quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

As notícias de hoje, 24/01, são:

As notícias de hoje, 24/01, são:

Notícia - Crescimento do Crédito Imobiliário do Santander:
- Santander prevê crescimento de 50% na área de crédito imobiliário

Notícia - CEF:
- Caixa faz leilão de imóveis

Notícia - Criação do Fundo Garantidor Habitacional:
- Menos risco ao crédito: SindusCon comemora criação de fundo de habitação em SP


Notícia - Crescimento do Crédito Imobiliário do Santander:
Santander prevê crescimento de 50% na área de crédito imobiliário
Fernando Travaglini, de São Paulo - VALOR ECONÔMICO
O Santander encerrou o ano passado com a concessão de R$ 2 bilhões em financiamento imobiliário. O volume é o dobro das liberações do ano anterior. Em 2008, o banco espera conceder mais R$ 3 bilhões em empréstimos novos, para atingir um crescimento de 50%.
Apesar do forte crescimento das operações, acima da média registrada pelo mercado, a vice-presidente de negócios imobiliários do banco, Ana Isabel Pérez, diz que o volume ainda é modesto. "Ainda temos muito espaço para crescer", acredita.
Nem mesmo a atual crise que afeta o mercado americano de hipotecas e que pode levar os Estados Unidos para uma recessão deve alterar, num primeiro momento, a perspectiva positiva para o mercado habitacional brasileiro.
O Santander é um dos bancos mais agressivos no mercado de financiamento imobiliário. Foi o primeiro a estender o prazo para 30 anos e a realizar empréstimos prefixados. Quase metade da produção do banco no ano passado (44%) foi feita com empréstimos prefixados.
Boa parte dessa atitude se deve a própria estratégia mundial do banco, diz a vice-presidente do banco. "O crédito imobiliário é uma excelente ferramenta de fidelização e captação de clientes", explica. De fato, 60% da produção do banco em 2007 atendeu não correntistas.
Uma das apostas do banco para este ano são as parcerias com as construtoras. O banco tem acordos com Rodobens, Cyrella e Rossi. Somente por meio dessas parcerias, o Santander espera conceder R$ 5,2 bilhões nos próximos três anos.
"As incorporadoras e construtoras estão preparadas para crescer", diz Pérez. Além disso, os bancos estão pouco a pouco ocupando o lugar das incorporadoras no financiamento ao mutuário, completa.
O banco também pretende ampliar a atuação no segmento de baixa renda por meio de recursos do FGTS. O Santander aguarda a liberação da Caixa Econômica Federal para operar com recursos do fundo.
Segundo o superintendente de crédito imobiliário do Santander, José Manuel Alvarez Lopez, o segmento de mercado que atende famílias com renda entre cinco e dez salários mínimos é o mais promissor. "Este é o grande mercado brasileiro", diz.
Ele reclama, no entanto, da diferença de tratamento em relação à Caixa. Isso porque, no segmento de renda mais alto atendida com recursos do FGTS, o chamado Pró-cotista, o fundo decidiu direcionar 70%, dos R$ 909 milhões, previstos para este ano, para a Caixa.
A vice-presidente de negócios imobiliários do Santander, Ana Isabel Pérez: crédito imobiliário é excelente ferramenta de fidelização e captação de clientes



Notícia - CEF:
Caixa faz leilão de imóveis
A Caixa Econômica Federal está leiloando imóveis com descontos de até 29,5% em todo o País. No Estado do Rio, são 2.785 unidades, sendo 984 por leilão e 1.801 em venda direta, ou seja, podem ser compradas sem concorrência. A maioria dos imóveis está ocupada. O valor mínimo é de R$ 4.860 e o máximo, de R$ 263.440. Uma vantagem é a possibilidade de usar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Os juros variam de 5,5 % a 12% ao ano mais TR (Taxa Referencial). O prazo de financiamento chega a 30 anos. Um dos exemplos é um apartamento na Rua Barão de Bom Retiro, em Vila Isabel, que está desocupado, e custa R$ 86.775. Segundo a Caixa, há ofertas em quase todos os bairros da cidade, dentre eles: Campo Grande, Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Pavuna, Ilha do Governador, Vila Isabel, Penha e Engenho Novo.

Os interessados no leilão (concorrência pública) e na venda direta deverão pagar 5% de caução do menor valor do imóvel pretendido e encaminhar proposta conforme modelo-padrão, com o comprovante de pagamento. A caução é uma forma de garantia de que o interessado vai honrar o compromisso. Se não for contemplado, o dinheiro será devolvido.

A proposta mais vantajosa para a Caixa Econômica Federal será a vencedora.

A relação dos imóveis e o edital estão disponíveis no site www.caixa.gov.br. Além disso, há uma lista com o endereço das agências que têm corretores de plantão.

A Caixa orienta que, antes de fazer a proposta e pagar a caução, o interessado deve se dirigir à uma agência da instituição para aprovar seu crédito e verificar a possibilidade do uso do FGTS.

Crédito pode chegar a 100%

O financiamento no leilão e na venda direta pode chegar a 100% do valor do imóvel. Há também o empréstimo de até 80% para unidades avaliadas em no máximo R$ 80 mil, com taxa de juros de 5,5% a 8,16% ao ano mais TR. Nesse caso, o limite para a renda familiar é R$ 4.900. Esses financiamentos são com recursos do FGTS.

Segundo a Caixa, os imóveis são de sua propriedade, e a informação pode ser comprovada por certidões emitidas pelos cartórios de Registro de Imóveis. A maioria das unidades foi retomada pelo banco após a execução de contratos de inadimplentes. Há imóveis também nos municípios de Búzios, Cabo Frio, Petrópolis e outros.

Dicas na hora da compra

Os interessados na compra dos imóveis oferecidos pela Caixa devem verificar se a unidade escolhida está na Justiça. Nesse caso, é melhor buscar outra opção porque a retomada será bem mais demorada. É bom lembrar que, se a unidade estiver ocupada, a despesa será por conta do comprador.

No bairro de Tomás Coelho, por exemplo, na Rua Moacir de Almeida 219, bloco 4, há um apartamento desocupado. O valor de venda é de R$ 35.200. Outra opção é um imóvel em Jacarepaguá, na Rua São Calixto 563. O valor de avaliação da unidade é de R$ 57 mil e o de venda, de R$ 50.160.

Fonte: O Dia



Notícia - Criação do Fundo Garantidor Habitacional:
Menos risco ao crédito: SindusCon comemora criação de fundo de habitação em SP
O SindusCon-SP (Sindicato da Construção) comemorou a criação do Fundo Garantidor Habitacional (FGH), em que o Governo de São Paulo agirá como co-devedor dos agentes financeiros na aquisição da casa própria. De acordo com o sindicato, a iniciativa está em linha com a proposta do movimento "Moradia para Todos" de erradicar o déficit habitacional de mais de 8 milhões.

"O SindusCon-SP sempre sonhou com a possibilidade de acesso à moradia mediante a combinação de uma poupança do interessado, adicionada a um subsídio, possibilitando a complementação por um financiamento do mercado, sendo a produção de responsabilidade do setor privado. Faz parte do nosso projeto de medida em que cobrirá o risco do crédito, sem ônus e sem a possibilidade de criação de um rombo mais adiante", disse o presidente do sindicato, João Claudio Robusti.

Setor privado

O objetivo do fundo é estimular investimentos habitacionais de interesse social dos empreendedores imobiliários, das instituições financeiras, de companhias hipotecárias e outros. O secretário de habitação do estado, Lair Krähenbühl, informou que ele permitirá alavancar parcerias público-privadas. "Por exemplo, podemos pegar uma grande área para transformá-la num novo bairro", afirmou.

Famílias com renda salarial de até dez salários mínimos (R$ 3.800) ganharão incentivos para a compra da casa própria, já que o Governo de São Paulo estimulará o crédito.

Como em um ciclo, o governo pretende, com as novas medidas, diminuir o risco de inadimplência, o que aumentaria a oferta de crédito e reduziria a taxa de juros. Quem sai ganhando é o comprador, que paga mais barato para realizar o sonho de ter um imóvel próprio.

Legislação

A lei que cria o fundo, que será regulamentada em 90 dias, foi elaborada com o propósito de incentivar o acesso de imóveis à população de baixa renda. Ela passou por sanção da Alesp (Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo) e do governador José Serra. A nova norma prevê também a criação de um Conselho Estadual de Habitação, do Fundo Paulista de Habitação de Interesse Social (FPHIS) e do próprio Fundo Garantidor Habitacional.

Fonte: InfoMoney

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Show do BILHÃO - Casas Bahia

Show do BILHÃO

À frente de uma verdadeira máquina de fazer dinheiro - as 565 lojas das Casas Bahia (94 delas na cidade) -, o empresário Michael Klein consolida com faturamento anual de 12,5 bilhões de reais o império do varejo iniciado 55 anos atrás por seu pai

Por Alvaro Leme

Digamos que você leve quinze minutos para ler esta reportagem. Acredita que, ao final de sua leitura, o simpático cinqüentão que ilustra estas e as próximas páginas terá faturado a bolada de 360 000 reais brutos? Quer dizer, não ele propriamente, mas a empresa que comanda, as Casas Bahia, locomotiva cujo velocímetro de vendas, impulsionado por um exército de 57.000 funcionários e 565 lojas - 94 delas na cidade de São Paulo -, gira na média de 24000 reais por minuto. Um ritmo frenético que, à primeira vista, parece nada ter a ver com o condutor dessa máquina, um homem de poucas e pausadas palavras, expressão serena e jeitão sossegado. Pura impressão. Michael Klein, 57 anos, diretor executivo da rede, chega a este fim de ano com faturamento de 12,5 bilhões de reais, dos quais 250 milhões devem ser o lucro líquido. "Gosto muito de velocidade", conta ele, dono de uma moto Harley-Davidson V-Rod VRSCA 2003 e fã também de Fórmula 1. Isso quando está de folga. Nas doze horas diárias de trabalho, acelera entre um compromisso e outro a bordo de um de seus dois helicópteros Agusta ou dos aviões Cessna Sovereign, Cessna Excel e King Air. Acelera, ainda, graças aos quinze cafezinhos puros que bebe todo dia - apesar de ter pressão de 14 por 9, que controla com remédios, e uma gastrite crônica. "Se vai piorar de qualquer jeito, prefiro não abrir mão de comer o que gosto. Só não exagero."
É o que faz quando comparece a uma inauguração de loja, ocasião em que é recebido com um farto café-da-manhã. Foram cinqüenta em 2007, o mesmo número previsto para o próximo ano. No último dia 4, esteve em Tietê, a 147 quilômetros da capital, para abrir a primeira filial no município. Havia brigadeiros, bolos, sucos, sidra, pipoca e pães de queijo. Deu uma beliscadinha discreta, e só. "Se chego aos 90 quilos, fecho a boca", conta ele, com 86 quilos distribuídos em 1,75 metro de altura. Klein tem medo de ficar gordo. "Quem pesa 100 quilos logo salta para 150", acredita. Isso talvez explique as duas lipoaspirações a que se submeteu, uma há cerca de vinte anos, outra em 1999. Fora isso, jura que nunca entrou no bisturi. No esforço de manter a forma, chega a caminhar 15 quilômetros nos fins de semana. Também é fã de umas raquetadas - joga tênis como amador há sete anos. Isso quando não viaja com a mulher, Maria Alice. A cada semana um dos dois escolhe um destino diferente. Assim, semanas atrás, pegaram a estrada rumo a Criciúma, em Santa Catarina, só para sentir o vento no rosto. "Velocidade é uma válvula de escape para o Michael."
Caminhar com Michael Klein numa inauguração de loja é uma experiência, no mínimo, singular. Era de esperar que, como em qualquer visita do rei aos seus súditos, houvesse uma profusão de paparicos e adulações. E há. Mas algumas vendedoras agem como se estivessem diante de um galã de novela. "Tira foto comigo?" é, sem dúvida, a frase mais ouvida. O empresário posa ao lado de todos até as 9 horas, quando se abrem as portas para a multidão. Começa uma queima de fogos e, nas caixas de som, bomba o Tema da Vitória (aquele tã-tã-tã do piloto Ayrton Senna), enquanto a clientela caminha curiosa entre eletrodomésticos e móveis. "Mais uma missão cumprida", suspira Klein, baixinho. E ruma para... o café mais próximo. Circula, naturalmente, escoltado por seguranças à paisana.
Fora do mundo das Casas Bahia, Klein poderia passar despercebido, e adora quando consegue. É raro. Afinal, seu rosto estampa todas as notícias sobre o negócio, cujo comando divide desde 2005 com o irmão, Saul, responsável pela diretoria comercial. Prefere, por isso, não correr riscos. "Só ando em carros blindados", diz. "Tenho 42 profissionais de segurança para cuidar dos sete membros da minha família que vivem em São Paulo", conta. Preocupação compreensível para alguém que representa a maior rede de varejo nacional. Fatura o triplo do concorrente mais próximo, o Ponto Frio. A rede cresce num ritmo de 1 bilhão de reais anuais, o que é louvável. Porém, faz dois anos que o crescimento magnífico do início da década deu uma estacionada - entre 2001 e 2004, por exemplo, o faturamento anual saltou de 3,6 bilhões para 9 bilhões. Klein chegou a anunciar um plano de abrir 1000 lojas até 2010, o que não deve se concretizar. "Ainda conseguiremos, mesmo que demore um pouco", afirma. Ele aproveita para desmentir rumores surgidos no início deste mês sobre uma possível venda da empresa. "Fomos procurados inúmeras vezes e nunca quisemos vender nem abrir o capital", diz. "Isso não vai mudar agora."
Entre as armas para crescer mais, está a aposta na diversificação da clientela. Focada desde os primórdios nas classes C e D, a empresa dedica-se também aos públicos A e B, atraídos depois que a rede passou a aceitar cartões de crédito, em 2002. Nessa estratégia encaixa-se a Super Casas Bahia, megafeira atualmente em sua quinta edição, que ocupa 151600 metros quadrados do Anhembi. É um laboratório para testar novidades - de chapinha de cabelo a automóveis, 800 produtos foram lançados por lá neste ano. Recebidos por 850 vendedores (e distraídos por shows da Disney como O Rei Leão), cerca de 2 milhões de paulistanos devem desembolsar ali 100 milhões de reais até seu encerramento, na segunda (31).
Nem sempre a rede foi assim, gigante pela própria natureza. Especialmente em suas humildes raízes, plantadas 55 anos atrás pelo imigrante polonês Samuel Klein. Ex-prisioneiro de campos de concentração nazistas, ele chegou ao Brasil com 6000 dólares, dos quais 4000 serviram para dar entrada em uma casa. Com o resto do dinheiro comprou uma charrete, um cavalo e uma lista com 200 nomes de fregueses de um comerciante, judeu como ele, que queria largar a vida de mascate. Samuel passou a vender toalhas e artigos de cama para sustentar a mulher, Ana, e o primogênito, Michael, nascido na Alemanha dois anos antes, que mais tarde viria a se naturalizar brasileiro. Cinco anos depois, tinha 5.000 clientes e, com umas economias que havia juntado, comprou sua loja pioneira, em São Cae-tano do Sul, primeira cidade a abrigar a família Klein. A loja já se chamava Casa Bahia (no singular), nome escolhido por causa da grande quantidade de nordestinos que viviam nos arredores e faziam ali suas compras. Simpático e determinado, Samuel sempre foi bom de negócios, apesar de só ter estudado até a 4ª série primária. Uma história contada na família fala de um certo japonês, dono de pastelaria, cujo ponto interessava ao comerciante. A cada vez que negociava a venda, o proprietário cobrava mais caro. Irritado, Samuel comprou o imóvel em frente e passou a distribuir pastéis gratuitamente, levando o adversário à bancarrota.
Michael tinha 18 anos quando foi trabalhar nas Casas Bahia, em 1968. Ciente da tradição de que o filho mais velho tinha o dever de suceder ao pai, abriu mão do sonho de ser arquiteto para estudar administração de empresas. Acompanhou a ascensão meteórica da companhia, que na década de 80 deu duas grandes tacadas: a aquisição das 25 lojas da rede Columbia e a das 35 da Tamakavi, que pertencia ao apresentador Silvio Santos. O primeiro passo fora do mercado paulista viria em 1995, com a compra das Casas Garson, do Rio de Janeiro. Hoje o grupo atua em dez estados, num raio de 1.700 quilômetros a partir de São Paulo. "Compro por 100 e vendo por 200, por isso sou bilionário em dólar", declarou o patriarca, certa vez, para explicar o segredo de seu sucesso.
Naquela época, como na expansão que viveu na última década, parte do mérito deveu-se sem dúvida à publicidade. E olha que, trinta anos atrás, Samuel Klein dizia não precisar de propaganda. Convencido por um funcionário, passou a dedicar 3% do faturamento anual às campanhas. Nasceram, assim, o Baianinho, símbolo da empresa, e o slogan "Dedicação total a você". A porcentagem é a mesma até hoje, mas, como as cifras publicitárias cresceram exponencialmente, estima-se que uns 375 milhões de reais sejam destinados para os 3.864 comerciais e 15.000 anúncios em jornais e revistas, que às vezes recebem alguns dos 180 milhões de encartes produzidos por ano. A agência Young & Rubicam, que há seis anos cuida da conta da rede, montou uma filial dentro da sede da empresa, em São Caetano, onde dão expediente 116 funcionários. Se um móvel anunciado na véspera vender pouco até meio-dia, a equipe se mobiliza para rodar comerciais de outro tipo de produto. Cada número é monitorado, em tempo real, do computador de Klein.
Tanta mídia acaba interessando até aos fornecedores. "Alguns produtos nossos acabam divulgados na carona dos anúncios das Casas Bahia", afirma Eugênio Staub, presidente do conselho de administração da Gradiente. Em sua avaliação, além de competentes, os Klein são negociantes cautelosos. "Se surge um produto moderno demais, hesitam em apostar." Foi assim, segundo ele, com os celulares. Em 1998, Staub apresentou Roberto Peón, então presidente da BCP (atual Claro), a Michael. "Só depois desse encontro ele viu o potencial dos pré-pagos", lembra Staub. Em 2007, a rede vendeu mais de 3 milhões de aparelhos.
A conta bancária polpuda, aparentemente, nunca subiu à cabeça dos Klein. É comum ouvir relatos de que tratam com a mesma atenção da cozinheira à dona da casa. Os tempos duros que Samuel atravessou parecem ter marcado a todos. Conta-se que sua mulher, Ana, usou um mesmo sofá durante 25 anos, recorrendo a sucessivas trocas de forro. "Sou incapaz de colocar comida no prato e estragar", afirma Michael, hoje, bilhões e bilhões depois. É verdade que ele circula de avião e helicóptero. Mas diz que não é luxo, e sim necessidade. "Preciso me locomover com agilidade para tocar uma rede tão grande", explica. Grifes, garante, não o seduzem. "Se encontro duas camisas de qualidade igual, jamais pagarei mais caro por causa da marca." Colecionar relógios (ele não conta quantos possui) é um de seus luxos. E, veja bem, se custa mais de 4.000 reais, nada feito. "Não tenho nenhum Rolex."
Um episódio recente ilustra seu relacionamento com dinheiro. Após subir ao altar com a empresária Maria Alice Pereira, dona de uma rede de cafés (olha o café aí de novo!), embarcou para a lua-de-mel em São Petersburgo, na Rússia. Suas malas se extraviaram. Somente com a roupa do corpo, foram às compras. Quando viram que uma cueca Armani custava 120 dólares, deram meia-volta. A viagem foi uma das poucas ocasiões em que o empresário se afastou dos negócios por vinte dias. "Prefiro pequenos passeios nos feriadões", diz ele, que viaja em média dez vezes por ano. E adora trazer como suvenir canetas e bloquinhos dos hotéis em que se hospeda.
Maria Alice é sua segunda mulher. Entre 1972 e 1984, Klein foi casado com a arquiteta e decoradora Jeanete Roizman. Depois da separação, manteve a guarda dos três filhos. Conheceu a atual esposa no mundo dos negócios. Ela trabalhava no mercado financeiro e cuidava da conta das Casas Bahia. Convidou-a para jantar e, cavalheiro à moda antiga, abriu a porta do carro, ajeitou a cadeira e passou a mandar flores com freqüência. Engataram em 1997, tiveram idas e vindas, reataram em 2003. Em outubro deste ano, tornaram-se marido e mulher numa cerimônia judaica - ela se converteu. Na contramão das núpcias milionárias, o custo da festa, tendo em vista a fortuna da família, não foi considerado exorbitante (500000 reais). Quer dizer, para um Klein... "O Michael negociou com os fornecedores", diz Maria Alice. Casaram-se em regime de separação total de bens, a pedido dela. "Quis deixar claro que não tenho interesse em algo que não me pertence." Em breve, mudam-se para o novo endereço, na Vila Nova Conceição. Não sabem ainda se terão filhos. "Tudo tem sua hora", desconversa ele. Maria Alice cogita adoção. Enquanto não decidem, mimam seus dois cães (o scottish terrier Wolf e a maltesa Angel) e o casal de periquitos que criam. São, por assim dizer, legítimos pássaros do amor: foram batizados de Tchuco e Tchuca, apelidos fofos com que Li e Mike (outros nomes carinhosos deles) costumam se tratar na intimidade.
Natalie e Raphael, o caçula, acolheram Maria Alice. "Sinto alegria em ver meu pai feliz", conta Natalie. Ainda hoje faz falta nos encontros da família o irmão mais velho, Leandro, morto por um câncer aos 27 anos. "Fomos aos melhores médicos e hospitais do mundo e nada funcionou", lembra Michael, com os olhos marejados. Enquanto Natalie dedica-se a sua butique de luxo, a NK Store, Raphael atua como diretor de marketing das Casas Bahia. Foge de entrevistas do mesmo jeito que o avô. Aos 84 anos, o patriarca não quer mais papo com jornalistas. "Tudo que tinha para falar está na minha biografia", costuma dizer, referindo-se ao livro Samuel Klein e Casas Bahia: Uma Trajetória de Sucesso, de Elias Awad, atualmente na terceira edição. Uma história que, tudo indica, ainda deve ganhar várias atualizações.
Hélices, turbinas e tietagem com os vendedores
Às 5h15 da manhã, Klein vai de helicóptero de sua casa, no Itaim, até o Campo de Marte, na Zona Norte. Dali voa num de seus três aviões, o King Air , rumo a Tietê, município distante 147 quilômetros da capital. Naquele dia, a cidade ganharia sua primeira loja das Casas Bahia, com direito a comilança e a fotos dos funcionários ao lado do chefe: cinquenta inaugurações como essa em 2007
Tudo começou com cobertores e uma charrete
Sobrevivente de campos de concentração nazistas, o imigrante polonês Samuel Klein começou seu negócio em 1952, quando vendia toalhas e cobertores numa charrete. Cinco anos depois, acumulou dinheiro suficiente para comprar sua primeira loja, que já se chamava Casa Bahia, em São Caetano do Sul (no alto). Em 2007, 37 milhões de produtos saíram de centros de distribuição como o de Jundiaí (acima.), a 60 quilômetros de São Paulo
É difícil imaginar parceria mais inusitada que aquela entre os personagens de O Rei Leão (no alto) e o patriarca dos Klein, Samuel (acima), hoje com 84 anos. Eles não estiveram juntos em cena, lógico. Mas os shows da Disney foram mais uma boa sacada da empresa para atrair clientela
Ídolo dos filhos
Arquivo pessoal
Com a mulher e os filhos Raphael e Natalie, num raro clique autorizado de todos juntos: "Não é que eu ame, eu idolatro meu pai", diz Natalie
Quer pagar quanto?
As Casas Bahia em números
12,5 bilhões de reais é o faturamento previsto para 2007
250 milhões de reais é o lucro líquido
7 milhões de reais por mês é o faturamento da maior loja paulistana, na Praça Ramos de Azevedo
50% dos pagamentos são feitos com carnê e
40% com cartões de crédito
57.518 funcionários, dos quais
7.953 são paulistanos
16.800 vendedores, cujo salário médio é de 1.750 reais
26,3 milhões de clientes cadastrados
5 milhões de clientes paulistanos
2.254 caminhões próprios com tração nas quatro rodas para subir até em favelas
908.000 entregas mensais
O que mais vendeu em 2007*
918.000 copas/cozinhas,
657.000 celulares pré-pagos,
500.000 móveis para quarto,
410.000 colchões e 345.000 televisores
*de janeiro a novembro, em São Paulo
Revista Veja S.Paulo - Matéria de Capa - 29/12/2007 - Págs. 18 a 25

Data de publicação: 31/12/2007
Fonte: Veja São Paulo

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Casas Bahia vão vender pela internet a partir de 2008


Casas Bahia vão vender pela internet a partir de 2008

As Casas Bahia vão começar a vender produtos pela internet a partir do ano que vem, revelou ontem o diretor-executivo da maior rede de varejo do País, Michael Klein. A reformulação da página eletrônica da rede está vinculada ao crescimento da base de clientes de cartão de crédito com a bandeira da empresa.
Atualmente, são 2,5 milhões, mas o investimento nas vendas online só será concretizado quando esse grupo atingir 4 milhões. "Nós primeiro temos de preparar a base para que possamos ter, no ano que vem, internet e público com cartão de crédito para fazer as compras. E também vender muitos computadores", afirmou Klein, durante a inauguração do novo centro de distribuição de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A empresa não informa em números absolutos o total de computadores vendidos, mas nos primeiros quatro meses deste ano a venda na rede cresceu 170% em relação ao mesmo período de 2006.

Klein diz que as Casas Bahia contam com 26 milhões de clientes com crediário, mas apenas 10% deles têm cartão de crédito com bandeira da empresa, lançado há um ano e meio. Klein estima que são emitidos 10 mil cartões por dia, o que torna a rede de varejo, segundo ele, a maior emissora de cartões de crédito do País. A taxa de inadimplência nas vendas do crediário está entre 10% e 11%.

"Se alguém me perguntasse há dois anos se as Casas Bahia, com 500 mil clientes com cartão de crédito, deveriam vender pela Internet, diria que sim. Mas é melhor entrar atrasado do que não entrar", diz o especialista em varejo Nelson Barrizelli, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP). Algumas das principais concorrentes das Casas Bahia, como Lojas Americanas, Magazine Luiza e Ponto Frio, já vendem pela web.

O especialista estima que as vendas pela internet respondem por cerca de 5% das vendas totais do varejo. Em alguns nichos específicos, como o de produtos eletroeletrônicos, Barrizzeli diz que a porcentagem é maior. Para Barrizzeli, a entrada das Casas Bahia no comércio virtual vai movimentar não só as vendas de produtos eletroeletrônicos, como mexer com o mercado da Internet em geral e acirrar a competição.

Hoje, a página da Internet das Casas Bahia apresenta informações da empresa, endereços de lojas e procedimentos para adquirir o cartão de crédito. Mas o usuário deve procurar a central de atendimento, por telefone, se quiser fazer uma compra. A entrada das Casas Bahia no comércio virtual traz enormes desafios para a rede.

Atualmente, os produtos pequenos - como DVDs - são retirados diretamente pelos clientes das lojas. Ao vender essas mercadorias pela Internet, a rede teria de criar uma enorme estrutura de distribuição, proporcional ao número de clientes e a quantidade de vendas. No ano passado, as mais de 500 lojas das Casas Bahia faturaram R$ 11,5 bilhões. Pelas contas de Klein, antes de a venda de computadores explodir no Brasil, o movimento de um site de vendas seria o equivalente a duas lojas físicas e não valeria o investimento em logística. Agora, porém, está se formando uma enorme massa de consumidores com potencial de comprar pela internet.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

As notícias de hoje, 21/12, são:

As notícias de hoje, 21/12, são:

Notícias - FGTS:
- FGTS aumenta para R$ 14 bilhões o orçamento de 2008 para financiamentos

- Recursos novos para imóveis

Notícia - Cálculo das prestações:
- Maioria dos brasileiros não sabe calcular prestações imobiliárias

Notícias - Mercado de Crédito Imobiliário:
- Mercado imobiliário vai movimentar R$ 36,4 bi

- R$ 18,6 bi para 198 mil imóveis

- Mais crédito para a casa própria


Notícias - FGTS:
FGTS aumenta para R$ 14 bilhões o orçamento de 2008 para financiamentos
O orçamento de aplicações do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em operações de crédito, que já estava definido para 2008, deve ser revisto e aumentar em R$ 5 bilhões. O anúncio foi feito ontem pelo ministro das Cidades, Márcio Fortes. Segundo ele, com a ampliação, vai a R$ 14 bilhões o volume a ser disponibilizado pelo FGTS em financiamentos, no próximo ano.

A decisão ainda precisa ser formalizada pelo conselho curador do fundo, que se reúne hoje no Rio de Janeiro. O reforço maior será para a carteira de financiamentos habitacionais, cuja disponibilidade de crédito subirá de R$ 5,4 bilhões para R$ 8,4 bilhões, informou o ministro.

A elevação foi proposta pelo governo, aos demais integrantes do conselho curador, diante da "demanda firme" de R$ 3 bilhões apresentada pelos bancos privados, interessados em repassar os recursos a tomadores finais, informou a secretária de Habitação do ministério, Inês Magalhães . Segundo ela, isso representa uma mudança de postura. Todos os anos, muitas instituições privadas se habilitam a atuar como agentes financeiros do FGTS. Mas nunca apresentam demanda firme em valores relevantes.

Para Inês, o interesse dos bancos privados indica uma escassez de recursos oriundos da caderneta de poupança, diante do crescimento da procura da clientela por crédito imobiliário. Associado à melhoria do cenário para empréstimos, decorrente da queda das taxas de juros e da maior segurança jurídica dos contratos, após mudanças na legislação, isso aponta para um robusto crescimento do crédito habitacional no próximo ano, acredita ela.

O FGTS pretende destinar mais recursos do que os inicialmente programados também para projetos de saneamento e desenvolvimento urbano. Nesse caso, o orçamento de aplicações em crédito deve subir de R$ 3,15 bilhões para R$ 4,9 bilhões - reforço de R$ 1,75 bilhão.

O conselho curador analisa ainda a proposta de elevar em R$ 250 milhões o volume de financiamentos para projetos de mobilidade urbana em grandes cidades, o que elevaria o montante a R$ 700 milhões. A idéia é focar essas aplicações em obras de corredores de transportes coletivos, para compor o chamado PAC da mobilidade urbana, disse o ministro, numa alusão ao Programa de Aceleração do Crescimento .

Os R$ 14 bilhões do orçamento de crédito não incluem o R$ 1,5 bilhão que o FGTS pretende destinar a subsídios em 2008, esclareceu Inês Magalhães. Os subsídios viabilizam a destinação de parcela dos financiamentos habitacionais a populações mais pobres.

O ministro Márcio Fortes disse que o reforço no orçamento de crédito do fundo será feito a partir do remanejamento de aplicações financeiras. Ele destacou que, com a queda da taxa básica de juros, essas aplicações têm rendido cada vez menos e que o fundo pode ter retorno maior financiando projetos de saneamento, habitação e desenvolvimento urbano.

O conselho curador também discute, na reunião de hoje, a política de investimentos e o regulamento do Fundo de Investimento em Infra-estrutura do FGTS (FI-FGTS), informou Márcio Fortes. Esse fundo, cujas operações serão apartadas das operações normais, foi criado para investir R$ 5 bilhões do patrimônio líquido do FGTS em projetos nas áreas de transportes, saneamento e energia.

Fonte: Valor Econômico


Recursos novos para imóveis
Será acrescido de R$ 3 bilhões - passando de R$ 5,4 bilhões para R$ 8,4 bilhões - o orçamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para financiar imóveis para as faixas de baixa e média renda em 2008, conforme proposta da Caixa Econômica Federal (CEF) ao Conselho Curador do FGTS.

Além do aumento da oferta de crédito, haverá mais concorrência entre as instituições do crédito imobiliário, pois os empréstimos com recursos do Fundo custam menos para os mutuários do que as operações com recursos das cadernetas. O Fundo aplica a taxas menores porque paga 3% ao ano mais a Taxa Referencial de Juros (TR) para os trabalhadores, enquanto os depositantes em caderneta recebem 6% ao ano mais TR.

Os bancos não repassavam recursos do FGTS até 2005, quando as regras foram abrandadas. O Banco Nossa Caixa iniciou então os repasses e, neste ano, o Itaú começou a repassar essa linha oficial, seguindo-se o Banco do Brasil, Bradesco, Santander, Unibanco e ABN Amro Real. Assim, será possível aplicar em habitação 30% mais do que o previsto no orçamento do FGTS para 2008.

A abertura para o repasse dos recursos do FGTS pelos bancos privados deveu-se à dificuldade da CEF de cumprir o orçamento do FGTS, de R$ 6,4 bilhões, em 2007. A situação agora é diferente. Com o crescimento da demanda de imóveis, expresso nos dados positivos sobre o setor, divulgados nos últimos dias, o orçamento de 2008 deverá ser cumprido.

Entre janeiro e outubro, segundo o sindicato da habitação (Secovi), aumentaram substancialmente a oferta e as vendas de imóveis. Foram lançadas, em São Paulo, 27.609 unidades (+60,85% do que no mesmo período do ano passado), com média de venda mensal de 15,6% dos imóveis ofertados, contra a média de 11,4% do mesmo período do ano passado.

Na Região Metropolitana de São Paulo foram lançados 8.850 imóveis, em outubro, um número recorde segundo a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). 'Desde 1980, a indústria da construção civil não apresentava esse nível de pujança', afirmou o presidente do Secovi, João Crestana.

Segundo outro levantamento, do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e da FGV Projetos, baseado em dados do Ministério do Trabalho, 223 mil novas vagas no setor foram criadas neste ano (+14,4% em relação ao mesmo período de 2006). Em outubro, o crescimento do emprego na construção foi recorde, com a abertura de 26.662 vagas.

Sem crédito bancário abundante, seria impossível lançar e vender imóveis no ritmo dos últimos dois anos. Neste ano, estima-se em R$ 18 bilhões os recursos das cadernetas de poupança que serão aplicados no financiamento de cerca de 200 mil imóveis para a classe média. Mas, embora o custo dos financiamentos esteja entre os mais baixos do sistema financeiro, ainda é elevado (entre 12% e 18% ao ano) quando se consideram outros encargos, tais como os ônus relativos aos seguros.

Os repasses do FGTS abrem espaço para uma queda generalizada dos juros do crédito imobiliário, não apenas para a baixa renda, mas para mutuários com renda superior a R$ 4,9 mil por mês. Neste caso, a partir de janeiro as linhas com recursos do FGTS terão os juros reduzidos de 12% ao ano para 8,66% ao ano mais TR, resultando em prestações de 15% a 20% menores.

O aumento da oferta de crédito é indispensável para assegurar a recuperação da construção civil. Há um forte espaço para este crescimento nos próximos anos. Mas o aquecimento do setor já começa a provocar distorções de preços.

Entre janeiro e novembro, o custo total da construção aumentou 5,28%, segundo o Índice Nacional da Construção Civil (INCC) calculado pelo IBGE. Os preços de alguns materiais de construção - cimento, cal, madeira, tijolo, areia, pedra britada e tubos e conexões - subiram acima da inflação. E o mesmo se verifica com a mão-de-obra, como se nota nas Regiões Norte e Nordeste.

A recuperação da indústria da construção civil, que já é uma realidade, será maior com a redução dos custos dos financiamentos, contribuindo para o ritmo de crescimento do PIB.

Fonte: Estadão


Notícia - Cálculo das prestações:
Maioria dos brasileiros não sabe calcular prestações imobiliárias
A maioria dos brasileiros não sabe como são calculadas as prestações do financiamento imobiliário. Em levantamento, realizado pela Fundação Procon de São Paulo, 78,3% dos entrevistados declararam não compreender o mecanismo utilizado no cálculo. Mesmo com o desconhecimento, 66,6% afirmaram ter encontrado informações completas quando procuraram este tipo de crédito em instituições financeiras ou construtoras.

Brasileiros vão começar 2008 com dívidas

O estudo do Procon-SP também apontou que 52,3% dos consumidores acreditam que financiar a compra de um imóvel está mais acessível atualmente. Dentro desse grupo, 40,5% apontaram a facilidade de obter crédito como o motivo principal e 26,45% a possibilidade de pagar parcelas menores. No entanto, quando questionados se o alongamento nos prazos de pagamento traz alguma desvantagem ao consumidor, 51,52% afirmaram que sim.

Entre os 47,7% que não acham que está mais fácil financiar um imóvel, o principal motivo apontado foram as altas taxas de juros cobradas no negócio (33,33% dos entrevistados no grupo). Em segundo lugar ficou o excesso de burocracia (25,6%) e, em terceiro, as limitações no valor do financiamento (24,3%).

Para o Procon, a pesquisa mostra que, de uma maneira geral, quem procura o financiamento imobiliário está mais disposto a obter informações sobre o negócio que está fechando. Na questão dos juros, o órgão ressalta que, apesar da queda recente das taxas, elas ainda são elevadas.

Fonte: A Tribuna



Notícias - Mercado de Crédito Imobiliário:

Mercado imobiliário vai movimentar R$ 36,4 bi
Jornal do Brasil

Léa De Luca São Paulo - A liberação de novos financiamentos imobiliários deve atingir a marca de R$ 36,4 bilhões anuais em 2010, o que corresponderia a 387 mil unidades financiadas, 120 mil a mais do que o pico atingido em 1981. A previsão foi feita ontem por Luiz Antonio França, novo presidente da Abecip, a entidade que reúne as empresas ligadas ao setor de empréstimos com recursos da poupança.
O cálculo se baseia numa taxa de crescimento de 25% ao ano nos próximos três anos. Neste ano, até novembro, a evolução é de nada menos do que 96,6%. "Ainda assim será pouco, perto do tamanho que é nossa economia hoje", disse. Para este ano, que já acumula R$ 16,4 bilhões até 30 de novembro (equivalente a 177 mil unidades financiadas), a expectativa é fechar com R$ 18,6 bilhões em novos contratos.
França explica que, como a captação líquida da poupança no mesmo período também cresceu muito, atingindo no final do mês passado um saldo de R$ 178,8 bilhões, ainda há espaço para emprestar mais. Segundo ele, os bancos hoje estão com cerca de 80% dos recursos da poupança comprometidos com crédito imobiliário, que somam cerca de R$ 100 bilhões - o mínimo exigido é de 65%.
Para o presidente da Abecip, porém, a caderneta de poupança como principal fonte de recursos dos empréstimos imobiliários está com os dias contados.
- Ao longo de 2007, os bancos já começaram a recorrer a outras formas de captação - lembrou França. Os bancos reclamam do descasamento de prazos (a poupança têm liquidez mensal e os empréstimos já chegam a até 30 anos) e também da limitação impostapela TR, que impede uma queda maior dos juros. Por enquanto, a Abecip não acompanha a evolução dessas outras fontes, mas prometeu começar no ano que vem:
- Precisamos desenvolver instrumentos no mercado de capitais para financiar imóveis residenciais.
A Abecip também vai passar a calcular a inadimplência dos contratos fechados após o novo marco regulatório, que permitiu a alienação fiduciária e facilitou a retomada dos bens. Hoje, a série desde 1998 mostra que cerca de 4% dos mutuários têm mais de três prestações em atraso.







R$ 18,6 bi para 198 mil imóveis
Correio Braziliense, Pág Economia

Os recursos da caderneta de poupança deverão financiar 198 mil imóveis neste ano, o maior volume em 25 anos, cravando aumento de 73% frente a 2006 (113,8 mil unidade). Segundo a Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), mantidas as condições atuais de inflação baixa e a firme expansão da economia, o número de moradias financiadas pelo setor ficará próximo do recorde histórico já no próximo ano, ultrapassando-o em 2009.

A estimativas da Abecip é de 247 mil unidades financiadas em 2008 e de 309 mil no ano seguinte, número que derrubaria a marca histórica registrada em 1981, quando 267 mil imóveis foram financiados com recursos da poupança. “Não tenho dúvidas de que vamos alcançar essa marca”, disse o presidente da Abecip, Luiz Antonio França. “Além dos juros menores, estamos conseguindo atingir um número maior de pessoas, também em função dos prazos maiores dos financiamentos, que hoje chegam a 25 anos”, assinalou, lembrando que o déficit habitacional do país é de oito milhões de moradias.

Nas contas da Abecip, o saldo liberado da caderneta para a casa própria deverá chegar a R$ 18,6 bilhões, praticamente o dobro dos financiamentos de 2006. Somente em novembro, R$ 2,39 bilhões em financiamentos foram contratados para a aquisição de 21.499 imóveis. Para os próximos dois anos, a entidade prevê um ritmo de expansão um pouco menor para o crédito, de 25%: serão R$ 23,3 bilhões em 2008 e R$ 29,1 bilhões no ano seguinte.






Mais crédito para a casa própria
JT, Pág Economia

Os bancos pretendem financiar 247 mil unidades residenciais com recursos das cadernetas de poupança no próximo ano. Somente entre janeiro e novembro deste ano foram financiadas 177,2 mil unidades. Mantido o ritmo mensal, 2007 deverá fechar com cerca de 200 mil . Assim, a perspectiva para o ano que vem é a de crescimento de 25% no volume de imóveis financiados pelas instituições.

Todo esse otimismo se deve ao bom desempenho do mercado imobiliário neste ano, cujos recursos em financiamentos atingiram o volume de R$ 16,44 bilhões até novembro - 96,6% a mais do que no mesmo período do ano passado. Em número de unidades financiadas (177,2 mil), o ano de 2007 superou 2006 em 73%, também entre janeiro e novembro.

Os dados foram divulgados ontem pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). “Estamos otimistas em relação à evolução do crédito imobiliário e não tenho dúvida de que a projeção de 25% para 2008 será alcançada', disse o presidente da entidade, Luiz Antonio de França. Para ele, o mercado apresenta todas as condições necessárias para o avanço do setor: regulação adequada, estabilidade econômica, juros em queda e emprego e renda em alta.

França aposta na popularização do crédito. “As construtoras estavam investindo na classe alta, depois passaram a atender a média e agora começam a estudar a atuação na classe mais popular.”

Uma pesquisa também divulgada ontem, pelo Procon, constatou que 52% dos consumidores crêem que comprar a casa própria ficou mais fácil nos últimos anos, por conta do acesso aos recursos e à oferta de imóveis com parcelas menores.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Super Casas Bahia chega à quinta edição

Super Casas Bahia chega à quinta edição


"Uma loja tão grande quanto os seus sonhos" reúne 209 expositores e espera faturar mais de R$ 80 milhões com a visita de dois milhões de pessoas

São Paulo, 22 de novembro de 2007 - A Casas Bahia, líder no setor varejista de eletrodomésticos, eletroeletrônicos e móveis promove, de 23 de novembro a 31 de dezembro de 2007, a 5a edição da Super Casas Bahia. A maior loja sazonal do mundo ocupará 151.600 m2 do Pavilhão do Anhembi, zona norte de São Paulo, com área de compras, entretenimento e lazer. O evento, que recebeu investimentos de R$ 15 milhões - 20 % desse montante destinado à mídia - tem a expectativa de faturar mais de R$ 80 milhões e receber a visita de dois milhões de pessoas em 38 dias de funcionamento.
"A loja tão grande quanto os seus sonhos" reúne 209 expositores e aprimora a fórmula de sucesso das edições anteriores: atendimento de qualidade na venda e no pós venda, variedade de produtos e serviços e excelentes condições de pagamento. Para dar suporte de atendimento ao público, serão mais de cinco mil pessoas: a Casas Bahia gerou 1.350 vagas temporárias com possibilidade de efetivação em janeiro de 2008; um contingente de 1.800 promotores dos expositores darão apoio à área de vendas e outros dois mil profissionais responderão pelas atrações e serviços diversos, dentre eles o Banco de Eventos.
"Há cinco anos promovemos a Super Casas Bahia que já faz parte do calendário oficial de eventos da cidade. Nossa preocupação é surpreender os clientes e, para isso, estamos colocando à disposição deles mais de 16 mil produtos e 800 lançamentos da indústria. Isso, com os diferenciais de atendimento, condições de crédito e parcelamento que são as marcas registradas de Casas Bahia. O sucesso se comprova ano a ano, de tal forma, que já renovamos nosso contrato com o Anhembi até janeiro de 2012", afirma Michael Klein, Diretor Executivo da rede.
Esse sucesso é atestado por pesquisas realizadas pelo Instituto Research International que mensura os hábitos de consumo e de comportamento do público que freqüenta a Super Casas Bahia todos os anos. "Unir centro de compras, com lazer e entretenimento provou ser um grande diferencial do evento", enfatiza o Diretor de Marketing da rede, Raphael Klein. "A Super é feita para a família. Na edição passada atingimos 97% de aprovação nas atrações programadas e na intenção de compra. Nossas pesquisas apontam que 71% das decisões de compra foram tomadas pelo público feminino, com idade média de 35 anos. A Super registra, ainda, 57% de participação das classes A e B e de 43% das classes C e D. Esses dados reforçam que temos que nos superar ano a ano. E novidades é o que não faltam nesta edição ", ressalta Klein.

Concessão de crédito: estrutura dedicada ao cliente

A Casas Bahia terá 132 colaboradores da rede, em 56 estações de trabalho, para a análise e concessão de crédito. Além disso, 90 caixas com apoios ficarão disponíveis aos clientes para recebimento de pagamentos e carnês. Outros seis postos de atendimento foram direcionados aos visitantes que necessitarem de assistência ou informações relativas aos cartões Visa, Mastercard e Casas Bahia/ Bradesco.
Uma das novidades deste ano é o Crédito Direto ao Consumidor Visa Electron, que será lançado na Super Casas Bahia e estendido às atuais 552 filiais da rede a partir de 01 de dezembro. Trata-se de uma linha de crédito disponibilizada pelos bancos Bradesco, do Brasil e ABN, emissores do cartão Visa Eletron, com taxas de juros diferenciadas e determinadas por cada banco aos portadores do cartão que possuam um contrato ou uma linha de crédito pré-aprovada nessas instituições bancárias. No ato da compra, o usuário digita sua senha eletrônica e a transação é aprovada on line para parcelamento de suas compras. A quantidade de parcelas, bem como os valores de cada uma são definidas pelo banco emissor, conforme a linha de financiamento disponível. As parcelas serão debitadas automaticamente da conta corrente do cliente, de acordo com as condições por ele escolhidas.
Outra boa nova para este final de ano é a parceria da Casas Bahia com o banco BMC no segmento de Crédito Consignado, de início destinado a aposentados e pensionistas. O serviço entrará em operação em 01 de dezembro em todas as 552 filiais da rede, incluindo a Super Casas Bahia. Trata-se de um crédito que comprometa em até 30% a renda líquida mensal do solicitante, com desconto em folha de pagamento, sem consulta ao SPC (Serviço de Proteção ao Crédito).

Super Compras
A Super Casas Bahia foi dividida em seis grandes áreas temáticas, os chamados "mundos", de acordo com as categorias de produtos. Todos contam com estrutura de loja e comunicação visual padronizada, e ficaram assim organizados:
Som e imagem - 2.893 m2 Eletroportáteis e ferramentas - 2.315 m2 Móveis e colchões - 4.900 m2 Brinquedos- 600 m2 Eletrodomésticos - 2.872 m2 Telefonia e informática ? 1.530 m2
A Super Loja destinou uma área de 2.547 m2 de estoque/depósito para a pronta entrega de produtos. Mercadorias que não puderem ser retiradas pelos próprios clientes, serão entregues em suas casas no prazo máximo de 48 horas.
No Mundo Móveis, um dos destaques fica o estande da Construtora Cyrella, de 260 m2. Nele, os visitantes poderão visitar dois apartamentos decorados de 50m2 e 60 m2, além de obter informações sobre a comercialização de imóveis da Construtora.
Além dos mundos, os visitantes terão acesso à Loja Disney com produtos da grife (roupas, brinquedos, artigos para casa, papelaria, cuidados pessoais, souvenirs), incluindo os melhores filmes dos estúdios de Walt Disney.
Outra novidade da área, a Super Galeria, com 2.258 m2 irá comercializar produtos e serviços diversos de empresas como Gol, Brahma, Suzuki, Volkswagen Sorana, Unimed, Roxos e Doentes, entre outras, que pela primeira vez marcam sua presença na Super.

Lazer e entretenimento para toda a família Diversão garantida para todas as idades sem pagar nada

Super Bike Sundown - Uma alucinante aventura de bike pelo Parque das Renas. A área comporta até 10 crianças por vez, na idade de 03 a 12 anos, que aprenderão brincando as regras do trânsito. O tempo de permanência na pista, de 184 m2 , é de 10 minutos. Para participar é necessário senha de acesso e assinar Termo de Responsabilidade.

Super Beleza Taiff - Um verdadeiro salão de beleza, patrocinado pela Taiff, foi montado para atender homens e mulheres. Os clientes podem escolher um dentre os três serviços oferecidos: cabeleireiro, esmaltagem de unhas ou maquiagem. A participação é livre mediante agendamento com cada profissional. O espaço tem capacidade para atender 200 pessoas / dia.

Super Gourmet Perdigão - Toques preciosos de profissionais da gastronomia serão dados aos interessados em aprimorar seus dotes culinários, principalmente nas receitas especiais para as festas de final de ano, sob o patrocínio da Perdigão. O auditório tem capacidade para 50 pessoas, que retiram uma senha de acesso por ordem de chegada. O tempo de permanência no local é de aproximadamente 45 minutos.

Super Relaxamento Probel - Área com 162 m2 que vai fazer com que os visitantes se sintam num verdadeiro spa, cuidando do corpo e da mente. Neste local, os clientes poderão se beneficiar com sessões de quick massage, realizadas por 12 profissionais da AFA Fisioterapia e Reabilitação, mediante agendamento. Cada sessão dura, aproximadamente, 10 minutos. O Super Relaxamento irá realizar uma média de 36 atendimentos por hora.

Super Maquiagem infantil - Crianças de até 10 anos vão receber neste espaço uma produção toda especial numa super penteadeira-camarim. Com maquiagens e pinturas elas vão se divertir e ficar ainda mais bonitas. A participação é livre com agendamento conforme a capacidade de atendimento de cada profissional. O tempo de permanência é de 10 minutos.

Super Pólo Norte - A Lapônia, terra do Papai Noel, foi montada dentro da Super Casas Bahia. E os visitantes vão conhecer este mundo gelado e cheio de neve, num delicioso passeio de trenzinho encontrando pelo caminho o Papai Noel, pinheiros e as renas, fiéis condutoras do trenó do velhinho mais bonzinho do planeta. O Papai Noel vai escutar os pedidos das crianças e distribuir muitos doces!

Super Recreação Infantil - Neste espaço a criançada vai se divertir e aprender para valer, principalmente sobre o meio ambiente e as ações que todos nós devemos fazer para construir um mundo melhor. O programa de reciclagem e conscientização ambiental da Casas Bahia ? O Amigos do Planeta ? preparou uma série de surpresas para a garotada com contadores de história, brinquedos feitos com materiais recicláveis, teatro de fantoches, pinturas e muitas outras brincadeiras. A capacidade de atendimento é de 300 crianças de segunda a quarta-feira e de 400 crianças, de sexta-feira a domingo na idade de 3 a 8 anos. O tempo de permanência é de até 3 horas, mediante autorização assinada pelos pais ou responsáveis, com retirada de Termo de Responsabilidade na recepção do espaço.

Super Floresta Encantada - O lugar perfeito para quem gosta de desafios. Para se ter uma visão de cima de todo o Pavilhão do Anhembi, a dica é subir a parede de escalada com o acompanhamento de monitores. A atração é permitida para dois participantes por vez, com altura mínima de 1,20 m. É obrigatório o uso de equipamentos de segurança e assinatura de Termo de Responsabilidade. A participação é livre, por ordem de chegada e senha, desde que os visitantes não estejam usando chinelos ou sandálias.

É neste espaço que fica, também, uma das grandes atrações de sucesso da Super, o arvorismo, que permite a participação de 16 pessoas por vez, de altura mínima de 1,20 m, acompanhados por 4 monitores. A senha é distribuída por ordem de chegada.

Super Trajetória de Sucesso - Aqui o visitante pode conhecer a emocionante história de sucesso e realização da Casas Bahia. ?Dedicação total a Você?, mais do que uma simples frase, é o pensamento que transformou a história de um mascate em um dos maiores empresários do país. Por meio de 55 fatos, em nove ambientes distintos, os que vivenciarem esta experiência terão contato com a trajetória de 55 anos de sucesso da maior varejista do país. A atração tem capacidade para 40 pessoas por vez, mediante ordem de chegada.

Super Cine Gol - Em uma incrível simulação de vôo, com direito até a serviços de bordo, os visitantes vivem a sensação de uma viagem de verdade num avião da empresa aérea GOL. O Super Cine comporta 200 pessoas por sessão, mediante senha retirada por ordem de chegada.

Super Estúdio Projeto Criar - Quem nunca pensou em gravar um comercial? Pois a Super Casas Bahia irá proporcionar essa oportunidade, em parceria com os alunos e professores do Projeto Criar, mantido pelo apresentador Luciano Huck. Serão 10 participantes por vez, com a obrigatoriedade de assinatura de Termo de Cessão do Direito do Uso de Imagem. Ao final, uma senha dá acesso ao vídeo no site www.casasbahia.com.br/ link super casas bahia.

Ações sociais fazem a diferença na Super Casas Bahia 2007

Pela segunda vez a Super Casas Bahia mostra os bastidores de suas ações sociais. Assim, logo na entrada do Pavilhão, na alameda de Natal, o Super Doação estimulará a solidariedade: quem entregar um brinquedo em bom estado, contribuirá para alegrar o Natal de milhares de crianças carentes. Os doadores receberão uma pulseirinha de silicone de brinde, símbolo de sua participação na ação. Os brinquedos serão distribuídos pela Casas Bahia a instituições sociais .
O sucesso dos casamentos coletivos da edição passada foi tanto que a Super deste ano repete o feito em dose dupla: ao todo serão realizados 800 casamentos coletivos (200 casais por quatro segundas-feiras, dias 26/11, 03/12, 10/12 e 17/12). Cem vagas foram destinadas ao Ação Família, programa da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo. As cerimônias ocorrerão no teatro principal da Super Casas Bahia, com a presença de um juiz de paz. Os noivos terão direito a 20 convidados, bem casados, champanhe, fotos e a noite de núpcias num hotel próximo à Super. Todas as despesas serão pagas por Casas Bahia.
O grande show deste ano "O Rei Leão, O Espetáculo" será encenado gratuitamente a 5 mil crianças, no teatro de Arena da Super. Em parceria com o Ação Família, 2.080 crianças irão receber lanches fornecidos pela Casas Bahia e assistir ao espetáculo com transporte gratuito oferecido pela Mercedez Bens entre os dias 27 e 30/11. A ação irá beneficiar 29 núcleos assistidos pelo programa.
Mas esta oportunidade não ficará restrita a São Paulo. A GOL irá trazer do Rio de Janeiro, diretamente para o Pavilhão do Anhembi, 90 crianças assistidas pela Associação Santa Clara de Vargem Grande. A maioria delas estará viajando de avião pela primeira vez e também, pela primeira vez, terão a oportunidade de ver de perto o grande mundo mágico da Disney.
A exemplo da edição passada, um número de ingressos do show principal da Super foi reservado para as escolas municipais de São Paulo. Ao todo serão beneficiados 2.830 alunos.
Sessões de "O Rei Leão, O Espetáculo" também foram reservadas para os colaboradores da rede e suas familias que, entre os dias 23 e 30/11 assistirão gratuitamente à apresentação.

Amigos do Planeta: Sustentabilidade e Reciclagem na Super
A Super Casas Bahia 2007 leva para o Pavilhão do Anhembi, o programa de reciclagem e conscientização ambiental Amigos do Planeta, que está sendo implantado em toda a rede varejista.
Pela primeira vez, as ações do programa estarão sendo trabalhadas no evento em várias frentes: na recreação infantil, nas estações de reciclagem disponíveis por todo o Pavilhão do Anhembi e na conscientização dos visitantes quanto à importância dos 3 Rs: reduzir, reutilizar e reciclar o lixo, a partir da distribuição de folhetos informativos, apoio de monitores e tótens explicativos envolvendo questões relativas ao meio ambiente e a preservação da natureza.
O projeto Amigos do Planeta, que tem a consultoria do Instituto GEA, firmou para esse trabalho na Super 2007, parceria com a empresa de limpeza Victória e com a Ambiente Global. Para tanto, todo o lixo gerado no evento, separado em 16 estações de coleta seletiva e nas mais de 300 lixeiras padronizadas para recebimento de diferentes tipos de materiais, será encaminhado à Cooperativa Vila Maria, empreendimento econômico-solidário, criado em agosto de 2004, que atende a 82 familias de baixa renda.
Parte desse material reciclável subsidiará as atividades lúdicas desenvolvidas no Super Recreação Infantil. Ao final da Super Loja, será gerado um Relatório de Sustentabilidade que avaliará, entre outros índices, o consumo de água e energia, tipos e quantidades de resíduos gerados para que possam servir de parâmetro para as edições futuras.
Na Super Galeria haverá a comercialização, a cargo da Ambiente Global e Victoria Limpeza, de produtos feitos por entidades não governamentais, que desenvolvem itens utilizando matérias primas da natureza como porta-retratos, porta-lápis, cestos, souplats, bijuterias, bolsas entre outros. Também serão comercializados cereais, geléias, chocolates da Amazônia, pães e até comésticos.

Super Serviços
Transporte Gratuito- No "Natal na loja tão grande quanto os seus sonhos", a entrada é gratuita assim como o transporte. A Super Casas Bahia irá disponibilizar ônibus executivos saindo aproximadamente de 10 em 10 minutos dos terminais Rodoviários Tietê e Barra Funda. A primeira saída dos ônibus será as 9h00 e a última, da Super para os terminais, às 23h50.

Estacionamento Gratuito- Ao todo são mais de 10 mil vagas de estacionamento gratuito à disposição dos visitantes.

Super Currículo- Quem não sabe como elaborar um currículo ou organizar suas habilidades na busca de um novo trabalho, pode contar, na Super Casas Bahia com a ajuda de três monitores nesta tarefa. Este espaço fica no SAV ? Serviço de Atendimento ao Visitante, na entrada do Pavilhão do Anhembi.

Posto Médico- A Super Casas Bahia terá um posto médico para atendimento em três turnos de trabalho, durante 24 horas, nos 38 dias de realização do evento. Além de uma equipe médica de plantão, três ambulâncias ficarão à disposição para eventuais ocorrências.

SAV - Serviço de Atendimento ao visitante ? Na entrada do Pavilhão, os visitantes terão acesso gratuito a cadeiras de rodas e carrinhos de bebês que deverão ser devolvidos ao final da visita ao evento. É lá que fica também o setor de Achados e Perdidos.

Fraldário- Localizado ao lado da Super Recreação Infantil, o espaço terá ambiente para amamentação e troca de fraldas.

Duas Praças de Alimentação - Lanches e comidas para todos os gostos. Ao todo são 25 fornecedores, entre eles Bob´s , Bon Grillé, Burger King, Casa do Pão de Queijo, Habib´s, Girafa´s , Rei do Mate, Une & Due, Vivenda do Camarão , Super Café, São Paulo I e Bar Brahma.

SAC/Reabilitação de Crédito - A Casas Bahia disponibilizará aos visitantes postos de atendimento para casos em que seja necessário sanar dúvidas de crédito ou mesmo de reabilitação para novas compras.

Super promoções na maior loja sazonal do mundo
Uma forte campanha em jornais, revistas, outdoors e a Super Rádio, pela primeira vez no evento, reforçarão as ações promocionais da Super Casas Bahia.
Super Rádio - Uma rádio interna funcionará diariamente com programação musical e flashes ao vivo de promoções de produtos válidas somente para a Super Casas Bahia.

Super Concurso Cultural - "O que você faria para ter o papai noel em sua casa na véspera de Natal". Respondendo a esta pergunta, os clientes Casas Bahia podem receber uma ceia de Natal completa para 15 pessoas, a visita do Papai Noel com um saco de presentes da Casas Bahia e um coral natalino. Para participar, os clientes devem retirar seus cupons numa das lojas da Casas Bahia exclusivamente de São Paulo ou Grande São Paulo, devidamente identificadas entre os dias 23/11 e 16/12 e colocar seus cupons em urnas encontradas apenas na Super Casas Bahia, no mesmo período. Os cupons devidamente preenchidos de forma legível,devem conter uma frase de \utoria exclusiva dentro do espaço reservado para tanto. Os nomes dos trinta contemplados serão disponibilizados até o dia 19 de dezembro, no site www.casasbahia.com.br e/ou através de painel dentro da Super Casas Bahia. O site traz, também, o regulamento completo da ação.

Gincana arrumadores de cama- uma divertida brincadeira para quem participa e quem vê: seis vezes ao dia, a partir das 11h, monitores ficarão a postos no mundo Móveis e Colchões, para escolher cinco visitantes, aleatoriamente. Os participantes terão que arrumar uma cama, com o jogo completo de lençóis. Quem terminar primeiro, ganhará um brinde da Casas Bahia. Totens instalados no 'mundo' avisarão sobre os horários da brincadeira.

Serviço
SUPER CASAS BAHIA 2007 Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi Endereço: Av. Olavo Fontoura, nº 1209 Período: de 23 de novembro a 31 de dezembro - com entrada franca Horário: de domingo a quinta-feira das 09:30h às 23:00h/ sextas e sábados - 9h30 às 24h; 24/12 e 31/12 - 10h às 18h; 25/12 - fechado. Estacionamento: gratuito com mais de 10 mil vagas. Transporte gratuito a partir dos terminais Tietê e Barra Funda (SP). Informações no site (www.casasbahia.com.br /link Super Casas Bahia.

Data de publicação: 27/11/2007
Fonte: Assessoria de imprensa

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

As notícias de hoje, 03/12, são:

As notícias de hoje, 03/12, são:

Notícia - Consórcio:
- Consórcio agora aceita imóvel de até R$ 300 mil

Notícia - Duopólio mercado imobiliário RJ:
- Duopólio no mercado imobiliário

Notícia - Alongamento do funding:
- Crédito imobiliário exige alongamento do funding

Notícia - Financiamento popular:
- Teto de financiamento popular sobe para R$ 130 mil

Notícia - Fed:
- Fed tem de manter-se alerta e flexível, sustenta Bernanke


Notícia - Consórcio:
Consórcio agora aceita imóvel de até R$ 300 mil
A Caixa Econômica Federal ampliou ontem o limite da carta de crédito do consórcio imobiliário, um opção de autofinanciamento para quem não tem pressa de adquirir uma casa própria. O teto subirá de R$ 200 mil para R$ 300 mil a partir do dia 3 de dezembro.

O prazo de pagamento também foi estendido para alguns valores, e o consorciado terá até 150 meses para pagar as prestações, com taxa de administração de 0,12% ao mês. Não há incidência de juros sobre as prestações ou sobre o saldo devedor.

"Expandimos o valor da carta de crédito do consórcio para atender, principalmente, o mercado imobiliário dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e do Distrito Federal, onde os valores dos imóveis são mais altos", explica Antônio Limone, diretor da Caixa Consórcios. "Com a mudança, esperamos conquistar uma parcela da população que ainda não era alcançada pelo consórcio", argumentou.

A Caixa Consórcios é – desde a sua fundação, em 2002 – a empresa que mais entrega imóveis no Brasil: uma média de 40 a cada 24 horas. Foram mais de 20 mil residências entregues no país, em cinco anos. No último mês de novembro, a administradora atingiu outra marca histórica: a venda de R$ 2 bilhões em cartas de crédito, somente no ano de 2007.

O consórcio imobiliário da Caixa atende a cartas que variam de R$ 25 mil e R$ 300 mil, prazos de 90, 120 e 150 meses, com contemplações mensais por sorteio, lance fixo e lance livre, em cada assembléia do grupo.

O consórcio é uma alternativa para quem deseja adquirir um imóvel novo ou usado, residencial ou comercial, em lote urbanizado ou no campo. A Caixa abre a possibilidade de utilização do FGTS para oferta de lances, que podem ser realizados pela Internet, nas agências Caixa ou pela Central de Relacionamento.

Prós e contras. Mas será que essa modalidade de crédito vale a pena? A Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação mostra em quais situações o consórcio é vantajoso.

Primeiro, é preciso contar com a sorte. O participante paga as parcelas mensais e fica na torcida para ser sorteado. Quem tem menos sorte pode esperar todo o prazo do consórcio para receber o valor investido.

Alguns consórcios permitem lances, que podem antecipar a aquisição de imóveis. Quem for sorteado primeiramente terá seu imóvel disponível. A desvantagem fica por conta de quem for sorteado no fim do contrato.

4 dicas importantes

O consórcio imobiliário é o tipo de aquisição ideal para quem já tem um imóvel ou possui dinheiro suficiente para dar um lance.

Os interessados nessa modalidade devem verificar o conceito da empresa que oferece o crédito por meio de buscas no Procon, Bacen e outros órgãos.

É preciso observar com atenção as regras do contrato antes de escolher. Quando consórcio é vinculado ao preço de um bem, não importa quanto tempo demore para ser sorteado, porque não há perda monetária do valor do bem.

No entanto, no caso de pagamento por parcelas fixas, sem correção monetária, o valor da carta de crédito pode não acompanhar a valorização da região onde está localizado o imóvel, se o bem não for adquirido logo.

Saiba mais

O que é. Consórcio é um sistema que reúne em grupo pessoas físicas ou jurídicas com interesse comum para compra de bens ou serviços, por autofinanciamento, onde o valor do bem é diluído em prazo pré-determinado.

Quem administra. O consórcio tem como prestadora de serviço uma administradora, autorizada pelo Banco Central (órgão responsável pela regulamentação do setor) para gestão dos interesses do grupo. Ela cobra uma taxa, que varia de acordo com cada empresa, modalidade do consórcio e prazo do plano.

Como funciona. O objetivo do grupo é garantir, por meio de pagamento mensal, os valores necessários para contemplação dos consorciados, por meio de sorteio ou lance. Quando for contemplado, o participante receberá uma carta de crédito, que pode ser utilizada na aquisição do bem escolhido a qualquer momento, limitado ao prazo final do grupo.

Compra do imóvel. Após análise da administradora e liberação da carta de crédito, o consorciado escolhe o bem, apresenta as garantias exigidas à administradora e, após aprovações, terá a liberação do pagamento do bem.

Até o final. Mesmo após a contemplação o consorciado deverá continuar pagando as prestações até o encerramento do grupo.

Adesão. Para adquirir uma cota de consórcio, o cliente deve assinar um contrato de adesão, onde estarão estabelecidas regras como: taxa de administração, prazo de contratação e valor das prestações, entre outros.

Garantia. Para ter certeza de que está investindo seu dinheiro com segurança, pesquise quais administradoras possuem o Certificado de Autorização emitido pelo Banco Central do Brasil.

Fonte: A Gazeta - ES


Notícia - Duopólio mercado imobiliário RJ:
Duopólio no mercado imobiliário
A compra da Patrimóvel pela paulista Lopes Consultoria de Imóveis, anunciada ontem, consolida a formação de um duopólio no mercado carioca de intermediação imobiliária. Depois da transação, que movimentou R$ 250 milhões, a Brasil Brokers Participações - que opera no Rio com a marca Basimóvel - e a Lopes passaram a deter 97% do mercado carioca de corretagem e consultoria imobiliária.

- O mercado agora está concentradíssimo. Mas para nós esta união foi ótima - alega o diretor executivo da concorrente Basimóvel, Alexandre Fonseca. - Conhecemos o mercado e sabemos que muitas construtoras preferiam trabalhar com a Patrimóvel, outras com a Lopes. Como a divisão agora é por dois, temos tudo para ganhar espaço.

O diretor de novos negócios da Lopes, Tomás Salles, garante que com a compra da concorrente a meta de obter a liderança no Rio já foi alcançada. Segundo ele, o segmento de baixa renda - na faixa de R$ 60 mil a R$ 250 mil - será o maior beneficiado. Com foco neste público, a Lopes inaugurou esta semana, em São Paulo, a primeira loja com a marca Habitcasa, que deve chegar ao Rio no próximo ano.

- Em 2008, teremos 3.600 corretores de imóveis nas ruas de dez capitais e nossa expectativa de vendas é de R$ 10,9 bilhões. No Rio, nossa força de vendas será de 1.100 corretores e vamos movimentar R$ 2,5 bilhões - afirma. - Temos projetos para todo o Grande Rio, incluindo Resende, Belford Roxo, Nova Iguaçu, São Gonçalo e Niterói. A aquisição da Patrimóvel será decisiva para os novos projetos, do segmento econômico ao de alto luxo.

O movimento de expansão da Lopes começou no início do ano. A empresa comprou 75% da Dirani, maior empresa do setor na região Sul, 60% da Actual Imóveis, líder no mercado capixaba, 60% da pernambucana Sérgio Miranda Imobiliária e 60% da Cappucci & Bauer, líder na região de Campinas. A empresa também começou a atuar na Bahia, Minas Gerais e Pará por meio da Greenfield e, na última terça-feira, adquiriu a Royal, maior imobiliária do Distrito Federal.

- Mas nossos planos de aquisição não param por aí - adiantou Tomás Salles. - Vamos crescer mais.

Apesar dos planos da Lopes, dificilmente haverá formação de um monopólio no mercado carioca de intermediação imobiliária. Há um mês, a Brasil Brokers, que congrega 16 empresas em todo o país, abriu capital como estratégia para aumentar sua rentabilidade. Depois da operação, segundo Alexandre Fonseca, a companhia prevê um volume geral de vendas de R$ 33,7 bilhões para o próximo ano.

- É mais fácil a Brasil Brokers comprar a Lopes que acontecer o contrário - polemiza Fonseca. - Nós temos capitalizados na Bovespa R$ 1,8 bilhões contra R$ 1,2 bilhões da Lopes.

Rixas à parte, Rubens Vasconcellos, presidente da Patrimóvel, esclarece que sua marca não será extinta . Segundo ele, o carioca vai encontrar no ano que vem outdoors e panfletos de lançamentos espalhados pela cidade com as marcas Patrimóvel, Lopes e até Rubens Vasconcellos Imóveis. A última foi criada especialmente para o mercado de Niterói e da Região dos Lagos, onde a marca Patrimóvel pertence ao franqueado Plínio Serpa Pinto.

- A empresa é uma só, mas a administração será isolada - explica. - Unimos forças para crescer, mas todas as empresas continuam a existir. Somos a Ambev do setor imobiliário.

Fonte: Jornal do Brasil



Notícia - Alongamento do funding:
Crédito imobiliário exige alongamento do funding
Com a expansão dos prazos do crédito imobiliário para para cerca de 20 a 30 anos, os bancos devem buscar alongar seu funding, buscando financiamento no mercado de capitais.

O estrategista de renda variável para a América Latina da Merril Lynch, Pedro Martins, ressalta que a chegada do grau de investimento para o Brasil, que deve acontecer no segundo semestre de 2008, vai possibiliar o alongamento do prazo dos empréstimos.

Hoje o prazo médio dos empréstimos do SFH está em 10,5 anos, com taxa média de TR de mais 8% ao ano. Martins acredita que a essa taxa tem espaço para cair, permitindo o alongamento dos prazos de financiamento.

Segundo o diretor de crédito imobiliário do Banco Itaú, Luiz França, hoje, apesar do banco conceder financimento imobiliário em até 25 anos, o prazo médio da carteria está em torno de sete anos, o que mostra que ainda tem muito espaço para se alongar com a queda da taxa de juros e o aumento da renda da população.

Martins ressalta que o financiamento imobiliário com fontes públicas está próximo do seu limite e haverá necessidade de se buscar outros meios de captação de recursos para sustentar o crescimento do crédito imobiliário. 'O mercado terá de buscar se financiar por meio de securitização imobiliária, com o crescimento de segmentos como o de hipotecas imobiliárias ainda pouco desenvolvido no Brasil', afirma Martins durante o 4º Seminário Anbid de Mercado de Capitais.

Para o diretor da Brazilian Mortgages, Rodrigo Machado, o mercado secundário de hipotecas deve começar a se desenvolver no País para suprir o excesso de demanda do mercado. 'O crédito imobiliário é apenas um originador de um ciclo muito maior fundamentado no mercado de capitais, por meio de instrumentos como Fundos Imobiliários (FII), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Fundos de Investimento em Participações (FIP) e letras hipotecárias", diz.

Atualmente o crédito no Brasil está em 36% do PIB, sendo que apens 2% refere-se a financiamento imobiliário, enquanto no México e no Chile essa índice está em torno de 12% a 13% do PIB.

O pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, Fernando Garcia, afirma que países como o Chile e o México conseguiram alcançar um rápido crescimento no financiamento imobiliário graças a conjugação da política habitacional com a política financeira.

França, destaca que a aprovação pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de instrumentos como a alienação fiduciária e o patrimônio de afetação ajudaram a trazer maior segurança jurídica para as operações e facilitaram o desenvolvimento do crédito imobiliário.

O estrategista sênior para a área de financiamento estruturado internacional da Merrill Lynch de Londres, Alexander Batchvarov, destaca que o Brasil deve buscar um modelo de financiamento de crédito imobiliário que inclua a securitização. Ele afirma que o problema no mercado norte-americano com os títulos securitizados não foi a estruturação das carteiras de crédito hipotecário, mas a forma com que os emprestadores financiavam no curto prazo os papéis securitizados de ativos de longo prazo, o que provocou um descasamento do funding, com a contração da liquidez no mercado de commercial papers. 'Cerca de 60% dos CDO's (Collateralized Debt Obligations) dependiam de financiamento de curto prazo', diz. (Silvia Regina Rosa - InvestNews)

Fonte: Gazeta Mercantil


Notícia - Financiamento popular:
Teto de financiamento popular sobe para R$ 130 mil
O ministro das Cidades, Márcio Fontes, publicou na quarta-feira (28) Instrução Normativa (nº 55) que aumenta o valor a ser financiado na compra de imóvel com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) na Habitação Popular.

De acordo com a nova regra, que modifica a Instrução Normativa nº41, admite-se a elevação do valor do financiamento de até R$ 80 mil para o limite máximo de R$ 100 mil, em casos de imóveis situados em municípios com população igual ou superior a 500 mil habitantes.

A instrução ainda considera o valor de R$ 130 mil para imóveis situados nos municípios integrantes das regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

Renda
A norma ainda eleva a renda familiar mensal bruta de pessoas que podem aderir ao financiamento de imóvel na categoria Habitação Popular para R$ 4.900, nos casos de financiamento vinculados a imóveis situados nos municípios integrantes da região metropolitana de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

O novo teto para a renda também é válido para municípios com população acima de 500 mil habitantes e para os da Região Integrada do Distrito Federal e Entorno (RIDE) e demais capitais estaduais.

Nos demais municípios, a renda máxima para adquirir o financiamento popular continua a ser de R$ 3.900.

Fundo

Conforme dados da Caixa Econômica Federal, aumentou em 25% o total de dinheiro sacado das contas do FGTS para a compra de imóveis. Em outubro último, foram movimentados R$ 277,9 milhões, contra R$ 222,5 milhões do mesmo mês de 2006.

Em outra forma comparativa, são cerca de R$ 7,35 milhões retirados por dia das contas do fundo. Isso representa, apenas no décimo mês do ano, o financiamento de algo em torno de 27,5 mil casas ou apartamentos, ante pouco menos de 22 mil no mesmo período do ano passado.

Fonte: InfoMoney


Notícia - Fed:
Fed tem de manter-se alerta e flexível, sustenta Bernanke
O Federal Reserve (Fed) terá de manter-se excepcionalmente alerta e flexível enquanto continua avaliando qual a melhor maneira para promover o crescimento econômico sustentável e a estabilidade de preço nos Estados Unidos. A observação foi feita ontem pelo presidente do banco central americano, Ben Bernanke, em discurso na Câmara de Comércio de Charlotte, na Carolina do Norte.

Ele lembrou que, para tomar sua decisão de política monetária, o comitê de mercado aberto do Fed terá de avaliar se as perspectivas para a economia mudaram materialmente. As projeções econômicas são sempre difíceis, mas a atual turbulência nos mercados financeiros torna as incertezas com relação ao futuro ainda maiores do que o usual, declarou.

Os próximos dados sobre a atividade e preços ajudarão a formar o panorama do comitê para a economia dos Estados Unidos. Entretanto, esse cenário foi afetado no mês passado pelo tumulto renovado no ambiente financeiro, que parcialmente reverteu a melhoria ocorrida em setembro e agosto, disse Bernanke.

Os investidores focaram nas perdas de crédito e nas baixas contábeis de uma série de instituições financeiras, movidos em muitos casos pelos rebaixamentos de títulos lastreados em hipotecas residenciais por agências de classificação. A nova onda de preocupação do investidor contribuiu nas últimas semanas para uma queda no valor dos títulos, para a ampliação dos spreads de risco de muitos produtos de crédito - não apenas relacionados ao setor imobiliário, e para pressões maiores no financiamento no curto prazo, sublinhou o dirigente do Fed.

Essa situação, segundo ele, resultou em maior aperto nas condições financeiras, que tem o potencial de levar a mais restrições na atividade nos mercados imobiliários e em outros setores sensíveis ao crédito. É desnecessário dizer que o Federal Reserve está acompanhando cuidadosamente a evolução das condições financeiras, com atenção particular à questão de como as restrições nos mercados financeiros podem afetar a economia como um todo, afirmou.

Fonte: O Globo

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

As notícias de hoje, 28/11, são:

As notícias de hoje, 28/11, são:

Notícias - Concorrência:
- Venda de imóveis nas Casas Bahia

- Liberações devem superar a 2006


Notícias - Economia brasileira e crédito imobiliário:
- Ventos favoráveis à macroeconomia

- Crédito imobiliário avançará para R$ 28 bilhões em 2008; burocracia diminuirá


Notícia - Recusa de liberação de crédito:
- Recusa de liberação de crédito não gera direito a dano moral


Notícias - Concorrência:
Venda de imóveis nas Casas Bahia
Além de móveis e eletrodomésticos, as Casas Bahia vão incluir imóveis na sua lista de produtos. Durante a quinta edição do feirão de Natal da loja, a Living, braço da Cyrela responsável pelo segmento econômico, colocará à venda apartamentos e casas com preço de R$ 55 mil. O planejamento da campanha desta iniciativa pioneira está sendo coordenado pela Eugenio, a maior empresa de marketing imobiliário do País. Para o consumidor acostumado às pequenas prestações, a parcela mínima mensal para comprar uma unidade é de R$ 198. "Acreditamos nessa ação casada, em que o consumidor poderá, no mesmo lugar, realizar o sonho da casa própria e ter muitas alternativas de decoração", diz Bob Eugenio, diretor da agência.

Fonte: ADNEWS


Liberações devem superar a 2006
Os financiamentos destinados à habitação concedidos pela Caixa Econômica Federal (CEF) de Mato Grosso somaram R$ 151,945 milhões de janeiro à primeira quinzena de outubro. O valor representa 93,4% do montante liberado durante os 12 meses de 2006, quando foram emprestados R$ 162,537 milhões. Para os dois últimos meses deste ano, a estimativa é que sejam liberados mais R$ 68,461 milhões, fechando 2007 com R$ 220,406 milhões, um crescimento de 35,6% sobre o ano anterior.

Para o total de dinheiro liberado este ano foram adquiridas 4,476 mil imóveis e contempladas 18,173 mil pessoas, com a geração de 14,485 mil empregos diretos na construção civil. O bom desempenho é atribuído pelo superintendente regional da CEF, Moacyr do Espírito Santo, à estabilidade econômica e às facilidades oferecidas pelas agências, já que os prazos vão agora a até 30 anos, reduzindo o valor das prestações, o que contempla um maior número de trabalhadores sem casa própria.

Segundo os dados da Caixa Econômica estadual, do total de liberações realizadas este ano (R$ 151,945 milhões), R$ 48,550 milhões foram com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de 1,664 mil unidades. Já o Programa de Arrendamento Residencial (PAR) continua sendo o destaque nos empréstimos concedidos e soma R$ 59,688 milhões este ano. Os valores correspondem a 91,7% e 81,3% respectivamente sobre os valores liberados durante todo o ano de 2006 para as duas modalidades de financiamento, já que os recursos do FGTS somaram R$ 73,644 milhões e os do PAR totalizaram R$ 52,901 milhões.

Os financiamentos feitos pela Caixa e Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) somaram R$ 43,592 milhões para aquisição de 766 unidades. Em 2006 foram liberados R$ 35,404 milhões, sendo que os números deste ano já superam em 26,7% todo o volume liberado no ano passado. Os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) somam R$ 115 mil este ano e 2006 fechou com R$ 588 mil.

Fonte: A Gazeta - MT (Fabiana Reis)


Notícias - Economia brasileira e crédito imobiliário:
Ventos favoráveis à macroeconomia
Em visita à Câmara de Comércio França-Brasil, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), Luciano Coutinho, mostrou otimismo com a nova fase de crescimento econômico que atualmente vive o Brasil. A razão pode ser resumida em uma única frase: o País apresenta condições muito favoráveis para investimentos no plano macroeconômico, o que assegurará, nos próximos anos, um período de crescimento rápido e sustentável.

Dias depois da apresentação de Coutinho, o BNDES divulgou, um estudo de sua área de Pesquisa e Acompanhamento Econômico (Apae) que prevê que o mercado de crédito brasileiro saltará dos atuais 33% do Produto Interno Bruto (PIB) para 40,7% no final de 2009. É um crescimento ainda tímido se for apenas considerado o percentual atingido em países asiáticos, como Malásia, China e Tailândia, que chega nada menos a 100% do PIB. De acordo com dados do Banco Mundial, em países desenvolvidos, como os Estados Unidos, os investimentos em crédito chegam a 160% da riqueza nacional. Os números, no entanto, precisam ser comemorados. Os bons ventos da macroeconomia, assegurados sobretudo pelo aumento de reservas internacionais -que chegaram a US$ 162 bilhões em setembro-, pela inflação controlada, pela melhora das contas fiscais, e pelo aumento de rentabilidade no setor privado, garantirão que o País salte dos atuais 4,7% de crescimento econômico para 5,1% em 2009, ainda de acordo com o estudo do BNDES. O maior propulsor para o aumento de financiamento para pessoas físicas continuará sendo, de acordo com analistas, o crédito imobiliário.
O estudo da Apae ainda revela que o volume de desembolsos no segmento de crédito direcionado com recursos de poupança (SBPE) atingiu R$ 9,3 milhões em 2006, um aumento de 93% em relação a 2005 e de 200% com relação aos desembolsos de 2004. Entre as projeções apontadas pela pesquisa está o aumento de crédito habitacional de 17% do PIB deste ano para 2,3% do PIB em 2008, chegando a 3,6% em 2009. Os empréstimos para a indústria crescerão de 7,3% para 8% do PIB até daqui a quatro anos. Já o crédito para pessoas físicas chegará a 15% do PIB -frente aos atuais 11,8%- em 2009. Aos números apresentados com o estudo da Apae alinham-se os dados apresentados por Luciano Coutinho em sua apresentação. De acordo com o presidente do BNDES, a perspectiva de investimento na indústria até 2009 chegará a 21% do PIB brasileiro, atingindo o montante de R$ 1 trilhão em recursos aplicados. Os carros-chefes do investimento serão os setores da própria indústria (36%), da infra-estrutura (20%) e da construção (44%). Os segmentos que mais chamarão investimentos são o de petróleo e gás, o sucroalcooleiro, o de extrativo mineral e o de siderurgia. Já no campo da infra-estrutura, os grandes recursos se concentrarão nos segmentos de energia elétrica, comunicações, portos, ferrovias e saneamento.
Por fim, Luciano Coutinho apresentou números promissores do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), que já a partir de 2008 começará a tirar do papel seus maiores empreendimentos. O total de 145 projetos deverá receber recursos de R$ 108 bilhões. A demanda prevista pelo BNDES para recursos do PAC será de R$ 61 bilhões, com especial destinação ao setor de energia, que receberá 61% deste total. Não é por outro motivo que o interesse dos empresários franceses no mercado brasileiro só faz crescer nos últimos meses. Algo que será ainda mais impulsionado se o Brasil souber aproveitar o bom momento e empreender as reformas necessárias nos campos político, econômico e social.

De acordo com um estudo, o Brasil deve saltar dos atuais 4,7% anuais de crescimento para 5,1%, em 2009.

Fonte: Jornal DCI



Crédito imobiliário avançará para R$ 28 bilhões em 2008; burocracia diminuirá
O SFH (Sistema Financeiro de Habitação) deve movimentar R$ 28 bilhões em empréstimos para a compra de imóveis em 2008. Em relação à expectativa para este ano, em torno de R$ 24 bilhões, deve haver crescimento de quase 17%. As expectativas foram divulgadas nesta segunda-feira (26) pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

Alongamento de prazos ou redução do teto de juro - que atualmente é de 12% ao ano, mais a variação da TR (taxa referencial) - estão descartados pela entidade. De qualquer maneira, o diretor-geral da associação, Osvaldo Correia Fonseca, prevê menor burocracia para a tomada do crédito no ano que vem. "A liberação, que hoje demora 45 dias, deve passar para cinco dias, com a concentração da matrícula do ônus sobre imóvel", previu.

SBPE x FGTS
No âmbito do SFH, são possíveis duas modalidades de empréstimo: com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) ou do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

De acordo com Fonseca, neste ano, o SBPE deve emprestar algo em torno de R$ 17 bilhões a R$ 18 bilhões, sendo que a cifra deve saltar para R$ 22 bilhões no ano que vem. Para o FGTS, é prevista uma estabilidade em R$ 6 bilhões.

Avanço
Atualmente, o crédito imobiliário corresponde a 2,2% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Essa proporção deve subir para 4% em 2008, mas o ideal é que sejam atingidos 10%, assim como em outros países emergentes. "Isso conseguiremos só em meados da próxima década, entre 2013 e 2014", apostou Fonseca.

Pelo SBPE, a liberação de dinheiro para a compra da casa neste ano deve permitir a comercialização de 190 mil unidades residenciais, número que deve saltar para 230 mil em 2008 e atingir o recorde de 280 mil em 2009.

"Não é possível fazer previsões sobre o crédito com recursos do FGTS porque depende muito da politica que o Conselho Curador do FGTS adotar. São feitas modificações com muita freqüência", finalizou.

Fonte: InfoMoney


Notícia - Recusa de liberação de crédito:
Recusa de liberação de crédito não gera direito a dano moral
A mera recusa de liberação de crédito imobiliário pela instituição financeira não é suficiente para configurar dano moral. Com esse entendimento, a Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve decisão de Primeira Instância que julgou improcedente o pedido de indenização por danos morais impetrado por uma mulher que não conseguiu obter a liberação de financiamento para a aquisição de uma unidade residencial. Ela tentou obter o financiamento junto ao Banco Bradesco S/A .

Em Segunda Instância, a mulher impetrou recurso com intuito de condenar o banco à indenização por danos morais, no valor de R$92.025,00, além dos danos materiais no patamar de R$3.025,00. Aduziu que deu entrada no pedido de financiamento junto à instituição financeira e que teve o crédito aprovado, porém, a transferência do recurso não foi liberada à construtora, ocasionando danos morais em decorrência da frustração do negócio.

Contudo, de acordo com o relator do recurso, desembargador Donato Fortunato Ojeda, a mulher sequer juntou aos autos a cópia do protocolo dos documentos entregues para o financiamento a fim de apurar se houve a entrega pontual de toda a documentação exigida para a liberação do empréstimo.

Fonte: Gazeta Mercantil (Silvana Ribas)