, disse ele, é "natural" no atual cenário econômico.
Mantega observou, ainda, que as medidas anunciadas pelo governo levam algum
tempo para surtir efeito. No caso da nova modalidade de redesconto - com a
possibilidade de o Banco Central emprestar a bancos tendo como garantia suas
carteiras de crédito - havia até um empecilho legal, o que levou o governo a editar
uma medida provisória.
Ainda assim, os técnicos são cautelosos. "Todos têm medo, mas o redesconto vai
começar a funcionar", disse o ministro.
Crise acelera aquisições na área de construção
Fonte: DCI
Mesmo depois de o governo federal acatar o pedido das empresas de injetar R$ 3
bilhões para o mercado crescer e voltar a liquidez, a previsão do setor de
construção civil é de uma mudança de cenário, em que a expectativa, no melhor
dos casos, é de até 2010 o segmento sofrer um enxugamento forte, em que o
número de empresas seja reduzido pela metade e as grandes companhias, listadas
na Bolsa de Valores (Bovespa), passem de 25 para no máximo 12.
Um indicativo dessa movimentação, que agora será acelerada por conta da crise, é
que, de setembro do ano passado a setembro deste ano, a Inpar, por exemplo,
teve perdas de 93,7% em lucratividade. A Abyara perdeu 89,8% e a Tenda, 86,8%.
Logo, o dinheiro do governo para ajudar o setor, previsto em programa que deve
ser divulgado hoje, poderá até financiar a venda de imóveis e acelerar o processo
de fusões e aquisições das 25 empresas do segmento listadas na Bolsa.
Para João Crestana, presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), a crise deve
ser responsável pela aceleração das fusões e aquisições. “Em lugar algum do
mundo existem 25 grandes incorporadoras, como temos na Bovespa.
Independentemente da crise, elas devem somar seis ou oito grandes grupos. Sem o
pano de fundo da crise, acredito que este processo levaria entre três e quatro
anos”.
Agora, dois, devido ao baixo preço das ações e à falta de caixa de algumas
empresas."
Crestana lembra ainda que o processo já vinha ocorrendo no setor. "Há pouco
tempo, antes da crise ser deflagrada, a Gafisa incorporou Tenda, Company e
Brascam. A Tricury e Incossul se fundiram e formaram a Trysul. Há o caso da
Cyrela, que comprou investimentos da Agra, entre outros casos."
Com ar otimista com relação ao seu negócio e minimizando os efeitos da crise no
segmento, o diretor presidente da empresa Helbor, Henrique Borenstein, assegurou
ao DCI que pelo menos sua empresa "tem recursos em caixa e linhas de crédito",
logo não seria uma das que poderiam ser absorvidas no mercado. Procurada, a
Abyara se limitou a dizer que o cenário ainda é recente para opinar.
Entraves
Com a movimentação mais acelerada no mercado, apesar da liberação de R$ 3
bilhões, a Câmara Brasileira da Construção Civil (CBIC) pretende entregar uma lista
de sugestões ao governo referente a financiamentos, por volta do dia 9 de
novembro. A CBIC não aceita a possibilidade de a Caixa Econômica Federal comprar
participações de empresas, conforme prevê o artigo 4 ºda Medida Provisória nº
443/ 08.
Caio Monteiro, analista da BRG Capital, é contra a possibilidade de compra de ações
das companhias de construção civil pelo governo por acreditar que o modelo
favoreceria empresas descapitalizadas e que teriam sido imprudentes ou
ineficientes nos investimentos. "As empresas que têm condição de se manter sem
injeção de capital por venda de ações, dado que fizeram uma melhor gestão do
caixa, não estarão dispostas a vender ações a preços de mercado, pois isso
tenderia a gerar uma diluição grande aos atuais acionistas. Da mesma forma, as
empresas que precisarem de capital a qualquer custo estarão dispostas a vender
ações."
Professor de Finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Pontifícia
Universidade Católica (PUC), Fábio Gallo também critica a possibilidade de a Caixa
comprar ações. "As empresas querem crédito na praça. O governo tem de regular e
financiar o mercado, ordenar como incentivar fusões e aquisições. Enfim, dar
condições ao povo de comprar sua casa."
Na opinião do analista da Nova Financial Eduardo Barros, o cenário está assim: "Os
players do segmento estão engessados, com pouco fôlego para girar a produção,
pois investiram muito capital em constituição de banco de terras e agora
necessitam de capital de giro para produzir".
Caio Monteiro constata que deve ocorrer uma desaceleração da demanda, por conta
de desemprego ou desconfiança do consumidor. "O financiamento da construção
não possui o melhor do funding. Os bancos estão captando em poupança (que tem
liquidez diária) e emprestando a longo prazo. Corre-se risco de descasamento."
Documento
Conforme documento elaborado no "80ª Encontro Nacional da Indústria da
Construção", realizado semana passada e divulgado pela CBIC na última segundafeira,
o setor pede a destinação exclusiva dos recursos do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço (FGTS) para habitação, saneamento e infra-estrutura urbana e
aplicação dos saldos da caderneta de poupança, além da redução em 5% do
percentual do depósito compulsório de poupança.
A idéia é direcionar os recursos para a produção de novas habitações.
Os empreiteiros defendem condições de crédito (taxas de juros e prazos de
pagamento), criação de linhas de financiamento lastreadas nos recebíveis oriundos
da venda de imóveis em construção ou construídos e para fusões, incorporações e
aquisições de empresas. Querem redução do prazo de pagamento de faturas de
obras públicas para garantir capital de giro e a manutenção da contratação de
projetos voltados às parcerias público-privadas, concessões públicas e outras obras
da administração federal.
"Não haverá quebradeira, mas a redução do ritmo é inevitável. Os consumidores
adiam as compras e os empresários, os investimentos", disse o presidente da CBIC,
Paulo Simão, evitando citar, por exemplo, que empresas estão sujeitas a serem
absorvidas. Sobre as empresas baixarem preços devido à falta de financiamento,
ele crê em manutenção ou a queda "dependerá da lei da oferta e da procura". Para
ele, o crescimento do setor deve ficar entre 8,5% e 9% em 2008. "Não sei quanto
menos vamos crescer em 2009. Estamos buscando medidas preventivas."
A CBIC reforça que "o nível de endividamento do setor é baixo se comparado ao de
outros países. As hipotecas ficam abaixo de 4% do total do Produto Interno Bruto.
O sistema financeiro e de concessão de crédito segue rígido, garantido pela ação
vigilante e fiscalizadora do Banco Central".
Até 2010, a área de construção civil sofrerá um enxugamento acelerado: o número
de empresas se reduzirá à metade entre as companhias listadas na Bolsa de
Valores, passando de 25 para no máximo 12, mesmo depois de o governo federal
acatar o pedido das empresas de injetar R$ 3 bilhões para o mercado crescer e
voltar a ter mais liquidez. João Crestana, presidente do Sindicato da Habitação
(Secovi-SP), acredita que a crise é responsável pela aceleração dessas fusões e
aquisições.
"Em lugar algum do mundo existem 25 grandes incorporadoras, como temos na
Bovespa. Sem o pano de fundo da crise, acredito que este processo levaria entre
três e quatro anos. Agora, dois, devido ao baixo preço das ações e à falta de caixa
de algumas empresas." Crestana lembrou que o processo já estava ocorrendo
"antes de a crise ser deflagrada. Tivemos a Gafisa, que incorporou Tenda, Company
e Brascan. A Tricury e a Incosul formaram a Trisul. Há o caso da Cyrela, que
comprou partes da Agra", explicou.
Listada na Bolsa, a companhia Helbor é uma das que não esperam ser absorvidas
por concorrentes. Henrique Borenstein, presidente da empresa, disse ter recursos
em caixa e ter linhas de crédito para manter os negócios.

Crédito imobiliário vai crescer, diz Bradesco
Fonte: Estadão
Apesar da crise internacional, que deve provocar desaceleração do crescimento
econômico no Brasil nos próximos meses, o Bradesco prevê que o crédito
imobiliário continuará aquecido. "O mercado imobiliário continuará aquecido,
mesmo com a desaceleração da economia. Não haverá falta de recursos, porque há
a exigibilidade (obrigação de aplicar recursos da caderneta de poupança em crédito
imobiliário) a ser cumprida", afirmou ontem o diretor de Relações com Investidores
do Bradesco, Milton Vargas, durante teleconferência com analistas financeiros.
O Bradesco separou, para este ano, R$ 5,7 bilhões para financiamento de imóveis.
Até o encerramento do terceiro trimestre, R$ 4,812 bilhões já estavam
comprometidos para essa finalidade. "Falta pouco para cumprirmos a meta
estipulada para este ano. E acredito que não teremos dificuldade, tendo em vista os
negócios que já estão em andamento", disse.
Já em relação ao crédito concedido para compra de automóveis, o Bradesco admite
um arrefecimento. Segundo o presidente do banco, Marcio Cypriano, as operações
de empréstimo estão sendo feitas normalmente pelo Bradesco, com exceção dos
financiamentos de veículos.
"Já verificamos uma queda razoável nessa modalidade. O mercado se ressentiu
mais com a crise e decidimos adotar algumas medidas que consideramos
adequadas para o momento, como a exigência de uma entrada maior para os
financiamentos e redução de prazos, que estavam muito alongados", afirmou,
também durante a teleconferência.
Em setembro, a posição do Bradesco em financiamento ao consumo, que inclui
crédito para compra de veículos, crédito pessoal, consignado e financiamento de
bens, entre outros, era de R$ 56,19 bilhões. Esse valor representa uma alta de
5,5% em relação ao final do segundo trimestre de 2008 e de 28,3% nos últimos 12
meses.
Inadimplência
O Bradesco trabalha com previsão de estabilidade nos níveis de inadimplência nos
próximos meses. A taxa de inadimplência total do banco ficou em 3,5% em
setembro deste ano, uma queda de 0,2 ponto porcentual em relação ao registrado
no mesmo mês do ano passado, de 3,7%. "Esperamos estabilidade nos próximos
trimestres, ressaltando que o comportamento da renda e do emprego serão
fundamentais para que isso ocorra no segmento de pessoa física", afirmou Vargas.
A equipe de análise econômica do Bradesco estima um crescimento de 3% para o
Produto Interno Bruto (PIB) em 2009. Com base nessa estimativa, o banco prevê
que pode alcançar uma alta de 20% no crédito no próximo ano. Para 2008, o
Bradesco acredita que alcançará uma taxa de crescimento entre 29% e 30% no
crédito.
Resultados
Na segunda-feira, o Bradesco anunciou seus resultados do terceiro trimestre. O
lucro, de R$ 1,91 bilhão, foi o terceiro maior resultado da história registrado entre
bancos brasileiros para o período trimestral de julho a setembro. A comparação foi
Concorrência
feita pela consultoria Economática, ajustando os dados de anos anteriores à
inflação medida pelo índice IPCA.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Marta sobe 2 Pontos e Kassab cai 3



Gilberto Kassab (DEMO), candidato à reeleição, tem 51% de intenções de voto. Marta Suplicy, candidata do PT, 39%.

Descontados nulos, brancos e indecisos, Kassab tem 56% dos votos válidos e Marta, 44%.

Gilberto Kassab (DEMO) caiu 3% desde a ultima pesquisa divulgada.

Marta Suplicy (PT) subiu 2%.

A diferença entre ambos diminuiu 5%.

Caiu de 17% para 12%.

O que significa na pratica uma diferença de apenas 7%.

Foi o que apurou a primeira pesquisa de intenção de voto do Ibope aplicada depois do primeiro turno da eleição.