As notícias de hoje, 20/09, são:
Notícias - Setor Imobiliário:
- Setor de imóveis prevê alta de 35%
- Consórcio de imóveis cresce 90% em 3 anos
- FGV aponta os caminhos do mercado imobiliário
- O risco na expansão do Crédito Imobiliário e a aplicação da Tabela Price serão analisados por especialistas
- Poupança financia R$ 10,3 bi em imóveis de janeiro a agosto
Notícias - EUA:
- Economistas já esperam novo corte de 0,25 ponto em outubro
- Ação do Fed ignora más interpretações
Notícias - Setor Imobiliário:
Setor de imóveis prevê alta de 35%
A crise no mercado imobiliário americano não teve impacto no crédito habitacional brasileiro. O crescimento recorde registrado até julho deve se manter até o fim do ano. A expectativa é que o volume total de concessões deva atingir R$ 21,8 bilhões, crescimento de 35% em relação aos R$ 16,1 bilhões de 2006.
A grande explosão se deve a forte entrada dos bancos de varejo no segmento. As concessões dessas instituições devem subir dos R$ 9,34 bilhões do ano passado para R$ 15 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
O número de imóveis deve ser praticamente o mesmo do ano passado, com o financiamento de 500 mil unidades, diz o coordenador da FGV Projetos, Fernando Garcia, mas o valor dos financiamentos já cresceu 33% até julho e deve manter taxa semelhante até o fim do ano já que os meses de setembro a novembro são bastante fortes no setor.
De fato, a expectativa para o quarto trimestre é bastante positiva. O responsável pela área de Relações com Investidores da incorporadora Agra, Ricardo Setton, afirma que, da previsão inicial de R$ 1 bilhão em vendas para este ano, mais da metade está programada para os próximos meses. A empresa tem o quarto maior banco de terrenos no país, estimado em R$ 11 bilhões.
O professor da FGV lembra ainda que os investimentos no setor continuam muito fortes. "A expansão dos financiamentos habitacionais, no valor de R$ 12,7 bilhões, foi responsável por 26,3% do aumento dos investimentos totais no país", explica, enfatizando que esse movimento só foi possível pela forte expansão do crédito.
"O crédito imobiliário ficará cada vez mais acessível", acredita o superintendente de Relacionamento Institucional da área de negócios imobiliários do Santander, Mauro Costa. Segundo ele, a perspectiva de queda dos juros e a ampliação dos prazos deve elevar até mesmo a demanda nas classes mais baixas.
Além disso, lembra ele, hoje o aluguel varia entre 0,5% a 0,8% do valor do imóvel, correspondendo a prestações equivalentes a financiamentos com taxas entre 7% e 10% ao ano. Com isso, diz Costa, os bancos devem ampliar cada vez mais a concorrência na faixa de renda entre três e dez salários mínimos. "Mercado está se organizando para atender este mercado", diz.
Fonte: Valor Econômico
Consórcio de imóveis cresce 90% em 3 anos
O crescimento do setor de consórcio imobiliário vem despertando o interesse dos consumidores que procuram uma alternativa para comprar a casa própria. Segundo dados da associação do setor, o número de pessoas que procuram esse tipo de modalidade cresceu quase 90% nos últimos três anos e chegou a 430 mil clientes.
A vantagem do consórcio em relação ao financiamento imobiliário é que o preço final do imóvel será menor, já que não há cobrança de juros. Isso porque, em vez de um empréstimo, o consórcio funciona como uma espécie de poupança.
A principal desvantagem, por outro lado, é a possibilidade de ter de esperar por até dez anos para comprar a casa própria, caso a pessoa não seja sorteada ou não consiga dar lances suficientemente altos para tirar a carta de crédito.
O diretor da Caixa Consórcios, Antonio Limoni, diz que os dois produtos se destinam a consumidores com objetivos diferentes. “Quem está no consórcio não está buscando o imóvel de imediato, está fazendo uma economia para comprar o imóvel mais adiante. Já a pessoa que opta pelo financiamento quer comprar o imóvel hoje”, diz Limoni.
Ele diz que, por essas características, a procura pelo financiamento ainda é maior que a venda de consórcios. Na Caixa, por exemplo, foram financiados 500 mil imóveis em 2006, enquanto a carteira de consorciados ficou em 115 mil pessoas.
Como funciona
Nos últimos anos, o setor de consórcios conseguiu crescer, principalmente, graças aos segmentos de motos e imóveis, enquanto vê cair o número de participantes na área de veículos leves. Esse movimento se deve, entre outros motivos, ao barateamento do crédito ao consumidor desde 2005.
Um dos atrativos para o consórcio de imóveis, em relação a outras modalidades, está na possibilidadede se utilizar o saldo do FGTS para dar lances e tentar ser contemplado antes.
Além disso, o reajuste das parcelas é anual, feito pelo INPC, um dos índices de inflação calculados pelo IBGE. Os prazos, no entanto, são mais curtos - variam, em geral, de 90 a 120 meses (dez anos)- do que os do financiamento imobiliário, que pode chegar a 25 anos.
Essa modalidade também tem outra característica diferente em relação aos consórcios de veículos e motos. Ao invés de sair com o produto na mão, o consumidor sai do consórcio com uma carta de crédito para poder comprar o apartamento, novo ou usado, assim como acontece no financiamento imobiliário.
Vantagens e desvantagens
Segundo o professor de matemática financeira José Nicolau Pompeo, o consórcio é um negócio mais vantajoso para aqueles que vão ser contemplados no início. Depois, essa vantagem vai diminuindo, até se tornar um “mau negócio” para quem ficou para o final. “O último a receber vai passar a maior parte do tempo pagando, mas sem poder utilizar o bem”, diz Pompeo.
Por isso é importante que o cliente analise a necessidade de urgência e a capacidade para dar lances.
Empréstimo caro
A assistente administrativa Silvana Gonçalves Monteiro e seu namorado, por exemplo, optaram pelo consórcio para trocar de apartamento.
Ela disse que considerou “exorbitantes” os valores cobrados no empréstimo imobiliário tradicional e preferiu entrar no consórcio porque possui dinheiro para dar um lance alto ainda nos primeiros meses.
Silvana afirmou que pretende vender um apartamento do casal e utilizar parte do dinheiro para dar um lance de 25% do valor da carta de crédito. “Se não tivesse como dar um lance, talvez fizesse o financiamento normal”, diz Silvana.
Sem juros
Em geral, um financiamento costuma ter uma prestação entre 40% e 45% mais cara que um consórcio, devido aos juros cobrados no período. “A vantagem do consórcio é sempre a questão dos juros”, diz Rogério Dutra Pereira, gerente regional da empresa de consórcios Embracon.
Em compensação, o consorciado sempre correrá o risco de ter de esperar até o final do período, que pode chegar a dez anos, para comprar o seu imóvel.
Para escapar do fim da fila, uma forma de tentar ser vitorioso em um consórcio, sem depender dos sorteios, é ofertar lances mais altos que a prestação mensal. A maioria das empresas oferece duas modalidades: laces fixos, no valor de 20% a 30% da carta de crédito, e lances livres, que variam de acordo com a possibilidade do cliente.
“Quanto maior o percentual do lance maior a chance de ser contemplado”, diz o gerente da Embracon.
Ele lembra que o lance nada mais é do que uma antecipação da prestação. Isso significa que, além de ter mais chances de comprar o imóvel antes, a pessoa que faz a oferta pode reduzir as parcelas mensais que ainda restam a pagar.
Isso porque o saldo devedor fica menor e pode ser recalculado. Outra possibilidade é manter o valor da prestação mensal e diminuir o prazo de pagamento, uma boa opção para aqueles que podem se livrar logo da dívida.
Na Caixa, por exemplo, 45% dos contemplados são pessoas que oferecem lances livres; 25%, lances fixos; e os outros 30% são premiados pelos sorteios.
Taxas
Assim como no financiamento imobiliário, o consumidor deve ficar atento na hora de escolher a empresa de consórcio. Em primeiro lugar é preciso checar a idoneidade da companhia.
No site do Banco Central é possível saber mais sobre a regulamentação dos consórcios no país. Há também um endereço para verificar a situação das empresas (http://www.bcb.gov.br/?CONSADM) e a lista daquelas que estão impedidas de constituir novos grupos (http://www5.bcb.gov.br/fis/consorcio/Pconsorcio.asp).
Outro problema são as taxas. A maioria dos consórcios cobra taxa de administração, seguro de vida, fundo de reserva, taxa de adesão e seguro contra inadimplentes. Juntas elas podem representar até 12% da prestação mensal. Por isso, os especialistas recomendam que o consumidor pesquise bem as tarifas.
Perguntas e respostas
Como funciona um consórcio?
Consórcio é um sistema de compra parcelada em grupo, onde o valor do bem é distribuído por um prazo determinado. Nele, um grupo de pessoas se reúne e estabelece o valor final do imóvel desejado.
A partir daí, com o grupo criado, será paga mensalmente uma quantia à administradora e, no final do período acertado, todos do grupo recebem uma carta de crédito que pode ser utilizada na aquisição ou construção do imóvel.
Qual a diferença do consórcio imobiliário?
A diferença do consórcio imobiliário para os outros é que, ao invés de receber uma casa pronta, o consorciado recebe uma carta de crédito no valor estipulado em contrato. Com a carta de crédito em mãos, basta encontrar o imóvel que deseja.
Sorteios e lances
No consórcio imobiliário também são feitos sorteios e lances. Quem é sorteado recebe a sua carta de crédito, faz a opção pela modalidade aquisição ou construção e vai em busca de seu imóvel. Caso o associado deseje, é possível dar um lance e arrematar a carta antes do tempo.
Nos dois casos, o associado deve continuar pagando as prestações até o final. Mas quem dá um lance, pode reduzir o valor da mensalidade ou diminuir o prazo de pagamento.
Fonte: Gazeta do Povo - PR
FGV aponta os caminhos do mercado imobiliário
Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgado ontem mostra que o mercado imobiliário brasileiro, apesar dos bons resultados nos últimos dois anos, ainda tem muito espaço para crescer. Os investimentos em habitação no Brasil estão longe dos praticados em outros países. Segundo o levantamento, por aqui o investimento per capita, entre 1995 e 2005, foi de US$ 327, enquanto nos Estados Unidos foi de US$ 1.846 e na Espanha de US$ 1.588. "Houve uma evolução pouco expressiva de 1970 a 2005", afirma o economista e coordenador da FGV Projetos, Fernando Garcia, responsável pelo estudo.
Da expansão média anual do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,38% entre 1995 e 2005, o mercado imobiliário local contribuiu com 0,24 ponto percentual. Os dados da Coréia do Sul mostram que os investimentos do setor representam 0,57 ponto percentual dos 4,85% do avanço do PIB. Esse percentual de investimento coreano (0,57%) era quase o mesmo do Brasil (0,60%) entre 1975 e 1985. Nesse período, foram adquiridas pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) 500 mil unidades. De julho de 2006 a junho de 2007, foram financiadas 140 mil unidades habitacionais, sendo 44% imóveis novos.
Com a expansão de crédito, a expectativa, segundo Garcia, é a de que haja um aumento de valor investido, mas não de número de unidades financiadas. No primeiro semestre de 2007, o financiamento habitacional cresceu 33% e deve alcançar os 40% até o fim do ano. Se isso ocorrer, o valor de financiamento terá dobrado em dois anos. Crise – Para Garcia, o Brasil tem potencial para se tornar importador de parte do capital que seria investido no setor imobiliário nos Estados Unidos, mas que não o será por conta da crise.
Ele afirma que para o Brasil receber mais investimentos deveria também ter um fundo garantidor de empréstimo para a baixa renda: uma espécie de seguro contra a inadimplência, que gira em torno de 20% no sistema do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e 3% no sistema bancário. Articular a política de subsídio com a de crédito também estimularia o setor. Segundo o superintendente de Relacionamento Institucional da vice-presidência de Negócios Imobiliários do Santander Brasil, Mauro Costa, novos mecanismos devem ser desenvolvidos para desburocratizar a aprovação de projetos e com isso ampliar os investimentos.
Fonte: Diário do Comércio - SP
O risco na expansão do Crédito Imobiliário e a aplicação da Tabela Price serão analisados por especialistas
Os principais problemas que atingem o consumidor de crédito e dos demais produtos e serviços bancários serão analisados por especialistas num Ciclo promovido conjuntamente pelo Ministério Público de São Paulo, Fundação Procon de São Paulo e pela PRO TESTE Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. No próximo dia 28, o foco será o crédito imobiliário.
As inscrições para o evento são gratuitas, mas as vagas limitadas. Os interessados podem se inscrever pelo e-mail: seminario@proteste.org.br ; pelo telefone (11) 3119-9844, ou pelo site: http://www.procon.sp.gov.br/cursos.asp
Entre os temas em debate estarão o risco na expansão do crédito imobiliário, a aplicação da Tabela Price, a responsabilidade social na oferta do crédito, a importância da informação sobre a taxa de juros e outros custos envlvidos nos contratos, além de outras importantes questões para o consumidor nessa área.
Veja o programa completo do 1º Ciclo:
Programa
Ciclo : Informação como instrumento de equilíbrio no crédido e serviços bancários
1º Ciclo : Crédito Imobiliário
Dia 28 de setembro de 2007
Horário: 9h - 12h30
Local: Auditório Tylene de Morais, do Ministério Público do Estado de São Paulo, à Rua Riachuelo, 115 - 9º andar - Centro - São Paulo
9h - Abertura:
Rodrigo Ribeiro Rebello Pinho
Procurador Geral de Justiça do Estado de São Paulo
Coordenador do Ciclo: Roberto Pfeiffer
Diretor do Procon São Paulo
Convidados:
1. Fernando Garcia Coordenador de Projetos Fundação Getúlio Vargas
Coordenador - Projetos - Fundação Getúlio Vargas
2. Teotônio Rezende - Superintendente da Caixa Econômica Federal
3. Carlos Eduardo Duarte Fleury -Superintendente Geral da Abecip - Associação Brasileira de Empresas de Crédito Imobiliário e Poupança
4. Maiocon Truppel Machado - Advogado especialista em Sistema Financeiro da Habitação, Consultor Jurídico da ABMH Associação Brasileira da Habitação e Conselheiro da OAB/SC.
Debatedores:
1. Marco Antonio Zanellato - Procurador de Justiça
2. Edson Rovina - Matemático e Perito Financeiro - "responsável pelo expurgo da tabela price nos contratos imobiliários - na jurisprudência"
3. Márcio Mello Casado - Advogado e autor de obras nas áreas direito
4. Karen Camacho - Jornalista da Folha on line
Fonte: Maxpress
Poupança financia R$ 10,3 bi em imóveis de janeiro a agosto
Valor destinado ao crédito imobiliário em oito meses já é maior do que foi alcançado em todo o ano de 2006
Márcia De Chiara - OESP
O financiamento para compra da casa própria com dinheiro da poupança é recorde pelo segundo mês consecutivo. Em agosto, os bancos emprestaram R$ 1,8 bilhão, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
É a maior marca mensal desde 1984 e reflete o excepcional momento do mercado imobiliário, com crédito farto, prazos de financiamento que chegam a 30 anos, prestações fixas e forte concorrência entre os agentes financiadores, que incluem não apenas bancos, mas também companhias hipotecárias.
'Em agosto, os financiamentos com recursos da poupança superaram o total empregado na habitação em todo o ano de 2002', observa o diretor-geral da entidade, Oswaldo Corrêa Fonseca. Naquele ano, o total foi de R$ 1,7 bilhão.De janeiro a agosto, os empréstimos somam R$ 10,3 bilhões, superando em 73,6% o total concedido no mesmo período de 2006 e o do ano inteiro de 2006, que foi de R$ 9,3 bilhões.
'Se esse ritmo se confirmar, nossa previsão é que o ano feche com R$ 16 bilhões da poupança voltados para o financiamento imobiliário, um recorde', diz o diretor da Abecip.
Também o total de unidades financiadas neste ano deve ultrapassar as marcas anteriores e somar 180 mil unidades. Até agosto, foram 117.237 mil e no ano passado inteiro, 113.873.
'O crédito é o grande motor do segmento imobiliário', afirma Ricardo Setton, diretor de Relações com Investidores da Agra Incorporadora. Ele observa que há 10 anos a taxa básica de juros, a Selic, que baliza o mercado, estava em 38% ao ano, caiu para 25% em 2002 e hoje está em 11,25%. O prazo máximo, que estava em 36 meses em 1997, cresceu para 100 meses em 2002 e atualmente é de 360 meses ou 30 anos.
Com isso, observa Fonseca, ficou mais fácil comprar imóvel. Hoje uma pessoa que ganha seis salários mínimos por mês (R$ 2.280) tem o acesso a uma linha de crédito para compra de imóvel que em 2004 só era possível para quem recebesse 14 salários mínimos (R$ 5.320) mensais.'O valor da prestação caiu e atualmente equivale a um aluguel. Em 2004, a mensalidade do financiamento correspondia a quatro vezes um aluguel', compara.
O bom momento do setor já tem reflexos na velocidade de vendas dos imóveis novos. No primeiro semestre deste ano o total de imóveis na cidade de São Paulo em relação ao ofertado foi de 17%, segundo pesquisa do Secovi-SP, o sindicato da habitação. 'Esse índice é recorde', afirma o vice-presidente de Comercialização e Marketing da entidade, Élbio Fernandes Mera. No primeiro semestre do ano passado esse indicador foi 13% e a média sempre girou em torno de 11%, observa.
Apesar do aquecimento do mercado com a demanda maior do que a oferta, Fernandes Mera observa que os preços dos imóveis não subiram. Ele argumenta que, com a abertura de capital das empresas, que já são 22, o setor está capitalizado e as companhias têm compromissos de apresentar resultados para os investidores, com metas de vendas estipuladas.
Outro indicador da exuberância do setor é a adesão ao Salão Imobiliário de São Paulo, que começa no dia 27, em São Paulo. Em quatro dias do evento, organizado pelo Secovi-SP, pela Alcantara Machado Feiras e Negócios e a Reed Exhibitions, 220 empresas, entre construtoras, incorporadoras, imobiliárias, bancos e companhias hipotecárias, vão trabalhar para vender 30 mil imóveis, o dobro da primeira edição da feira, ocorrida no ano passado.
Ricardo Matrone, diretor do evento, conta que uma das novidades deste ano é o maior número de bancos participantes, de mais dez, ante quatro em 2006, e a entrada de companhias hipotecárias, que começam a disputar os financiamentos. O foco dos negócios são imóveis residenciais de R$ 60 mil a R$ 250 mil.
Publication: Gazeta Mercantil - OnLine News - pt
Provider: Gazeta Mercantil / Investnews
Date: September
Crédito para imóvel atinge R$ 10 bi e já supera 2006
São Paulo, - As operações de crédito imobiliário com recursos da poupança atingiram R$ 10,3 bilhões em 2007, até agosto, segundo a Abecip, associação que reúne empresas do setor. O volume supera tudo que foi concedido em 2006. Até o final do ano, os desembolsos devem atingir R$ 16 bilhões, segundo Osvaldo Correa Fonseca, diretor da Abecip. O especialista lembra que a expansão do setor começou a partir de 2004, com a mudança nas leis que transformaram o crédito imobiliário num negócio mais seguro e mais atraente para os bancos. Neste ano, por exemplo, o Citibank decidiu retomar suas operações e o Banco do Brasil começa carreira solo no mês que vem.
Notícias - EUA:
Economistas já esperam novo corte de 0,25 ponto em outubro
As reduções de 0,5 ponto porcentual no juro básico e na taxa de redesconto, somadas ao comunicado divulgado ontem, indicam que o Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc) realizará mais um corte do juro, mas de menor magnitude (0,25 ponto), em outubro. Essa é a opinião de vários analistas econômicos de Wall Street ouvidos pelo Estado.
A redução do juro básico de ontem foi a primeira em quatro anos. O corte anterior foi em junho de 2003, quando a taxa básica foi reduzida de 1,25% para 1%. Com relação à taxa de redesconto, em 17 de agosto ela foi cortada em 0,5 ponto, com objetivo de amenizar o aperto de liquidez no mercado financeiro.
O economista do RBC Financial Capital para os EUA, Paul Ferley, avalia que o relatório de emprego relativo a agosto, que mostrou contração no número de postos de trabalho, revelou que era elevado o risco do impacto da turbulência nos mercados sobre o crescimento do país. 'O objetivo do corte é ajudar a economia.'
Na avaliação dos estrategistas, a decisão do Fed é resultado das indicações de que o enfraquecimento em Wall Street está afetando a chamada 'Main Street', ou seja, a vida dos americanos por meio da economia real, e não apenas pesando sobre os investimentos no mercado financeiro.
Mais do que isso, vários analistas classificam que, particularmente, o mercado de imóveis residenciais já está em território recessivo e vem pesando diretamente sobre o crescimento econômico do país.
O economista-chefe do banco Wachovia, John Silvia, observa que a decisão e o comunicado revelam que o Fed está preocupado com o impacto negativo da turbulência nos mercados sobre a economia. 'O Fed quer estar à frente do problema.' Ainda assim, o corte da taxa de redesconto beneficia bancos e instituições que estão enfrentando diretamente a escassez de liquidez nos mercados, avalia.
O vice-presidente sênior e diretor de pesquisa econômica da Alliance Bernstein, Joe Carson, concorda que foi um movimento 'preventivo' e classifica como surpreendente a decisão. Essa opinião é compartilhada por várias instituições em Wall Street. No entanto, Carson estima que 'o corte agressivo (do juro básico) tem por objetivo lidar com as expectativas e determinar a trajetória futura para o crescimento do país'.
Para o economista sênior do banco Wells Fargo, Scott Anderson, 'o corte foi uma dose saudável de remédio para a economia'. 'Há riscos claros ao crescimento e o corte foi agressivo para evitar a recessão', completa.
O economista Robert Mellman, do JP Morgan, previa um corte menor, mas acredita que o Fed foi capaz de evitar o temido risco moral por causa do estado da economia local. Ele cita também o claro enfraquecimento do mercado de imóveis residenciais no país. 'É uma bobagem falar em risco moral quando é a economia que está em risco. Houve um resgate da economia, e não dos investidores', afirma o economista-chefe da Standard and Poor's, David Wyss.
Fonte: Estadão (Nalu Fernandes)
Ação do Fed ignora más interpretações
O presidente do Federal Reserve, o banco central americano, Ben Bernanke, agiu agressivamente para impedir que a crise de liquidez afete a economia dos Estados Unidos com um corte surpreendente de meio ponto percentual nos juros, ignorando por enquanto os temores de que seu gesto poderia parecer uma ação para salvar investidores.
A medida indica que Bernanke considera que a turbulência iniciada há um mês no mercado que acabará causando muito mais danos à economia do que causou até agora, e portanto ele preferiu se arriscar a pecar pelo excesso que pela falta.
A medida foi tomada numa hora em que os indícios nos Estados Unidos apontam para uma queda substancial nas vendas de residências, na construção e nos preços nos próximos meses, algo que pode aumentar ainda mais a taxa de inadimplência nos créditos imobiliários, afetando os mercados e diminuindo o consumo.
Nesse processo, Bernanke pode ter-se mostrado mais próximo em estilo e táticas ao seu antecessor Alan Greenspan do que muitos suspeitavam. Isso traz o risco de a decisão ser criticada por ser benéfica a investidores. Mas Bernanke parece estar menos preocupado com esse risco do que em manter a economia fora da recessão.
É assim que o próprio Greenspan interpretou a medida. "A questão que eles tiveram de ponderar foi 'punir esses (especuladores) é mais importante do que fazer algo que eles consideraram ser um bem maior?' ", disse ele numa entrevista ontem ao canal de TV Fox News.
O Fed diminuiu sua meta de juros para os fundos federais, cobrada para empréstimos de curtíssimo prazo entre bancos, de 5,25% para 4,75%. Ele também fez corte semelhante nos juros dos empréstimos de redesconto, cobrados em empréstimos diretos para bancos, para 5,75%.
Os cortes, maiores do que a maioria dos economistas esperava, impulsionaram uma forte alta das bolsas. A Média Industrial Dow Jones, que subia apenas 70 pontos antes que a decisão fosse anunciada, ganhou 335,97 pontos (2,5%) e fechou em 13739,39, a maior valorização porcentual em um único dia desde 2003.
Entretanto, num indício de que alguns investidores temem que o corte possa causar pressões inflacionárias, o dólar caiu bastante, assim como a cotação dos títulos de longo prazo do Tesouro americano - levando a uma alta dos juros que eles pagam. O petróleo e o ouro subiram.
O Federal Reserve não deu nenhuma pista clara sobre qual será a sua próxima medida. "Ainda há algum risco de inflação", declarou. Mas "acontecimentos nos mercados financeiros (...) aumentaram a incerteza que cerca o cenário econômico".
Os mercados, no entanto, apostam alto que haverá um corte de 0,25 ponto porcentual na próxima reunião do Fed, em 30 de outubro.
O corte de 0,5 ponto porcentual foi um ponto de exclamação no drama que começou há mais de um mês. Em sua última reunião, em 7 de agosto, o Fed deixou os juros em 5,25% e indicou que continuava preocupado com a inflação. Dias depois, surgiram na Europa temores sobre os mercados de crédito, relacionados a prejuízos em fundos de hedge associados a bancos e veículos de investimento que os bancos mantinham fora do seu balanço e que haviam comprado créditos imobiliários americanos de alto risco. Nas últimas semanas, investidores e bancos ficaram cada vez mais desconfiados um do outro e indispostos a emprestar, aumentando os juros para todos os tipos de tomadores.
Em Wall Street, logo surgiram os pedidos para que o Fed baixasse os juros imediatamente. Em vez disso, o Fed, em 17 de agosto, diminuiu em 0,5 ponto porcentual sua taxa de juros para empréstimos de redesconto e facilitou as regras para obtê-los, na esperança de que os bancos usariam o redesconto para restaurar a liquidez no mercado de crédito. O objetivo, disseram autoridades do Fed na época, era fazer a distinção entre o papel do Fed em manter o sistema financeiro funcionando normalmente e sua responsabilidade pela estabilidade econômica.
Por outro lado, Greenspan tentava tratar as estabilidades financeira e econômica como inseparáveis, e considerava um corte nos juros como a melhor maneira de restaurar a confiança dos investidores e proteger a economia.
Seus críticos dizem que esses cortes, com o tempo, alimentaram a audácia dos investidores para assumir ainda mais dívidas e levar os ativos - primeiro as ações, depois a casa própria - para níveis cada vez maiores, o que tornou a correção final ainda mais dolorosa. Essas críticas se intensificaram tanto com a turbulência recente quanto com o lançamento do livro de memórias de Greenspan.
Bernanke ouviu essas críticas, mas em último caso se mostrou bem alinhando com o pensamento de Greenspan: o Fed não pode se responsabilizar pelo preço dos ativos, apenas pelo crescimento e pela inflação.
Autoridades do Fed vinham pendendo para um corte dos juros nas últimas semanas, mas o argumento em favor de um relaxamento maior pode ter sido selado por um relatório duas semanas atrás que revelava que o nível de emprego declinou em agosto pela primeira vez em quatro anos. Isso mostrou que a economia havia desaquecido significativamente antes mesmo que o impacto pleno da turbulência nos mercados fosse sentido.
Fonte: Valor Econômico
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
terça-feira, 18 de setembro de 2007
As notícias de hoje, 18/09, são:
As notícias de hoje, 18/09, são:
Notícia - Volume de financimanento imobiliário:
- Abecip diz que crédito imobiliário ainda é tímido
Notícia - FGTS:
- Ministro quer ampliar FGTS para habitação popular
Notícias - Banco Central - Novas Regras:
- Nova regra eleva crédito habitacional e no varejo
- Regras do BC abrem espaço para o aumento do crédito imobiliário
Notícias - Concorrência:
- Unibanco emprestará, no crédito imobiliário, R$ 15 bi
- Área de imóveis do Itaú obtém repasse do BID
Notícia - Previ-Rio:
- Servidor municipal: inscrição para casa própria começa nesta segunda
Notícia - Volume de financimanento imobiliário:
Abecip diz que crédito imobiliário ainda é tímido
Em julho deste ano, o volume de operações de financiamento imobiliário superou R$1,58 bilhão, o melhor resultado observado em apenas um mês nos últimos 25 anos. O total de contratações em julho superou em 94,66% o volume contratado no mesmo período de 2006.
Números divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostraram também que, em julho, 17.878 imóveis foram financiados, atingindo 98.757 unidades durante os sete primeiros meses deste ano. Segundo o superintendente técnico da Abecip, José Pereira Gonçalves, a expectativa do setor para este ano é atingir um total de 160 mil unidades financiadas, número que considerou “positivo”, embora o crédito imobiliário no Brasil ainda seja "muito tímido".
De acordo com Gonçalves, os números positivos do setor são resultado da conjuntura econômica favorável, cujo crescimento ficou demonstrado pelo resultado do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A economia brasileira cresceu 5,4% no segundo trimestre do ano, em comparação com o mesmo período em 2006. Os números também mostraram que o setor de construção civil cresceu 4,3% no primeiro semestre do ano.
“Quando a economia vai bem, o setor da construção vai bem. Um depende do outro. Quando o mercado de construção fica muito dinâmico, ele demanda e incentiva uma série de outros segmentos da economia a aumentarem a produção, o que é muito positivo”, afirmou Gonçalves, em entrevista à Agência Brasil.
Abaixo, trechos da entrevista:
Agência Brasil - Pesquisa do IBGE divulgada nesta semana mostrou o crescimento do PIB nacional em 5,4% no segundo trimestre deste ano. O que representou este número para a Abecip?
José Pereira Gonçalves - O crescimento do PIB é muito importante, principalmente para a atividade de crédito imobiliário, que é uma atividade cujo financiamento é normalmente feito em prazos muito longos. Sempre que se tem um crescimento econômico, isso quer dizer que as pessoas têm mais condições de tomar crédito, o que é positivo. No caso específico do crédito imobiliário, tivemos, a partir de 2004, um crescimento bastante positivo. Em 2004, foram contratados R$ 3 bilhões em operações com recursos de poupança. No ano passado, esse número já subiu para R$ 9,34 bilhões, ou seja, um crescimento três vezes maior. Em 2007, o setor deve contratar operações em torno de R$ 15 bilhões. Então, num período muito curto, está se multiplicando o valor por cinco. O que tem possibilitado esse crescimento é exatamente a conjuntura econômica favorável: o crescimento econômico, o crescimento de renda. Os índices que têm sido anunciados são bastante positivos. O próprio IBGE anunciou que, em 2006, o crescimento do rendimento médio mensal foi de 7,2%. Isso, com certeza, dá condições mais favoráveis para que as pessoas tomem crédito e também para que um grupo maior de pessoas tenha condições de tomar crédito.
ABr – O volume de crédito imobiliário cresceu e teve, em julho deste ano, seu melhor resultado observado em apenas um mês. Desde quando não se via um número parecido ao que foi registrado em julho?
Gonçalves - É difícil comparar esse valor com os números dos anos 80, até porque as moedas mudaram bastante. Mas com certeza é o melhor resultado dos últimos 25 anos. Isso demonstra exatamente o crescimento do setor de construção, que está vindo com bastante fôlego. É claro que vários fatores permitiram isso. Além do crescimento econômico, temos recuperação da renda. Também tivemos, nos últimos anos, adequações das normas que tratam do crédito imobiliário, e com isso foi possível que os agentes financeiros, de uma forma geral, também tivessem condições de flexibilizar as condições para concessão dos créditos, já que o risco das operações tende a diminuir. Hoje já temos prazos de até 30 anos para retorno das operações. Só para ter uma idéia, em 2002 esse prazo não passava de 10 ou 12 anos. Também essa melhora nas condições de crédito possibilitou que os bancos concedessem um valor maior de empréstimos em relação ao imóvel que a pessoa está adquirindo. Com isso, as operações atuais estão exigindo que as pessoas tenham menos poupança – e sabemos que a população brasileira tem uma capacidade de poupar muito reduzida, portanto, quando o sistema como um todo se propõe a financiar até 70 ou 80% do valor do imóvel, maior número de pessoas têm condições de acesso ao crédito.
ABr – Como avaliar o crédito imobiliário em relação aos outros países?
Gonçalves - É claro que o crédito imobiliário no Brasil ainda é muito tímido, quando comparamos com outros países. Se a gente considerar as operações de crédito feitas com recursos da poupança mais as operações de crédito feitas com recursos do FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço] - as duas principais fontes que alimentam o sistema da habitação - o total desses créditos não chega a 5% do PIB [Produto Interno Bruto]. Quando se compara com outros países como Portugal, Espanha e Inglaterra, essa relação supera 50%. Em nossos vizinhos mais próximos, como o Chile, e em outros países, como o México, o índice está em torno de 15%. Temos um espaço muito grande para crescer. E temos também um déficit habitacional muito expressivo. Então, essa expansão do crédito é muito importante, porque permite que as pessoas tenham acesso à moradia e ao crédito imobiliário, que é o combustível que alimenta a construção civil. E a construção civil tem um efeito multiplicador muito grande sobre a atividade econômica do país. Então, quando a economia vai bem, o setor da construção vai bem, e um depende do outro. Quando o mercado de construção fica muito dinâmico, ele demanda e incentiva uma série de outros segmentos da economia a aumentarem a produção, o que é muito positivo.
ABr – O crescimento da construção civil apontado pelo PIB impulsionou o aumento no crédito imobiliário?
Gonçalves - Com certeza. Essa recuperação do crédito imobiliário é muito positiva. Para ter uma idéia, em 2006, só com recursos da poupança foram contratadas operações no valor de R$ 9,34 bilhões e foram feitos 114 mil financiamentos. Esse número é muito significativo, porque foi o primeiro ano, desde 1988, em que foi rompida a barreira de 100 mil operações. Ficou-se quase 20 anos patinando no que se refere a crédito imobiliário. Para 2007, R$ 15 bilhões de recursos devem ser alocados - até os primeiros sete meses já foram R$ 8,5 bilhões. Acho que vamos fechar o ano financiando 160 mil unidades.
ABr- E qual é a importância da poupança nesse crescimento?
Gonçalves – Ela [a poupança] tem dois aspectos positivos. A poupança é a principal fonte de recursos que viabiliza os agentes financeiros a concederem o crédito. Na verdade, o sistema financeiro não tem recursos próprios, tem muito pouco. O que o sistema financeiro faz é captar recursos daquelas pessoas que têm um superávit em suas rendas, e aí a recuperação dos salários é muito importante, porque gera excedente e as pessoas podem fazer aplicações. Ao se aplicar em contas de poupança, esses recursos têm um direcionamento específico. Ou são utilizados para financiar o setor da construção ou, no caso de recursos captados em poupança pelo Banco do Brasil ou Banco do Nordeste, são utilizados para financiar o setor agrícola. Então, essa poupança tem um sentido social muito importante no que se refere à aplicação dos recursos. Eles não são aplicados em qualquer segmento. São aplicados em segmentos bastante específicos, que são muito importantes para a economia como um todo - tanto o crédito agrícola quanto o imobiliário.
ABr - Qual a situação dos volumes de poupança interna no país?
Gonçalves - Temos observado um crescimento bastante significativo nos depósitos de poupança. Até agosto, somente a poupança, com recursos direcionados para financiamento imobiliário, teve um crescimento de 10%, em relação a dezembro. É bastante significativo, porque, praticamente em todos os meses de 2007, com exceção de janeiro – por causa da sazonalidade que ocorre, porque é quando os saques são elevados por contas que acontecem no final do ano anterior - se observou que as pessoas depositaram mais que sacaram. Ou seja, a captação líquida foi positiva. Com isso, todo o sistema financeiro fica com mais recursos para serem aplicados.
ABr – E a que se deve o fato das pessoas estarem depositando mais do que sacando?
Gonçalves - Temos a questão dos níveis de renda melhorando, como bem divulgou o IBGE na pesquisa do Pnad [Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios]. Com a melhoria da renda, sempre sobra um pouco mais para depositar na poupança. Por outro lado, em função da queda das taxas interna de juros, o rendimento da caderneta ficou um pouco mais próxima dos rendimentos de outras aplicações.
ABr - No Brasil, o crescimento do consumo está se dando mais pelo crédito do que pela poupança?
Gonçalves - Temos os dois fatores. A poupança, na realidade, é o lado contrário do consumo, ou seja, a pessoa recebe uma renda mensal ou periódica, paga as suas despesas, faz o seu consumo e o que sobra ela guarda, ela poupa. Claro que, quando ela poupa, tem um objetivo específico, e pesquisas demonstram que boa parte das pessoas poupa para juntar uma parte para dar entrada na compra de um imóvel. A poupança tem essa função. Ela serve para dar segurança para a pessoa e também para que ela adquira um bem ou, em muitas situações, para que ela compre à vista bens que têm as taxas de juros elevadas em caso de parcelamento. Nosso tipo de poupança também vem crescendo. A nossa poupança interna tem renda. Não é muito significativa, e isso até tem sido apontado como um dos motivos para que o crescimento econômico não tenha sido expressivo nos anos anteriores. Mas acho que a situação está melhorando bastante.
ABr- A rentabilidade das cadernetas de poupança está baixa. O setor está sugerindo ou negociando junto ao governo alguma mudança no sistema ou algum estímulo para o poupador?
Gonçalves - Não concordo [quando afirma que a rentabilidade está baixa]. A rentabilidade da caderneta nominal é uma rentabilidade baixa porque todas as taxas de economia estão em fase de crescimento e a nossa inflação também. Nominalmente, é claro que o rendimento da poupança está abaixo do que estava em anos anteriores. Mas, em termos reais, ou em termos de comparação com o mercado, o poupador hoje está numa situação muito privilegiada. Em 2007, só de novos recursos que foram depositados e considerando-se os rendimentos que ficaram, o saldo da poupança cresceu. Só nas contas com recursos para financiamentos imobiliários cresceu R$ 18 bilhões. Desses, R$ 11 bilhões foram em novos depósitos. Então, os poupadores estão tendo rendimentos bastante favoráveis em relação ao que o mercado está passando. Mas, admitindo-se a necessidade de aumentar a rentabilidade da caderneta, isso teria um impacto muito negativo. Ao aumentar-se o rendimento da caderneta de alguma forma, alguém tem que pagar por isso. E quem vai pagar vai ser o tomador de crédito. Acho que as taxas de juros que estão sendo cobradas aos tomadores de crédito imobiliários já estão nos níveis bastante ideais. Se ocorrer a necessidade de aumentar o rendimento da caderneta, na situação econômica em que nós estamos, acho que o que se tem que analisar é se existe uma forma de viabilizar recursos com rendimentos menos onerosos para que o crédito imobiliário consiga baixar as taxas para que, cada vez mais, um maior número de pessoas tenham condições de tomar crédito.
ABr- Qual a expectativa do setor para os próximos anos?
Gonçalves - Estamos apostando, para os próximos quatro anos, em números bastante positivos. Acho que o valor de R$ 15 bilhões, em 2007, está em níveis bastante elevados. Se conseguirmos, nos próximos anos, incrementar em 10% ou 20 % esse montante, já vai ser um esforço bem grande. O que a gente tem que fazer - e temos condições para que isso aconteça - é elevar esse percentual de 5% em relação ao PIB para termos de 10% ou 15%. E isso vai beneficiar a população como um todo, principalmente aqueles que não têm ainda moradia própria e precisam disso. Temos que reduzir nosso déficit habitacional, que é de cerca de oito milhões de moradias. E o crédito, sem dúvida, é um dos fatores que possibilitam que esse sonho se realize.
Fonte: Estadão
Notícia - FGTS:
Ministro quer ampliar FGTS para habitação popular
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou na quinta-feira (13) que continuará lutando para juntar os recursos do FGTS com recursos do Orçamento-Geral da União, no intuito de ampliar o subsídio para a compra de imóvel pela população de baixa renda.
Para este ano, o orçamento do FGTS é de R$ 10 bilhões para aplicação em habitação e saneamento, sendo que o Conselho Curador do FGTS aprovou mais 1,8 bilhão para subsidiar a habitação popular e outros R$ 650 milhões para o Programa de Arrendamento Residencial, totalizando R$ 12,4 bilhões.
Novos acordos
Uma nova reunião acontece na semana que vem, para buscar um acordo em torno do assunto, que deverá entrar na pauta de discussão do Conselho na próxima reunião, prevista para 30 de setembro.
O ministro declarou que acredita em um consenso, já que os recursos são fundamentais para a população que ganha até cinco salários mínimos e depende deste tipo de subsídio.
De acordo com a assessoria de Imprensa do Ministério do Trabalho, há mais de 40 anos, o FGTS disponibiliza recursos para o financiamento de habitação popular e de obras de saneamento básico.
No governo Lula, o FGTS investiu um total de 31,2 bilhões em mais de 1,1 milhão de operações de financiamento, gerando 3,2 milhões de empregos e beneficiando 52 milhões de brasileiros.
Fonte: InfoMoney (Tabata Pitol Peres)
Notícias - Banco Central - Novas Regras:
Nova regra eleva crédito habitacional e no varejo
O Banco Central anunciou, ontem, uma série de mudanças na regras de contabilização dos empréstimos feitos pelos bancos que, na prática, deverão abrir espaço para que as instituições financeiras possam, com o mesmo patrimônio, aumentar o volume de financiamentos habitacionais e o crédito no varejo para as pessoas físicas.
Distribuídas em nove circulares, as medidas só terão validade a partir de julho de 2008 e estimulam os bancos a exigir uma maior contrapartida dos mutuários nos empréstimos para a compra da casa própria e a pulverizar o crédito em operações de valor mais baixo.
Isso porque nas operações em que o total financiado ficar abaixo de 50% do valor do imóvel, o banco precisará ter menos patrimônio do que o Banco Central determina atualmente para fazer frente a essa operação.
Atualmente, esses empréstimos têm um peso equivalente à metade do exigido nas demais operações de empréstimo. Com a mudança cairá ainda mais: para 35%. Desde que o financiamento não supere 50% do valor do imóvel.
Para as operações no montante entre 50% e 80% do valor do imóvel, será mantida a regra atual. E, nos casos que superarem esse percentual, a exigência de patrimônio dobrará em relação à regra atual. Com isso, o BC está indo na contramão da tendência do mercado, em que as instituições financeiras têm anunciado percentuais de financiamento cada vez mais elevados em relação ao preço de venda do imóvel.
"Solidez"
Na avaliação do chefe de Departamento de Normas do BC, Amaro Gomes, as novas regras "reforçam a solidez e a solvência das instituições". Para ele, o saldo para o mercado será neutro porque há segmentos em que haverá espaço para mais crédito, mas há ramos em que a oferta pode diminuir.
Ele argumenta que a medida que exige que o banco tenha mais patrimônio para fazer frente às operações "sobre compromissos de créditos não-canceláveis", como cheque especial e o crédito pré-aprovado normalmente liberado sem pedido do cliente, é mais restritiva. Hoje não há qualquer tipo de exigência.
Já com relação ao crédito no varejo, entre eles o crédito consignado, a medida do BC é amplamente favorável e contribui para ampliação da oferta, já que houve uma redução na exigência de patrimônio de cerca de 25%.
Mantido o mesmo capital, os bancos poderão emprestar, a partir de julho do próximo ano, até 33% mais que o registrado atualmente. A decisão vai beneficiar principalmente as operações de varejo, no segmento que tem contratos no valor de até R$ 400 mil direcionados às pessoas físicas e pequenas empresas.
O superintendente de risco corporativo da Caixa Econômica Federal, Paulo Henrique Costa, prevê "um bom aumento nas operações de crédito para compra da casa própria e empréstimos no varejo". O banco é o maior agente imobiliário do país e deverá ser diretamente beneficiado. Para ele, as regras vão na linha de reduzir cobranças sobre os bancos quando as operações são mais seguras porque têm menos risco de inadimplência.
Riscos
"O BC decidiu segmentar as operações de forma a reduzir os riscos do sistema. Nas operações grandes [como crédito imobiliário], operações arriscadas são desincentivadas. No varejo, o incentivo é amplo porque o nível de crédito desse segmento ainda é baixo, e emprestar para muitos pulveriza os riscos globais", diz o professor do centro de excelência bancária da Fundação Getulio Vargas, Eduardo Diniz.
O especialista elogia a iniciativa. Ele avalia que a decisão do BC de anunciar as medidas pode ter sido acelerada pela recente crise imobiliária nos Estados Unidos.
O superintendente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), José Pereira Gonçalves, comemora as medidas e crê que o setor pode ganhar fôlego. Em alguns segmentos, os empréstimos poderão aumentar até 40% com o mesmo capital. "Para os bancos, isso vai ampliar o horizonte de crescimento das carteiras", diz.
Fonte: Folha de São Paulo
Regras do BC abrem espaço para o aumento do crédito imobiliário
O Banco Central (BC) divulgou na sexta-feira novas regras para adequação das instituições financeiras ao acordo internacional de capitais entre os bancos, conhecido como Basiléia II. Uma das principais medidas foi a redução do capital mínimo exigido para cobrir riscos de operações de crédito, como o imobiliário. Na prática, isso significa que os bancos terão mais espaço para emprestar. Até 31 de junho de 2008, o requerimento de capital é de 11% da carteira total de crédito no varejo. Com a nova norma, cai para 11% de 75% do valor da carteira de empréstimos de até R$ 400 mil, e que pode baixar dependendo das garantias. Por exemplo, se uma carteira de crédito tem R$ 100 mil, hoje os bancos têm que manter R$ 11 mil como capital mínimo exigido. A partir de 1º de julho, com o novo fator de ponderação, terão que manter apenas R$ 8.250. Parte do mercado esperava que o índice caísse de 11% para 8% (que é o mínimo estabelecido no acordo internacional), e não uma queda no fator de ponderação.
O cálculo da exposição ao risco das carteiras de crédito imobiliário também sofreu uma alteração. Atualmente, o fator de ponderação é de 50%. Foi criada uma categoria em que a carteira terá ponderação de risco de 35%. São os casos em que os empréstimos para a compra de imóveis residenciais estão garantidos por hipotecas ou alienação fiduciária, e que o valor do empréstimo não ultrapassa 50% do total do imóvel.
Risco operacional
As mudanças começam a valer a partir de 1º de julho do ano que vem. O BC incluiu ainda três novos fatores no cálculo do capital mínimo exigido: o risco operacional - de o sistema sair do ar por um determinado período, por exemplo - e os investimentos em ações e em commodities. A esses três novos fatores, se somam os já usados ? a carteira de crédito e investimentos atrelados ao câmbio e aos juros.
As novas regras não implicam grandes mudanças para os bancos. Algumas instituições poderão ter que adequar o nível mínimo de capital exigido. Mas o chefe do Departamento de Normas do BC, Amaro Gomes, explicou que os estudos preliminares mostraram que o sistema financeiro como um todo já está dentro dos parâmetros. 'O impacto no sistema financeiro será neutro. Hoje os bancos já têm um nível adequado de capitalização', avaliou Gomes. Osmar Roncolato Pinho, diretor setorial da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e do Bradesco, disse a este jornal que ainda é cedo para avaliar impactos. Mas acredita que, de modo geral, as novas regras atendem a maioria das mudanças que o sistema vinha pleiteando. As nove circulares editadas na sexta-feira foram resultados de dois editais de audiência pública colocados no ar pelo BC no ano passado, para sugestões do mercado, lembra Roncolato Pinho.
'Os parâmetros de Basiléia II foram elaborados antes da crise de crédito imobiliário nos Estados Unidos, mas não tinha porque não reduzir o fator de exposição ao risco, já que no Brasil as garantias são muito maiores', afirmou Gomes.
As mudanças no requerimento de capital das operações de mercado foram apenas um ajuste fino com as normas internacionais, no entendimento do chefe do Departamento de Normas do BC. Isso porque, do total de ativos dos bancos brasileiros, apenas 0,3% estão investidos em ações e outros 0,03% em commodities. Para a carteira de câmbio, a principal mudança é que a partir de julho, os bancos vão precificar a exposição em moeda estrangeira pela cotação de venda e não mais pela de compra.
Fonte: Gazeta Mercantil (Juliana Rocha e Léa De Luca)
Notícias - Concorrência:
Unibanco emprestará, no crédito imobiliário, R$ 15 bi
O Unibanco espera conceder até R$ 15 bilhões em crédito imobiliário em cinco anos, com maior aceleração até 2009, antes que o mercado se estabilize, disse o superintendente da área no banco, Fábio Leme. "Esse crescimento vai ser acelerado nos próximos dois anos e, depois, vai buscando a maturidade", afirmou.
"Dado o tamanho, até há pouco tempo a gente dizia que esse mercado praticamente não existia... agora o ambiente é completamente diferente", completou ele, citando a queda dos juros, a estabilidade da economia e medidas de desoneração do setor como motores para a expansão nos próximos anos.
Neste ano, o Unibanco espera conceder R$ 2 bilhões em financiamento imobiliário, após ter fornecido R$ 1,4 bilhão em créditos desse tipo em 2006. A líder do setor no Brasil, a Caixa Econômica Federal, prevê conceder R$ 6 bilhões até o fim deste ano para moradias a partir de R$ 70 mil, faixa de preço na qual operam os bancos privados.
A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) prevê que o setor receberá cerca de R$ 15 bilhões neste ano.
Para Leme, as perspectivas do crédito são influenciadas pelo ainda grande déficit habitacional brasileiro, de cerca de 8 milhões de unidades - sem contar moradias extremamente precárias, como favelas - e pela evolução das leis que regem as garantias para abertura de linhas de crédito.
Ele espera ainda que o mercado de crédito imobiliário cresça, em média, 50% ao ano até 2010, quando a taxa básica de juros pode já estar com apenas um dígito, em vez dos 11,25 por cento atuais.
As taxas de juros influenciam diretamente os financiamentos de habitação, em especial na duração dos contratos para compra de moradia, hoje variando entre 20 e 25 anos nos compromissos mais alongados oferecidos pelos bancos.
Fonte: Jornal do Commercio (Maurício Savarese)
Área de imóveis do Itaú obtém repasse do BID
Fernando Travaglini - VALOR ECONÔMICO
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) fechou um empréstimo de R$ 200 milhões para o Banco Itaú conceder financiamento imobiliário. O acordo é o primeiro nestes moldes para crédito de imóveis, com previsão de destinação dos recursos para créditos em torno de R$ 100 mil para pessoas físicas.
A operação, com prazo de cinco anos, é também um programa inovador por ser a primeira em moeda local feita pelo BID. A captação offshore de fundos em moeda local e a transferência desses fundos para o Brasil é feita pela Corporação Interamericana de Investimentos (CII), pertencente ao BID. O financiamento é indexado ao real e vence juros a taxas fixas.
O diretor da área internacional do Itaú, Paulo Soares, explica que o acordo é formado por um empréstimo equivalente em dólares a R$ 30 milhões (cerca de US$ 15 milhões), repassado diretamente pelo BID; e outro empréstimo (B-loan), cujo valor máximo será o equivalente a R$ 170 milhões (US$ 85 milhões), repassado por outras instituições.
"Esses recursos são importantes para compor a carteira de crédito do banco", diz Soares. A carteira imobiliária do Itaú fechou o primeiro semestre com saldo de R$ 2,47 bilhões.
O diretor da área de crédito imobiliário do Itaú, Luiz Antonio França diz ainda que o acordo é um piloto para buscar outros financiamentos no exterior. "Temos buscado fontes alternativas de captação para atender aos clientes", lembra o executivo. A poupança, tradicionalmente usada como funding para esses financiamentos, é uma estrutura de curto prazo, ao contrário deste acordo, ressalta o executivo. "Este é um caminho normal em economias mais maduras".
O acordo foi assinado pelo Gerente Geral Adjunto do BID, Steven Reed. Segundo ele, a instituição pretende continuar investindo no Brasil por entender que é um mercado bastante atraente. A transação está em linha com a expectativa de um aumento nos financiamentos hipotecários no Brasil, disse, em nota.
Em recente entrevista ao Valor, Reed afirmou que o banco pretende elevar entre 15% e 20% os empréstimos para o Brasil no próximo ano e estuda até mesmo entrar com participação no capital de instituições financeiras locais. O saldo de empréstimos está em torno de US$ 500 milhões.
Notícia - Previ-Rio:
Servidor municipal: inscrição para casa própria começa nesta segunda
O Instituto de Previdência do Município do Rio de Janeiro (Previ-Rio) abre hoje as inscrições do programa de financiamento de casa própria para servidores municipais da Prefeitura do Rio. Este ano, as regras são mais vantajosas do que nos anteriores: linhas têm juros de até 8% ao ano As inscrições devem ser feitas até 31 de outubro, pelo endereço eletrônico www.rio.rj.gov.br/previrio. Quem tem imóvel pode concorrer.
Notícia - Volume de financimanento imobiliário:
- Abecip diz que crédito imobiliário ainda é tímido
Notícia - FGTS:
- Ministro quer ampliar FGTS para habitação popular
Notícias - Banco Central - Novas Regras:
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- Unibanco emprestará, no crédito imobiliário, R$ 15 bi
- Área de imóveis do Itaú obtém repasse do BID
Notícia - Previ-Rio:
- Servidor municipal: inscrição para casa própria começa nesta segunda
Notícia - Volume de financimanento imobiliário:
Abecip diz que crédito imobiliário ainda é tímido
Em julho deste ano, o volume de operações de financiamento imobiliário superou R$1,58 bilhão, o melhor resultado observado em apenas um mês nos últimos 25 anos. O total de contratações em julho superou em 94,66% o volume contratado no mesmo período de 2006.
Números divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostraram também que, em julho, 17.878 imóveis foram financiados, atingindo 98.757 unidades durante os sete primeiros meses deste ano. Segundo o superintendente técnico da Abecip, José Pereira Gonçalves, a expectativa do setor para este ano é atingir um total de 160 mil unidades financiadas, número que considerou “positivo”, embora o crédito imobiliário no Brasil ainda seja "muito tímido".
De acordo com Gonçalves, os números positivos do setor são resultado da conjuntura econômica favorável, cujo crescimento ficou demonstrado pelo resultado do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A economia brasileira cresceu 5,4% no segundo trimestre do ano, em comparação com o mesmo período em 2006. Os números também mostraram que o setor de construção civil cresceu 4,3% no primeiro semestre do ano.
“Quando a economia vai bem, o setor da construção vai bem. Um depende do outro. Quando o mercado de construção fica muito dinâmico, ele demanda e incentiva uma série de outros segmentos da economia a aumentarem a produção, o que é muito positivo”, afirmou Gonçalves, em entrevista à Agência Brasil.
Abaixo, trechos da entrevista:
Agência Brasil - Pesquisa do IBGE divulgada nesta semana mostrou o crescimento do PIB nacional em 5,4% no segundo trimestre deste ano. O que representou este número para a Abecip?
José Pereira Gonçalves - O crescimento do PIB é muito importante, principalmente para a atividade de crédito imobiliário, que é uma atividade cujo financiamento é normalmente feito em prazos muito longos. Sempre que se tem um crescimento econômico, isso quer dizer que as pessoas têm mais condições de tomar crédito, o que é positivo. No caso específico do crédito imobiliário, tivemos, a partir de 2004, um crescimento bastante positivo. Em 2004, foram contratados R$ 3 bilhões em operações com recursos de poupança. No ano passado, esse número já subiu para R$ 9,34 bilhões, ou seja, um crescimento três vezes maior. Em 2007, o setor deve contratar operações em torno de R$ 15 bilhões. Então, num período muito curto, está se multiplicando o valor por cinco. O que tem possibilitado esse crescimento é exatamente a conjuntura econômica favorável: o crescimento econômico, o crescimento de renda. Os índices que têm sido anunciados são bastante positivos. O próprio IBGE anunciou que, em 2006, o crescimento do rendimento médio mensal foi de 7,2%. Isso, com certeza, dá condições mais favoráveis para que as pessoas tomem crédito e também para que um grupo maior de pessoas tenha condições de tomar crédito.
ABr – O volume de crédito imobiliário cresceu e teve, em julho deste ano, seu melhor resultado observado em apenas um mês. Desde quando não se via um número parecido ao que foi registrado em julho?
Gonçalves - É difícil comparar esse valor com os números dos anos 80, até porque as moedas mudaram bastante. Mas com certeza é o melhor resultado dos últimos 25 anos. Isso demonstra exatamente o crescimento do setor de construção, que está vindo com bastante fôlego. É claro que vários fatores permitiram isso. Além do crescimento econômico, temos recuperação da renda. Também tivemos, nos últimos anos, adequações das normas que tratam do crédito imobiliário, e com isso foi possível que os agentes financeiros, de uma forma geral, também tivessem condições de flexibilizar as condições para concessão dos créditos, já que o risco das operações tende a diminuir. Hoje já temos prazos de até 30 anos para retorno das operações. Só para ter uma idéia, em 2002 esse prazo não passava de 10 ou 12 anos. Também essa melhora nas condições de crédito possibilitou que os bancos concedessem um valor maior de empréstimos em relação ao imóvel que a pessoa está adquirindo. Com isso, as operações atuais estão exigindo que as pessoas tenham menos poupança – e sabemos que a população brasileira tem uma capacidade de poupar muito reduzida, portanto, quando o sistema como um todo se propõe a financiar até 70 ou 80% do valor do imóvel, maior número de pessoas têm condições de acesso ao crédito.
ABr – Como avaliar o crédito imobiliário em relação aos outros países?
Gonçalves - É claro que o crédito imobiliário no Brasil ainda é muito tímido, quando comparamos com outros países. Se a gente considerar as operações de crédito feitas com recursos da poupança mais as operações de crédito feitas com recursos do FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço] - as duas principais fontes que alimentam o sistema da habitação - o total desses créditos não chega a 5% do PIB [Produto Interno Bruto]. Quando se compara com outros países como Portugal, Espanha e Inglaterra, essa relação supera 50%. Em nossos vizinhos mais próximos, como o Chile, e em outros países, como o México, o índice está em torno de 15%. Temos um espaço muito grande para crescer. E temos também um déficit habitacional muito expressivo. Então, essa expansão do crédito é muito importante, porque permite que as pessoas tenham acesso à moradia e ao crédito imobiliário, que é o combustível que alimenta a construção civil. E a construção civil tem um efeito multiplicador muito grande sobre a atividade econômica do país. Então, quando a economia vai bem, o setor da construção vai bem, e um depende do outro. Quando o mercado de construção fica muito dinâmico, ele demanda e incentiva uma série de outros segmentos da economia a aumentarem a produção, o que é muito positivo.
ABr – O crescimento da construção civil apontado pelo PIB impulsionou o aumento no crédito imobiliário?
Gonçalves - Com certeza. Essa recuperação do crédito imobiliário é muito positiva. Para ter uma idéia, em 2006, só com recursos da poupança foram contratadas operações no valor de R$ 9,34 bilhões e foram feitos 114 mil financiamentos. Esse número é muito significativo, porque foi o primeiro ano, desde 1988, em que foi rompida a barreira de 100 mil operações. Ficou-se quase 20 anos patinando no que se refere a crédito imobiliário. Para 2007, R$ 15 bilhões de recursos devem ser alocados - até os primeiros sete meses já foram R$ 8,5 bilhões. Acho que vamos fechar o ano financiando 160 mil unidades.
ABr- E qual é a importância da poupança nesse crescimento?
Gonçalves – Ela [a poupança] tem dois aspectos positivos. A poupança é a principal fonte de recursos que viabiliza os agentes financeiros a concederem o crédito. Na verdade, o sistema financeiro não tem recursos próprios, tem muito pouco. O que o sistema financeiro faz é captar recursos daquelas pessoas que têm um superávit em suas rendas, e aí a recuperação dos salários é muito importante, porque gera excedente e as pessoas podem fazer aplicações. Ao se aplicar em contas de poupança, esses recursos têm um direcionamento específico. Ou são utilizados para financiar o setor da construção ou, no caso de recursos captados em poupança pelo Banco do Brasil ou Banco do Nordeste, são utilizados para financiar o setor agrícola. Então, essa poupança tem um sentido social muito importante no que se refere à aplicação dos recursos. Eles não são aplicados em qualquer segmento. São aplicados em segmentos bastante específicos, que são muito importantes para a economia como um todo - tanto o crédito agrícola quanto o imobiliário.
ABr - Qual a situação dos volumes de poupança interna no país?
Gonçalves - Temos observado um crescimento bastante significativo nos depósitos de poupança. Até agosto, somente a poupança, com recursos direcionados para financiamento imobiliário, teve um crescimento de 10%, em relação a dezembro. É bastante significativo, porque, praticamente em todos os meses de 2007, com exceção de janeiro – por causa da sazonalidade que ocorre, porque é quando os saques são elevados por contas que acontecem no final do ano anterior - se observou que as pessoas depositaram mais que sacaram. Ou seja, a captação líquida foi positiva. Com isso, todo o sistema financeiro fica com mais recursos para serem aplicados.
ABr – E a que se deve o fato das pessoas estarem depositando mais do que sacando?
Gonçalves - Temos a questão dos níveis de renda melhorando, como bem divulgou o IBGE na pesquisa do Pnad [Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios]. Com a melhoria da renda, sempre sobra um pouco mais para depositar na poupança. Por outro lado, em função da queda das taxas interna de juros, o rendimento da caderneta ficou um pouco mais próxima dos rendimentos de outras aplicações.
ABr - No Brasil, o crescimento do consumo está se dando mais pelo crédito do que pela poupança?
Gonçalves - Temos os dois fatores. A poupança, na realidade, é o lado contrário do consumo, ou seja, a pessoa recebe uma renda mensal ou periódica, paga as suas despesas, faz o seu consumo e o que sobra ela guarda, ela poupa. Claro que, quando ela poupa, tem um objetivo específico, e pesquisas demonstram que boa parte das pessoas poupa para juntar uma parte para dar entrada na compra de um imóvel. A poupança tem essa função. Ela serve para dar segurança para a pessoa e também para que ela adquira um bem ou, em muitas situações, para que ela compre à vista bens que têm as taxas de juros elevadas em caso de parcelamento. Nosso tipo de poupança também vem crescendo. A nossa poupança interna tem renda. Não é muito significativa, e isso até tem sido apontado como um dos motivos para que o crescimento econômico não tenha sido expressivo nos anos anteriores. Mas acho que a situação está melhorando bastante.
ABr- A rentabilidade das cadernetas de poupança está baixa. O setor está sugerindo ou negociando junto ao governo alguma mudança no sistema ou algum estímulo para o poupador?
Gonçalves - Não concordo [quando afirma que a rentabilidade está baixa]. A rentabilidade da caderneta nominal é uma rentabilidade baixa porque todas as taxas de economia estão em fase de crescimento e a nossa inflação também. Nominalmente, é claro que o rendimento da poupança está abaixo do que estava em anos anteriores. Mas, em termos reais, ou em termos de comparação com o mercado, o poupador hoje está numa situação muito privilegiada. Em 2007, só de novos recursos que foram depositados e considerando-se os rendimentos que ficaram, o saldo da poupança cresceu. Só nas contas com recursos para financiamentos imobiliários cresceu R$ 18 bilhões. Desses, R$ 11 bilhões foram em novos depósitos. Então, os poupadores estão tendo rendimentos bastante favoráveis em relação ao que o mercado está passando. Mas, admitindo-se a necessidade de aumentar a rentabilidade da caderneta, isso teria um impacto muito negativo. Ao aumentar-se o rendimento da caderneta de alguma forma, alguém tem que pagar por isso. E quem vai pagar vai ser o tomador de crédito. Acho que as taxas de juros que estão sendo cobradas aos tomadores de crédito imobiliários já estão nos níveis bastante ideais. Se ocorrer a necessidade de aumentar o rendimento da caderneta, na situação econômica em que nós estamos, acho que o que se tem que analisar é se existe uma forma de viabilizar recursos com rendimentos menos onerosos para que o crédito imobiliário consiga baixar as taxas para que, cada vez mais, um maior número de pessoas tenham condições de tomar crédito.
ABr- Qual a expectativa do setor para os próximos anos?
Gonçalves - Estamos apostando, para os próximos quatro anos, em números bastante positivos. Acho que o valor de R$ 15 bilhões, em 2007, está em níveis bastante elevados. Se conseguirmos, nos próximos anos, incrementar em 10% ou 20 % esse montante, já vai ser um esforço bem grande. O que a gente tem que fazer - e temos condições para que isso aconteça - é elevar esse percentual de 5% em relação ao PIB para termos de 10% ou 15%. E isso vai beneficiar a população como um todo, principalmente aqueles que não têm ainda moradia própria e precisam disso. Temos que reduzir nosso déficit habitacional, que é de cerca de oito milhões de moradias. E o crédito, sem dúvida, é um dos fatores que possibilitam que esse sonho se realize.
Fonte: Estadão
Notícia - FGTS:
Ministro quer ampliar FGTS para habitação popular
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou na quinta-feira (13) que continuará lutando para juntar os recursos do FGTS com recursos do Orçamento-Geral da União, no intuito de ampliar o subsídio para a compra de imóvel pela população de baixa renda.
Para este ano, o orçamento do FGTS é de R$ 10 bilhões para aplicação em habitação e saneamento, sendo que o Conselho Curador do FGTS aprovou mais 1,8 bilhão para subsidiar a habitação popular e outros R$ 650 milhões para o Programa de Arrendamento Residencial, totalizando R$ 12,4 bilhões.
Novos acordos
Uma nova reunião acontece na semana que vem, para buscar um acordo em torno do assunto, que deverá entrar na pauta de discussão do Conselho na próxima reunião, prevista para 30 de setembro.
O ministro declarou que acredita em um consenso, já que os recursos são fundamentais para a população que ganha até cinco salários mínimos e depende deste tipo de subsídio.
De acordo com a assessoria de Imprensa do Ministério do Trabalho, há mais de 40 anos, o FGTS disponibiliza recursos para o financiamento de habitação popular e de obras de saneamento básico.
No governo Lula, o FGTS investiu um total de 31,2 bilhões em mais de 1,1 milhão de operações de financiamento, gerando 3,2 milhões de empregos e beneficiando 52 milhões de brasileiros.
Fonte: InfoMoney (Tabata Pitol Peres)
Notícias - Banco Central - Novas Regras:
Nova regra eleva crédito habitacional e no varejo
O Banco Central anunciou, ontem, uma série de mudanças na regras de contabilização dos empréstimos feitos pelos bancos que, na prática, deverão abrir espaço para que as instituições financeiras possam, com o mesmo patrimônio, aumentar o volume de financiamentos habitacionais e o crédito no varejo para as pessoas físicas.
Distribuídas em nove circulares, as medidas só terão validade a partir de julho de 2008 e estimulam os bancos a exigir uma maior contrapartida dos mutuários nos empréstimos para a compra da casa própria e a pulverizar o crédito em operações de valor mais baixo.
Isso porque nas operações em que o total financiado ficar abaixo de 50% do valor do imóvel, o banco precisará ter menos patrimônio do que o Banco Central determina atualmente para fazer frente a essa operação.
Atualmente, esses empréstimos têm um peso equivalente à metade do exigido nas demais operações de empréstimo. Com a mudança cairá ainda mais: para 35%. Desde que o financiamento não supere 50% do valor do imóvel.
Para as operações no montante entre 50% e 80% do valor do imóvel, será mantida a regra atual. E, nos casos que superarem esse percentual, a exigência de patrimônio dobrará em relação à regra atual. Com isso, o BC está indo na contramão da tendência do mercado, em que as instituições financeiras têm anunciado percentuais de financiamento cada vez mais elevados em relação ao preço de venda do imóvel.
"Solidez"
Na avaliação do chefe de Departamento de Normas do BC, Amaro Gomes, as novas regras "reforçam a solidez e a solvência das instituições". Para ele, o saldo para o mercado será neutro porque há segmentos em que haverá espaço para mais crédito, mas há ramos em que a oferta pode diminuir.
Ele argumenta que a medida que exige que o banco tenha mais patrimônio para fazer frente às operações "sobre compromissos de créditos não-canceláveis", como cheque especial e o crédito pré-aprovado normalmente liberado sem pedido do cliente, é mais restritiva. Hoje não há qualquer tipo de exigência.
Já com relação ao crédito no varejo, entre eles o crédito consignado, a medida do BC é amplamente favorável e contribui para ampliação da oferta, já que houve uma redução na exigência de patrimônio de cerca de 25%.
Mantido o mesmo capital, os bancos poderão emprestar, a partir de julho do próximo ano, até 33% mais que o registrado atualmente. A decisão vai beneficiar principalmente as operações de varejo, no segmento que tem contratos no valor de até R$ 400 mil direcionados às pessoas físicas e pequenas empresas.
O superintendente de risco corporativo da Caixa Econômica Federal, Paulo Henrique Costa, prevê "um bom aumento nas operações de crédito para compra da casa própria e empréstimos no varejo". O banco é o maior agente imobiliário do país e deverá ser diretamente beneficiado. Para ele, as regras vão na linha de reduzir cobranças sobre os bancos quando as operações são mais seguras porque têm menos risco de inadimplência.
Riscos
"O BC decidiu segmentar as operações de forma a reduzir os riscos do sistema. Nas operações grandes [como crédito imobiliário], operações arriscadas são desincentivadas. No varejo, o incentivo é amplo porque o nível de crédito desse segmento ainda é baixo, e emprestar para muitos pulveriza os riscos globais", diz o professor do centro de excelência bancária da Fundação Getulio Vargas, Eduardo Diniz.
O especialista elogia a iniciativa. Ele avalia que a decisão do BC de anunciar as medidas pode ter sido acelerada pela recente crise imobiliária nos Estados Unidos.
O superintendente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), José Pereira Gonçalves, comemora as medidas e crê que o setor pode ganhar fôlego. Em alguns segmentos, os empréstimos poderão aumentar até 40% com o mesmo capital. "Para os bancos, isso vai ampliar o horizonte de crescimento das carteiras", diz.
Fonte: Folha de São Paulo
Regras do BC abrem espaço para o aumento do crédito imobiliário
O Banco Central (BC) divulgou na sexta-feira novas regras para adequação das instituições financeiras ao acordo internacional de capitais entre os bancos, conhecido como Basiléia II. Uma das principais medidas foi a redução do capital mínimo exigido para cobrir riscos de operações de crédito, como o imobiliário. Na prática, isso significa que os bancos terão mais espaço para emprestar. Até 31 de junho de 2008, o requerimento de capital é de 11% da carteira total de crédito no varejo. Com a nova norma, cai para 11% de 75% do valor da carteira de empréstimos de até R$ 400 mil, e que pode baixar dependendo das garantias. Por exemplo, se uma carteira de crédito tem R$ 100 mil, hoje os bancos têm que manter R$ 11 mil como capital mínimo exigido. A partir de 1º de julho, com o novo fator de ponderação, terão que manter apenas R$ 8.250. Parte do mercado esperava que o índice caísse de 11% para 8% (que é o mínimo estabelecido no acordo internacional), e não uma queda no fator de ponderação.
O cálculo da exposição ao risco das carteiras de crédito imobiliário também sofreu uma alteração. Atualmente, o fator de ponderação é de 50%. Foi criada uma categoria em que a carteira terá ponderação de risco de 35%. São os casos em que os empréstimos para a compra de imóveis residenciais estão garantidos por hipotecas ou alienação fiduciária, e que o valor do empréstimo não ultrapassa 50% do total do imóvel.
Risco operacional
As mudanças começam a valer a partir de 1º de julho do ano que vem. O BC incluiu ainda três novos fatores no cálculo do capital mínimo exigido: o risco operacional - de o sistema sair do ar por um determinado período, por exemplo - e os investimentos em ações e em commodities. A esses três novos fatores, se somam os já usados ? a carteira de crédito e investimentos atrelados ao câmbio e aos juros.
As novas regras não implicam grandes mudanças para os bancos. Algumas instituições poderão ter que adequar o nível mínimo de capital exigido. Mas o chefe do Departamento de Normas do BC, Amaro Gomes, explicou que os estudos preliminares mostraram que o sistema financeiro como um todo já está dentro dos parâmetros. 'O impacto no sistema financeiro será neutro. Hoje os bancos já têm um nível adequado de capitalização', avaliou Gomes. Osmar Roncolato Pinho, diretor setorial da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e do Bradesco, disse a este jornal que ainda é cedo para avaliar impactos. Mas acredita que, de modo geral, as novas regras atendem a maioria das mudanças que o sistema vinha pleiteando. As nove circulares editadas na sexta-feira foram resultados de dois editais de audiência pública colocados no ar pelo BC no ano passado, para sugestões do mercado, lembra Roncolato Pinho.
'Os parâmetros de Basiléia II foram elaborados antes da crise de crédito imobiliário nos Estados Unidos, mas não tinha porque não reduzir o fator de exposição ao risco, já que no Brasil as garantias são muito maiores', afirmou Gomes.
As mudanças no requerimento de capital das operações de mercado foram apenas um ajuste fino com as normas internacionais, no entendimento do chefe do Departamento de Normas do BC. Isso porque, do total de ativos dos bancos brasileiros, apenas 0,3% estão investidos em ações e outros 0,03% em commodities. Para a carteira de câmbio, a principal mudança é que a partir de julho, os bancos vão precificar a exposição em moeda estrangeira pela cotação de venda e não mais pela de compra.
Fonte: Gazeta Mercantil (Juliana Rocha e Léa De Luca)
Notícias - Concorrência:
Unibanco emprestará, no crédito imobiliário, R$ 15 bi
O Unibanco espera conceder até R$ 15 bilhões em crédito imobiliário em cinco anos, com maior aceleração até 2009, antes que o mercado se estabilize, disse o superintendente da área no banco, Fábio Leme. "Esse crescimento vai ser acelerado nos próximos dois anos e, depois, vai buscando a maturidade", afirmou.
"Dado o tamanho, até há pouco tempo a gente dizia que esse mercado praticamente não existia... agora o ambiente é completamente diferente", completou ele, citando a queda dos juros, a estabilidade da economia e medidas de desoneração do setor como motores para a expansão nos próximos anos.
Neste ano, o Unibanco espera conceder R$ 2 bilhões em financiamento imobiliário, após ter fornecido R$ 1,4 bilhão em créditos desse tipo em 2006. A líder do setor no Brasil, a Caixa Econômica Federal, prevê conceder R$ 6 bilhões até o fim deste ano para moradias a partir de R$ 70 mil, faixa de preço na qual operam os bancos privados.
A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) prevê que o setor receberá cerca de R$ 15 bilhões neste ano.
Para Leme, as perspectivas do crédito são influenciadas pelo ainda grande déficit habitacional brasileiro, de cerca de 8 milhões de unidades - sem contar moradias extremamente precárias, como favelas - e pela evolução das leis que regem as garantias para abertura de linhas de crédito.
Ele espera ainda que o mercado de crédito imobiliário cresça, em média, 50% ao ano até 2010, quando a taxa básica de juros pode já estar com apenas um dígito, em vez dos 11,25 por cento atuais.
As taxas de juros influenciam diretamente os financiamentos de habitação, em especial na duração dos contratos para compra de moradia, hoje variando entre 20 e 25 anos nos compromissos mais alongados oferecidos pelos bancos.
Fonte: Jornal do Commercio (Maurício Savarese)
Área de imóveis do Itaú obtém repasse do BID
Fernando Travaglini - VALOR ECONÔMICO
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) fechou um empréstimo de R$ 200 milhões para o Banco Itaú conceder financiamento imobiliário. O acordo é o primeiro nestes moldes para crédito de imóveis, com previsão de destinação dos recursos para créditos em torno de R$ 100 mil para pessoas físicas.
A operação, com prazo de cinco anos, é também um programa inovador por ser a primeira em moeda local feita pelo BID. A captação offshore de fundos em moeda local e a transferência desses fundos para o Brasil é feita pela Corporação Interamericana de Investimentos (CII), pertencente ao BID. O financiamento é indexado ao real e vence juros a taxas fixas.
O diretor da área internacional do Itaú, Paulo Soares, explica que o acordo é formado por um empréstimo equivalente em dólares a R$ 30 milhões (cerca de US$ 15 milhões), repassado diretamente pelo BID; e outro empréstimo (B-loan), cujo valor máximo será o equivalente a R$ 170 milhões (US$ 85 milhões), repassado por outras instituições.
"Esses recursos são importantes para compor a carteira de crédito do banco", diz Soares. A carteira imobiliária do Itaú fechou o primeiro semestre com saldo de R$ 2,47 bilhões.
O diretor da área de crédito imobiliário do Itaú, Luiz Antonio França diz ainda que o acordo é um piloto para buscar outros financiamentos no exterior. "Temos buscado fontes alternativas de captação para atender aos clientes", lembra o executivo. A poupança, tradicionalmente usada como funding para esses financiamentos, é uma estrutura de curto prazo, ao contrário deste acordo, ressalta o executivo. "Este é um caminho normal em economias mais maduras".
O acordo foi assinado pelo Gerente Geral Adjunto do BID, Steven Reed. Segundo ele, a instituição pretende continuar investindo no Brasil por entender que é um mercado bastante atraente. A transação está em linha com a expectativa de um aumento nos financiamentos hipotecários no Brasil, disse, em nota.
Em recente entrevista ao Valor, Reed afirmou que o banco pretende elevar entre 15% e 20% os empréstimos para o Brasil no próximo ano e estuda até mesmo entrar com participação no capital de instituições financeiras locais. O saldo de empréstimos está em torno de US$ 500 milhões.
Notícia - Previ-Rio:
Servidor municipal: inscrição para casa própria começa nesta segunda
O Instituto de Previdência do Município do Rio de Janeiro (Previ-Rio) abre hoje as inscrições do programa de financiamento de casa própria para servidores municipais da Prefeitura do Rio. Este ano, as regras são mais vantajosas do que nos anteriores: linhas têm juros de até 8% ao ano As inscrições devem ser feitas até 31 de outubro, pelo endereço eletrônico www.rio.rj.gov.br/previrio. Quem tem imóvel pode concorrer.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
As notícias de hoje, 17/09, são:
As notícias de hoje, 17/09, são:
Notícia - Financiamento 30 anos:
- Casa própria a partir de R$ 420 por mês
Notícia - Crise Imobiliária:
- Lição a aprender
Notícia - "Boom" da construção civil:
- Casa própria
Notícia - Salão Imobiliário:
- Salão Imobiliário terá opções de imóveis turísticos em todo o Brasil
Notícia - Santander:
- Santander quer elevar lucro em 15%
Notícia - Bradesco:
- Bradesco expande crédito
Notícia - Financiamento 30 anos:
Casa própria a partir de R$ 420 por mês
Para quem sonha com a casa própria, mas o valor da prestação do financiamento ainda assusta, saiba que é possível pagar pouco mais de um salário mínimo, algo em torno deR$ 420 mensais. Com o aumento do prazo de financiamento em até 30 anos, as prestações caíram.
Mas dependendo do plano escolhido, o futuro comprador pode pagar até o dobro do valor financiado. Segundo cálculos da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac), a diferença entre o total pago num financiamento de 10 anos ou em 15 anos chega a 27,43%.
Se o prazo subir para 20 anos, o valor pago a mais chega a 57,6%; se o mutuário optar por 25 anos, pagará 89,6% a mais do que se tivesse financiado o mesmo imóvel em 10 anos.
"Quem paga aluguel tem condições de fazer um financiamento, com o benefício de estar morando no que é seu. Em comparação, no final de 10 ou 15 anos de aluguel, o morador não terá nada", avalia o superintendente regional da Caixa Econômica, Antonio Carlos Ferreira.
Valorização. Além disso, segundo Ferreira, o mercado imobiliário no Estado está em franca valorização, o que significa que o imóvel financiado tem grandes chances de se valorizar e pode servir para adquirir um imóvel maior, no futuro.
A procura por financiamento tem sido tão intensa que a Caixa espera superar, já no mês de novembro, a expectativa de orçamento de R$ 350 milhões que foram reservados para este ano.
"O cliente que financiar em até 30 anos ainda tem a chance de abater o valor final, à medida que sua renda familiar aumenta. Ou seja, ela pode pagar em menos tempo o financiamento que era antes de 360 meses. E ainda há a possibilidade de uso do FGTS como entrada", complementa Ferreira.
O número
27,43% - Essa é a diferença entre o total pago em financiamentos de 10 e 15 anos, segundo cálculos da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac).
Financiamento não deve comprometer renda familiar
O consultor financeiro e tributário César Agostoo Gomes orienta o comprador a analisar qual a melhor situação de financiamento, que não vá comprometer sua vida. "Já o consultor imobiliário deve checar, na hora de avaliar o local onde o imóvel está localizado, se vai haver valorização e em quanto tempo isso pode acontecer. Ou seja, se ao final do financiamento, o valor pago compensou pela valorização da região e do imóvel", explica Gomes. Outra opção apontada pelo consultor é comprar um imóvel de valor menor que o pretendido e aguardar sua valorização para dar de entrada em outro maior e em uma região mais cara. "Mas antes é sempre bom consultar um especialista , para não dar passo errado e se encher de dívidas", adverte.
Sem prejuízo
1. Antes de dar entrada, poupe por um ano o que se pagaria no financiamento. Isso ajuda a se organizar e ainda a diminuir o valor financiado
2. Quem puder deve usar todo o saldo do FGTS como entrada. Para isso, tem de ter contribuído por pelo menos três anos
3. Periodicamente (a cada dois anos, por exemplo) deve-se sacar o FGTS e amortizar parte do saldo devedor para se livrar mais rápido da dívida
4. As sobras de dinheiro, como férias vencidas e 13º salário, devem ser usadas para amortizar o saldo devedor. Os juros cobram TR mais 8% a 12% ao ano e, na poupança, renderia apenas TR mais 6% ao ano.
Fonte: Associação Brasileira das Entidades de Crédito e Poupança (Abecip).
Avalie o preço final do imóvel
A pedido do Imóveis, a Caixa Econômica elaborou uma tabela com 18 situações diferentes de financiamento com prestações pré-fixadas ou reajustadas mensalmente.
São simulações cujos valores foram calculados aleatoriamente. Como cada situação é diferente, o cliente deve procurar pelo banco para realizar o seu próprio financiamento.
Prestações
"Quem vai fazer um contrato de longo prazo, deve optar pelas prestações pré-fixadas, já que a diferença dos juros não é tão grande. Mas pode contar com a segurança de pagar a mesma quantia todo os meses", avalia o consultor financeiro e tributário César Agostoo Gomes.
Analisando as situações de financiamento expostas na tabela, Gomes tomou como exemplo o financiamento de R$ 105 mil, para um imóvel de R$ 150 mil, que pode ser novo, usado, na planta ou finalizado. "É um valor onde se encaixa a maioria dos imóveis em oferta no Estado", diz.
Preços
Ao optar por dez anos de financiamento, com prestações fixas, o comprador estará desembolsando, no final, um valor próximo a R$ 250.230, com cerca de R$ 145.236 embutidos de juros, ou seja, quase o valor avaliado do imóvel.
"Se o comprador optar por financiar o mesmo imóvel em 20 anos, ele irá pagar no final cerca de R$ 430.471,20. Só de juros irá desembolsar R$ 325.471,20, cerca de R$ 180.235,20 a mais que o financiamento em 10 anos. No caso do financiamento em até 30 anos, é ainda mais arriscado, já que não há prestações pré-fixadas", complementa.
Prazos
Gomes aconselha a quem tem intenção de fazer um financiamento a ficar com os prazos menores. "É mais fácil para a família arrochar a sua situação financeira por 10 anos do que em 20", diz.
Por outro lado, se não houver como financiar em menos tempo, é preciso que o mutuário tome alguns cuidados, como não comprar um imóvel que está além de sua capacidade financeira.
Fonte: A Gazeta - ES (Karine Nobre)
Notícia - Crise Imobiliária:
Lição a aprender
"Quem não faz dívida não progride." Esse antigo ditado popular encontra adeptos no mundo inteiro; o problema está nas conseqüências ao adotá-lo. A "crise imobiliária" nos EUA, que tem tirado o sono de muitos investidores e tem sido a nova vedete do noticiário econômico, é um exemplo.
Na verdade, a denominação mais apropriada seria "crise de consumo", pois o que resume o problema do americano é a baixa poupança e o alto consumo, com dívidas no cartão de crédito e financiamento imobiliário.
O mercado imobiliário americano vinha de um "boom", favorecido pela facilidade de crédito (leia-se oferta de financiamentos de longo prazo), o que elevou os preços dos imóveis, mas não diminuiu a procura. Acrescente-se ao contexto a prática do refinanciamento, pela qual é possível tomar um novo empréstimo (num valor maior que o antigo, utilizando o seu imóvel como garantia) e utilizá-lo para quitar dívidas e para novos consumos.
O que muitos esqueceram é que todo financiamento carrega juros, o que eleva a dívida e, ao alcançar certo nível, promove o "calote". O resultado é uma contração do mercado com queda geral de preços, fazendo com que um indivíduo fique com uma dívida maior do que o valor do imóvel que possui.
Segundo o IE/Unicamp, a taxa de juros média cobrada para financiamentos imobiliários nos EUA é praticamente a mesma cobrada no Brasil – 12% a.a. O Espírito Santo experimenta um "boom" no mercado imobiliário, decorrente de financiamentos com parcelas atrativas que seduzem os consumidores (não de uma demanda espontânea).
Contudo, por empolgação ou por falta de educação financeira, há o esquecimento das taxas de juros cobradas nas operações. Mesmo o valor de um imóvel na planta sofre correção. Em 2006, todas as correções típicas do mercado imobiliário foram maiores do que a poupança. Resultado: a prestação, aparentemente fixa, sofre correção e interfere negativamente no orçamento doméstico.
O volume de crédito ao consumidor tem batido recordes seguidos. Além da prestação do imóvel, o consumidor típico ainda se propõe a financiar o automóvel, os móveis e eletrodomésticos da casa, itens de vestuário e até o supermercado. Semelhança com os EUA ou mera coincidência?
Einstein certa vez disse: "Os juros compostos são a mais poderosa invenção humana". Contudo, eles servem melhor ao credor do que ao devedor. Se uma lição pode ser tirada dos EUA, ela se resume em cautela, pois, como nos ensina um provérbio bíblico, "o que toma emprestado é servo de quem empresta" (Pv.22-7).
Fonte: A Gazeta- ES (Leonardo Cassa)
Notícia - "Boom" da construção civil:
Casa própria
A Mauá Investimentos, do ex-diretor do Banco Central Luiz Fernando Figueiredo, de olho no boom da construção civil, está criando um fundo para investimentos imobiliários.
Fonte: Jornal do Commercio
Notícia - Salão Imobiliário:
Salão Imobiliário terá opções de imóveis turísticos em todo o Brasil
No intuito de abocanhar um número grande de clientes em busca de novos imóveis, acontece na semana que vem o Salão Imobiliário São Paulo (SISP), com a presença de empresas ofertando imóveis turísticos ou segunda residência, tanto em vários estados do Brasil como no exterior. Organizado e promovido por Alcantara Machado Feiras de Negócios, Reed Exhibitions e Secovi, o evento será de 27 a 30 de setembro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo.
O mercado imobiliário brasileiro, especialmente o do litoral, vem atraindo muito o interesse de estrangeiros. O presidente do Conselho Federal de Corretores Imobiliários (Cofeci), João Teodoro, ressalta que o Brasil já figura entre os quatro principais destinos dos investimentos imobiliários do mundo, atrás de China e Índia e à frente da Rússia. Deles, o Brasil é o que tem maior estabilidade climática, geográfica e política. Os europeus, principalmente de Portugal e Espanha, são os principais compradores.
Litoral sul ou norte?
Um dos empreendimentos apresentados no Salão é o localizado na Praia de José Menino, em Santos, no litoral sul de São Paulo. O Residencial Enseada das Orquídeas, em frente à praia, é composto por duas torres e apartamentos com terraço aberto, com churrasqueira e área de lazer. Os apartamentos têm 2, 3 e 4 dormitórios, de 77 metros quadrados a 134 m² de área útil, totalizando oito projetos diferenciados. O empreendimento é da Gafisa e dispõe da infra-estrutura de lazer de um clube privativo, com piscinas, quiosques, espaço gourmet, salão de jogos, lan house, fitness center e brinquedoteca.
Outra expositora é a Parceria Consultoria de Imóveis, que apresentará empreendimentos na Riviera de São Lourenço, no litoral norte de São Paulo. São apartamentos de 2, 3, 4 dormitórios, com ou sem suítes, nos edifícios Mare, Costa Mare, Green Waves, Blue Waves, Turim, Modena, Maranello, Rio Tocantins e Portal dos Jequitibás. Com completa infra-estrutura, os empreendimentos variam de 80 m² a 179 m² de área útil e dispõem de churrasqueira, equipamentos de ginástica, espaços gourmet e zen, fitness, hidromassagem aquecida, home theater, solarium, spa e sauna seca e úmida.
Fonte: Jornal DCI
Notícia - Santander:
Santander quer elevar lucro em 15%
O Banco Santander SA, a segunda maior instituição financeira da Europa, terá como meta um crescimento médio dos lucros por ação de 15% em 2008-2009, disse ontem seu principal executivo, Alfredo Sáenz.
O banco, sediado na cidade de Santander, no norte da Espanha, quer suplantar concorrentes em pelo menos 5 pontos percentuais em termos de expansão dos lucros por ação, disse Sáenz durante apresentação a analistas.
As ações do Santander caíram 11% este ano, em meio a preocupações com a possibilidade de que o esmorecimento do surto de crescimento imobiliário espanhol desencadeie episódios de inadimplência e com os efeitos da crise dos empréstimos imobiliários de alto risco nos Estados Unidos.
Novo cenário
Sáenz disse que não há atualmente 'vacas sagradas' entre os grandes bancos e que as atuais condições do mercado estão demonstrando o acerto da diversificação do Santander, que instalou divisões bancárias desde a Espanha até o Reino Unido, passando pelo Brasil e pelo Chile. 'Queremos superar nossos congêneres nos bons tempos e, principalmente, nos maus tempos', disse Sáenz. Entre estes estão o HSBC Holdings Plc, o maior banco europeu em valor de mercado, e o BNP Paribas SA, da França.
O Santander prevê registrar um crescimento de dois dígitos em sua receita, com a manutenção dos custos nos níveis locais de inflação, disse Sáenz. É vital evitar se tornar 'viciado' em risco, num momento em que outras instituições estão 'ébrias' de liquidez, disse ele aos analistas.
Crédito imobiliário
O crédito imobiliário, como proporção do lucro operacional, vai cair para 18%, comparativamente aos 25% atuais, com a diversificação do Abbey National, a segunda maior instituição de crédito britânica, adquirido pelo Santander em 2004, disse o banco. A divisão latino-americana, que abarca bancos com a marca Santander que vão do México até o Chile, confirmou suas perspectivas até 2009 referentes a aumentos de até 25% da receita gerada pelos clientes, disse o banco.
Fonte: Gazeta Mercantil
Notícia - Bradesco:
Bradesco expande crédito
Com apenas 1,7% de representatividade sobre o PIB nacional, o crédito imobiliário ainda tem muito o que crescer. Para se ter uma idéia, no Chile esse percentual chega a 12% e em casos mais expressivos, como a Holanda, atinge 88%. No último ano, o segmento voltou a fazer parte das operações rotineiras de bancos privados, como o Bradesco, que deve fechar 2007 com R$ 300 milhões aplicados em financiamento imobiliário somente no Ceará. Caso essa projeção otimista se confirme, este volume será 7,5 vezes maior do que o registrado pela instituição no ano passado (R$ 40 milhões). Até agosto, o banco já havia aplicado R$ 190 milhões em crédito imobiliário no Estado. A meta para o País é alcançar uma carteira de R$ 3 bilhões até o fim de 2007, o que representa um acréscimo de cerca de 42,8% sobre o total de 2006.
Participando do Encontro Bradesco Apimec, ontem, em Fortaleza, o presidente do Bradesco, Marcio Cypriano comentou os resultados apurados pelo banco. Ele acredita que o ´boom´ no financiamento imobiliário no País, que contagiou bancos públicos e privados, se deve a uma demanda reprimida, que permite um grande espaço para o crescimento, e melhores condições de emprego e renda do brasileiro, que já podem se planejar melhor para adquirir a casa própria.
Nada disso, no entanto, seria possível se não fossem as mudanças na regulamentação do mercado. Com regras mais rígidas e maior segurança, os bancos oferecem melhores condições de financiamento. ´Quando se imaginaria há algum tempo atrás receber um carnê com 300 prestações, todas iguais, por 25 anos?´, diz Cypriano. Este ano, o Bradesco reduziu a taxa de juros de sua linha de crédito imobiliário, que permite financiamentos por até 20 anos, de 14% para 12,5% ao ano. A taxa mensal passou assim para 0,98%.
No segmento de consórcios de imóveis, o banco conseguiu a liderança, com 26% de market share, ultrapassando a Caixa Econômica. Outros focos do Bradesco para os próximos anos são os seguros (incluindo previdência e títulos de capitalização), que hoje representam 3% do PIB brasileiro; cartões de crédito e débito, que saltaram de 7 milhões para 22 milhões de unidades em três anos; e mercado de capitais. Além disso, continua investindo em financiamento de veículos e crédito consignado.
O Bradesco possui 92 agências no Ceará. Contando com os bancos postais, chegam a 682 postos de atendimento. Somadas as máquinas eletrônicas, são 1471 pontos. Fortaleza tem 39 agências, mas Cypriano destaca que outras praças apresentaram crescimento, tanto que pretende abrir nos próximos meses agências em Itapipoca, Limoeiro e Canindé. A rede possui, hoje, 1.370 funcionários, ´270 deles contratados após a aquisição do BEC´, diz, refutando críticas de demissões de antigos funcionários.
Fonte: Diário do Nordeste (Mônica Lucas)
Notícia - Financiamento 30 anos:
- Casa própria a partir de R$ 420 por mês
Notícia - Crise Imobiliária:
- Lição a aprender
Notícia - "Boom" da construção civil:
- Casa própria
Notícia - Salão Imobiliário:
- Salão Imobiliário terá opções de imóveis turísticos em todo o Brasil
Notícia - Santander:
- Santander quer elevar lucro em 15%
Notícia - Bradesco:
- Bradesco expande crédito
Notícia - Financiamento 30 anos:
Casa própria a partir de R$ 420 por mês
Para quem sonha com a casa própria, mas o valor da prestação do financiamento ainda assusta, saiba que é possível pagar pouco mais de um salário mínimo, algo em torno deR$ 420 mensais. Com o aumento do prazo de financiamento em até 30 anos, as prestações caíram.
Mas dependendo do plano escolhido, o futuro comprador pode pagar até o dobro do valor financiado. Segundo cálculos da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac), a diferença entre o total pago num financiamento de 10 anos ou em 15 anos chega a 27,43%.
Se o prazo subir para 20 anos, o valor pago a mais chega a 57,6%; se o mutuário optar por 25 anos, pagará 89,6% a mais do que se tivesse financiado o mesmo imóvel em 10 anos.
"Quem paga aluguel tem condições de fazer um financiamento, com o benefício de estar morando no que é seu. Em comparação, no final de 10 ou 15 anos de aluguel, o morador não terá nada", avalia o superintendente regional da Caixa Econômica, Antonio Carlos Ferreira.
Valorização. Além disso, segundo Ferreira, o mercado imobiliário no Estado está em franca valorização, o que significa que o imóvel financiado tem grandes chances de se valorizar e pode servir para adquirir um imóvel maior, no futuro.
A procura por financiamento tem sido tão intensa que a Caixa espera superar, já no mês de novembro, a expectativa de orçamento de R$ 350 milhões que foram reservados para este ano.
"O cliente que financiar em até 30 anos ainda tem a chance de abater o valor final, à medida que sua renda familiar aumenta. Ou seja, ela pode pagar em menos tempo o financiamento que era antes de 360 meses. E ainda há a possibilidade de uso do FGTS como entrada", complementa Ferreira.
O número
27,43% - Essa é a diferença entre o total pago em financiamentos de 10 e 15 anos, segundo cálculos da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac).
Financiamento não deve comprometer renda familiar
O consultor financeiro e tributário César Agostoo Gomes orienta o comprador a analisar qual a melhor situação de financiamento, que não vá comprometer sua vida. "Já o consultor imobiliário deve checar, na hora de avaliar o local onde o imóvel está localizado, se vai haver valorização e em quanto tempo isso pode acontecer. Ou seja, se ao final do financiamento, o valor pago compensou pela valorização da região e do imóvel", explica Gomes. Outra opção apontada pelo consultor é comprar um imóvel de valor menor que o pretendido e aguardar sua valorização para dar de entrada em outro maior e em uma região mais cara. "Mas antes é sempre bom consultar um especialista , para não dar passo errado e se encher de dívidas", adverte.
Sem prejuízo
1. Antes de dar entrada, poupe por um ano o que se pagaria no financiamento. Isso ajuda a se organizar e ainda a diminuir o valor financiado
2. Quem puder deve usar todo o saldo do FGTS como entrada. Para isso, tem de ter contribuído por pelo menos três anos
3. Periodicamente (a cada dois anos, por exemplo) deve-se sacar o FGTS e amortizar parte do saldo devedor para se livrar mais rápido da dívida
4. As sobras de dinheiro, como férias vencidas e 13º salário, devem ser usadas para amortizar o saldo devedor. Os juros cobram TR mais 8% a 12% ao ano e, na poupança, renderia apenas TR mais 6% ao ano.
Fonte: Associação Brasileira das Entidades de Crédito e Poupança (Abecip).
Avalie o preço final do imóvel
A pedido do Imóveis, a Caixa Econômica elaborou uma tabela com 18 situações diferentes de financiamento com prestações pré-fixadas ou reajustadas mensalmente.
São simulações cujos valores foram calculados aleatoriamente. Como cada situação é diferente, o cliente deve procurar pelo banco para realizar o seu próprio financiamento.
Prestações
"Quem vai fazer um contrato de longo prazo, deve optar pelas prestações pré-fixadas, já que a diferença dos juros não é tão grande. Mas pode contar com a segurança de pagar a mesma quantia todo os meses", avalia o consultor financeiro e tributário César Agostoo Gomes.
Analisando as situações de financiamento expostas na tabela, Gomes tomou como exemplo o financiamento de R$ 105 mil, para um imóvel de R$ 150 mil, que pode ser novo, usado, na planta ou finalizado. "É um valor onde se encaixa a maioria dos imóveis em oferta no Estado", diz.
Preços
Ao optar por dez anos de financiamento, com prestações fixas, o comprador estará desembolsando, no final, um valor próximo a R$ 250.230, com cerca de R$ 145.236 embutidos de juros, ou seja, quase o valor avaliado do imóvel.
"Se o comprador optar por financiar o mesmo imóvel em 20 anos, ele irá pagar no final cerca de R$ 430.471,20. Só de juros irá desembolsar R$ 325.471,20, cerca de R$ 180.235,20 a mais que o financiamento em 10 anos. No caso do financiamento em até 30 anos, é ainda mais arriscado, já que não há prestações pré-fixadas", complementa.
Prazos
Gomes aconselha a quem tem intenção de fazer um financiamento a ficar com os prazos menores. "É mais fácil para a família arrochar a sua situação financeira por 10 anos do que em 20", diz.
Por outro lado, se não houver como financiar em menos tempo, é preciso que o mutuário tome alguns cuidados, como não comprar um imóvel que está além de sua capacidade financeira.
Fonte: A Gazeta - ES (Karine Nobre)
Notícia - Crise Imobiliária:
Lição a aprender
"Quem não faz dívida não progride." Esse antigo ditado popular encontra adeptos no mundo inteiro; o problema está nas conseqüências ao adotá-lo. A "crise imobiliária" nos EUA, que tem tirado o sono de muitos investidores e tem sido a nova vedete do noticiário econômico, é um exemplo.
Na verdade, a denominação mais apropriada seria "crise de consumo", pois o que resume o problema do americano é a baixa poupança e o alto consumo, com dívidas no cartão de crédito e financiamento imobiliário.
O mercado imobiliário americano vinha de um "boom", favorecido pela facilidade de crédito (leia-se oferta de financiamentos de longo prazo), o que elevou os preços dos imóveis, mas não diminuiu a procura. Acrescente-se ao contexto a prática do refinanciamento, pela qual é possível tomar um novo empréstimo (num valor maior que o antigo, utilizando o seu imóvel como garantia) e utilizá-lo para quitar dívidas e para novos consumos.
O que muitos esqueceram é que todo financiamento carrega juros, o que eleva a dívida e, ao alcançar certo nível, promove o "calote". O resultado é uma contração do mercado com queda geral de preços, fazendo com que um indivíduo fique com uma dívida maior do que o valor do imóvel que possui.
Segundo o IE/Unicamp, a taxa de juros média cobrada para financiamentos imobiliários nos EUA é praticamente a mesma cobrada no Brasil – 12% a.a. O Espírito Santo experimenta um "boom" no mercado imobiliário, decorrente de financiamentos com parcelas atrativas que seduzem os consumidores (não de uma demanda espontânea).
Contudo, por empolgação ou por falta de educação financeira, há o esquecimento das taxas de juros cobradas nas operações. Mesmo o valor de um imóvel na planta sofre correção. Em 2006, todas as correções típicas do mercado imobiliário foram maiores do que a poupança. Resultado: a prestação, aparentemente fixa, sofre correção e interfere negativamente no orçamento doméstico.
O volume de crédito ao consumidor tem batido recordes seguidos. Além da prestação do imóvel, o consumidor típico ainda se propõe a financiar o automóvel, os móveis e eletrodomésticos da casa, itens de vestuário e até o supermercado. Semelhança com os EUA ou mera coincidência?
Einstein certa vez disse: "Os juros compostos são a mais poderosa invenção humana". Contudo, eles servem melhor ao credor do que ao devedor. Se uma lição pode ser tirada dos EUA, ela se resume em cautela, pois, como nos ensina um provérbio bíblico, "o que toma emprestado é servo de quem empresta" (Pv.22-7).
Fonte: A Gazeta- ES (Leonardo Cassa)
Notícia - "Boom" da construção civil:
Casa própria
A Mauá Investimentos, do ex-diretor do Banco Central Luiz Fernando Figueiredo, de olho no boom da construção civil, está criando um fundo para investimentos imobiliários.
Fonte: Jornal do Commercio
Notícia - Salão Imobiliário:
Salão Imobiliário terá opções de imóveis turísticos em todo o Brasil
No intuito de abocanhar um número grande de clientes em busca de novos imóveis, acontece na semana que vem o Salão Imobiliário São Paulo (SISP), com a presença de empresas ofertando imóveis turísticos ou segunda residência, tanto em vários estados do Brasil como no exterior. Organizado e promovido por Alcantara Machado Feiras de Negócios, Reed Exhibitions e Secovi, o evento será de 27 a 30 de setembro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo.
O mercado imobiliário brasileiro, especialmente o do litoral, vem atraindo muito o interesse de estrangeiros. O presidente do Conselho Federal de Corretores Imobiliários (Cofeci), João Teodoro, ressalta que o Brasil já figura entre os quatro principais destinos dos investimentos imobiliários do mundo, atrás de China e Índia e à frente da Rússia. Deles, o Brasil é o que tem maior estabilidade climática, geográfica e política. Os europeus, principalmente de Portugal e Espanha, são os principais compradores.
Litoral sul ou norte?
Um dos empreendimentos apresentados no Salão é o localizado na Praia de José Menino, em Santos, no litoral sul de São Paulo. O Residencial Enseada das Orquídeas, em frente à praia, é composto por duas torres e apartamentos com terraço aberto, com churrasqueira e área de lazer. Os apartamentos têm 2, 3 e 4 dormitórios, de 77 metros quadrados a 134 m² de área útil, totalizando oito projetos diferenciados. O empreendimento é da Gafisa e dispõe da infra-estrutura de lazer de um clube privativo, com piscinas, quiosques, espaço gourmet, salão de jogos, lan house, fitness center e brinquedoteca.
Outra expositora é a Parceria Consultoria de Imóveis, que apresentará empreendimentos na Riviera de São Lourenço, no litoral norte de São Paulo. São apartamentos de 2, 3, 4 dormitórios, com ou sem suítes, nos edifícios Mare, Costa Mare, Green Waves, Blue Waves, Turim, Modena, Maranello, Rio Tocantins e Portal dos Jequitibás. Com completa infra-estrutura, os empreendimentos variam de 80 m² a 179 m² de área útil e dispõem de churrasqueira, equipamentos de ginástica, espaços gourmet e zen, fitness, hidromassagem aquecida, home theater, solarium, spa e sauna seca e úmida.
Fonte: Jornal DCI
Notícia - Santander:
Santander quer elevar lucro em 15%
O Banco Santander SA, a segunda maior instituição financeira da Europa, terá como meta um crescimento médio dos lucros por ação de 15% em 2008-2009, disse ontem seu principal executivo, Alfredo Sáenz.
O banco, sediado na cidade de Santander, no norte da Espanha, quer suplantar concorrentes em pelo menos 5 pontos percentuais em termos de expansão dos lucros por ação, disse Sáenz durante apresentação a analistas.
As ações do Santander caíram 11% este ano, em meio a preocupações com a possibilidade de que o esmorecimento do surto de crescimento imobiliário espanhol desencadeie episódios de inadimplência e com os efeitos da crise dos empréstimos imobiliários de alto risco nos Estados Unidos.
Novo cenário
Sáenz disse que não há atualmente 'vacas sagradas' entre os grandes bancos e que as atuais condições do mercado estão demonstrando o acerto da diversificação do Santander, que instalou divisões bancárias desde a Espanha até o Reino Unido, passando pelo Brasil e pelo Chile. 'Queremos superar nossos congêneres nos bons tempos e, principalmente, nos maus tempos', disse Sáenz. Entre estes estão o HSBC Holdings Plc, o maior banco europeu em valor de mercado, e o BNP Paribas SA, da França.
O Santander prevê registrar um crescimento de dois dígitos em sua receita, com a manutenção dos custos nos níveis locais de inflação, disse Sáenz. É vital evitar se tornar 'viciado' em risco, num momento em que outras instituições estão 'ébrias' de liquidez, disse ele aos analistas.
Crédito imobiliário
O crédito imobiliário, como proporção do lucro operacional, vai cair para 18%, comparativamente aos 25% atuais, com a diversificação do Abbey National, a segunda maior instituição de crédito britânica, adquirido pelo Santander em 2004, disse o banco. A divisão latino-americana, que abarca bancos com a marca Santander que vão do México até o Chile, confirmou suas perspectivas até 2009 referentes a aumentos de até 25% da receita gerada pelos clientes, disse o banco.
Fonte: Gazeta Mercantil
Notícia - Bradesco:
Bradesco expande crédito
Com apenas 1,7% de representatividade sobre o PIB nacional, o crédito imobiliário ainda tem muito o que crescer. Para se ter uma idéia, no Chile esse percentual chega a 12% e em casos mais expressivos, como a Holanda, atinge 88%. No último ano, o segmento voltou a fazer parte das operações rotineiras de bancos privados, como o Bradesco, que deve fechar 2007 com R$ 300 milhões aplicados em financiamento imobiliário somente no Ceará. Caso essa projeção otimista se confirme, este volume será 7,5 vezes maior do que o registrado pela instituição no ano passado (R$ 40 milhões). Até agosto, o banco já havia aplicado R$ 190 milhões em crédito imobiliário no Estado. A meta para o País é alcançar uma carteira de R$ 3 bilhões até o fim de 2007, o que representa um acréscimo de cerca de 42,8% sobre o total de 2006.
Participando do Encontro Bradesco Apimec, ontem, em Fortaleza, o presidente do Bradesco, Marcio Cypriano comentou os resultados apurados pelo banco. Ele acredita que o ´boom´ no financiamento imobiliário no País, que contagiou bancos públicos e privados, se deve a uma demanda reprimida, que permite um grande espaço para o crescimento, e melhores condições de emprego e renda do brasileiro, que já podem se planejar melhor para adquirir a casa própria.
Nada disso, no entanto, seria possível se não fossem as mudanças na regulamentação do mercado. Com regras mais rígidas e maior segurança, os bancos oferecem melhores condições de financiamento. ´Quando se imaginaria há algum tempo atrás receber um carnê com 300 prestações, todas iguais, por 25 anos?´, diz Cypriano. Este ano, o Bradesco reduziu a taxa de juros de sua linha de crédito imobiliário, que permite financiamentos por até 20 anos, de 14% para 12,5% ao ano. A taxa mensal passou assim para 0,98%.
No segmento de consórcios de imóveis, o banco conseguiu a liderança, com 26% de market share, ultrapassando a Caixa Econômica. Outros focos do Bradesco para os próximos anos são os seguros (incluindo previdência e títulos de capitalização), que hoje representam 3% do PIB brasileiro; cartões de crédito e débito, que saltaram de 7 milhões para 22 milhões de unidades em três anos; e mercado de capitais. Além disso, continua investindo em financiamento de veículos e crédito consignado.
O Bradesco possui 92 agências no Ceará. Contando com os bancos postais, chegam a 682 postos de atendimento. Somadas as máquinas eletrônicas, são 1471 pontos. Fortaleza tem 39 agências, mas Cypriano destaca que outras praças apresentaram crescimento, tanto que pretende abrir nos próximos meses agências em Itapipoca, Limoeiro e Canindé. A rede possui, hoje, 1.370 funcionários, ´270 deles contratados após a aquisição do BEC´, diz, refutando críticas de demissões de antigos funcionários.
Fonte: Diário do Nordeste (Mônica Lucas)
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Sonho X Realidade

Sonho X Realidade
Quando estamos sonhando, nem sempre achamos que aquilo é um sonho. Mas o mais interessante é que nos sonhos, não há limites, nos sonhos conseguimos tudo, nos sonhos podemos tudo, nos sonhos nada é proibido.
Qual a barreira que separa o sonho da realidade ???
Será que quando sonhamos, estamos vivendo as frustrações não realizadas, ou será que estamos vivendo, aquilo que gostaríamos de realizar ???
O sonho deve ser comandado pelo subconsciente, no entanto nada impede que o consciente não de uma ajudazinha.
Ora se no sonho, podemos tudo, porque não na realidade ???
Aí vai uma reflexão, quantas vezes, quando acordamos não dizemos para nós mesmos, Ahhh!!! Ainda bem que era sonho.
Com base nisso, e apenas como palpite, imagino que o sonho nos permite viver aquilo que na realidade concluímos ser não sensato. Ou seja através do sonho podemos concluir que grande besteira seria aquela nossa atitude tresloucada de Enfiar a mão na cara da outra pessoa e receber como recompensa um tiro.
Sendo assim concluo que o sonho pode ser nosso amigo para decidirmos de forma sensata o que fazer no momento em que temos que decidir entre a emoção e razão.
Sendo assim os nossos sonhos tão almejados poderão se tornar um dia realidade, ao invés de cortá-los tão rapidamente de nossas vidas, por atitudes impensadas.
Pare um pouco e pense não perca a oportunidade do amanhã, viva a realidade aprendendo com os sonhos. Talvez assim os bons sonhos se tornem realidade.
Abraços
Airton Mendes da Hora
Comunidade ORKUT PARA CRISTO
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
As notícias de hoje, 10/09, são:
As notícias de hoje, 10/09, são:
Mercado imobiliário:
- Imóveis como fonte de renda
- Construtoras já buscam mais recursos na Bolsa que nos bancos
FGTS:
- FGTS continua sendo a melhor opção
Crise imobiliária - EUA:
- Brasil segue imune, mas é bom não descuidar
- EUA fraquejam e mercado se retrai
- OCDE reduz previsão de expansão mundial
Notícia - mercado imobiliário:
Imóveis como fonte de renda
O Sindicato da Habitação do Estado (Secovi) está otimista com o retorno dos investimentos em imóveis. “Com a queda da taxa de juros e o alongamento dos prazos nos financiamentos, as pessoas estão cada vez mais interessadas em adquirir imóveis para complementação de renda no futuro”, ressalta Luciano Novaes, presidente do Secovi. Além desse incentivo, o empresário ressalta a queda dos ganhos em outros tipos de aplicações, como os fundos de investimento. Novaes alerta também para a valorização patrimonial dos imóveis numa cidade que, como tende a crescer cada vez mais, terá menos áreas para construção.
Fonte: Jornal do Commercio - PE
Construtoras já buscam mais recursos na Bolsa que nos bancos
Neste ano, empresas captaram R$ 6,8 bi na Bolsa, 64,3% mais que nas instituições financeiras
Monica Ciarelli e Alessandra Saraiva – OESP
O mercado de capitais já é a maior fonte de financiamento para as empresas de construção civil no Brasil, tarefa que antes ficava a cargo dos bancos, com destaque para a Caixa Econômica Federal (CEF).
Somente nos sete primeiros meses do ano, 11 construtoras abriram capital e lançaram ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
Juntas, as companhias captaram R$ 6,8 bilhões, valor que supera em 64,3% os R$ 4,2 bilhões liberados pelo sistema financeiro para a construção de imóveis no mesmo período, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
A expectativa é que o volume levantado pelas construtoras no mercado de capitais cresça ainda mais ao longo de 2007. Outras cinco empresas já entraram com pedido na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para emitir ações. As empresas são a Herbor Empreendimentos, Moura Dubeux Engenharia, Construtora Tenda, Trisul e MB Engenharia. No ano passado, cinco construtoras chegaram à Bovespa, captando pouco mais de R$ 3 bilhões. Recentemente, a Tecnisa informou que pretende lançar R$ 150 milhões em debêntures simples.
A procura por esses papéis reflete a expectativa dos investidores que o mercado imobiliário brasileiro é um dos segmentos com melhores perspectivas de crescimento para os próximos anos. E coincide com o aumento do volume de crédito concedido pelos bancos para o setor. Só a CEF, banco estatal que mais financia o ramo, aumentou em 21,8% a liberação de recursos para a construção de imóveis no Brasil em 2007. A instituição liberou para as construtoras R$ 1,469 bilhão até agosto, cifra que supera os R$ 1,205 bilhão financiados no mesmo período do ano passado.
"Qualquer crescimento em relação a 2006 é extraordinário. Ele foi o melhor desempenho da Caixa em financiamento imobiliário dos últimos dez anos", disse a gerente nacional de Crédito Imobiliário do banco, Mara Lúcia Soterio.
Segundo ela, a busca por recursos no setor é crescente, por isso as companhias estão correndo também para o mercado de capitais para conseguir expandir seus projetos. "Muitas empresas estão abrindo capital e recebendo investimentos externos", observou.
NOVOS MERCADOS
Como as construtoras estão mais capitalizadas, elas podem se concentrar em regiões com maior déficit habitacional. Mara observou ainda que algumas companhias que antes direcionavam os recursos para a construção de imóveis voltados à classe média estão agora de olho também nos projetos para a baixa renda.
Se antes as construtoras dependiam do sistema financeiro para tocar seus projetos, hoje o setor está capitalizado, com fôlego para tirar da gaveta novos empreendimentos, o que permitirá acelerar a evolução de um setor que tem demonstrado bom desempenho desde 2006. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) da construção subiu 4,6% no ano passado, resultado bem superior aos 1,2% apurados em 2005.
O superintendente técnico da Abecip, José Pereira Gonçalves, lembrou que a expansão de crédito é um fenômeno que começou tomar corpo em 2003. Dados da associação mostram que a captação junto aos bancos quase dobrou de 2005 para 2006, alcançando R$ 4,6 bi.
Nos primeiros sete meses deste ano, o crédito às construtoras atingiu montante de R$ 4,258 bilhões, valor 71,6% acima do registrado em igual período em 2006 (R$ 2,480 bilhões) e mais de três vezes acima do apurado nos primeiros sete meses em 2005 (R$ 1,290 bilhão).
Na análise de Gonçalves, o cenário de estabilização e de recuperação de renda é propício ao desenvolvimento de empreendimentos imobiliários. Com a demanda aquecida, as empresas procuram recursos para novos projetos, junto aos bancos ou por meio de ofertas públicas de ações. "No cenário atual, temos muitas alternativas para expansão de crédito", comentou. A previsão da Abecip é que, ao fim de 2007, a concessão de crédito às construtoras pelos bancos fique em torno de R$ 7,5 bi.
DÚVIDA
A dúvida dos analistas financeiros é se haverá espaço para todas as construtoras que estão vendendo suas ações na Bolsa. Algumas delas, dizem os especialistas, acabarão sendo compradas pelos concorrentes.
Notícia - FGTS:
FGTS continua sendo a melhor opção
Depois de divulgadas as mudanças no financiamento da casa própria pela Caixa Econômica Federal, o cliente deve se atentar em escolher a melhor modalidade de empréstimo. De acordo com o gerente regional de negócios da Habitação da Caixa, Marcelo Damião de Paula, a melhor opção é utilizar os recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
Isso porque as taxas de juros são menores se comparadas às que regem a modalidade SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), que cobra entre 9,56% e 13% ao ano acima da TR (Taxa Referencial). Pelo programa que usa o FGTS, quem ganha até R$ 1.875 tem taxa de 6% ao ano. Já os trabalhadores com renda entre R$ 1.875,01 e R$ 4.900 têm taxa de 8,16% ao ano acima da TR.
Além disso, para imóveis usados, o programa do FGTS exige entrada de apenas 20% do valor do imóvel negociado, enquanto no SBPE, o mutuário precisa pagar 30% do imóvel à vista. Para imóveis novos, a Caixa financia 100% pelo programa do fundo.
Apesar de oferecer taxas e condições mais atrativas, o financiamento com recursos do FGTS tem restrições muito maiores. Só podem participar dessa modalidade aqueles que não têm imóvel na região e que atendem a uma série de requisitos.
Simulações
A pedido do Diário, a Caixa Econômica Federal realizou uma série de simulações com imóveis cujos preços são de R$ 50 mil, de R$ 80 mil, de R$ 100 mil e de R$ 120 mil. Para a modalidade que usa recursos do FGTS, o valor máximo do imóvel a ser financiado é de R$ 130 mil. Assim, a simulação com imóvel de R$ 150 mil foi realizada apenas pela modalidade SBPE. As simulações mostram que um imóvel avaliado em R$ 50 mil, cujo financiamento pelo fundo seja feito por pessoa com renda entre R$ 1.875 e R$ 4.900, em 360 meses, apresenta parcelas mensais de R$ 423,49.
No sistema SBPE, as parcelas mensais permanecem as mesmas, com o mesmo prazo de financiamento. Mas, nesse caso, o mutuário precisa dar 30% de entrada, enquanto no outro, a entrada é de 20%. Assim, quem se enquandra na primeira opção enconomiza exatamente 10% do valor do imóvel.
Vale lembrar que o mutuário pode usar os recursos da sua própria conta de FGTS para dar a entrada nas duas modalidades de financiamento, desde que o valor do bem não supere R$ 350 mil. SBPE - Não existe uma renda mínima ou máxima para se fazer os financiamentos pelo SBPE. Isso depende da capacidade de pagamento das parcelas, cujos valores não podem comprometer mais do que 30% da renda mensal do mutuário.
A Caixa aceita, porém, a soma da renda de duas ou mais pessoas da mesma família ou que morem juntas sem relação de parentesco, como no caso de união estável ou de casais homossexuais. No SBPE, os mutuários podem ter desconto se optarem pelo pagamento com débito na conta corrente.
Para usar dinheiro do FGTS é preciso se enquadrar nas regras
Para fazer o financiamento da casa própria com os recursos do FGTS é preciso atender alguns pré-requisitos. O mutuário precisa ser pessoa física, com três anos de trabalho efetivo pelo regime do FGTS e só pode utilizar o recurso do fundo a cada dois anos. Ele também não pode ser titular de financiamento ativo no SFH (Sistema Financeiro da Habitação). Além disso, o cliente não pode ter imóveis próprio no município ou nos arredores, e precisa comprar na cidade em que mora ou trabalha. O cliente que optar por usar o fundo deve fazer a escolha no momento que fechar o contrato com a Caixa.
Fonte: Diário ABC (Tauana Marin)
Notícias - Crise imobiliária - EUA:
Brasil segue imune, mas é bom não descuidar
Em grande medida, a crise imobiliária americana vinha sendo antecipada, avisada e prenunciada pelo mercado financeiro. Na medida em que se aceitava absorver consumidores de baixa renda e sem maior histórico relevante no mercado de crédito imobiliário, ocorria de modo crescente a probabilidade de suceder-se o inadimplemento e a incapacidade de pagamento dos devedores da casa própria. Bancos lastreados no recebimento de juros em papéis sub-prime fizeram uma aposta perigosa, arriscada e sabiam das perdas potenciais que poderiam ter.
Por estas razões, não é de surpreender que diversos bancos especializados em créditos de longo prazo tenham ficado ilíquidos, e a ajuda dos bancos centrais no mundo, injetando US$ 348 bilhões em 21 dias, tenha sido uma das medidas para evitarem-se pânicos, quebras sistêmicas e efeitos dominó.
Resta a saber, e aí remanesce uma dúvida, se efetivamente o problema mundial e dos EUA resume-se apenas no mercado de sub-prime. O que assegura isso? Poderia ainda haver algo mais escondido, por debaixo do tapete, que não chegue aos ouvidos do comum dos mortais?
Por estas razões, é hora de ficar bem informado, agir com cautela e precaução. Nos bancos e financeiras, a seleção das carteiras de devedores; a correta filtragem dos bons pagadores daqueles que são problemáticos ou reincidentes; e o acompanhamento e a orientação parceira, que seja responsável, dos clientes, para que eles sintam maior segurança e melhor resultado em suas ações, hão de merecer atenção das lideranças setoriais e financeiras.
Neste sentido, internamente, o Brasil parece estar bem guarnecido. Entre 2003 e 2007 o dever de casa da busca do reequilíbrio das contas do Tesouro, da Balança de Transações correntes e da luta antiinflacionária foi bem elaborado e feito. Em julho de 2007, o Brasil fechou suas contas com um déficit do Tesouro que é de 2,8% do PIB; dispõe de US$ 162 bilhões em reservas internacionais e se dirige ao grupo dos jovens credores mundiais; e a inflação flutua perto dos 3,4%.
Daí, decorre que a bolsa brasileira pode sentir os efeitos dos medos internacionais, aos quais nos atrelamos num mundo globalizado e de transnacionais. Contudo, como os bancos brasileiros não possuem sub-primes em suas carteiras, nem as multinacionais brasileiras que dispõem de tesourarias no exterior, o risco de contaminação é realmente baixo.
O ponto que há de remanescer em nossas mentes, como lição do que ocorre nos EUA, é que o mercado de crédito imobiliário é complexo. Em 18 meses, esse mercado cresceu de forma excelente no Brasil, a uma taxa de 46% nominais, trazendo maior bem-estar a aproximadamente 1,3 milhões de brasileiros e suas famílias. Contudo, ao lidar-se com a camada da população que aufere renda baixa num quadro de desemprego elevado, próximo a 9% da PEA - População Economicamente Ativa, o limite de oferta de crédito se antecipa e limita.
A seleção dos tomadores há de ser mais cuidadosa, para evitar-se o perigo da incapacidade de pagamento e de penosas renegociações.
Criar mercado e aumentar o seu tamanho é necessário. Contudo não se há de queimar etapas nem colocar em risco a saúde financeira dos intermediários financeiros e das famílias.
Não é hora interna para ufanismos e declarações grandiosas, que afirmem que estamos incólumes e ao largo da crise mundial. Temos muitas lembranças de momentos do passado que expuseram nossas fragilidades e mostraram o quão delicado é um equilíbrio macroeconômico. Já sofremos bastante nos idos dos anos 1973/1974 e 1978/1979, quando as autoridades afirmavam que o Brasil era "uma ilha de prosperidade". Não era. E vimos repetir-se o problema com outra faceta, no setembro negro de 1982, quando o Brasil quebrou inapelavelmente.
Daquela data em diante, o Brasil cresceu pouco e não faltaram nem faltam numerosos apagões, dos mais diversos teores.
É hora de perseverar na busca de fundamentos macroeconômicos de fato saudáveis. É hora de fazer as reformas de Estado que permitam elevar o grau de produtividade tanto do setor público, quanto do setor privado. E é hora de agir com discrição, solidez e solidariedade.
Desta forma, a rota da evolução perdurará e a satisfação com o sistema aumentará.
Fonte: Jornal do brasil
EUA fraquejam e mercado se retrai
Indicadores ruins sobre a economia americana, mostrando uma desaceleração mais forte do que a esperada, costumam ser ultimamente recebidos com festa em Wall Street, pois tornam sem volta o caminho de redução dos juros básicos americanos. Ontem foi diferente. Embora o dado sobre venda de casas usadas e o de criação de novos empregos apontassem para a direção correta - um desaquecimento imprevisto - foram exageradamente ruins. E foram divulgados em um dia de reiteração oficial da visão otimista do Federal Reserve (Fed). Publicado à tarde, o Livro Bege não chancelou as expectativa de corte do juro básico na reunião do dia 18. Para o Fed, existem de fato restrições sérias ao crédito imobiliário, mas o seu impacto sobre o resto da economia ainda é limitado.
O indicador que mais contribuiu para a retração dos mercados foi o do setor imobiliário. A Associação Nacional dos Corretores de Imóveis dos EUA informou que a assinatura de contratos de compra de imóveis usados tombou 12,2% em julho, quando um mês antes foi registrada alta de 5%. Os analistas previam de fato uma queda, mas de somente 2%. O índice caiu a 89,9 pontos, o menor nível desde setembro de 2001, ou seja, a crise atual é comparável à desencadeada pelos atentados terroristas. Os imóveis usados encalham porque cresceram as restrições à tomada de financiamentos e porque aumentaram as taxas hipotecárias. Neste caso, se o problema é de financiamento, não adianta uma redução de preço dos imóveis.
O dado de emprego também foi desanimador. De acordo com consultorias de recursos humanos, as empresas contrataram apenas 38 mil pessoas em agosto, a mais baixa contratação desde junho de 2003. A expectativa dos analistas era de 83 mil novas contratações. Em julho, o número tinha sido de 48 mil. O relatório oficial de emprego, a ser divulgado pelo governo americano amanhã, está cercado de grande ansiedade.
Livro Bege não endossa visão de corte do juro
A deterioração dos mercados, após cinco dias de trégua, foi acentuada. Os juros dos títulos de 10 anos do Tesouro americano caíram de 4,55% para 4,47%, evidenciando o aumento da aversão ao risco. O índice Dow Jones caiu 1,07% e o risco-Brasil avançou dez pontos, para 206 pontos-base. O dólar interrompeu no mercado doméstico uma seqüência de três quedas e fechou com valorização de 0,97%, cotado a R$ 1,9680.
Mesmo em dia de Copom, o mercado futuro de juros da BM&F não se mostrou imunizado contra recaídas da crise externa de liquidez. Não poderia ser diferente porque tanto a alta geral dos juros futuros como a inclinação positiva que a estrutura a termo da curva de juros passou a exibir em meados do mês passado resultam mais das turbulências e inseguranças externas do que do repique inflacionário doméstico. É este teoricamente o ponto central em que o Copom se pega para desacelerar o ritmo de corte da Selic, mas os efeitos externos sobre a curva de juros são igualmente decisivos.
A inclinação positiva da curva foi realçada ontem. Enquanto o CDI mais curto, para a virada do mês, subiu apenas 0,01 ponto, para 11,21%, o mais negociado, referente a janeiro de 2009, saltou 0,13 ponto, para 11,57%. E o CDI estimado para janeiro de 2010 pulou 0,17 ponto, para 11,85%. Na curva futura de juros parece estar embutido um prêmio de risco maior em relação aos juros reais, não em relação à inflação. Nesta última hipótese, as taxas futuras estariam subindo com base na suposição de que o Copom será doravante leniente com o soluço inflacionário. Os juros subiriam para compensar taxas de inflação maiores no futuro decorrentes da maior tolerância do BC. Impossível, mesmo depois da saída de diretores expoentes da linha-dura monetarista.
De acordo com estudo do Departamento de Análises da CMA, o DI futuro da BM&F projeta taxas de juro spot para a curva de juros atual no patamar de 11,85% a 12% para os vencimentos de janeiro de 2010 e janeiro 2012. Ou seja, as taxas valem para um período de cerca de quatro anos à frente. Mas se forem consideradas as taxas a termo, elas são ainda maiores, variando entre 12% e 12,20% para o mesmo período. Isso indica, segundo o economista Luiz Rogê Ferreira, da CMA, que o mercado não prevê qualquer ganho em termos de taxa de inflação, em torno de 4%, até 2012. O que parece difícil de acontecer uma vez que os fundamentos macroeconômicos do Brasil são sólidos. "É razoável supor que existirão ganhos ao longo desse período e que a persistirem os patamares atuais de taxas de juro teremos taxas reais anuais crescentes, da ordem de 7,70% a 7,90% no período que se estende de 2008 a 2011", diz ele. Atualmente, o juro real está projetado em 7,35%.Luiz Sérgio Guimarães é repórter de finanças
Fonte: Valor Econômico
OCDE reduz previsão de expansão mundial
A turbulência no mercado e os problemas dos EUA com o mercado de hipotecas "subprime" (para pessoas com histórico ruim de pagamento) vão prejudicar o crescimento econômico mundial neste ano, disse ontem a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). A entidade pediu uma melhor regulamentação para abordar as "graves imperfeições" dos mercados imobiliários nos EUA e setores de crédito em todo o mundo. Ao apresentar sua avaliação intermediária entre as projeções do "Panorama Econômico" de primavera e de outono para os 30 países mais ricos, a OCDE disse que as perspectivas para a economia mundial são "claramente menos animadoras e mais incertas" do que em suas previsões de maio. Embora tenha reduzido suas expectativas de crescimento econômico das sete maiores economias em apenas 0,1 ponto percentual, para 2,2%, a OCDE disse que sua estimativa anterior errara para cima porque ainda era cedo demais para avaliar em que medida o reavaliação do risco em todos os mercados financeiros reduziria a atividade econômica. "Os riscos negativos tornaram-se mais ameaçadores num contexto em que as condições gerais do mercado financeiro provavelmente continuarão apertadas por mais tempo."
Jean-Philippe Cotis, economista-chefe da OCDE, elogiou os BCs pela "ação rápida e eficaz" que ajudou a conter a turbulência do mercado financeiro e sugeriu que a reavaliação do risco ocorreu em um momento menos ruim, já que o crescimento econômico mundial estava forte.
Mas ele disse que eventos recentes tinham revelado "graves imperfeições" no funcionamento dos mercados de crédito e pediu uma maior supervisão do mercado americano de hipotecas de segunda linha. Nos EUA, a OCDE cortou sua previsão para 2007 para 1,9%, contra os 2,1% previstos anteriormente, porque o setor de habitação deverá "exercer uma pressão mais longa e poderosa do que se esperava".
Na zona do euro, o crescimento deverá se recuperar no segundo semestre, depois de uma desaceleração no segundo trimestre. "Não obstante, o pico de aumento de atividade do euro agora parece passado", disse a OCDE, ao reduzir suas previsões para Alemanha, França e Itália.
Fonte: Estadão
Mercado imobiliário:
- Imóveis como fonte de renda
- Construtoras já buscam mais recursos na Bolsa que nos bancos
FGTS:
- FGTS continua sendo a melhor opção
Crise imobiliária - EUA:
- Brasil segue imune, mas é bom não descuidar
- EUA fraquejam e mercado se retrai
- OCDE reduz previsão de expansão mundial
Notícia - mercado imobiliário:
Imóveis como fonte de renda
O Sindicato da Habitação do Estado (Secovi) está otimista com o retorno dos investimentos em imóveis. “Com a queda da taxa de juros e o alongamento dos prazos nos financiamentos, as pessoas estão cada vez mais interessadas em adquirir imóveis para complementação de renda no futuro”, ressalta Luciano Novaes, presidente do Secovi. Além desse incentivo, o empresário ressalta a queda dos ganhos em outros tipos de aplicações, como os fundos de investimento. Novaes alerta também para a valorização patrimonial dos imóveis numa cidade que, como tende a crescer cada vez mais, terá menos áreas para construção.
Fonte: Jornal do Commercio - PE
Construtoras já buscam mais recursos na Bolsa que nos bancos
Neste ano, empresas captaram R$ 6,8 bi na Bolsa, 64,3% mais que nas instituições financeiras
Monica Ciarelli e Alessandra Saraiva – OESP
O mercado de capitais já é a maior fonte de financiamento para as empresas de construção civil no Brasil, tarefa que antes ficava a cargo dos bancos, com destaque para a Caixa Econômica Federal (CEF).
Somente nos sete primeiros meses do ano, 11 construtoras abriram capital e lançaram ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
Juntas, as companhias captaram R$ 6,8 bilhões, valor que supera em 64,3% os R$ 4,2 bilhões liberados pelo sistema financeiro para a construção de imóveis no mesmo período, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
A expectativa é que o volume levantado pelas construtoras no mercado de capitais cresça ainda mais ao longo de 2007. Outras cinco empresas já entraram com pedido na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para emitir ações. As empresas são a Herbor Empreendimentos, Moura Dubeux Engenharia, Construtora Tenda, Trisul e MB Engenharia. No ano passado, cinco construtoras chegaram à Bovespa, captando pouco mais de R$ 3 bilhões. Recentemente, a Tecnisa informou que pretende lançar R$ 150 milhões em debêntures simples.
A procura por esses papéis reflete a expectativa dos investidores que o mercado imobiliário brasileiro é um dos segmentos com melhores perspectivas de crescimento para os próximos anos. E coincide com o aumento do volume de crédito concedido pelos bancos para o setor. Só a CEF, banco estatal que mais financia o ramo, aumentou em 21,8% a liberação de recursos para a construção de imóveis no Brasil em 2007. A instituição liberou para as construtoras R$ 1,469 bilhão até agosto, cifra que supera os R$ 1,205 bilhão financiados no mesmo período do ano passado.
"Qualquer crescimento em relação a 2006 é extraordinário. Ele foi o melhor desempenho da Caixa em financiamento imobiliário dos últimos dez anos", disse a gerente nacional de Crédito Imobiliário do banco, Mara Lúcia Soterio.
Segundo ela, a busca por recursos no setor é crescente, por isso as companhias estão correndo também para o mercado de capitais para conseguir expandir seus projetos. "Muitas empresas estão abrindo capital e recebendo investimentos externos", observou.
NOVOS MERCADOS
Como as construtoras estão mais capitalizadas, elas podem se concentrar em regiões com maior déficit habitacional. Mara observou ainda que algumas companhias que antes direcionavam os recursos para a construção de imóveis voltados à classe média estão agora de olho também nos projetos para a baixa renda.
Se antes as construtoras dependiam do sistema financeiro para tocar seus projetos, hoje o setor está capitalizado, com fôlego para tirar da gaveta novos empreendimentos, o que permitirá acelerar a evolução de um setor que tem demonstrado bom desempenho desde 2006. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) da construção subiu 4,6% no ano passado, resultado bem superior aos 1,2% apurados em 2005.
O superintendente técnico da Abecip, José Pereira Gonçalves, lembrou que a expansão de crédito é um fenômeno que começou tomar corpo em 2003. Dados da associação mostram que a captação junto aos bancos quase dobrou de 2005 para 2006, alcançando R$ 4,6 bi.
Nos primeiros sete meses deste ano, o crédito às construtoras atingiu montante de R$ 4,258 bilhões, valor 71,6% acima do registrado em igual período em 2006 (R$ 2,480 bilhões) e mais de três vezes acima do apurado nos primeiros sete meses em 2005 (R$ 1,290 bilhão).
Na análise de Gonçalves, o cenário de estabilização e de recuperação de renda é propício ao desenvolvimento de empreendimentos imobiliários. Com a demanda aquecida, as empresas procuram recursos para novos projetos, junto aos bancos ou por meio de ofertas públicas de ações. "No cenário atual, temos muitas alternativas para expansão de crédito", comentou. A previsão da Abecip é que, ao fim de 2007, a concessão de crédito às construtoras pelos bancos fique em torno de R$ 7,5 bi.
DÚVIDA
A dúvida dos analistas financeiros é se haverá espaço para todas as construtoras que estão vendendo suas ações na Bolsa. Algumas delas, dizem os especialistas, acabarão sendo compradas pelos concorrentes.
Notícia - FGTS:
FGTS continua sendo a melhor opção
Depois de divulgadas as mudanças no financiamento da casa própria pela Caixa Econômica Federal, o cliente deve se atentar em escolher a melhor modalidade de empréstimo. De acordo com o gerente regional de negócios da Habitação da Caixa, Marcelo Damião de Paula, a melhor opção é utilizar os recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
Isso porque as taxas de juros são menores se comparadas às que regem a modalidade SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), que cobra entre 9,56% e 13% ao ano acima da TR (Taxa Referencial). Pelo programa que usa o FGTS, quem ganha até R$ 1.875 tem taxa de 6% ao ano. Já os trabalhadores com renda entre R$ 1.875,01 e R$ 4.900 têm taxa de 8,16% ao ano acima da TR.
Além disso, para imóveis usados, o programa do FGTS exige entrada de apenas 20% do valor do imóvel negociado, enquanto no SBPE, o mutuário precisa pagar 30% do imóvel à vista. Para imóveis novos, a Caixa financia 100% pelo programa do fundo.
Apesar de oferecer taxas e condições mais atrativas, o financiamento com recursos do FGTS tem restrições muito maiores. Só podem participar dessa modalidade aqueles que não têm imóvel na região e que atendem a uma série de requisitos.
Simulações
A pedido do Diário, a Caixa Econômica Federal realizou uma série de simulações com imóveis cujos preços são de R$ 50 mil, de R$ 80 mil, de R$ 100 mil e de R$ 120 mil. Para a modalidade que usa recursos do FGTS, o valor máximo do imóvel a ser financiado é de R$ 130 mil. Assim, a simulação com imóvel de R$ 150 mil foi realizada apenas pela modalidade SBPE. As simulações mostram que um imóvel avaliado em R$ 50 mil, cujo financiamento pelo fundo seja feito por pessoa com renda entre R$ 1.875 e R$ 4.900, em 360 meses, apresenta parcelas mensais de R$ 423,49.
No sistema SBPE, as parcelas mensais permanecem as mesmas, com o mesmo prazo de financiamento. Mas, nesse caso, o mutuário precisa dar 30% de entrada, enquanto no outro, a entrada é de 20%. Assim, quem se enquandra na primeira opção enconomiza exatamente 10% do valor do imóvel.
Vale lembrar que o mutuário pode usar os recursos da sua própria conta de FGTS para dar a entrada nas duas modalidades de financiamento, desde que o valor do bem não supere R$ 350 mil. SBPE - Não existe uma renda mínima ou máxima para se fazer os financiamentos pelo SBPE. Isso depende da capacidade de pagamento das parcelas, cujos valores não podem comprometer mais do que 30% da renda mensal do mutuário.
A Caixa aceita, porém, a soma da renda de duas ou mais pessoas da mesma família ou que morem juntas sem relação de parentesco, como no caso de união estável ou de casais homossexuais. No SBPE, os mutuários podem ter desconto se optarem pelo pagamento com débito na conta corrente.
Para usar dinheiro do FGTS é preciso se enquadrar nas regras
Para fazer o financiamento da casa própria com os recursos do FGTS é preciso atender alguns pré-requisitos. O mutuário precisa ser pessoa física, com três anos de trabalho efetivo pelo regime do FGTS e só pode utilizar o recurso do fundo a cada dois anos. Ele também não pode ser titular de financiamento ativo no SFH (Sistema Financeiro da Habitação). Além disso, o cliente não pode ter imóveis próprio no município ou nos arredores, e precisa comprar na cidade em que mora ou trabalha. O cliente que optar por usar o fundo deve fazer a escolha no momento que fechar o contrato com a Caixa.
Fonte: Diário ABC (Tauana Marin)
Notícias - Crise imobiliária - EUA:
Brasil segue imune, mas é bom não descuidar
Em grande medida, a crise imobiliária americana vinha sendo antecipada, avisada e prenunciada pelo mercado financeiro. Na medida em que se aceitava absorver consumidores de baixa renda e sem maior histórico relevante no mercado de crédito imobiliário, ocorria de modo crescente a probabilidade de suceder-se o inadimplemento e a incapacidade de pagamento dos devedores da casa própria. Bancos lastreados no recebimento de juros em papéis sub-prime fizeram uma aposta perigosa, arriscada e sabiam das perdas potenciais que poderiam ter.
Por estas razões, não é de surpreender que diversos bancos especializados em créditos de longo prazo tenham ficado ilíquidos, e a ajuda dos bancos centrais no mundo, injetando US$ 348 bilhões em 21 dias, tenha sido uma das medidas para evitarem-se pânicos, quebras sistêmicas e efeitos dominó.
Resta a saber, e aí remanesce uma dúvida, se efetivamente o problema mundial e dos EUA resume-se apenas no mercado de sub-prime. O que assegura isso? Poderia ainda haver algo mais escondido, por debaixo do tapete, que não chegue aos ouvidos do comum dos mortais?
Por estas razões, é hora de ficar bem informado, agir com cautela e precaução. Nos bancos e financeiras, a seleção das carteiras de devedores; a correta filtragem dos bons pagadores daqueles que são problemáticos ou reincidentes; e o acompanhamento e a orientação parceira, que seja responsável, dos clientes, para que eles sintam maior segurança e melhor resultado em suas ações, hão de merecer atenção das lideranças setoriais e financeiras.
Neste sentido, internamente, o Brasil parece estar bem guarnecido. Entre 2003 e 2007 o dever de casa da busca do reequilíbrio das contas do Tesouro, da Balança de Transações correntes e da luta antiinflacionária foi bem elaborado e feito. Em julho de 2007, o Brasil fechou suas contas com um déficit do Tesouro que é de 2,8% do PIB; dispõe de US$ 162 bilhões em reservas internacionais e se dirige ao grupo dos jovens credores mundiais; e a inflação flutua perto dos 3,4%.
Daí, decorre que a bolsa brasileira pode sentir os efeitos dos medos internacionais, aos quais nos atrelamos num mundo globalizado e de transnacionais. Contudo, como os bancos brasileiros não possuem sub-primes em suas carteiras, nem as multinacionais brasileiras que dispõem de tesourarias no exterior, o risco de contaminação é realmente baixo.
O ponto que há de remanescer em nossas mentes, como lição do que ocorre nos EUA, é que o mercado de crédito imobiliário é complexo. Em 18 meses, esse mercado cresceu de forma excelente no Brasil, a uma taxa de 46% nominais, trazendo maior bem-estar a aproximadamente 1,3 milhões de brasileiros e suas famílias. Contudo, ao lidar-se com a camada da população que aufere renda baixa num quadro de desemprego elevado, próximo a 9% da PEA - População Economicamente Ativa, o limite de oferta de crédito se antecipa e limita.
A seleção dos tomadores há de ser mais cuidadosa, para evitar-se o perigo da incapacidade de pagamento e de penosas renegociações.
Criar mercado e aumentar o seu tamanho é necessário. Contudo não se há de queimar etapas nem colocar em risco a saúde financeira dos intermediários financeiros e das famílias.
Não é hora interna para ufanismos e declarações grandiosas, que afirmem que estamos incólumes e ao largo da crise mundial. Temos muitas lembranças de momentos do passado que expuseram nossas fragilidades e mostraram o quão delicado é um equilíbrio macroeconômico. Já sofremos bastante nos idos dos anos 1973/1974 e 1978/1979, quando as autoridades afirmavam que o Brasil era "uma ilha de prosperidade". Não era. E vimos repetir-se o problema com outra faceta, no setembro negro de 1982, quando o Brasil quebrou inapelavelmente.
Daquela data em diante, o Brasil cresceu pouco e não faltaram nem faltam numerosos apagões, dos mais diversos teores.
É hora de perseverar na busca de fundamentos macroeconômicos de fato saudáveis. É hora de fazer as reformas de Estado que permitam elevar o grau de produtividade tanto do setor público, quanto do setor privado. E é hora de agir com discrição, solidez e solidariedade.
Desta forma, a rota da evolução perdurará e a satisfação com o sistema aumentará.
Fonte: Jornal do brasil
EUA fraquejam e mercado se retrai
Indicadores ruins sobre a economia americana, mostrando uma desaceleração mais forte do que a esperada, costumam ser ultimamente recebidos com festa em Wall Street, pois tornam sem volta o caminho de redução dos juros básicos americanos. Ontem foi diferente. Embora o dado sobre venda de casas usadas e o de criação de novos empregos apontassem para a direção correta - um desaquecimento imprevisto - foram exageradamente ruins. E foram divulgados em um dia de reiteração oficial da visão otimista do Federal Reserve (Fed). Publicado à tarde, o Livro Bege não chancelou as expectativa de corte do juro básico na reunião do dia 18. Para o Fed, existem de fato restrições sérias ao crédito imobiliário, mas o seu impacto sobre o resto da economia ainda é limitado.
O indicador que mais contribuiu para a retração dos mercados foi o do setor imobiliário. A Associação Nacional dos Corretores de Imóveis dos EUA informou que a assinatura de contratos de compra de imóveis usados tombou 12,2% em julho, quando um mês antes foi registrada alta de 5%. Os analistas previam de fato uma queda, mas de somente 2%. O índice caiu a 89,9 pontos, o menor nível desde setembro de 2001, ou seja, a crise atual é comparável à desencadeada pelos atentados terroristas. Os imóveis usados encalham porque cresceram as restrições à tomada de financiamentos e porque aumentaram as taxas hipotecárias. Neste caso, se o problema é de financiamento, não adianta uma redução de preço dos imóveis.
O dado de emprego também foi desanimador. De acordo com consultorias de recursos humanos, as empresas contrataram apenas 38 mil pessoas em agosto, a mais baixa contratação desde junho de 2003. A expectativa dos analistas era de 83 mil novas contratações. Em julho, o número tinha sido de 48 mil. O relatório oficial de emprego, a ser divulgado pelo governo americano amanhã, está cercado de grande ansiedade.
Livro Bege não endossa visão de corte do juro
A deterioração dos mercados, após cinco dias de trégua, foi acentuada. Os juros dos títulos de 10 anos do Tesouro americano caíram de 4,55% para 4,47%, evidenciando o aumento da aversão ao risco. O índice Dow Jones caiu 1,07% e o risco-Brasil avançou dez pontos, para 206 pontos-base. O dólar interrompeu no mercado doméstico uma seqüência de três quedas e fechou com valorização de 0,97%, cotado a R$ 1,9680.
Mesmo em dia de Copom, o mercado futuro de juros da BM&F não se mostrou imunizado contra recaídas da crise externa de liquidez. Não poderia ser diferente porque tanto a alta geral dos juros futuros como a inclinação positiva que a estrutura a termo da curva de juros passou a exibir em meados do mês passado resultam mais das turbulências e inseguranças externas do que do repique inflacionário doméstico. É este teoricamente o ponto central em que o Copom se pega para desacelerar o ritmo de corte da Selic, mas os efeitos externos sobre a curva de juros são igualmente decisivos.
A inclinação positiva da curva foi realçada ontem. Enquanto o CDI mais curto, para a virada do mês, subiu apenas 0,01 ponto, para 11,21%, o mais negociado, referente a janeiro de 2009, saltou 0,13 ponto, para 11,57%. E o CDI estimado para janeiro de 2010 pulou 0,17 ponto, para 11,85%. Na curva futura de juros parece estar embutido um prêmio de risco maior em relação aos juros reais, não em relação à inflação. Nesta última hipótese, as taxas futuras estariam subindo com base na suposição de que o Copom será doravante leniente com o soluço inflacionário. Os juros subiriam para compensar taxas de inflação maiores no futuro decorrentes da maior tolerância do BC. Impossível, mesmo depois da saída de diretores expoentes da linha-dura monetarista.
De acordo com estudo do Departamento de Análises da CMA, o DI futuro da BM&F projeta taxas de juro spot para a curva de juros atual no patamar de 11,85% a 12% para os vencimentos de janeiro de 2010 e janeiro 2012. Ou seja, as taxas valem para um período de cerca de quatro anos à frente. Mas se forem consideradas as taxas a termo, elas são ainda maiores, variando entre 12% e 12,20% para o mesmo período. Isso indica, segundo o economista Luiz Rogê Ferreira, da CMA, que o mercado não prevê qualquer ganho em termos de taxa de inflação, em torno de 4%, até 2012. O que parece difícil de acontecer uma vez que os fundamentos macroeconômicos do Brasil são sólidos. "É razoável supor que existirão ganhos ao longo desse período e que a persistirem os patamares atuais de taxas de juro teremos taxas reais anuais crescentes, da ordem de 7,70% a 7,90% no período que se estende de 2008 a 2011", diz ele. Atualmente, o juro real está projetado em 7,35%.Luiz Sérgio Guimarães é repórter de finanças
Fonte: Valor Econômico
OCDE reduz previsão de expansão mundial
A turbulência no mercado e os problemas dos EUA com o mercado de hipotecas "subprime" (para pessoas com histórico ruim de pagamento) vão prejudicar o crescimento econômico mundial neste ano, disse ontem a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). A entidade pediu uma melhor regulamentação para abordar as "graves imperfeições" dos mercados imobiliários nos EUA e setores de crédito em todo o mundo. Ao apresentar sua avaliação intermediária entre as projeções do "Panorama Econômico" de primavera e de outono para os 30 países mais ricos, a OCDE disse que as perspectivas para a economia mundial são "claramente menos animadoras e mais incertas" do que em suas previsões de maio. Embora tenha reduzido suas expectativas de crescimento econômico das sete maiores economias em apenas 0,1 ponto percentual, para 2,2%, a OCDE disse que sua estimativa anterior errara para cima porque ainda era cedo demais para avaliar em que medida o reavaliação do risco em todos os mercados financeiros reduziria a atividade econômica. "Os riscos negativos tornaram-se mais ameaçadores num contexto em que as condições gerais do mercado financeiro provavelmente continuarão apertadas por mais tempo."
Jean-Philippe Cotis, economista-chefe da OCDE, elogiou os BCs pela "ação rápida e eficaz" que ajudou a conter a turbulência do mercado financeiro e sugeriu que a reavaliação do risco ocorreu em um momento menos ruim, já que o crescimento econômico mundial estava forte.
Mas ele disse que eventos recentes tinham revelado "graves imperfeições" no funcionamento dos mercados de crédito e pediu uma maior supervisão do mercado americano de hipotecas de segunda linha. Nos EUA, a OCDE cortou sua previsão para 2007 para 1,9%, contra os 2,1% previstos anteriormente, porque o setor de habitação deverá "exercer uma pressão mais longa e poderosa do que se esperava".
Na zona do euro, o crescimento deverá se recuperar no segundo semestre, depois de uma desaceleração no segundo trimestre. "Não obstante, o pico de aumento de atividade do euro agora parece passado", disse a OCDE, ao reduzir suas previsões para Alemanha, França e Itália.
Fonte: Estadão
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Receita libera consulta ao 4º lote de restituição na próxima 2ª
Receita libera consulta ao 4º lote de restituição na próxima 2ª
Consulta poderá ser feira na página da Receita Federal e pelo 0300-789-0300
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SÃO PAULO - A partir das 8 horas da manhã da próxima segunda-feira, dia 10, a Receita Federal vai liberar a consulta ao 4º lote de restituições de Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF), referentes ao exercício de 2007, ano-calendário de 2006. A consulta poderá ser feira na página da Receita Federal do Brasil e pelo 0300-789-0300.
Serão liberadas 1.510.657 declarações. Desse total, 1.225.278 contribuintes com imposto a restituir correspondendo a R$ 1.199.999.921,28; 80.773 contribuintes com imposto a pagar correspondendo a R$ 64.422.586,45; e 204.606 contribuintes sem saldo de imposto a pagar ou a restituir.
O dinheiro estará disponível para saque no dia 17 e terá correção total de 4,9%, correspondentes à taxa Selic de maio a agosto e 1% de setembro.
O contribuinte com direito à restituição que não solicitou crédito em conta poderá fazê-lo a partir do dia 17 de setembro de 2007. Os valores estarão disponíveis no Banco do Brasil (BB), onde o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para o "BB responde 4004-0001 nas capitais ou 0800-729-0001 nas demais localidades" (ligação gratuita) para agendar o crédito em conta corrente ou de poupança em seu nome, em qualquer banco.
A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate neste prazo, deverá requerê-la mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, disponível na Internet, caso não concorde com o valor da restituição, poderá receber a importância disponível no banco e reclamar a diferença junto à unidade local da Receita Federal.
Consulta poderá ser feira na página da Receita Federal e pelo 0300-789-0300
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SÃO PAULO - A partir das 8 horas da manhã da próxima segunda-feira, dia 10, a Receita Federal vai liberar a consulta ao 4º lote de restituições de Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF), referentes ao exercício de 2007, ano-calendário de 2006. A consulta poderá ser feira na página da Receita Federal do Brasil e pelo 0300-789-0300.
Serão liberadas 1.510.657 declarações. Desse total, 1.225.278 contribuintes com imposto a restituir correspondendo a R$ 1.199.999.921,28; 80.773 contribuintes com imposto a pagar correspondendo a R$ 64.422.586,45; e 204.606 contribuintes sem saldo de imposto a pagar ou a restituir.
O dinheiro estará disponível para saque no dia 17 e terá correção total de 4,9%, correspondentes à taxa Selic de maio a agosto e 1% de setembro.
O contribuinte com direito à restituição que não solicitou crédito em conta poderá fazê-lo a partir do dia 17 de setembro de 2007. Os valores estarão disponíveis no Banco do Brasil (BB), onde o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para o "BB responde 4004-0001 nas capitais ou 0800-729-0001 nas demais localidades" (ligação gratuita) para agendar o crédito em conta corrente ou de poupança em seu nome, em qualquer banco.
A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate neste prazo, deverá requerê-la mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, disponível na Internet, caso não concorde com o valor da restituição, poderá receber a importância disponível no banco e reclamar a diferença junto à unidade local da Receita Federal.
As notícias de hoje, 06/09, são:
As notícias de hoje, 06/09, são:
Crédito imobiliário no Brasil:
- Crédito imobiliário é pouco representativo no Brasil
FGTS:
- Rentabilidade dos saldos do FGTS pode subir
- Grupo vai discutir como remunerar melhor FGTS
Salão do imóvel - RJ:
- Casa própria
Notícia - Crédito imobiliário no Brasil:
Crédito imobiliário é pouco representativo no Brasil
A crise de crédito imobiliário nos Estados Unidos, que derrubou os mercados financeiros em todo o mundo, serviu de alerta e resultou em uma avaliação positiva da qualidade da expansão do crédito no Brasil. O Ministério da Fazenda avalia que a expansão brasileira está ocorrendo em bases sólidas e saudáveis, sem a necessidade de intervenção do Estado com novas regulamentações para a diminuição de riscos.
"O crédito está crescendo de forma gradual e com bastante segurança", disse o secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Otávio Dâmaso. O crédito imobiliário no Brasil ainda é pouco representativo, se comparado com a situação norte-americana. Enquanto o total de recursos ofertados para a compra de um imóvel no País está em torno de 2% do PIB, nos Estados Unidos atinge 70% do PIB.
Na avaliação do governo, há possibilidade de expansão do crédito no Brasil de forma significativa nos próximos anos em decorrência da melhoria do ambiente macroeconômico e dos avanços institucionais recentes. Segundo Dâmaso, as instituições financeiras são extremamente conservadoras e ainda têm grande margem de alavancagem nas operações. "Não há porque o Estado fazer novas regulamentações. Vemos com muita naturalidade e tranqüilidade essa expansão", avaliou.
A crise no mercado imobiliário dos Estados Unidos, detonada no segmento "subprime" (empréstimos de risco para mutuários com histórico ruim), servirá de "case" para o crescimento do sistema de crédito imobiliário brasileiro, que foi construído seguindo, em parte, o modelo norte-americano.
Apesar de algumas semelhanças, o secretário ressaltou que a estrutura do mercado brasileiro é bastante diferente da dos Estados Unidos, onde o setor, em forte expansão há mais de 15 anos, já explorou "fronteiras" de risco dos clientes, de ótimos pagadores, bons, regulares até chegar no "subprime".
Diferentemente do mercado americano, onde as empresas são os primeiros financiadores e depois vendem o crédito no mercado secundário, no Brasil são os bancos os principais credores. Nos Estados Unidos, o financiamento pode corresponder a até 100% do imóvel e, em alguns casos, até acima desse valor. No Brasil, os bancos emprestam no máximo 70% e, na média, 50%. "Os bancos no Brasil trabalham com folga nas garantias", disse.
Segundo o secretário, o mercado secundário de crédito imobiliário no Brasil ainda "engatinha" e deve expandir-se nos próximos anos com a oferta maior dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e das Letras de Crédito Imobiliário (LCI). O governo, informou, observa um crescimento sustentável do crédito consignado, que é concedido com a garantia do salário do trabalhador, e o direcionado à compra de automóveis.
"A retomada do carro é muito rápida e com grande liquidez", disse ele, destacando que os bancos são extremamente conservadores na análise do cadastro dos clientes na hora de emprestar. A implantação do Cadastro Positivo - bancos de dados com histórico de crédito dos clientes - vai auxiliar ainda mais o trabalho de análise para a concessão de crédito, afirmou. O projeto de lei está em tramitação no Congresso.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Notícias - FGTS:
Rentabilidade dos saldos do FGTS pode subir
Melhorar o rendimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). É o que estuda o governo federal, que criou ontem grupo de trabalho com representantes de cinco centrais sindicais para discutir como aumentar a rentabilidade paga aos trabalhadores. Atualmente, os saldos das contas são corrigidos conforme a variação da TR (Taxa Referencial) mais 3% ao ano.
“Não são todas as centrais que estão representadas no Conselho Curador do FGTS. Por isso, foi solicitada uma comissão com representantes de todas as centrais”, explicou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que não adiantou qual será a linha de discussão do grupo.
“Terá de ser uma solução que não prejudique os 5 milhões de mutuários do Sistema Financeiro da Habitação”, disse o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o deputado Paulinho da Força (PDT-SP).
O dinheiro do FGTS é utilizado para financiar a aquisição da casa própria. Os sindicalistas querem uma solução que proporcione maior ganho ao trabalhador, mas que não eleve os juros cobrados do mutuário. O FGTS, hoje, perde para a inflação.
Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, uma solução seria reduzir a remuneração paga à Caixa Econômica Federal, que administra o Fundo de Garantia. “A Caixa teve lucro de R$ 4 bilhões, dos quais R$ 1,8 bilhão é do trabalhador. Ela ganhou com nosso dinheiro”, frisou Paulinho, da Força Sindical.
Carlos Lupi evitou entrar na polêmica. “Isso é algo que o grupo de trabalho vai avaliar”, disse o ministro. Outra maneira de ampliar os ganhos do FGTS defendida pelo deputado é reabrir a possibilidade de o trabalhador investir em ações.
Paulinho lembrou que tinha R$ 36 mil em sua conta quando foi autorizada a aplicação em ações da Vale e Petrobras. A metade que não foi aplicada hoje representa R$ 27.500. A que foi aplicada está em R$ 152 mil.
Fonte: O Dia
Grupo vai discutir como remunerar melhor FGTS
Centrais sindicais e governo vão criar um grupo de trabalho com o objetivo de estudar formas de garantir maior remuneração para as contas do FGTS. Para os sindicatos, será preciso encontrar um modelo que não prejudique os trabalhadores que compraram a casa própria com recursos do fundo. "Esse estudo que será feito passa por discutir quem paga e qual o impacto no sistema de habitação e no crédito imobiliário", afirmou Artur Henrique, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
As contas do FGTS são remuneradas pela Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano. Parte dos recursos do fundo é destinada para o financiamento de programas para aquisição da casa própria. Os mutuários que fazem parte desses programas pagam prestações que também levam em conta a TR mais uma taxa de juros, que varia de acordo com a renda familiar.
Fonte: Valor Econômico
Notícia - Salão do imóvel - RJ:
Casa própria
Márcia Peltier - Jornal do Commércio/RJ
O Banco Real vai sortear um apartamento durante o Salão do Imóvel do Rio. O objetivo do evento é impulsionar as vendas da casa própria, com mais de oito mil ofertas de imóveis no estacionamento do Casa Shopping, em outubro. São esperados cerca de 30 mil visitantes.
Crédito imobiliário no Brasil:
- Crédito imobiliário é pouco representativo no Brasil
FGTS:
- Rentabilidade dos saldos do FGTS pode subir
- Grupo vai discutir como remunerar melhor FGTS
Salão do imóvel - RJ:
- Casa própria
Notícia - Crédito imobiliário no Brasil:
Crédito imobiliário é pouco representativo no Brasil
A crise de crédito imobiliário nos Estados Unidos, que derrubou os mercados financeiros em todo o mundo, serviu de alerta e resultou em uma avaliação positiva da qualidade da expansão do crédito no Brasil. O Ministério da Fazenda avalia que a expansão brasileira está ocorrendo em bases sólidas e saudáveis, sem a necessidade de intervenção do Estado com novas regulamentações para a diminuição de riscos.
"O crédito está crescendo de forma gradual e com bastante segurança", disse o secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Otávio Dâmaso. O crédito imobiliário no Brasil ainda é pouco representativo, se comparado com a situação norte-americana. Enquanto o total de recursos ofertados para a compra de um imóvel no País está em torno de 2% do PIB, nos Estados Unidos atinge 70% do PIB.
Na avaliação do governo, há possibilidade de expansão do crédito no Brasil de forma significativa nos próximos anos em decorrência da melhoria do ambiente macroeconômico e dos avanços institucionais recentes. Segundo Dâmaso, as instituições financeiras são extremamente conservadoras e ainda têm grande margem de alavancagem nas operações. "Não há porque o Estado fazer novas regulamentações. Vemos com muita naturalidade e tranqüilidade essa expansão", avaliou.
A crise no mercado imobiliário dos Estados Unidos, detonada no segmento "subprime" (empréstimos de risco para mutuários com histórico ruim), servirá de "case" para o crescimento do sistema de crédito imobiliário brasileiro, que foi construído seguindo, em parte, o modelo norte-americano.
Apesar de algumas semelhanças, o secretário ressaltou que a estrutura do mercado brasileiro é bastante diferente da dos Estados Unidos, onde o setor, em forte expansão há mais de 15 anos, já explorou "fronteiras" de risco dos clientes, de ótimos pagadores, bons, regulares até chegar no "subprime".
Diferentemente do mercado americano, onde as empresas são os primeiros financiadores e depois vendem o crédito no mercado secundário, no Brasil são os bancos os principais credores. Nos Estados Unidos, o financiamento pode corresponder a até 100% do imóvel e, em alguns casos, até acima desse valor. No Brasil, os bancos emprestam no máximo 70% e, na média, 50%. "Os bancos no Brasil trabalham com folga nas garantias", disse.
Segundo o secretário, o mercado secundário de crédito imobiliário no Brasil ainda "engatinha" e deve expandir-se nos próximos anos com a oferta maior dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e das Letras de Crédito Imobiliário (LCI). O governo, informou, observa um crescimento sustentável do crédito consignado, que é concedido com a garantia do salário do trabalhador, e o direcionado à compra de automóveis.
"A retomada do carro é muito rápida e com grande liquidez", disse ele, destacando que os bancos são extremamente conservadores na análise do cadastro dos clientes na hora de emprestar. A implantação do Cadastro Positivo - bancos de dados com histórico de crédito dos clientes - vai auxiliar ainda mais o trabalho de análise para a concessão de crédito, afirmou. O projeto de lei está em tramitação no Congresso.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Notícias - FGTS:
Rentabilidade dos saldos do FGTS pode subir
Melhorar o rendimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). É o que estuda o governo federal, que criou ontem grupo de trabalho com representantes de cinco centrais sindicais para discutir como aumentar a rentabilidade paga aos trabalhadores. Atualmente, os saldos das contas são corrigidos conforme a variação da TR (Taxa Referencial) mais 3% ao ano.
“Não são todas as centrais que estão representadas no Conselho Curador do FGTS. Por isso, foi solicitada uma comissão com representantes de todas as centrais”, explicou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que não adiantou qual será a linha de discussão do grupo.
“Terá de ser uma solução que não prejudique os 5 milhões de mutuários do Sistema Financeiro da Habitação”, disse o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o deputado Paulinho da Força (PDT-SP).
O dinheiro do FGTS é utilizado para financiar a aquisição da casa própria. Os sindicalistas querem uma solução que proporcione maior ganho ao trabalhador, mas que não eleve os juros cobrados do mutuário. O FGTS, hoje, perde para a inflação.
Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, uma solução seria reduzir a remuneração paga à Caixa Econômica Federal, que administra o Fundo de Garantia. “A Caixa teve lucro de R$ 4 bilhões, dos quais R$ 1,8 bilhão é do trabalhador. Ela ganhou com nosso dinheiro”, frisou Paulinho, da Força Sindical.
Carlos Lupi evitou entrar na polêmica. “Isso é algo que o grupo de trabalho vai avaliar”, disse o ministro. Outra maneira de ampliar os ganhos do FGTS defendida pelo deputado é reabrir a possibilidade de o trabalhador investir em ações.
Paulinho lembrou que tinha R$ 36 mil em sua conta quando foi autorizada a aplicação em ações da Vale e Petrobras. A metade que não foi aplicada hoje representa R$ 27.500. A que foi aplicada está em R$ 152 mil.
Fonte: O Dia
Grupo vai discutir como remunerar melhor FGTS
Centrais sindicais e governo vão criar um grupo de trabalho com o objetivo de estudar formas de garantir maior remuneração para as contas do FGTS. Para os sindicatos, será preciso encontrar um modelo que não prejudique os trabalhadores que compraram a casa própria com recursos do fundo. "Esse estudo que será feito passa por discutir quem paga e qual o impacto no sistema de habitação e no crédito imobiliário", afirmou Artur Henrique, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
As contas do FGTS são remuneradas pela Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano. Parte dos recursos do fundo é destinada para o financiamento de programas para aquisição da casa própria. Os mutuários que fazem parte desses programas pagam prestações que também levam em conta a TR mais uma taxa de juros, que varia de acordo com a renda familiar.
Fonte: Valor Econômico
Notícia - Salão do imóvel - RJ:
Casa própria
Márcia Peltier - Jornal do Commércio/RJ
O Banco Real vai sortear um apartamento durante o Salão do Imóvel do Rio. O objetivo do evento é impulsionar as vendas da casa própria, com mais de oito mil ofertas de imóveis no estacionamento do Casa Shopping, em outubro. São esperados cerca de 30 mil visitantes.
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