As notícias de hoje, 11/03, são:
- Mercado Imobiliário;
- Brasil Brokers compra mais duas imobilárias;
- Mercado eleva projeção de inflação em 2008 e mantém em 2009;
- Consórcio de imóveis bate recorde em 2007;
- 5 vagas por hora;
- O difícil futuro do PAC;
- Flexibilidade "maquia" falta de espaço, diz pesquisador da USP.
Mercado Imobiliário
Bonificação - A Construtora Tenda, que acaba de chegar ao mercado pernambucano, está premiando os clientes de suas 36 unidade distribuídas pelo país. A Promoção "Comprou, ganhou sala montada" está limitada à compra de apartamento até o próximo domingo. Em Pernambuco, a construtura está negociando imóveis com preços à vista a partir de R$ 53 mil ou financiados com prestações fixas a partir de R$ 240. O prêmio é concedido sem sorteio, bastando para isso que o cliente assine o contrato de compra até domingo (9), com entrada mínima de R$ 3 mil. O mobiliário é composto de conjunto de estofado de 2 e 3 lugares, mesa de centro e rack. Os móveis serão montados no imóveis na época da entrega das chaves segundo o cronograma dos empreendimentos.
Dicas
A Átrio Multi-Consultoria Imobiliária está oferecendo um novo produto aos seus clientes. Encontra-se disponível no site da empresa (www.atrionet.com.br) uma série de informações que buscam responder às perguntas mais freqüentes no que se refere às questões imobiliárias.A seção foi atualizada com novas orientações no tocante aos aspectos legais que envolvem a negociação de casas e apartamento, com linguagem simples e didática. Entre as dúvidas mais freqüentes disponíveis on line estão como proceder no caso de aquisição de imóveis com débitos condominiais e quais os cuidados especiais na compra de imóveis localizados em terreno de marinha.
Pesquisa
A 34ª Sondagem da Construção, realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção de São Paulo e da Fundação Getúlio Vargas (FGV Projetos) aponta para um crescimento de 21,2% no volume de negócios imobiliários no país ao longo de 2008. Os empresários consultados também demonstraram confiar no potencial construtivo do país, mesmo com a crise imobiliária vivida pelos Estados Unidos. Dos entrevistados, 29,5% afirmaram que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve registrar uma expansão de 29,5% este ano, o que contribuirá para o aumento do faturamento do setor. Os resultados do estudo refletem os números positivos da indústriada construção e da economia nos últimos anos e está relacionado ao aumento da liberação do crédito imobiliário no país.
Fonte: Diário de Pernambuco
Brasil Brokers compra mais duas imobilárias
A Brasil Brokers, união de empresas de corretagem imobiliária que abriu o capital em setembro do ano passado, anunciou mais duas aquisições. Desta vez, em Brasília. Por um valor estimado em R$ 45 milhões, acrescentou a JGM Consultoria Imobiliária, com atuação também em Goiânia, e a Marcos Koenigkan Imóveis. Para Júlio Piña, vice-presidente de operações da Brasil Brokers, o modelo ideal para aquisições é negociar parte em dinheiro e parte em ações.
Fonte: Jornal do Brasil
Mercado eleva projeção de inflação em 2008 e mantém em 2009
O mercado elevou levemente sua previsão para a inflação brasileira neste ano e manteve para o próximo, segundo relatório Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central.
O prognóstico para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2008 passou de 4,41 por cento na semana passada para 4,42 por cento agora. Para 2009, a estimativa foi mantida em 4,30 por cento.
A estimativa do mercado para a Selic no final deste ano ficou estável em 11,25 por cento. Para o final de 2009 também foi mantida a previsão de 10,50 por cento.
O relatório manteve ainda a estimativa para o crescimento econômico neste ano, em 4,5 por cento. A projeção para a expansão em 2009 é de 4,00 por cento, apresentando uma pequena queda em relação à previsão anterior de 4,03 por cento.
O prognóstico para o dólar no final deste ano passou de 1,79 real para 1,78 real e para o fim de 2009 ficou em 1,85 real, ante 1,87 real há uma semana.
Fonte: O Globo (Cláudia Pires)
Consórcio de imóveis bate recorde em 2007
No ano passado, 50,8 mil consorciados foram contemplados no país com uma carta de crédito para comprar um imóvel, novo ou usado, um terreno, ou ainda para construir sua casa. O crescimento é de 17,6% sobre os 43,2 mil contemplados em 2006, informa a Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (Abac).
Já o número de pessoas que aderiram a esse sistema registrou variação de 1,6% — em 2007, foram pouco mais de 214 mil, ante os 210,9 mil de 2006.
Mas, com um recorde de 470 mil participantes ativos, registrados em dezembro último, o consórcio contabiliza uma parcela significativa de todas as modalidades de compra de imóvel parcelada registradas no Banco Central (BC): em 1998, a fatia era de 14%, em 2007, dez anos depois, foi de 21%.
— Foram entregues R$ 3,6 bilhões para a compra de imóveis via consórcio no ano passado — afirma o presidente da Abac, Rodolfo Montosa.
Cresce a figura do investidor entre os novos consorciados
Montosa explica que o perfil do consorciado não é mais só o comprador da casa própria.Cresce a figura do investidor, que não tem pressa para adquirir o imóvel. No consórcio, não há juros e as prestações são mais baixas do que em um financiamento tradicional.
— Há, hoje, cerca de 335 mil consorciados que ainda não foram contemplados — observa Montosa, acrescentando que a projeção para crescimento do número de participantes este ano é de 15%. %02
Fonte: O Globo
5 vagas por hora
Quando o paulistano Alexandre Mangabeira entrou na Escola Politécnica da USP, em 1999, decidido a cursar engenharia civil, o mercado da construção em São Paulo estava tão estático quanto concreto. Sem exagero. Naquela época, há apenas nove anos, oitenta dos 180 estudantes que iniciavam o curso chegavam à formatura e só dois (isso mesmo, dois) deixavam a faculdade já empregados. "Os outros demoravam em média seis meses para conseguir uma vaga na área", conta o vice-diretor da Poli, José Roberto Cardoso. Apesar das perspectivas que tinha pela frente, Mangabeira estava decidido a sujar a barra da calça em canteiros de obra. Valeu a pena.
Um ano depois de efetivado na construtora Tecnisa (com salário de 3 500 reais), o mercado começou a dar sinais de recuperação. Em 2005, o crédito disponível para financiamento de imóveis aumentou 60%. No ano seguinte, grandes construtoras da cidade abriram capital na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e desde então atraíram investimentos de 16 bilhões de reais. Essa montanha de dinheiro impulsionou a carreira de Mangabeira, a de seus colegas de Poli – hoje 100% dos 120 alunos que se formam ali saem empregados – e a de boa parte dos profissionais ligados à construção civil, desde pedreiros até corretores de imóveis.
Promovido a supervisor de incorporação, Mangabeira viu seu rendimento quintuplicar. Aos 28 anos, ganha em média 17 500 reais por mês. Há um ano no cargo, ele passa o dia atrás de terrenos com potencial para abrigar grandes empreendimentos e, a cada negócio fechado, recebe um bônus que varia de 20.000 a 50.000 reais. "Mesmo com pouca experiência na área, a empresa apostou em mim", diz ele, que fez pós-graduação na Fundação Getulio Vargas (FGV) e jura ter recebido pelo menos dez propostas para mudar de empresa desde que assumiu o novo posto.
Numa cidade em que há um novo empreendimento imobiliário por dia, a ascensão meteórica de Mangabeira deixou de ser um caso isolado. Em 2007, em toda a região metropolitana, houve 550 lançamentos, num total de 988 prédios e 59.400 apartamentos. "Essa expansão virou o mercado de ponta-cabeça", afirma Fábio Pereira, diretor da consultoria em RH Michael Page. "Os salários estão inflacionados, as promoções foram aceleradas e o assédio de empresas concorrentes em relação aos profissionais empregados é enorme." Nunca se precisou tanto de pedreiros, mestres-de-obras, engenheiros, arquitetos, projetistas e maquetistas.
No ano passado, a demanda por essas profissões abriu 44.900 vagas em São Paulo, 23% mais que em 2006, segundo dados do Sinduscon, o sindicato da construção. É como se surgissem cinco ofertas de emprego a cada hora. Levantamento de Veja São Paulo com dez grandes construtoras e incorporadoras da cidade mostra que elas inflaram seus quadros em 140% nos últimos três anos. O salto é impressionante: de 3 992 funcionários para 9 660.
Diante da escassez, as empresas estão aumentando os salários. De acordo com pesquisas das consultorias em recursos humanos Michael Page e Manager, a remuneração dos profissionais ligados à construção civil subiu 33%. Nenhuma outra carreira registrou algo semelhante. Os chamados engenheiros de obra plenos, profissionais com três a cinco anos de experiência, passaram a ganhar, em média, 6 250 reais mensais, 64% a mais do que há três anos. Isso vale, da mesma forma, para as funções que não exigem ensino superior. Depois de recusar oito propostas de emprego, o mestre-de-obras Ubirazildo Carvalho, que tem a 7ª série e vários treinamentos no currículo, passou a receber 3 500 reais por mês.
Com o boom imobiliário, começaram a ser contratados estagiários, recrutados aposentados e aproveitados ao máximo os talentos internos. Foi o que fez a Gafisa ao promover o ex-estagiário Vinicius Faraj, de 23 anos, a coordenador de obras, função geralmente ocupada por profissionais com alguns fios de cabelo brancos. "Tentamos aproveitar 90% dos nossos 250 estudantes", diz Rodrigo Pádua, diretor de gente e gestão da Gafisa. Promoções e movimentações dentro de construtoras tornaram-se cada vez mais comuns. Inclusive em altos cargos. Com três pós-graduações e 35 anos de idade, o engenheiro civil Silvio Gava passou de gerente-geral de obras a diretor técnico da Even em apenas um ano. Hoje divide o comando da empresa com mais quatro diretores, a maioria com mais de 45 anos.
Além de recrutarem gente qualificada, os gerentes de RH tiveram de desenvolver estratégias para não deixar escapar suas estrelas. Para segurá-las, a solução foi aumentar a oferta e a qualidade dos benefícios. A Rossi, por exemplo, além de pagar assistência médica a todos os funcionários, aumentou o valor do vale-refeição e a ajuda de custo, que pode chegar a 50%, para os que fazem MBA e outros cursos. Bônus e programas de remuneração variável de acordo com as metas atingidas se tornaram comuns desde o ano passado. Na Tecnisa, os salários, tanto do office-boy como do presidente, podem aumentar até doze vezes quando os resultados e faturamentos determinados pelos acionistas são atingidos.
A abertura de capital da maioria das construtoras e incorporadoras criou uma outra forma de reter talentos no setor: a oferta de stock options. Trata-se de um plano que permite aos funcionários ter acesso às ações da empresa por um preço predeterminado e em geral mais baixo que sua cotação no mercado. Na maioria das vezes, os papéis só podem ser vendidos depois de três anos. Tudo para prender o profissional, já que a valorização das ações depende dos resultados alcançados. "Como os ganhos da companhia são compartilhados, há maior comprometimento com o trabalho", explica Paulo Mota, diretor de RH da Cyrela, que estendeu o programa a todos os níveis funcionais.
Na esteira das construtoras e incorporadoras, outros profissionais ligados à cadeia da construção, como arquitetos, maquetistas, corretores e promotores de eventos, aproveitam a boa maré. Os principais escritórios de arquitetura da cidade estão com as pranchetas lotadas. Com 900 empreendimentos no portfólio, boa parte deles neoclássica, o arquiteto paulistano Itamar Berezin viu o número de projetos encomendados, e em conseqüência o faturamento, crescer 30% desde 2006. "O quadro de funcionários mais que dobrou e os custos, é claro, aumentaram 30%", diz ele. Mais despesas e prazos mais curtos de entrega dos trabalhos inflacionaram, na mesma proporção, o preço dos projetos, que pode chegar a 250 000 reais.
Um dos ícones do mercado de luxo, o escritório da arquiteta Patricia Anastassiadis, especializado em planejamento e decoração de interiores, é disputadíssimo pelas construtoras. Em três anos, os projetos de arranha-céus residenciais cresceram 200%. "Muitas vezes somos obrigados a recusar trabalhos para conseguir manter a qualidade", afirma. Adhemir Fogassa, o mais requisitado maquetista de São Paulo, está na mesma situação. "Só consigo atender 60% dos clientes que me procuram", diz ele, que aumentou seu ateliê no Jardim Bonfiglioli em 1 000 metros quadrados e dá expediente no escritório todos os fins de semana.
No ano passado, os 31 000 corretores de imóveis da capital tiveram motivos de sobra para estourar champanhe nos estandes de vendas. As 59 400 unidades lançadas alcançaram um montante de 17,1 bilhões de reais. Considerando que as comissões podem chegar a 3% sobre o valor da venda, eles estão rindo à toa. "Atraídos por esse potencial, arquitetos, advogados e mesmo profissionais com doutorado resolveram vender imóveis", explica Roberta Bicalho, superintendente de RH da Lopes, que contrata hoje 300 pessoas por mês, seis vezes mais que em 2007. Resultado: a procura pelo Creci, a habilitação concedida pelo Conselho Regional, cresceu 16% nos últimos três anos.
O advogado Calixto Antonio Neto, de 26 anos, tirou seu registro há pouco mais de um ano e já é líder de vendas na Abyara. No último trimestre do ano passado, vendeu 37 unidades, num total de 15 milhões de reais. Abocanhou uma comissão de 210 000 reais e ainda ganhou um apartamento no valor de 100 000 reais da empresa como prêmio. "Vendia em consultórios médicos, barzinhos e até no Orkut", conta o advogado que virou corretor. Jornalista formada pela PUC, a corretora on-line da Tecnisa (sim, eles invadiram a internet) Claudete Rodrigues não quer outra vida. Uma das primeiras a negociar imóveis na web, ela vendia, antes do boom, um apartamento por mês. Hoje, vende três. "Tenho clientes inclusive no exterior", afirma.
Os corretores não são os únicos a laçar compradores para os estandes e apartamentos decorados. Com a expansão da construção, surgiram empresas especialistas nessa tarefa, como a Máxima Promoção e Eventos.
O trabalho delas é lotar os plantões de mordomias, entre as quais degustação de vinhos, massagens e shows, para prender o interessado o maior tempo possível por lá. A empresa da ex-corretora da Lopes Rosane Assis e da promotora de eventos Márcia Bacci foi aberta em 2005, num quartinho, em casa. Deu tão certo que neste mês elas devem se mudar com uma equipe de trinta funcionários para um prédio de 500 metros quadrados em Moema. No início, tinham dois clientes. Agora atendem a trinta incorporadoras e organizam mensalmente oitenta eventos – que vão de entrega de fôlderes de lançamentos em lojas a shows de 700 000 reais de Zeca Pagodinho. "Em dois anos, mais que dobramos de tamanho", orgulha-se Márcia, que trocou de carro e de apartamento.
O Sinduscon estima que até 2010 perto de 100 000 empregos formais no setor da construção poderão ser criados na cidade. Tudo para atender a um déficit habitacional de cerca de 450 000 moradias. "A grande demanda por casa própria, principalmente entre a população de baixa renda, e as obras de infra-estrutura devem garantir essa efervescência até a Copa do Mundo de 2014", prevê José Roberto Bernasconi, presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia (Sinaenco). Ou seja, na São Paulo fértil de ferro, cimento e concreto, engenheiros e afins devem continuar na crista da onda, surfando nesse boom imobiliário.
Vale tudo para segurar os funcionários
Aumento da quantidade e da qualidade de benefícios
A construtora Rossi, por exemplo, paga, desde o ano passado, assistência médica a todos os funcionários. Também aumentou o vale-refeição de 14 para 16 reais. Agora, quem começa uma graduação ou pós-graduação recebe ajuda de custo de 20% a 50% do valor do curso.
Bônus e programas de remuneração variável de acordo com o cumprimento de metas
Na Tecnisa, os salários de office-boy a presidente podem aumentar em até doze vezes quando os resultados e o faturamento determinados pelos acionistas são atingidos. Algumas construtoras pagam ainda bônus aos profissionais de incorporação que conseguem encontrar e negociar bons terrenos para os empreendimentos.
Stock Options, ou algemas de ouro
Que tal colocar as mãos numa bolada de dinheiro ao completar três anos no emprego? Essa oportunidade está ao alcance de um número crescente de funcionários de construtoras de capital aberto graças à difusão das stock options. Trata-se de um sistema que concede aos empregados o direito de comprar ações da companhia a preços abaixo dos de mercado e de vendê-las com lucro tempos depois. Não à toa, elas são conhecidas no universo corporativo como "algemas de ouro". É um engenhoso trunfo dos departamentos de recursos humanos para aumentar a satisfação dos bons profissionais e segurá-los na casa. Os resultados têm sido tão positivos, para ambos os lados, que o benefício deixou de ser exclusividade dos altos executivos e está se espalhando rapidamente por todos os níveis hierárquicos. Na Cyrela, tanto a copeira quanto o presidente têm direito ao programa.
Fonte: Revista Veja
O difícil futuro do PAC
A esta altura já está claro que o governo deverá enfrentar um grande desafio para manter o ritmo inicialmente previsto para o PAC. Esta situação não deixa de ser frustrante, frente à enorme expectativa gerada no lançamento do programa que previa um investimento total (público e privado) em infra-estrutura da ordem de R$ 504 bilhões, dos quais R$ 67,8 bilhões a serem incluídos no Orçamento Geral da União (OGU) para o período 2007-10. Além do mais, o PAC veio com a ambiciosa promessa de compatibilizar a sustentabilidade do regime fiscal brasileiro com o rápido aumento do investimento público, cujo crescimento vinha sendo contido pela necessidade de cumprir as metas de superávit primário essenciais para a estabilidade macroeconômica.
O fato é que apesar das condições favoráveis de 2007, o PAC ficou aquém da performance esperada. É o que os números mostram: de uma dotação orçamentária autorizada de R$ 16,5 bilhões, apenas R$ 4,5 bilhões das despesas foram efetivamente concluídas e pagas, sendo inscritos em "restos a pagar" (recursos orçamentários reservados para a execução das obras no futuro) cerca de R$ 11,5 bilhões. Obras importantes na área do saneamento, estradas, barragens e terminais fluviais ainda não foram iniciadas, provavelmente por dificuldades com licitações, licenciamento ambiental, marco regulatório etc. Mesmo considerando este conjunto de fatores que limitam o grau de eficiência do setor público, uma realização inferior a 30% dos investimentos públicos que envolvem recursos do OGU mostra que o programa vem decolando lentamente.
Em 2008, as dificuldades devem aumentar em decorrência da necessidade de um corte de despesas de R$ 20 bilhões para compensar, junto com o aumento da CSLL e do IOF, parte da perda de receita da CPMF. A princípio parece fácil cortar R$ 20 bilhões de um orçamento de cerca de R$ 650 bilhões. O fato é que aproximadamente 89% dos gastos previstos são obrigatórios, ou seja, vinculados a dispositivos legais. Sobram, na prática, cerca de R$ 73 bilhões de gastos de custeio e investimentos que são passíveis de corte (gastos discricionários). Considerando que R$ 20 bilhões representam quase 30% do total das despesas discricionárias, é visível a dificuldade de um corte desta magnitude no orçamento de 2008. Isto leva a crer que, para se manter a meta do superávit primário em 3,8% do PIB, parte significativa do esforço fiscal vá recair sobre o investimento, por ser entre os gastos discricionários os mais fáceis de serem cortados.
Neste contexto, a provável estratégia do governo para evitar a desaceleração brusca das obras públicas previstas no PAC é utilizar os "restos a pagar" de 2007. Isto se evidencia pelo alto valor empenhado do PAC, em dezembro de 2007, que atingiu uma marca superior a 35% do total autorizado para 2007. Com este artifício, o PAC, embora eventualmente cortado no orçamento de 2008, poderá, através dos "restos a pagar" de 2007, dispor de dotação orçamentária suficiente para manter a implementação do programa. Sob este prisma, a utilização dos "restos a pagar" enfraquece, assim, a restrição orçamentária para a realização dos investimentos públicos previstos no OGU, evitando uma desaceleração brusca do programa.
É um equívoco, no entanto, achar que, ao utilizar o artifício dos "restos a pagar", o governo equaciona as dificuldades do PAC para 2008. O problema começa mas não termina na questão orçamentária. A utilização de "restos a pagar" de 2007, embora permita flexibilizar a execução orçamentária, impacta o superávit primário, que é calculado pelo critério caixa. Sendo assim, o andamento do PAC em 2008 estará inevitavelmente condicionado à disponibilidade de recursos financeiros para a execução das obras independentemente se inscritas em "restos a pagar" de 2007 ou se preservadas no orçamento de 2008. O andamento do PAC dependerá , assim, do controle a "boca do caixa" pelo Tesouro. Por esta lógica fiscal, o Tesouro Nacional assume o poder de arbitragem na administração do caixa através de um rígido controle na liberação dos recursos financeiros. Frente à provável escassez de recursos financeiros associada à perda da CPMF, o PAC deverá competir com outros gastos correntes que são geralmente priorizados em relação aos investimentos.
Assim, o mais provável é que o PAC continue andando em ritmo lento, determinado pelo controle dos recursos financeiros pelo Tesouro que, muito provavelmente, terá como prioridade o cumprimento da meta de superávit primário de 3,8%. Sendo assim, o futuro do investimento público no Brasil continuará entre a cruz e a espada. Por um lado, estará na dependência do pouco provável aumento na arrecadação previsto pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional (CMO) para flexibilizar a administração do caixa pelo Tesouro e, por outro, pela necessidade de cumprir as metas fiscais previstas para 2008, sem artifícios contábeis, tais como a exclusão de 0,5% dos investimentos do PPI do cálculo do superávit primário e o aumento do superávit primário das estatais para compensar uma igual redução do superávit primário do orçamento fiscal e de seguridade social, como proposto pela CMO, preocupada em preservar as emendas dos parlamentares.
Fonte: Valor Econômico
Flexibilidade "maquia" falta de espaço, diz pesquisador da USP
FSP, Pág Imóveis
Estudo diz que 4- quartos perderam 30 m2 em dez anos.
A eliminação de paredes e a integração de cômodos são uma "maquiagem" para disfarçar a falta de espaço dos apartamentos. A afirmação é do pesquisador do Nomads (Núcleo de Estudos de Habitares Interativos) da Universidade de São Paulo Fábio Queiroz, 30.
Para ele, que analisa plantas de imóveis lançados em São Paulo há três anos, cômodos que podem ser integrados a outros costumam ser uma reserva de metros quadrados.
Ele exemplifica com uma opção corriqueira: três quartos ou dois com sala ampliada? "Esse dormitório extra é geralmente minúsculo, tem 6 m2 e não funcionaria como um quarto. É um estoque de metragem", diz.
Os três-quartos têm, em média, entre 60 m2 e 70 m2, de acordo com levantamento do Nomads. Essas medidas não se alteraram nos últimos dez anos, ao contrário do que ocorreu com os quatro-dormitórios, que perderam aproximadamente 30 m2.
Hoje, há quatro-dormitórios de 100 m2, para um público de menor poder aquisitivo que deseja o quarto extra ou o status do segmento, segundo Queiroz.
"As plantas estão compartimentadas em cômodos cada vez menores. Salas e quartos costumam apresentar dimensões semelhantes às dos mesmos cômodos de apartamentos menores e mais baratos, de dois e de três dormitórios."
As áreas molhadas são as mais enxutas dos imóveis, o que vai na contramão de desejos e hábitos dos moradores.
As dimensões dos banheiros geralmente são as mesmas em todas as plantas -sejam elas de um ou de quatro dormitórios.
"Os banheiros têm diminuído nos últimos dez anos, ao mesmo tempo em que foram entendidos como lugar de relaxamento, e não apenas de higiene", diz o pesquisador.
Banheiros e cozinhas têm outro problema: janelas pequenas ou inexistentes. Muitas cozinhas dependem da ventilação e da luz natural da lavanderia. E, segundo pesquisas do Nomads, uma janela ampla com vista bonita é sonho de consumo até no banheiro. (DF)
terça-feira, 11 de março de 2008
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
As notícias de hoje, 25/02, são:
As notícias de hoje, 25/02, são:
Notícia - Crédito Consignado:
- Crédito consignado
Notícias - Compradores com renda baixa:
- Apesar dos lançamentos para classe média, baixa renda é destaque do setor imobiliário
- Expansão de crédito imobiliário à baixa renda pode aumentar inadimplência
Notícia - Trisul e CEF:
- Trisul firma contrato para financiamento habitacional com a Caixa
Crédito consignado
A Caixa Econômica Federal anunciou a ampliação do crédito consignado imobiliário (com desconto na folha de pagamento) para os trabalhadores da iniciativa privada. A instituição está finalizando as normas da modalidade, que já é utilizada por alguns servidores públicos. As empresas interessadas devem procurar a Caixa.
Fonte: Meia Hora - RJ
Apesar dos lançamentos para classe média, baixa renda é destaque do setor imobiliário
Mesmo com os lançamentos voltados para a classe média, os quais têm "pipocado" cada vez mais no mercado, o segmento imobiliário deve apostar na baixa renda este ano, de acordo com o presidente do Secovi-SP, o Sindicato da Habitação, João Batista Crestana.
Segundo Crestana, as construtoras têm muito interesse neste público. "Atualmente, o déficit habitacional é de 8 milhões de unidades, sendo que a construção destes imóveis também aumentaria o emprego e reduziria doenças causadas pela falta de saneamento, por exemplo".
País ainda não está pronto
No entanto, o presidente do Secovi-SP alerta que o País ainda não está pronto para atender a essa demanda, uma vez que seriam necessários R$ 300 bilhões para a construção dessas habitações.
"Por outro lado, a previsão de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), principal fonte dos financiamentos imobiliários para a baixa renda, para este ano, é de cerca de R$ 8 bilhões, valor muito insuficiente", argumenta.
Para o especialista, seriam necessários de R$ 15 bilhões a R$ 16 bilhões por ano, para financiar imóveis voltados aos brasileiros que ganham até cinco ou seis salários mínimos.
Projeto
Conforme explica Crestana, esse montante seria o mínimo necessário para pôr em prática um projeto que prevê a eliminação do déficit habitacional em um período de 15 anos. "Seria preciso R$ 15 bilhões do FGTS e mais R$ 5 bilhões de subsídios públicos federais".
"Como já ocorre em países como o México e o Chile, o cidadão se dirige até o banco, verifica quanto consegue levantar por meio do financiamento com o FGTS e pelo subsídio governamental, recebido em um cheque específico para a compra do imóvel", explica.
De acordo com o presidente do Secovi-SP, dessa maneira, seria possível eliminar a necessidade de oito milhões de habitações em 15 anos, com R$ 20 bilhões por ano. "Nos próximos meses, deve haver algum tipo de contato com o governo sobre o projeto".
Banco do Brasil
Recentemente, o Banco do Brasil lançou uma linha de crédito imobiliário, que está disponível somente para o estado de São Paulo até o momento. Por meio dela, é possível financiar até 80% do valor do imóvel, com até seis meses para começar a pagar a primeira parcela.
A taxa de juros varia de 12,90% ao ano a 13,25% a.a. e os valores mínimo e máximo do financiamento são de R$ 20 mil e R$ 1,5 milhão, respectivamente. Além disso, o cliente pode escolher um mês do ano para não pagar a prestação (o valor é dissolvido nas demais parcelas).
O prazo de pagamento do BB Crédito Imobiliário é de 240 meses e as parcelas são debitadas diretamente da conta do cliente.
Fonte: InfoMoney
Expansão de crédito imobiliário à baixa renda pode aumentar inadimplência
O vice-presidente do Instituto de Registro Imobiliário do Brasil (Irib), João Pedro Lamana Paiva, teme crescimento da inadimplência entre os tomadores de crédito habitacional em função do maior acesso a consumidores de baixa renda.
“Espero que os bancos permaneçam bastante criteriosos em relação à concessão de financiamentos habitacionais. Apenas faço um alerta”, explica ele, que participou de reunião conjunta dos comitês de Legislação e Construbusiness da Amcham-Porto Alegre nesta quarta-feira (20/02).
Paiva sustenta seu receio com base nos números do Cartório de Registros Públicos de Sapucaia do Sul, de sua propriedade. O município fica situado na Região Metropolitana de Porto Alegre e possui cerca de 130 mil habitantes. De acordo com o executivo do Irib, apenas o seu cartório chega a receber oito notificações por mês devido a não pagamento de financiamentos habitacionais.
Conforme Paiva, muitas pessoas fazem composição de renda para realizar a compra e, depois de um ou dois anos, não têm condições de saldar as parcelas. Ainda segundo ele, alguns consumidores assumiriam um financiamento acima do valor real do imóvel e com o objetivo de utilizar parte dos recursos para aquisição de bens não-duráveis, o que, passados alguns meses, levaria ao mesmo resultado: incapacidade para saldar o empréstimo.
Para Lamana Paiva, se o Brasil enfrentasse um problema similar ao dos Estados Unidos de crescimento exponencial da inadimplência em créditos imobiliários, o maior prejudicado seria a Caixa Econômica Federal, líder nacional no financiamento da casa própria. Naquele país, durante vários anos foram concedidos empréstimos para esse fim a pessoas que, com a recente elevação das taxas de juros americanas, não conseguiram honrar seus compromissos.
Quadro geral
O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) prevê aplicação de R$ 25 bilhões no setor habitacional em 2008 para financiamento de 250 mil moradias. Em 2007, foram investidos R$ 18,3 bilhões e financiados 195 mil imóveis. Só em janeiro deste ano, os novos contratos somaram 17 mil unidades, crescimento de 93% sobre mesmo período de 2007, envolvendo R$ 1,6 bilhão.
De acordo com a entidade, a tendência é que o crédito imobiliário apresente uma expansão anual da ordem de 26% até 2010, o que equivale a R$ 31 bilhões em 2009 e R$ 40 bilhões em 2010.
A participação do setor no Produto Interno Bruto brasileiro (PIB) é de 7%, mas deve alcançar 11%, segundo o SBPE, até 2015.
Recentemente, na Amcham-Porto Alegre para participar do comitê de Construbusiness, o diretor-executivo do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), Celso Petrucci, anunciou que os compradores terão à disposição 140 mil novas unidades habitacionais no molde econômico durante os próximos três anos. Conforme estimativa do dirigente, "parte significativa" desses lançamentos devem ocorrer ainda em 2008.
Fonte: Portal Amcham Brasil - RS (Pedro Lamana Paiva)
Trisul firma contrato para financiamento habitacional com a Caixa
A Trisul (TRIS3) e a Caixa Econômica Federal assinaram um protocolo de intenções para financiamento de empreendimentos habitacionais.
De acordo com comunicado da Trisul, o acordo disponibiliza R$ 4 bilhões em financiamento para o comprador e para a produção de 25.440 unidades de padrão econômico.
Serão cobradas taxas a partir de 5,5% ao ano mais taxa referencial, em linha com as tarifas divulgadas pela CEF recentemente, e com prazo de até 30 anos.
Segundo a Trisul, o contrato também vai reduzir seus trâmites e prazos para a obtenção do financiamento.
Fonte: InfoMoney
Notícia - Crédito Consignado:
- Crédito consignado
Notícias - Compradores com renda baixa:
- Apesar dos lançamentos para classe média, baixa renda é destaque do setor imobiliário
- Expansão de crédito imobiliário à baixa renda pode aumentar inadimplência
Notícia - Trisul e CEF:
- Trisul firma contrato para financiamento habitacional com a Caixa
Crédito consignado
A Caixa Econômica Federal anunciou a ampliação do crédito consignado imobiliário (com desconto na folha de pagamento) para os trabalhadores da iniciativa privada. A instituição está finalizando as normas da modalidade, que já é utilizada por alguns servidores públicos. As empresas interessadas devem procurar a Caixa.
Fonte: Meia Hora - RJ
Apesar dos lançamentos para classe média, baixa renda é destaque do setor imobiliário
Mesmo com os lançamentos voltados para a classe média, os quais têm "pipocado" cada vez mais no mercado, o segmento imobiliário deve apostar na baixa renda este ano, de acordo com o presidente do Secovi-SP, o Sindicato da Habitação, João Batista Crestana.
Segundo Crestana, as construtoras têm muito interesse neste público. "Atualmente, o déficit habitacional é de 8 milhões de unidades, sendo que a construção destes imóveis também aumentaria o emprego e reduziria doenças causadas pela falta de saneamento, por exemplo".
País ainda não está pronto
No entanto, o presidente do Secovi-SP alerta que o País ainda não está pronto para atender a essa demanda, uma vez que seriam necessários R$ 300 bilhões para a construção dessas habitações.
"Por outro lado, a previsão de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), principal fonte dos financiamentos imobiliários para a baixa renda, para este ano, é de cerca de R$ 8 bilhões, valor muito insuficiente", argumenta.
Para o especialista, seriam necessários de R$ 15 bilhões a R$ 16 bilhões por ano, para financiar imóveis voltados aos brasileiros que ganham até cinco ou seis salários mínimos.
Projeto
Conforme explica Crestana, esse montante seria o mínimo necessário para pôr em prática um projeto que prevê a eliminação do déficit habitacional em um período de 15 anos. "Seria preciso R$ 15 bilhões do FGTS e mais R$ 5 bilhões de subsídios públicos federais".
"Como já ocorre em países como o México e o Chile, o cidadão se dirige até o banco, verifica quanto consegue levantar por meio do financiamento com o FGTS e pelo subsídio governamental, recebido em um cheque específico para a compra do imóvel", explica.
De acordo com o presidente do Secovi-SP, dessa maneira, seria possível eliminar a necessidade de oito milhões de habitações em 15 anos, com R$ 20 bilhões por ano. "Nos próximos meses, deve haver algum tipo de contato com o governo sobre o projeto".
Banco do Brasil
Recentemente, o Banco do Brasil lançou uma linha de crédito imobiliário, que está disponível somente para o estado de São Paulo até o momento. Por meio dela, é possível financiar até 80% do valor do imóvel, com até seis meses para começar a pagar a primeira parcela.
A taxa de juros varia de 12,90% ao ano a 13,25% a.a. e os valores mínimo e máximo do financiamento são de R$ 20 mil e R$ 1,5 milhão, respectivamente. Além disso, o cliente pode escolher um mês do ano para não pagar a prestação (o valor é dissolvido nas demais parcelas).
O prazo de pagamento do BB Crédito Imobiliário é de 240 meses e as parcelas são debitadas diretamente da conta do cliente.
Fonte: InfoMoney
Expansão de crédito imobiliário à baixa renda pode aumentar inadimplência
O vice-presidente do Instituto de Registro Imobiliário do Brasil (Irib), João Pedro Lamana Paiva, teme crescimento da inadimplência entre os tomadores de crédito habitacional em função do maior acesso a consumidores de baixa renda.
“Espero que os bancos permaneçam bastante criteriosos em relação à concessão de financiamentos habitacionais. Apenas faço um alerta”, explica ele, que participou de reunião conjunta dos comitês de Legislação e Construbusiness da Amcham-Porto Alegre nesta quarta-feira (20/02).
Paiva sustenta seu receio com base nos números do Cartório de Registros Públicos de Sapucaia do Sul, de sua propriedade. O município fica situado na Região Metropolitana de Porto Alegre e possui cerca de 130 mil habitantes. De acordo com o executivo do Irib, apenas o seu cartório chega a receber oito notificações por mês devido a não pagamento de financiamentos habitacionais.
Conforme Paiva, muitas pessoas fazem composição de renda para realizar a compra e, depois de um ou dois anos, não têm condições de saldar as parcelas. Ainda segundo ele, alguns consumidores assumiriam um financiamento acima do valor real do imóvel e com o objetivo de utilizar parte dos recursos para aquisição de bens não-duráveis, o que, passados alguns meses, levaria ao mesmo resultado: incapacidade para saldar o empréstimo.
Para Lamana Paiva, se o Brasil enfrentasse um problema similar ao dos Estados Unidos de crescimento exponencial da inadimplência em créditos imobiliários, o maior prejudicado seria a Caixa Econômica Federal, líder nacional no financiamento da casa própria. Naquele país, durante vários anos foram concedidos empréstimos para esse fim a pessoas que, com a recente elevação das taxas de juros americanas, não conseguiram honrar seus compromissos.
Quadro geral
O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) prevê aplicação de R$ 25 bilhões no setor habitacional em 2008 para financiamento de 250 mil moradias. Em 2007, foram investidos R$ 18,3 bilhões e financiados 195 mil imóveis. Só em janeiro deste ano, os novos contratos somaram 17 mil unidades, crescimento de 93% sobre mesmo período de 2007, envolvendo R$ 1,6 bilhão.
De acordo com a entidade, a tendência é que o crédito imobiliário apresente uma expansão anual da ordem de 26% até 2010, o que equivale a R$ 31 bilhões em 2009 e R$ 40 bilhões em 2010.
A participação do setor no Produto Interno Bruto brasileiro (PIB) é de 7%, mas deve alcançar 11%, segundo o SBPE, até 2015.
Recentemente, na Amcham-Porto Alegre para participar do comitê de Construbusiness, o diretor-executivo do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), Celso Petrucci, anunciou que os compradores terão à disposição 140 mil novas unidades habitacionais no molde econômico durante os próximos três anos. Conforme estimativa do dirigente, "parte significativa" desses lançamentos devem ocorrer ainda em 2008.
Fonte: Portal Amcham Brasil - RS (Pedro Lamana Paiva)
Trisul firma contrato para financiamento habitacional com a Caixa
A Trisul (TRIS3) e a Caixa Econômica Federal assinaram um protocolo de intenções para financiamento de empreendimentos habitacionais.
De acordo com comunicado da Trisul, o acordo disponibiliza R$ 4 bilhões em financiamento para o comprador e para a produção de 25.440 unidades de padrão econômico.
Serão cobradas taxas a partir de 5,5% ao ano mais taxa referencial, em linha com as tarifas divulgadas pela CEF recentemente, e com prazo de até 30 anos.
Segundo a Trisul, o contrato também vai reduzir seus trâmites e prazos para a obtenção do financiamento.
Fonte: InfoMoney
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Lucro do Santander no Brasil cresce 129,6% em 2007
Lucro do Santander no Brasil cresce 129,6% em 2007
fevereiro 7, 2008 por tourolouco
As operações do banco espanhol Santander no Brasil registraram um lucro líquido de R$ 1,845 bilhão no ano passado, o que representa um aumento de 129,6% sobre os R$ 803,619 milhões apurados em 2006. A receita da intermediação financeira do Santander Brasil aumentou 97,4%, para R$ 14,424 bilhões.
Já o Santander espanhol anunciou queda de 6% no lucro líquido no quarto trimestre, para 2,49 bilhões de euros (US$ 3,64 bilhões), ao passo que o banco espanhol registrou uma baixa contábil de 737 milhões de euros com seus principais investimentos nos EUA. Nos últimos três meses de 2006, o maior banco da Espanha em ativos apresentou lucro de 2,65 bilhões de euros.O lucro subjacente, conta que exclui itens como ganhos ou perdas com investimentos ou vendas de ativos, cresceu 29% no último trimestre, de 1,64 bilhão para 2,12 bilhões de euros - com a ajuda da expansão da receita do grupo na Europa e América Latina.
Nesse caso, o cálculo exclui ganhos com a venda dos negócios de pensão do Santander na América Latina e alguns ativos de bens imobiliários, bem como as despesas com aposentadorias e a baixa contábil de 737 milhões de euros por sua participação de 25% no norte-americano Sovereign Bancorp - em meio a forte crise no mercado de hipotecas de segunda linha (subprime).
No quarto trimestre, a receita do Santander com intermediação financeira avançou de 3,27 bilhões de euros para 3,92 bilhões de euros, enquanto sua receita total subiu 22,5%, de 5,83 bilhões de euros para 7,15 bilhões de euros.
No ano de 2007, o lucro líquido do grupo cresceu 19% em relação ao ano anterior, de 7,6 bilhões de euros para 9,06 bilhões de euros, com a receita totalizando 27,1 bilhões de euros.
Além das perdas provocadas pelo Sovereign, os resultados da instituição também foram atingidos por um volume maior de provisões para cobrir a inadimplência de empréstimos da Drive, sua divisão local de financiamento ao consumo.
No total, as provisões do Santander aumentaram 41% em 2007 na comparação com o ano anterior. Segundo o banco, excluindo a Drive, as provisões teriam aumentado 24%. Às 7h40 (de Brasília), as ações do Santander operavam em baixa de 0,6% na bolsa de Madri, cotadas em 11,53 euros.
Em comunicado, o grupo informou que irá aumentar seus dividendos em 25% referentes ao ano de 2007, para 0,65 euro por ação. As ações do Santander acumulam queda de 22% desde o início do ano em um ambiente difícil para o setor. O concorrente Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) apresenta declínio de 18% no mesmo período. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Estadão
fevereiro 7, 2008 por tourolouco
As operações do banco espanhol Santander no Brasil registraram um lucro líquido de R$ 1,845 bilhão no ano passado, o que representa um aumento de 129,6% sobre os R$ 803,619 milhões apurados em 2006. A receita da intermediação financeira do Santander Brasil aumentou 97,4%, para R$ 14,424 bilhões.
Já o Santander espanhol anunciou queda de 6% no lucro líquido no quarto trimestre, para 2,49 bilhões de euros (US$ 3,64 bilhões), ao passo que o banco espanhol registrou uma baixa contábil de 737 milhões de euros com seus principais investimentos nos EUA. Nos últimos três meses de 2006, o maior banco da Espanha em ativos apresentou lucro de 2,65 bilhões de euros.O lucro subjacente, conta que exclui itens como ganhos ou perdas com investimentos ou vendas de ativos, cresceu 29% no último trimestre, de 1,64 bilhão para 2,12 bilhões de euros - com a ajuda da expansão da receita do grupo na Europa e América Latina.
Nesse caso, o cálculo exclui ganhos com a venda dos negócios de pensão do Santander na América Latina e alguns ativos de bens imobiliários, bem como as despesas com aposentadorias e a baixa contábil de 737 milhões de euros por sua participação de 25% no norte-americano Sovereign Bancorp - em meio a forte crise no mercado de hipotecas de segunda linha (subprime).
No quarto trimestre, a receita do Santander com intermediação financeira avançou de 3,27 bilhões de euros para 3,92 bilhões de euros, enquanto sua receita total subiu 22,5%, de 5,83 bilhões de euros para 7,15 bilhões de euros.
No ano de 2007, o lucro líquido do grupo cresceu 19% em relação ao ano anterior, de 7,6 bilhões de euros para 9,06 bilhões de euros, com a receita totalizando 27,1 bilhões de euros.
Além das perdas provocadas pelo Sovereign, os resultados da instituição também foram atingidos por um volume maior de provisões para cobrir a inadimplência de empréstimos da Drive, sua divisão local de financiamento ao consumo.
No total, as provisões do Santander aumentaram 41% em 2007 na comparação com o ano anterior. Segundo o banco, excluindo a Drive, as provisões teriam aumentado 24%. Às 7h40 (de Brasília), as ações do Santander operavam em baixa de 0,6% na bolsa de Madri, cotadas em 11,53 euros.
Em comunicado, o grupo informou que irá aumentar seus dividendos em 25% referentes ao ano de 2007, para 0,65 euro por ação. As ações do Santander acumulam queda de 22% desde o início do ano em um ambiente difícil para o setor. O concorrente Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) apresenta declínio de 18% no mesmo período. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Estadão
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
As notícias de hoje, 01/02, são:
As notícias de hoje, 01/02, são:
Notícia - Santander e Tecnisa:
- Santander e Tecnisa fazem parceria para financiar R$ 1 bi em imóveis
Notícia - Imóvel na planta:
- Cuidados antes da compra
- Já se passam quatro anos sem solução
Notícia - Dívidas:
- Entenda a redução da dívida
Notícia - CEF:
- Caixa lança novo sistema de consulta do FGTS pela internet
Notícia - Santander e Tecnisa:
Santander e Tecnisa fazem parceria para financiar R$ 1 bi em imóveis
da Folha Online
O banco Santander e a construtora Tecnisa assinaram uma parceria para o financiamento de 5.700 unidades de 11 empreendimentos que serão lançados ao longo de 2008. A venda dessas unidades totalizará em torno de R$ 1 bilhão.
O acordo prevê, além do crédito para a construção dos empreendimentos, o financiamento para os clientes que querem adquirir um imóvel residencial, que poderá ser feito ainda na planta.
Durante as obras, segundo o banco, o comprador poderá financiar até 90% do valor da unidade. Após a conclusão do empreendimento, o saldo poderá ser financiado em até 30 anos.
"Este tipo de parceria beneficia a todos no sistema habitacional: banco, incorporadora e comprador. No caso da incorporadora, é bom lembrar que permite que haja uma exposição menor do caixa durante as obras e um maior potencial de vendas, enquanto o comprador passa a ter a opção de financiar o imóvel ainda na planta ou em construção", afirmou Ana Isabel Perez, vice-presidente de Crédito Imobiliário do Santander.
Para o banco, segundo a executiva, essa é uma oportunidade de ampliar sua carteira de clientes.
Notícia - Imóvel na planta:
Cuidados antes da compra
A aquisição de um imóvel na planta exige cuidados e atenção redobrada, pois o consumidor corre o risco de enfrentar uma série de problemas. O mais comum é a demora na execução da obra, que acarreta custos extras, por exemplo, para quem mora de aluguel. O alerta é de José Geraldo Tardin, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec). Para não correr o risco de ver seu sonho da casa própria transformado em pesadelo, a informação é a maior aliada do interessado no imóvel.
Uma pesquisa criteriosa sobre a construtora, o grau de satisfação de seus atuais clientes, e sobre o imóvel desejado são fundamentais. O consumidor não deve adiantar qualquer valor a título de sinal, reserva ou qualquer outra denominação, sem a análise do contrato por um advogado especialista. ´É preciso ler de forma detalhada o contrato e, antes de assiná-lo, submetê-lo a análise de uma advogado de sua confiança´.
Contrato
Sabendo da grande importância do contrato, antes de fechar negócio, o consumidor deve estar atento para itens que são obrigatórios. São necessários dados do promitente vendedor e do comprador, valor total do imóvel, forma de pagamento ou de financiamento, índice de reajuste e a periodicidade, local e forma de pagamento.
É preciso que estejam especificados também multa pelo atraso das parcelas, valor do sinal, indicação da unidade privativa e sua garagem, prazo para início e entrega da obra, multa por atraso na entrega da obra, cópia da certidão do cartório de registro de imóvel que comprova a regularidade e legalidade do empreendimento e todas as demais condições prometidas pelo vendedor. ´O consumidor deve rubricar todas as páginas do contrato com qualificação de testemunhas, reconhecendo as firmas de todas as assinaturas e registrando o contrato no cartório´, aconselha Tardin. Ele precisa, ainda, verificar se o projeto de incorporação está devidamente aprovado pela administração. Cercar-se de informações é a melhor estratégia, diz o diretor-presidente do Ibedec. Por isso, ele aconselha que o interessado na aquisição de um imóvel na planta verifique junto ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) informações sobre os profissionais responsáveis pelo empreendimento desejado. ´Com o Creci, pode solicitar informações sobre o corretor de imóveis que está intermediando a compra´, comenta Tardin. Ele orienta, ainda, uma consulta ao Procon, para se informar sobre a existência de reclamação contra a incorporadora, construtora, intermediadora ou vendedora. ´Por fim, não deve fazer uma compra de impulso, principalmente nos fins de semana´.
Fonte: Diário do Nordeste
Já se passam quatro anos sem solução
Comprei há uns três ou quatro anos um apartamento simples, na planta, de um quarto, mas num local bastante privilegiado e nunca recebi. A construtora quebrou e perdi algo em torno de R$ 30 mil, diz o médico. ´Ao longo de vários meses, paguei mensalmente uma prestação e quando menos esperei descobri que havia sido enganado. Eu e várias pessoas que foram prejudicadas formamos um grupo, constituímos um advogado, que tenta indenização ou ressarcimento, mas ainda não houve solução´. Ele recomenda a quem for comprar imóvel na planta contratar alguém que análise de forma minuciosa a construtora, para evitar prejuízos e aborrecimentos.
Mudanças na Lei
Além dos cuidados inerentes à compra de um imóvel na planta, a legislação das incorporações imobiliárias traz mudanças que protegem ainda mais o comprador. Modificada em julho de 2004, a lei nº 10.931 cria a Lei da Alienação Fiduciária — uma modalidade de direito de propriedade, com a intenção de garantia. Regulamenta ainda o Patrimônio de Afetação, um instrumento que confere maior credibilidade às transações imobiliárias. Segundo Carlos Fujita, conselheiro do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Ceará (Sinduscon), embora a outra lei já assegurasse direitos aos clientes, ´a nova legislação ficou mais transparente e constituiu-se um marco regulatório no mercado imobiliário. Isso facilitou os negócios e trouxe mais segurança para os compradores, investidores e financiadores´.
Maior segurança
´Os clientes ficaram mais tranqüilos quanto a receber o imóvel, os bancos ficaram mais seguros quanto a financiar, uma vez que no caso de inadimplência, podem recuperar o imóvel, mais rapidamente´, explica Fujita. ´As instituições financeiras tinham receio, por conta da morosidade da Justiça´, ressalta. Segundo ele, o índice de inadimplência hoje está abaixo de 3%.
Sobre a Alienação Fiduciária, Fujita explicou ´que a grande garantia é a propriedade´. ´Trocando em miúdos, acontece quando um comprador adquire um bem a crédito. O financiador toma o próprio bem em garantia, de forma que a incorporadora fica impedida de negociar o bem com terceiros. No entanto, o comprador pode usufruir do bem´, diz.
Patrimônio de Afetação
É um instrumento proposto pelo Governo Federal, para maior credibilidade e segurança a compradores e agentes financeiros. Cria mecanismos de controle e apuração de impostos que aparentemente possibilitam uma melhor forma de acompanhar o andamento das obras e a possibilidade de não serem afetados por uma eventual quebra ou dificuldade da incorporadora. ´Com esse instrumento, o comprador pode acompanhar o andamento das obras, solicitar uma assembléia dos condôminos com a empresa e se informar sobre as etapas de construção´, ressaltou Carlos Fujita.
Obrigações impostas
´A lei já impõe uma série de obrigações, tais como: certidão do terreno e registro no cartório. O comprador pode solicitar atestado de idoneidade e análise econômica-financeira da empresa, antes de fechar o negócio´.
Para não se arrepender
Primeiro tem que ver a origem da construtora, a saúde financeira e o conceito da empresa na cidade. Em segundo, exigir o memorial da incorporadora — documento que autoriza a comercialização do imóvel e fornece garantia real de posse, ou seja, a unidade não pode ser comercializada com outra pessoa e não pode ser hipotecada. Um terceiro ponto diz respeito às condições contratuais, que devem explicitar as obrigações e deveres das partes. E 4º fator é o acompanhamento das obras. A construtora deve fornecer documento com as fases de construção e se as obras estão no cronograma. Se ocorrer alguma situação atemporal, o comprador deve negociar ou em último caso ir à Justiça ´.
Fonte: Fonte: Diário do Nordeste (Armando Cavalcante)
Notícia - Dívidas:
Entenda a redução da dívida
No resultado das contas públicas de 2007 divulgado ontem pelo Banco Central, um dos dados mais relevantes é o que acusa a queda da dívida líquida em relação ao PIB, o mais baixo dos últimos 30 anos.
Uma dívida só é grande ou pequena quando comparada com a capacidade de pagamento do devedor. Isso tem a ver com a renda. Nessas condições, uma dívida de US$ 1 bilhão pode ter melhor capacidade de pagamento que uma dívida de US$ 1 mil, se for o Bill Gates, um dos donos da Microsoft, que deve US$ 1 bilhão e o Zé da Esquina que deve US$ 1 mil.
É por isso que, num financiamento habitacional, a primeira coisa que o banco pergunta ao interessado é o tamanho da renda familiar.
Quando se trata de uma dívida de um país, a renda a ser medida é o PIB, ou seja, é o valor de tudo quanto se produz nesse país num período de um ano.
O Banco Central calcula que, em 2007, o PIB brasileiro tenha sido de R$ 2,7 trilhões, o que dá um crescimento de 5% (descontada a inflação) em relação ao ano anterior. É um número provisório, que ainda depende dos cálculos do IBGE, o organismo que cuida das contas nacionais.
A novidade é que a dívida pública brasileira líquida (descontados os créditos) caiu para 42,8% do PIB. Apenas para comparar, no final de 2005 era de 46,5% e em dezembro de 2006, de 44,7%.
Em outubro de 2002, a dívida pública líquida do Brasil, medida por padrões anteriores, havia atingido o pico de 60% do PIB. E foi um desespero no mercado financeiro porque os credores passaram a temer que o Brasil entrasse em moratória (suspendesse o pagamento da dívida) e passasse a comprar dólares. Foi essa a razão pela qual, naquele ano, o então candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou a Carta ao Povo Brasileiro, em que se comprometia a combater a inflação e a reforçar a sobra de arrecadação (superávit primário) para pagar pedaços crescentes da dívida.
Apesar do aumento das despesas correntes do governo federal no ano passado, a dívida pública líquida caiu em relação ao PIB, e isso teve a ver com alguns fatores positivos. O primeiro deles é que o PIB cresceu os tais 5% ou até mais do que isso. É o dobro do padrão de crescimento dos últimos 20 anos.
O segundo é que houve a valorização do real (queda do dólar), de 17,2%, quando medida por uma cesta de moedas, e isso reduziu a dívida em moeda estrangeira.
E, em terceiro, houve a queda dos juros, que reduziu o crescimento da dívida, na medida em que os juros são incorporados ao passivo total.
Fonte: Estadão
Notícia - CEF:
Caixa lança novo sistema de consulta do FGTS pela internet
As novas páginas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com serviços disponíveis ao trabalhador, entram em funcionamento nesta quinta-feira no site da Caixa Econômica Federal (www.caixa.gov.br) com novo padrão visual.
O novo sistema permitirá que o interessado tenha acesso on-line a todas as suas contas vinculadas, desde que essas apresentem saldo e estejam com os dados cadastrais atualizados.
Segundo estimativa da Caixa, pelo menos 34,5 milhões de trabalhadores estão aptos à utilização dos serviços do FGTS na internet.
Fonte: Agência Brasil
Notícia - Santander e Tecnisa:
- Santander e Tecnisa fazem parceria para financiar R$ 1 bi em imóveis
Notícia - Imóvel na planta:
- Cuidados antes da compra
- Já se passam quatro anos sem solução
Notícia - Dívidas:
- Entenda a redução da dívida
Notícia - CEF:
- Caixa lança novo sistema de consulta do FGTS pela internet
Notícia - Santander e Tecnisa:
Santander e Tecnisa fazem parceria para financiar R$ 1 bi em imóveis
da Folha Online
O banco Santander e a construtora Tecnisa assinaram uma parceria para o financiamento de 5.700 unidades de 11 empreendimentos que serão lançados ao longo de 2008. A venda dessas unidades totalizará em torno de R$ 1 bilhão.
O acordo prevê, além do crédito para a construção dos empreendimentos, o financiamento para os clientes que querem adquirir um imóvel residencial, que poderá ser feito ainda na planta.
Durante as obras, segundo o banco, o comprador poderá financiar até 90% do valor da unidade. Após a conclusão do empreendimento, o saldo poderá ser financiado em até 30 anos.
"Este tipo de parceria beneficia a todos no sistema habitacional: banco, incorporadora e comprador. No caso da incorporadora, é bom lembrar que permite que haja uma exposição menor do caixa durante as obras e um maior potencial de vendas, enquanto o comprador passa a ter a opção de financiar o imóvel ainda na planta ou em construção", afirmou Ana Isabel Perez, vice-presidente de Crédito Imobiliário do Santander.
Para o banco, segundo a executiva, essa é uma oportunidade de ampliar sua carteira de clientes.
Notícia - Imóvel na planta:
Cuidados antes da compra
A aquisição de um imóvel na planta exige cuidados e atenção redobrada, pois o consumidor corre o risco de enfrentar uma série de problemas. O mais comum é a demora na execução da obra, que acarreta custos extras, por exemplo, para quem mora de aluguel. O alerta é de José Geraldo Tardin, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec). Para não correr o risco de ver seu sonho da casa própria transformado em pesadelo, a informação é a maior aliada do interessado no imóvel.
Uma pesquisa criteriosa sobre a construtora, o grau de satisfação de seus atuais clientes, e sobre o imóvel desejado são fundamentais. O consumidor não deve adiantar qualquer valor a título de sinal, reserva ou qualquer outra denominação, sem a análise do contrato por um advogado especialista. ´É preciso ler de forma detalhada o contrato e, antes de assiná-lo, submetê-lo a análise de uma advogado de sua confiança´.
Contrato
Sabendo da grande importância do contrato, antes de fechar negócio, o consumidor deve estar atento para itens que são obrigatórios. São necessários dados do promitente vendedor e do comprador, valor total do imóvel, forma de pagamento ou de financiamento, índice de reajuste e a periodicidade, local e forma de pagamento.
É preciso que estejam especificados também multa pelo atraso das parcelas, valor do sinal, indicação da unidade privativa e sua garagem, prazo para início e entrega da obra, multa por atraso na entrega da obra, cópia da certidão do cartório de registro de imóvel que comprova a regularidade e legalidade do empreendimento e todas as demais condições prometidas pelo vendedor. ´O consumidor deve rubricar todas as páginas do contrato com qualificação de testemunhas, reconhecendo as firmas de todas as assinaturas e registrando o contrato no cartório´, aconselha Tardin. Ele precisa, ainda, verificar se o projeto de incorporação está devidamente aprovado pela administração. Cercar-se de informações é a melhor estratégia, diz o diretor-presidente do Ibedec. Por isso, ele aconselha que o interessado na aquisição de um imóvel na planta verifique junto ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) informações sobre os profissionais responsáveis pelo empreendimento desejado. ´Com o Creci, pode solicitar informações sobre o corretor de imóveis que está intermediando a compra´, comenta Tardin. Ele orienta, ainda, uma consulta ao Procon, para se informar sobre a existência de reclamação contra a incorporadora, construtora, intermediadora ou vendedora. ´Por fim, não deve fazer uma compra de impulso, principalmente nos fins de semana´.
Fonte: Diário do Nordeste
Já se passam quatro anos sem solução
Comprei há uns três ou quatro anos um apartamento simples, na planta, de um quarto, mas num local bastante privilegiado e nunca recebi. A construtora quebrou e perdi algo em torno de R$ 30 mil, diz o médico. ´Ao longo de vários meses, paguei mensalmente uma prestação e quando menos esperei descobri que havia sido enganado. Eu e várias pessoas que foram prejudicadas formamos um grupo, constituímos um advogado, que tenta indenização ou ressarcimento, mas ainda não houve solução´. Ele recomenda a quem for comprar imóvel na planta contratar alguém que análise de forma minuciosa a construtora, para evitar prejuízos e aborrecimentos.
Mudanças na Lei
Além dos cuidados inerentes à compra de um imóvel na planta, a legislação das incorporações imobiliárias traz mudanças que protegem ainda mais o comprador. Modificada em julho de 2004, a lei nº 10.931 cria a Lei da Alienação Fiduciária — uma modalidade de direito de propriedade, com a intenção de garantia. Regulamenta ainda o Patrimônio de Afetação, um instrumento que confere maior credibilidade às transações imobiliárias. Segundo Carlos Fujita, conselheiro do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Ceará (Sinduscon), embora a outra lei já assegurasse direitos aos clientes, ´a nova legislação ficou mais transparente e constituiu-se um marco regulatório no mercado imobiliário. Isso facilitou os negócios e trouxe mais segurança para os compradores, investidores e financiadores´.
Maior segurança
´Os clientes ficaram mais tranqüilos quanto a receber o imóvel, os bancos ficaram mais seguros quanto a financiar, uma vez que no caso de inadimplência, podem recuperar o imóvel, mais rapidamente´, explica Fujita. ´As instituições financeiras tinham receio, por conta da morosidade da Justiça´, ressalta. Segundo ele, o índice de inadimplência hoje está abaixo de 3%.
Sobre a Alienação Fiduciária, Fujita explicou ´que a grande garantia é a propriedade´. ´Trocando em miúdos, acontece quando um comprador adquire um bem a crédito. O financiador toma o próprio bem em garantia, de forma que a incorporadora fica impedida de negociar o bem com terceiros. No entanto, o comprador pode usufruir do bem´, diz.
Patrimônio de Afetação
É um instrumento proposto pelo Governo Federal, para maior credibilidade e segurança a compradores e agentes financeiros. Cria mecanismos de controle e apuração de impostos que aparentemente possibilitam uma melhor forma de acompanhar o andamento das obras e a possibilidade de não serem afetados por uma eventual quebra ou dificuldade da incorporadora. ´Com esse instrumento, o comprador pode acompanhar o andamento das obras, solicitar uma assembléia dos condôminos com a empresa e se informar sobre as etapas de construção´, ressaltou Carlos Fujita.
Obrigações impostas
´A lei já impõe uma série de obrigações, tais como: certidão do terreno e registro no cartório. O comprador pode solicitar atestado de idoneidade e análise econômica-financeira da empresa, antes de fechar o negócio´.
Para não se arrepender
Primeiro tem que ver a origem da construtora, a saúde financeira e o conceito da empresa na cidade. Em segundo, exigir o memorial da incorporadora — documento que autoriza a comercialização do imóvel e fornece garantia real de posse, ou seja, a unidade não pode ser comercializada com outra pessoa e não pode ser hipotecada. Um terceiro ponto diz respeito às condições contratuais, que devem explicitar as obrigações e deveres das partes. E 4º fator é o acompanhamento das obras. A construtora deve fornecer documento com as fases de construção e se as obras estão no cronograma. Se ocorrer alguma situação atemporal, o comprador deve negociar ou em último caso ir à Justiça ´.
Fonte: Fonte: Diário do Nordeste (Armando Cavalcante)
Notícia - Dívidas:
Entenda a redução da dívida
No resultado das contas públicas de 2007 divulgado ontem pelo Banco Central, um dos dados mais relevantes é o que acusa a queda da dívida líquida em relação ao PIB, o mais baixo dos últimos 30 anos.
Uma dívida só é grande ou pequena quando comparada com a capacidade de pagamento do devedor. Isso tem a ver com a renda. Nessas condições, uma dívida de US$ 1 bilhão pode ter melhor capacidade de pagamento que uma dívida de US$ 1 mil, se for o Bill Gates, um dos donos da Microsoft, que deve US$ 1 bilhão e o Zé da Esquina que deve US$ 1 mil.
É por isso que, num financiamento habitacional, a primeira coisa que o banco pergunta ao interessado é o tamanho da renda familiar.
Quando se trata de uma dívida de um país, a renda a ser medida é o PIB, ou seja, é o valor de tudo quanto se produz nesse país num período de um ano.
O Banco Central calcula que, em 2007, o PIB brasileiro tenha sido de R$ 2,7 trilhões, o que dá um crescimento de 5% (descontada a inflação) em relação ao ano anterior. É um número provisório, que ainda depende dos cálculos do IBGE, o organismo que cuida das contas nacionais.
A novidade é que a dívida pública brasileira líquida (descontados os créditos) caiu para 42,8% do PIB. Apenas para comparar, no final de 2005 era de 46,5% e em dezembro de 2006, de 44,7%.
Em outubro de 2002, a dívida pública líquida do Brasil, medida por padrões anteriores, havia atingido o pico de 60% do PIB. E foi um desespero no mercado financeiro porque os credores passaram a temer que o Brasil entrasse em moratória (suspendesse o pagamento da dívida) e passasse a comprar dólares. Foi essa a razão pela qual, naquele ano, o então candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou a Carta ao Povo Brasileiro, em que se comprometia a combater a inflação e a reforçar a sobra de arrecadação (superávit primário) para pagar pedaços crescentes da dívida.
Apesar do aumento das despesas correntes do governo federal no ano passado, a dívida pública líquida caiu em relação ao PIB, e isso teve a ver com alguns fatores positivos. O primeiro deles é que o PIB cresceu os tais 5% ou até mais do que isso. É o dobro do padrão de crescimento dos últimos 20 anos.
O segundo é que houve a valorização do real (queda do dólar), de 17,2%, quando medida por uma cesta de moedas, e isso reduziu a dívida em moeda estrangeira.
E, em terceiro, houve a queda dos juros, que reduziu o crescimento da dívida, na medida em que os juros são incorporados ao passivo total.
Fonte: Estadão
Notícia - CEF:
Caixa lança novo sistema de consulta do FGTS pela internet
As novas páginas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com serviços disponíveis ao trabalhador, entram em funcionamento nesta quinta-feira no site da Caixa Econômica Federal (www.caixa.gov.br) com novo padrão visual.
O novo sistema permitirá que o interessado tenha acesso on-line a todas as suas contas vinculadas, desde que essas apresentem saldo e estejam com os dados cadastrais atualizados.
Segundo estimativa da Caixa, pelo menos 34,5 milhões de trabalhadores estão aptos à utilização dos serviços do FGTS na internet.
Fonte: Agência Brasil
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
As notícias de hoje, 24/01, são:
As notícias de hoje, 24/01, são:
Notícia - Crescimento do Crédito Imobiliário do Santander:
- Santander prevê crescimento de 50% na área de crédito imobiliário
Notícia - CEF:
- Caixa faz leilão de imóveis
Notícia - Criação do Fundo Garantidor Habitacional:
- Menos risco ao crédito: SindusCon comemora criação de fundo de habitação em SP
Notícia - Crescimento do Crédito Imobiliário do Santander:
Santander prevê crescimento de 50% na área de crédito imobiliário
Fernando Travaglini, de São Paulo - VALOR ECONÔMICO
O Santander encerrou o ano passado com a concessão de R$ 2 bilhões em financiamento imobiliário. O volume é o dobro das liberações do ano anterior. Em 2008, o banco espera conceder mais R$ 3 bilhões em empréstimos novos, para atingir um crescimento de 50%.
Apesar do forte crescimento das operações, acima da média registrada pelo mercado, a vice-presidente de negócios imobiliários do banco, Ana Isabel Pérez, diz que o volume ainda é modesto. "Ainda temos muito espaço para crescer", acredita.
Nem mesmo a atual crise que afeta o mercado americano de hipotecas e que pode levar os Estados Unidos para uma recessão deve alterar, num primeiro momento, a perspectiva positiva para o mercado habitacional brasileiro.
O Santander é um dos bancos mais agressivos no mercado de financiamento imobiliário. Foi o primeiro a estender o prazo para 30 anos e a realizar empréstimos prefixados. Quase metade da produção do banco no ano passado (44%) foi feita com empréstimos prefixados.
Boa parte dessa atitude se deve a própria estratégia mundial do banco, diz a vice-presidente do banco. "O crédito imobiliário é uma excelente ferramenta de fidelização e captação de clientes", explica. De fato, 60% da produção do banco em 2007 atendeu não correntistas.
Uma das apostas do banco para este ano são as parcerias com as construtoras. O banco tem acordos com Rodobens, Cyrella e Rossi. Somente por meio dessas parcerias, o Santander espera conceder R$ 5,2 bilhões nos próximos três anos.
"As incorporadoras e construtoras estão preparadas para crescer", diz Pérez. Além disso, os bancos estão pouco a pouco ocupando o lugar das incorporadoras no financiamento ao mutuário, completa.
O banco também pretende ampliar a atuação no segmento de baixa renda por meio de recursos do FGTS. O Santander aguarda a liberação da Caixa Econômica Federal para operar com recursos do fundo.
Segundo o superintendente de crédito imobiliário do Santander, José Manuel Alvarez Lopez, o segmento de mercado que atende famílias com renda entre cinco e dez salários mínimos é o mais promissor. "Este é o grande mercado brasileiro", diz.
Ele reclama, no entanto, da diferença de tratamento em relação à Caixa. Isso porque, no segmento de renda mais alto atendida com recursos do FGTS, o chamado Pró-cotista, o fundo decidiu direcionar 70%, dos R$ 909 milhões, previstos para este ano, para a Caixa.
A vice-presidente de negócios imobiliários do Santander, Ana Isabel Pérez: crédito imobiliário é excelente ferramenta de fidelização e captação de clientes
Notícia - CEF:
Caixa faz leilão de imóveis
A Caixa Econômica Federal está leiloando imóveis com descontos de até 29,5% em todo o País. No Estado do Rio, são 2.785 unidades, sendo 984 por leilão e 1.801 em venda direta, ou seja, podem ser compradas sem concorrência. A maioria dos imóveis está ocupada. O valor mínimo é de R$ 4.860 e o máximo, de R$ 263.440. Uma vantagem é a possibilidade de usar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Os juros variam de 5,5 % a 12% ao ano mais TR (Taxa Referencial). O prazo de financiamento chega a 30 anos. Um dos exemplos é um apartamento na Rua Barão de Bom Retiro, em Vila Isabel, que está desocupado, e custa R$ 86.775. Segundo a Caixa, há ofertas em quase todos os bairros da cidade, dentre eles: Campo Grande, Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Pavuna, Ilha do Governador, Vila Isabel, Penha e Engenho Novo.
Os interessados no leilão (concorrência pública) e na venda direta deverão pagar 5% de caução do menor valor do imóvel pretendido e encaminhar proposta conforme modelo-padrão, com o comprovante de pagamento. A caução é uma forma de garantia de que o interessado vai honrar o compromisso. Se não for contemplado, o dinheiro será devolvido.
A proposta mais vantajosa para a Caixa Econômica Federal será a vencedora.
A relação dos imóveis e o edital estão disponíveis no site www.caixa.gov.br. Além disso, há uma lista com o endereço das agências que têm corretores de plantão.
A Caixa orienta que, antes de fazer a proposta e pagar a caução, o interessado deve se dirigir à uma agência da instituição para aprovar seu crédito e verificar a possibilidade do uso do FGTS.
Crédito pode chegar a 100%
O financiamento no leilão e na venda direta pode chegar a 100% do valor do imóvel. Há também o empréstimo de até 80% para unidades avaliadas em no máximo R$ 80 mil, com taxa de juros de 5,5% a 8,16% ao ano mais TR. Nesse caso, o limite para a renda familiar é R$ 4.900. Esses financiamentos são com recursos do FGTS.
Segundo a Caixa, os imóveis são de sua propriedade, e a informação pode ser comprovada por certidões emitidas pelos cartórios de Registro de Imóveis. A maioria das unidades foi retomada pelo banco após a execução de contratos de inadimplentes. Há imóveis também nos municípios de Búzios, Cabo Frio, Petrópolis e outros.
Dicas na hora da compra
Os interessados na compra dos imóveis oferecidos pela Caixa devem verificar se a unidade escolhida está na Justiça. Nesse caso, é melhor buscar outra opção porque a retomada será bem mais demorada. É bom lembrar que, se a unidade estiver ocupada, a despesa será por conta do comprador.
No bairro de Tomás Coelho, por exemplo, na Rua Moacir de Almeida 219, bloco 4, há um apartamento desocupado. O valor de venda é de R$ 35.200. Outra opção é um imóvel em Jacarepaguá, na Rua São Calixto 563. O valor de avaliação da unidade é de R$ 57 mil e o de venda, de R$ 50.160.
Fonte: O Dia
Notícia - Criação do Fundo Garantidor Habitacional:
Menos risco ao crédito: SindusCon comemora criação de fundo de habitação em SP
O SindusCon-SP (Sindicato da Construção) comemorou a criação do Fundo Garantidor Habitacional (FGH), em que o Governo de São Paulo agirá como co-devedor dos agentes financeiros na aquisição da casa própria. De acordo com o sindicato, a iniciativa está em linha com a proposta do movimento "Moradia para Todos" de erradicar o déficit habitacional de mais de 8 milhões.
"O SindusCon-SP sempre sonhou com a possibilidade de acesso à moradia mediante a combinação de uma poupança do interessado, adicionada a um subsídio, possibilitando a complementação por um financiamento do mercado, sendo a produção de responsabilidade do setor privado. Faz parte do nosso projeto de medida em que cobrirá o risco do crédito, sem ônus e sem a possibilidade de criação de um rombo mais adiante", disse o presidente do sindicato, João Claudio Robusti.
Setor privado
O objetivo do fundo é estimular investimentos habitacionais de interesse social dos empreendedores imobiliários, das instituições financeiras, de companhias hipotecárias e outros. O secretário de habitação do estado, Lair Krähenbühl, informou que ele permitirá alavancar parcerias público-privadas. "Por exemplo, podemos pegar uma grande área para transformá-la num novo bairro", afirmou.
Famílias com renda salarial de até dez salários mínimos (R$ 3.800) ganharão incentivos para a compra da casa própria, já que o Governo de São Paulo estimulará o crédito.
Como em um ciclo, o governo pretende, com as novas medidas, diminuir o risco de inadimplência, o que aumentaria a oferta de crédito e reduziria a taxa de juros. Quem sai ganhando é o comprador, que paga mais barato para realizar o sonho de ter um imóvel próprio.
Legislação
A lei que cria o fundo, que será regulamentada em 90 dias, foi elaborada com o propósito de incentivar o acesso de imóveis à população de baixa renda. Ela passou por sanção da Alesp (Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo) e do governador José Serra. A nova norma prevê também a criação de um Conselho Estadual de Habitação, do Fundo Paulista de Habitação de Interesse Social (FPHIS) e do próprio Fundo Garantidor Habitacional.
Fonte: InfoMoney
Notícia - Crescimento do Crédito Imobiliário do Santander:
- Santander prevê crescimento de 50% na área de crédito imobiliário
Notícia - CEF:
- Caixa faz leilão de imóveis
Notícia - Criação do Fundo Garantidor Habitacional:
- Menos risco ao crédito: SindusCon comemora criação de fundo de habitação em SP
Notícia - Crescimento do Crédito Imobiliário do Santander:
Santander prevê crescimento de 50% na área de crédito imobiliário
Fernando Travaglini, de São Paulo - VALOR ECONÔMICO
O Santander encerrou o ano passado com a concessão de R$ 2 bilhões em financiamento imobiliário. O volume é o dobro das liberações do ano anterior. Em 2008, o banco espera conceder mais R$ 3 bilhões em empréstimos novos, para atingir um crescimento de 50%.
Apesar do forte crescimento das operações, acima da média registrada pelo mercado, a vice-presidente de negócios imobiliários do banco, Ana Isabel Pérez, diz que o volume ainda é modesto. "Ainda temos muito espaço para crescer", acredita.
Nem mesmo a atual crise que afeta o mercado americano de hipotecas e que pode levar os Estados Unidos para uma recessão deve alterar, num primeiro momento, a perspectiva positiva para o mercado habitacional brasileiro.
O Santander é um dos bancos mais agressivos no mercado de financiamento imobiliário. Foi o primeiro a estender o prazo para 30 anos e a realizar empréstimos prefixados. Quase metade da produção do banco no ano passado (44%) foi feita com empréstimos prefixados.
Boa parte dessa atitude se deve a própria estratégia mundial do banco, diz a vice-presidente do banco. "O crédito imobiliário é uma excelente ferramenta de fidelização e captação de clientes", explica. De fato, 60% da produção do banco em 2007 atendeu não correntistas.
Uma das apostas do banco para este ano são as parcerias com as construtoras. O banco tem acordos com Rodobens, Cyrella e Rossi. Somente por meio dessas parcerias, o Santander espera conceder R$ 5,2 bilhões nos próximos três anos.
"As incorporadoras e construtoras estão preparadas para crescer", diz Pérez. Além disso, os bancos estão pouco a pouco ocupando o lugar das incorporadoras no financiamento ao mutuário, completa.
O banco também pretende ampliar a atuação no segmento de baixa renda por meio de recursos do FGTS. O Santander aguarda a liberação da Caixa Econômica Federal para operar com recursos do fundo.
Segundo o superintendente de crédito imobiliário do Santander, José Manuel Alvarez Lopez, o segmento de mercado que atende famílias com renda entre cinco e dez salários mínimos é o mais promissor. "Este é o grande mercado brasileiro", diz.
Ele reclama, no entanto, da diferença de tratamento em relação à Caixa. Isso porque, no segmento de renda mais alto atendida com recursos do FGTS, o chamado Pró-cotista, o fundo decidiu direcionar 70%, dos R$ 909 milhões, previstos para este ano, para a Caixa.
A vice-presidente de negócios imobiliários do Santander, Ana Isabel Pérez: crédito imobiliário é excelente ferramenta de fidelização e captação de clientes
Notícia - CEF:
Caixa faz leilão de imóveis
A Caixa Econômica Federal está leiloando imóveis com descontos de até 29,5% em todo o País. No Estado do Rio, são 2.785 unidades, sendo 984 por leilão e 1.801 em venda direta, ou seja, podem ser compradas sem concorrência. A maioria dos imóveis está ocupada. O valor mínimo é de R$ 4.860 e o máximo, de R$ 263.440. Uma vantagem é a possibilidade de usar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Os juros variam de 5,5 % a 12% ao ano mais TR (Taxa Referencial). O prazo de financiamento chega a 30 anos. Um dos exemplos é um apartamento na Rua Barão de Bom Retiro, em Vila Isabel, que está desocupado, e custa R$ 86.775. Segundo a Caixa, há ofertas em quase todos os bairros da cidade, dentre eles: Campo Grande, Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Pavuna, Ilha do Governador, Vila Isabel, Penha e Engenho Novo.
Os interessados no leilão (concorrência pública) e na venda direta deverão pagar 5% de caução do menor valor do imóvel pretendido e encaminhar proposta conforme modelo-padrão, com o comprovante de pagamento. A caução é uma forma de garantia de que o interessado vai honrar o compromisso. Se não for contemplado, o dinheiro será devolvido.
A proposta mais vantajosa para a Caixa Econômica Federal será a vencedora.
A relação dos imóveis e o edital estão disponíveis no site www.caixa.gov.br. Além disso, há uma lista com o endereço das agências que têm corretores de plantão.
A Caixa orienta que, antes de fazer a proposta e pagar a caução, o interessado deve se dirigir à uma agência da instituição para aprovar seu crédito e verificar a possibilidade do uso do FGTS.
Crédito pode chegar a 100%
O financiamento no leilão e na venda direta pode chegar a 100% do valor do imóvel. Há também o empréstimo de até 80% para unidades avaliadas em no máximo R$ 80 mil, com taxa de juros de 5,5% a 8,16% ao ano mais TR. Nesse caso, o limite para a renda familiar é R$ 4.900. Esses financiamentos são com recursos do FGTS.
Segundo a Caixa, os imóveis são de sua propriedade, e a informação pode ser comprovada por certidões emitidas pelos cartórios de Registro de Imóveis. A maioria das unidades foi retomada pelo banco após a execução de contratos de inadimplentes. Há imóveis também nos municípios de Búzios, Cabo Frio, Petrópolis e outros.
Dicas na hora da compra
Os interessados na compra dos imóveis oferecidos pela Caixa devem verificar se a unidade escolhida está na Justiça. Nesse caso, é melhor buscar outra opção porque a retomada será bem mais demorada. É bom lembrar que, se a unidade estiver ocupada, a despesa será por conta do comprador.
No bairro de Tomás Coelho, por exemplo, na Rua Moacir de Almeida 219, bloco 4, há um apartamento desocupado. O valor de venda é de R$ 35.200. Outra opção é um imóvel em Jacarepaguá, na Rua São Calixto 563. O valor de avaliação da unidade é de R$ 57 mil e o de venda, de R$ 50.160.
Fonte: O Dia
Notícia - Criação do Fundo Garantidor Habitacional:
Menos risco ao crédito: SindusCon comemora criação de fundo de habitação em SP
O SindusCon-SP (Sindicato da Construção) comemorou a criação do Fundo Garantidor Habitacional (FGH), em que o Governo de São Paulo agirá como co-devedor dos agentes financeiros na aquisição da casa própria. De acordo com o sindicato, a iniciativa está em linha com a proposta do movimento "Moradia para Todos" de erradicar o déficit habitacional de mais de 8 milhões.
"O SindusCon-SP sempre sonhou com a possibilidade de acesso à moradia mediante a combinação de uma poupança do interessado, adicionada a um subsídio, possibilitando a complementação por um financiamento do mercado, sendo a produção de responsabilidade do setor privado. Faz parte do nosso projeto de medida em que cobrirá o risco do crédito, sem ônus e sem a possibilidade de criação de um rombo mais adiante", disse o presidente do sindicato, João Claudio Robusti.
Setor privado
O objetivo do fundo é estimular investimentos habitacionais de interesse social dos empreendedores imobiliários, das instituições financeiras, de companhias hipotecárias e outros. O secretário de habitação do estado, Lair Krähenbühl, informou que ele permitirá alavancar parcerias público-privadas. "Por exemplo, podemos pegar uma grande área para transformá-la num novo bairro", afirmou.
Famílias com renda salarial de até dez salários mínimos (R$ 3.800) ganharão incentivos para a compra da casa própria, já que o Governo de São Paulo estimulará o crédito.
Como em um ciclo, o governo pretende, com as novas medidas, diminuir o risco de inadimplência, o que aumentaria a oferta de crédito e reduziria a taxa de juros. Quem sai ganhando é o comprador, que paga mais barato para realizar o sonho de ter um imóvel próprio.
Legislação
A lei que cria o fundo, que será regulamentada em 90 dias, foi elaborada com o propósito de incentivar o acesso de imóveis à população de baixa renda. Ela passou por sanção da Alesp (Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo) e do governador José Serra. A nova norma prevê também a criação de um Conselho Estadual de Habitação, do Fundo Paulista de Habitação de Interesse Social (FPHIS) e do próprio Fundo Garantidor Habitacional.
Fonte: InfoMoney
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Show do BILHÃO - Casas Bahia
Show do BILHÃO
À frente de uma verdadeira máquina de fazer dinheiro - as 565 lojas das Casas Bahia (94 delas na cidade) -, o empresário Michael Klein consolida com faturamento anual de 12,5 bilhões de reais o império do varejo iniciado 55 anos atrás por seu pai
Por Alvaro Leme
Digamos que você leve quinze minutos para ler esta reportagem. Acredita que, ao final de sua leitura, o simpático cinqüentão que ilustra estas e as próximas páginas terá faturado a bolada de 360 000 reais brutos? Quer dizer, não ele propriamente, mas a empresa que comanda, as Casas Bahia, locomotiva cujo velocímetro de vendas, impulsionado por um exército de 57.000 funcionários e 565 lojas - 94 delas na cidade de São Paulo -, gira na média de 24000 reais por minuto. Um ritmo frenético que, à primeira vista, parece nada ter a ver com o condutor dessa máquina, um homem de poucas e pausadas palavras, expressão serena e jeitão sossegado. Pura impressão. Michael Klein, 57 anos, diretor executivo da rede, chega a este fim de ano com faturamento de 12,5 bilhões de reais, dos quais 250 milhões devem ser o lucro líquido. "Gosto muito de velocidade", conta ele, dono de uma moto Harley-Davidson V-Rod VRSCA 2003 e fã também de Fórmula 1. Isso quando está de folga. Nas doze horas diárias de trabalho, acelera entre um compromisso e outro a bordo de um de seus dois helicópteros Agusta ou dos aviões Cessna Sovereign, Cessna Excel e King Air. Acelera, ainda, graças aos quinze cafezinhos puros que bebe todo dia - apesar de ter pressão de 14 por 9, que controla com remédios, e uma gastrite crônica. "Se vai piorar de qualquer jeito, prefiro não abrir mão de comer o que gosto. Só não exagero."
É o que faz quando comparece a uma inauguração de loja, ocasião em que é recebido com um farto café-da-manhã. Foram cinqüenta em 2007, o mesmo número previsto para o próximo ano. No último dia 4, esteve em Tietê, a 147 quilômetros da capital, para abrir a primeira filial no município. Havia brigadeiros, bolos, sucos, sidra, pipoca e pães de queijo. Deu uma beliscadinha discreta, e só. "Se chego aos 90 quilos, fecho a boca", conta ele, com 86 quilos distribuídos em 1,75 metro de altura. Klein tem medo de ficar gordo. "Quem pesa 100 quilos logo salta para 150", acredita. Isso talvez explique as duas lipoaspirações a que se submeteu, uma há cerca de vinte anos, outra em 1999. Fora isso, jura que nunca entrou no bisturi. No esforço de manter a forma, chega a caminhar 15 quilômetros nos fins de semana. Também é fã de umas raquetadas - joga tênis como amador há sete anos. Isso quando não viaja com a mulher, Maria Alice. A cada semana um dos dois escolhe um destino diferente. Assim, semanas atrás, pegaram a estrada rumo a Criciúma, em Santa Catarina, só para sentir o vento no rosto. "Velocidade é uma válvula de escape para o Michael."
Caminhar com Michael Klein numa inauguração de loja é uma experiência, no mínimo, singular. Era de esperar que, como em qualquer visita do rei aos seus súditos, houvesse uma profusão de paparicos e adulações. E há. Mas algumas vendedoras agem como se estivessem diante de um galã de novela. "Tira foto comigo?" é, sem dúvida, a frase mais ouvida. O empresário posa ao lado de todos até as 9 horas, quando se abrem as portas para a multidão. Começa uma queima de fogos e, nas caixas de som, bomba o Tema da Vitória (aquele tã-tã-tã do piloto Ayrton Senna), enquanto a clientela caminha curiosa entre eletrodomésticos e móveis. "Mais uma missão cumprida", suspira Klein, baixinho. E ruma para... o café mais próximo. Circula, naturalmente, escoltado por seguranças à paisana.
Fora do mundo das Casas Bahia, Klein poderia passar despercebido, e adora quando consegue. É raro. Afinal, seu rosto estampa todas as notícias sobre o negócio, cujo comando divide desde 2005 com o irmão, Saul, responsável pela diretoria comercial. Prefere, por isso, não correr riscos. "Só ando em carros blindados", diz. "Tenho 42 profissionais de segurança para cuidar dos sete membros da minha família que vivem em São Paulo", conta. Preocupação compreensível para alguém que representa a maior rede de varejo nacional. Fatura o triplo do concorrente mais próximo, o Ponto Frio. A rede cresce num ritmo de 1 bilhão de reais anuais, o que é louvável. Porém, faz dois anos que o crescimento magnífico do início da década deu uma estacionada - entre 2001 e 2004, por exemplo, o faturamento anual saltou de 3,6 bilhões para 9 bilhões. Klein chegou a anunciar um plano de abrir 1000 lojas até 2010, o que não deve se concretizar. "Ainda conseguiremos, mesmo que demore um pouco", afirma. Ele aproveita para desmentir rumores surgidos no início deste mês sobre uma possível venda da empresa. "Fomos procurados inúmeras vezes e nunca quisemos vender nem abrir o capital", diz. "Isso não vai mudar agora."
Entre as armas para crescer mais, está a aposta na diversificação da clientela. Focada desde os primórdios nas classes C e D, a empresa dedica-se também aos públicos A e B, atraídos depois que a rede passou a aceitar cartões de crédito, em 2002. Nessa estratégia encaixa-se a Super Casas Bahia, megafeira atualmente em sua quinta edição, que ocupa 151600 metros quadrados do Anhembi. É um laboratório para testar novidades - de chapinha de cabelo a automóveis, 800 produtos foram lançados por lá neste ano. Recebidos por 850 vendedores (e distraídos por shows da Disney como O Rei Leão), cerca de 2 milhões de paulistanos devem desembolsar ali 100 milhões de reais até seu encerramento, na segunda (31).
Nem sempre a rede foi assim, gigante pela própria natureza. Especialmente em suas humildes raízes, plantadas 55 anos atrás pelo imigrante polonês Samuel Klein. Ex-prisioneiro de campos de concentração nazistas, ele chegou ao Brasil com 6000 dólares, dos quais 4000 serviram para dar entrada em uma casa. Com o resto do dinheiro comprou uma charrete, um cavalo e uma lista com 200 nomes de fregueses de um comerciante, judeu como ele, que queria largar a vida de mascate. Samuel passou a vender toalhas e artigos de cama para sustentar a mulher, Ana, e o primogênito, Michael, nascido na Alemanha dois anos antes, que mais tarde viria a se naturalizar brasileiro. Cinco anos depois, tinha 5.000 clientes e, com umas economias que havia juntado, comprou sua loja pioneira, em São Cae-tano do Sul, primeira cidade a abrigar a família Klein. A loja já se chamava Casa Bahia (no singular), nome escolhido por causa da grande quantidade de nordestinos que viviam nos arredores e faziam ali suas compras. Simpático e determinado, Samuel sempre foi bom de negócios, apesar de só ter estudado até a 4ª série primária. Uma história contada na família fala de um certo japonês, dono de pastelaria, cujo ponto interessava ao comerciante. A cada vez que negociava a venda, o proprietário cobrava mais caro. Irritado, Samuel comprou o imóvel em frente e passou a distribuir pastéis gratuitamente, levando o adversário à bancarrota.
Michael tinha 18 anos quando foi trabalhar nas Casas Bahia, em 1968. Ciente da tradição de que o filho mais velho tinha o dever de suceder ao pai, abriu mão do sonho de ser arquiteto para estudar administração de empresas. Acompanhou a ascensão meteórica da companhia, que na década de 80 deu duas grandes tacadas: a aquisição das 25 lojas da rede Columbia e a das 35 da Tamakavi, que pertencia ao apresentador Silvio Santos. O primeiro passo fora do mercado paulista viria em 1995, com a compra das Casas Garson, do Rio de Janeiro. Hoje o grupo atua em dez estados, num raio de 1.700 quilômetros a partir de São Paulo. "Compro por 100 e vendo por 200, por isso sou bilionário em dólar", declarou o patriarca, certa vez, para explicar o segredo de seu sucesso.
Naquela época, como na expansão que viveu na última década, parte do mérito deveu-se sem dúvida à publicidade. E olha que, trinta anos atrás, Samuel Klein dizia não precisar de propaganda. Convencido por um funcionário, passou a dedicar 3% do faturamento anual às campanhas. Nasceram, assim, o Baianinho, símbolo da empresa, e o slogan "Dedicação total a você". A porcentagem é a mesma até hoje, mas, como as cifras publicitárias cresceram exponencialmente, estima-se que uns 375 milhões de reais sejam destinados para os 3.864 comerciais e 15.000 anúncios em jornais e revistas, que às vezes recebem alguns dos 180 milhões de encartes produzidos por ano. A agência Young & Rubicam, que há seis anos cuida da conta da rede, montou uma filial dentro da sede da empresa, em São Caetano, onde dão expediente 116 funcionários. Se um móvel anunciado na véspera vender pouco até meio-dia, a equipe se mobiliza para rodar comerciais de outro tipo de produto. Cada número é monitorado, em tempo real, do computador de Klein.
Tanta mídia acaba interessando até aos fornecedores. "Alguns produtos nossos acabam divulgados na carona dos anúncios das Casas Bahia", afirma Eugênio Staub, presidente do conselho de administração da Gradiente. Em sua avaliação, além de competentes, os Klein são negociantes cautelosos. "Se surge um produto moderno demais, hesitam em apostar." Foi assim, segundo ele, com os celulares. Em 1998, Staub apresentou Roberto Peón, então presidente da BCP (atual Claro), a Michael. "Só depois desse encontro ele viu o potencial dos pré-pagos", lembra Staub. Em 2007, a rede vendeu mais de 3 milhões de aparelhos.
A conta bancária polpuda, aparentemente, nunca subiu à cabeça dos Klein. É comum ouvir relatos de que tratam com a mesma atenção da cozinheira à dona da casa. Os tempos duros que Samuel atravessou parecem ter marcado a todos. Conta-se que sua mulher, Ana, usou um mesmo sofá durante 25 anos, recorrendo a sucessivas trocas de forro. "Sou incapaz de colocar comida no prato e estragar", afirma Michael, hoje, bilhões e bilhões depois. É verdade que ele circula de avião e helicóptero. Mas diz que não é luxo, e sim necessidade. "Preciso me locomover com agilidade para tocar uma rede tão grande", explica. Grifes, garante, não o seduzem. "Se encontro duas camisas de qualidade igual, jamais pagarei mais caro por causa da marca." Colecionar relógios (ele não conta quantos possui) é um de seus luxos. E, veja bem, se custa mais de 4.000 reais, nada feito. "Não tenho nenhum Rolex."
Um episódio recente ilustra seu relacionamento com dinheiro. Após subir ao altar com a empresária Maria Alice Pereira, dona de uma rede de cafés (olha o café aí de novo!), embarcou para a lua-de-mel em São Petersburgo, na Rússia. Suas malas se extraviaram. Somente com a roupa do corpo, foram às compras. Quando viram que uma cueca Armani custava 120 dólares, deram meia-volta. A viagem foi uma das poucas ocasiões em que o empresário se afastou dos negócios por vinte dias. "Prefiro pequenos passeios nos feriadões", diz ele, que viaja em média dez vezes por ano. E adora trazer como suvenir canetas e bloquinhos dos hotéis em que se hospeda.
Maria Alice é sua segunda mulher. Entre 1972 e 1984, Klein foi casado com a arquiteta e decoradora Jeanete Roizman. Depois da separação, manteve a guarda dos três filhos. Conheceu a atual esposa no mundo dos negócios. Ela trabalhava no mercado financeiro e cuidava da conta das Casas Bahia. Convidou-a para jantar e, cavalheiro à moda antiga, abriu a porta do carro, ajeitou a cadeira e passou a mandar flores com freqüência. Engataram em 1997, tiveram idas e vindas, reataram em 2003. Em outubro deste ano, tornaram-se marido e mulher numa cerimônia judaica - ela se converteu. Na contramão das núpcias milionárias, o custo da festa, tendo em vista a fortuna da família, não foi considerado exorbitante (500000 reais). Quer dizer, para um Klein... "O Michael negociou com os fornecedores", diz Maria Alice. Casaram-se em regime de separação total de bens, a pedido dela. "Quis deixar claro que não tenho interesse em algo que não me pertence." Em breve, mudam-se para o novo endereço, na Vila Nova Conceição. Não sabem ainda se terão filhos. "Tudo tem sua hora", desconversa ele. Maria Alice cogita adoção. Enquanto não decidem, mimam seus dois cães (o scottish terrier Wolf e a maltesa Angel) e o casal de periquitos que criam. São, por assim dizer, legítimos pássaros do amor: foram batizados de Tchuco e Tchuca, apelidos fofos com que Li e Mike (outros nomes carinhosos deles) costumam se tratar na intimidade.
Natalie e Raphael, o caçula, acolheram Maria Alice. "Sinto alegria em ver meu pai feliz", conta Natalie. Ainda hoje faz falta nos encontros da família o irmão mais velho, Leandro, morto por um câncer aos 27 anos. "Fomos aos melhores médicos e hospitais do mundo e nada funcionou", lembra Michael, com os olhos marejados. Enquanto Natalie dedica-se a sua butique de luxo, a NK Store, Raphael atua como diretor de marketing das Casas Bahia. Foge de entrevistas do mesmo jeito que o avô. Aos 84 anos, o patriarca não quer mais papo com jornalistas. "Tudo que tinha para falar está na minha biografia", costuma dizer, referindo-se ao livro Samuel Klein e Casas Bahia: Uma Trajetória de Sucesso, de Elias Awad, atualmente na terceira edição. Uma história que, tudo indica, ainda deve ganhar várias atualizações.
Hélices, turbinas e tietagem com os vendedores
Às 5h15 da manhã, Klein vai de helicóptero de sua casa, no Itaim, até o Campo de Marte, na Zona Norte. Dali voa num de seus três aviões, o King Air , rumo a Tietê, município distante 147 quilômetros da capital. Naquele dia, a cidade ganharia sua primeira loja das Casas Bahia, com direito a comilança e a fotos dos funcionários ao lado do chefe: cinquenta inaugurações como essa em 2007
Tudo começou com cobertores e uma charrete
Sobrevivente de campos de concentração nazistas, o imigrante polonês Samuel Klein começou seu negócio em 1952, quando vendia toalhas e cobertores numa charrete. Cinco anos depois, acumulou dinheiro suficiente para comprar sua primeira loja, que já se chamava Casa Bahia, em São Caetano do Sul (no alto). Em 2007, 37 milhões de produtos saíram de centros de distribuição como o de Jundiaí (acima.), a 60 quilômetros de São Paulo
É difícil imaginar parceria mais inusitada que aquela entre os personagens de O Rei Leão (no alto) e o patriarca dos Klein, Samuel (acima), hoje com 84 anos. Eles não estiveram juntos em cena, lógico. Mas os shows da Disney foram mais uma boa sacada da empresa para atrair clientela
Ídolo dos filhos
Arquivo pessoal
Com a mulher e os filhos Raphael e Natalie, num raro clique autorizado de todos juntos: "Não é que eu ame, eu idolatro meu pai", diz Natalie
Quer pagar quanto?
As Casas Bahia em números
12,5 bilhões de reais é o faturamento previsto para 2007
250 milhões de reais é o lucro líquido
7 milhões de reais por mês é o faturamento da maior loja paulistana, na Praça Ramos de Azevedo
50% dos pagamentos são feitos com carnê e
40% com cartões de crédito
57.518 funcionários, dos quais
7.953 são paulistanos
16.800 vendedores, cujo salário médio é de 1.750 reais
26,3 milhões de clientes cadastrados
5 milhões de clientes paulistanos
2.254 caminhões próprios com tração nas quatro rodas para subir até em favelas
908.000 entregas mensais
O que mais vendeu em 2007*
918.000 copas/cozinhas,
657.000 celulares pré-pagos,
500.000 móveis para quarto,
410.000 colchões e 345.000 televisores
*de janeiro a novembro, em São Paulo
Revista Veja S.Paulo - Matéria de Capa - 29/12/2007 - Págs. 18 a 25
Data de publicação: 31/12/2007
Fonte: Veja São Paulo
À frente de uma verdadeira máquina de fazer dinheiro - as 565 lojas das Casas Bahia (94 delas na cidade) -, o empresário Michael Klein consolida com faturamento anual de 12,5 bilhões de reais o império do varejo iniciado 55 anos atrás por seu pai
Por Alvaro Leme
Digamos que você leve quinze minutos para ler esta reportagem. Acredita que, ao final de sua leitura, o simpático cinqüentão que ilustra estas e as próximas páginas terá faturado a bolada de 360 000 reais brutos? Quer dizer, não ele propriamente, mas a empresa que comanda, as Casas Bahia, locomotiva cujo velocímetro de vendas, impulsionado por um exército de 57.000 funcionários e 565 lojas - 94 delas na cidade de São Paulo -, gira na média de 24000 reais por minuto. Um ritmo frenético que, à primeira vista, parece nada ter a ver com o condutor dessa máquina, um homem de poucas e pausadas palavras, expressão serena e jeitão sossegado. Pura impressão. Michael Klein, 57 anos, diretor executivo da rede, chega a este fim de ano com faturamento de 12,5 bilhões de reais, dos quais 250 milhões devem ser o lucro líquido. "Gosto muito de velocidade", conta ele, dono de uma moto Harley-Davidson V-Rod VRSCA 2003 e fã também de Fórmula 1. Isso quando está de folga. Nas doze horas diárias de trabalho, acelera entre um compromisso e outro a bordo de um de seus dois helicópteros Agusta ou dos aviões Cessna Sovereign, Cessna Excel e King Air. Acelera, ainda, graças aos quinze cafezinhos puros que bebe todo dia - apesar de ter pressão de 14 por 9, que controla com remédios, e uma gastrite crônica. "Se vai piorar de qualquer jeito, prefiro não abrir mão de comer o que gosto. Só não exagero."
É o que faz quando comparece a uma inauguração de loja, ocasião em que é recebido com um farto café-da-manhã. Foram cinqüenta em 2007, o mesmo número previsto para o próximo ano. No último dia 4, esteve em Tietê, a 147 quilômetros da capital, para abrir a primeira filial no município. Havia brigadeiros, bolos, sucos, sidra, pipoca e pães de queijo. Deu uma beliscadinha discreta, e só. "Se chego aos 90 quilos, fecho a boca", conta ele, com 86 quilos distribuídos em 1,75 metro de altura. Klein tem medo de ficar gordo. "Quem pesa 100 quilos logo salta para 150", acredita. Isso talvez explique as duas lipoaspirações a que se submeteu, uma há cerca de vinte anos, outra em 1999. Fora isso, jura que nunca entrou no bisturi. No esforço de manter a forma, chega a caminhar 15 quilômetros nos fins de semana. Também é fã de umas raquetadas - joga tênis como amador há sete anos. Isso quando não viaja com a mulher, Maria Alice. A cada semana um dos dois escolhe um destino diferente. Assim, semanas atrás, pegaram a estrada rumo a Criciúma, em Santa Catarina, só para sentir o vento no rosto. "Velocidade é uma válvula de escape para o Michael."
Caminhar com Michael Klein numa inauguração de loja é uma experiência, no mínimo, singular. Era de esperar que, como em qualquer visita do rei aos seus súditos, houvesse uma profusão de paparicos e adulações. E há. Mas algumas vendedoras agem como se estivessem diante de um galã de novela. "Tira foto comigo?" é, sem dúvida, a frase mais ouvida. O empresário posa ao lado de todos até as 9 horas, quando se abrem as portas para a multidão. Começa uma queima de fogos e, nas caixas de som, bomba o Tema da Vitória (aquele tã-tã-tã do piloto Ayrton Senna), enquanto a clientela caminha curiosa entre eletrodomésticos e móveis. "Mais uma missão cumprida", suspira Klein, baixinho. E ruma para... o café mais próximo. Circula, naturalmente, escoltado por seguranças à paisana.
Fora do mundo das Casas Bahia, Klein poderia passar despercebido, e adora quando consegue. É raro. Afinal, seu rosto estampa todas as notícias sobre o negócio, cujo comando divide desde 2005 com o irmão, Saul, responsável pela diretoria comercial. Prefere, por isso, não correr riscos. "Só ando em carros blindados", diz. "Tenho 42 profissionais de segurança para cuidar dos sete membros da minha família que vivem em São Paulo", conta. Preocupação compreensível para alguém que representa a maior rede de varejo nacional. Fatura o triplo do concorrente mais próximo, o Ponto Frio. A rede cresce num ritmo de 1 bilhão de reais anuais, o que é louvável. Porém, faz dois anos que o crescimento magnífico do início da década deu uma estacionada - entre 2001 e 2004, por exemplo, o faturamento anual saltou de 3,6 bilhões para 9 bilhões. Klein chegou a anunciar um plano de abrir 1000 lojas até 2010, o que não deve se concretizar. "Ainda conseguiremos, mesmo que demore um pouco", afirma. Ele aproveita para desmentir rumores surgidos no início deste mês sobre uma possível venda da empresa. "Fomos procurados inúmeras vezes e nunca quisemos vender nem abrir o capital", diz. "Isso não vai mudar agora."
Entre as armas para crescer mais, está a aposta na diversificação da clientela. Focada desde os primórdios nas classes C e D, a empresa dedica-se também aos públicos A e B, atraídos depois que a rede passou a aceitar cartões de crédito, em 2002. Nessa estratégia encaixa-se a Super Casas Bahia, megafeira atualmente em sua quinta edição, que ocupa 151600 metros quadrados do Anhembi. É um laboratório para testar novidades - de chapinha de cabelo a automóveis, 800 produtos foram lançados por lá neste ano. Recebidos por 850 vendedores (e distraídos por shows da Disney como O Rei Leão), cerca de 2 milhões de paulistanos devem desembolsar ali 100 milhões de reais até seu encerramento, na segunda (31).
Nem sempre a rede foi assim, gigante pela própria natureza. Especialmente em suas humildes raízes, plantadas 55 anos atrás pelo imigrante polonês Samuel Klein. Ex-prisioneiro de campos de concentração nazistas, ele chegou ao Brasil com 6000 dólares, dos quais 4000 serviram para dar entrada em uma casa. Com o resto do dinheiro comprou uma charrete, um cavalo e uma lista com 200 nomes de fregueses de um comerciante, judeu como ele, que queria largar a vida de mascate. Samuel passou a vender toalhas e artigos de cama para sustentar a mulher, Ana, e o primogênito, Michael, nascido na Alemanha dois anos antes, que mais tarde viria a se naturalizar brasileiro. Cinco anos depois, tinha 5.000 clientes e, com umas economias que havia juntado, comprou sua loja pioneira, em São Cae-tano do Sul, primeira cidade a abrigar a família Klein. A loja já se chamava Casa Bahia (no singular), nome escolhido por causa da grande quantidade de nordestinos que viviam nos arredores e faziam ali suas compras. Simpático e determinado, Samuel sempre foi bom de negócios, apesar de só ter estudado até a 4ª série primária. Uma história contada na família fala de um certo japonês, dono de pastelaria, cujo ponto interessava ao comerciante. A cada vez que negociava a venda, o proprietário cobrava mais caro. Irritado, Samuel comprou o imóvel em frente e passou a distribuir pastéis gratuitamente, levando o adversário à bancarrota.
Michael tinha 18 anos quando foi trabalhar nas Casas Bahia, em 1968. Ciente da tradição de que o filho mais velho tinha o dever de suceder ao pai, abriu mão do sonho de ser arquiteto para estudar administração de empresas. Acompanhou a ascensão meteórica da companhia, que na década de 80 deu duas grandes tacadas: a aquisição das 25 lojas da rede Columbia e a das 35 da Tamakavi, que pertencia ao apresentador Silvio Santos. O primeiro passo fora do mercado paulista viria em 1995, com a compra das Casas Garson, do Rio de Janeiro. Hoje o grupo atua em dez estados, num raio de 1.700 quilômetros a partir de São Paulo. "Compro por 100 e vendo por 200, por isso sou bilionário em dólar", declarou o patriarca, certa vez, para explicar o segredo de seu sucesso.
Naquela época, como na expansão que viveu na última década, parte do mérito deveu-se sem dúvida à publicidade. E olha que, trinta anos atrás, Samuel Klein dizia não precisar de propaganda. Convencido por um funcionário, passou a dedicar 3% do faturamento anual às campanhas. Nasceram, assim, o Baianinho, símbolo da empresa, e o slogan "Dedicação total a você". A porcentagem é a mesma até hoje, mas, como as cifras publicitárias cresceram exponencialmente, estima-se que uns 375 milhões de reais sejam destinados para os 3.864 comerciais e 15.000 anúncios em jornais e revistas, que às vezes recebem alguns dos 180 milhões de encartes produzidos por ano. A agência Young & Rubicam, que há seis anos cuida da conta da rede, montou uma filial dentro da sede da empresa, em São Caetano, onde dão expediente 116 funcionários. Se um móvel anunciado na véspera vender pouco até meio-dia, a equipe se mobiliza para rodar comerciais de outro tipo de produto. Cada número é monitorado, em tempo real, do computador de Klein.
Tanta mídia acaba interessando até aos fornecedores. "Alguns produtos nossos acabam divulgados na carona dos anúncios das Casas Bahia", afirma Eugênio Staub, presidente do conselho de administração da Gradiente. Em sua avaliação, além de competentes, os Klein são negociantes cautelosos. "Se surge um produto moderno demais, hesitam em apostar." Foi assim, segundo ele, com os celulares. Em 1998, Staub apresentou Roberto Peón, então presidente da BCP (atual Claro), a Michael. "Só depois desse encontro ele viu o potencial dos pré-pagos", lembra Staub. Em 2007, a rede vendeu mais de 3 milhões de aparelhos.
A conta bancária polpuda, aparentemente, nunca subiu à cabeça dos Klein. É comum ouvir relatos de que tratam com a mesma atenção da cozinheira à dona da casa. Os tempos duros que Samuel atravessou parecem ter marcado a todos. Conta-se que sua mulher, Ana, usou um mesmo sofá durante 25 anos, recorrendo a sucessivas trocas de forro. "Sou incapaz de colocar comida no prato e estragar", afirma Michael, hoje, bilhões e bilhões depois. É verdade que ele circula de avião e helicóptero. Mas diz que não é luxo, e sim necessidade. "Preciso me locomover com agilidade para tocar uma rede tão grande", explica. Grifes, garante, não o seduzem. "Se encontro duas camisas de qualidade igual, jamais pagarei mais caro por causa da marca." Colecionar relógios (ele não conta quantos possui) é um de seus luxos. E, veja bem, se custa mais de 4.000 reais, nada feito. "Não tenho nenhum Rolex."
Um episódio recente ilustra seu relacionamento com dinheiro. Após subir ao altar com a empresária Maria Alice Pereira, dona de uma rede de cafés (olha o café aí de novo!), embarcou para a lua-de-mel em São Petersburgo, na Rússia. Suas malas se extraviaram. Somente com a roupa do corpo, foram às compras. Quando viram que uma cueca Armani custava 120 dólares, deram meia-volta. A viagem foi uma das poucas ocasiões em que o empresário se afastou dos negócios por vinte dias. "Prefiro pequenos passeios nos feriadões", diz ele, que viaja em média dez vezes por ano. E adora trazer como suvenir canetas e bloquinhos dos hotéis em que se hospeda.
Maria Alice é sua segunda mulher. Entre 1972 e 1984, Klein foi casado com a arquiteta e decoradora Jeanete Roizman. Depois da separação, manteve a guarda dos três filhos. Conheceu a atual esposa no mundo dos negócios. Ela trabalhava no mercado financeiro e cuidava da conta das Casas Bahia. Convidou-a para jantar e, cavalheiro à moda antiga, abriu a porta do carro, ajeitou a cadeira e passou a mandar flores com freqüência. Engataram em 1997, tiveram idas e vindas, reataram em 2003. Em outubro deste ano, tornaram-se marido e mulher numa cerimônia judaica - ela se converteu. Na contramão das núpcias milionárias, o custo da festa, tendo em vista a fortuna da família, não foi considerado exorbitante (500000 reais). Quer dizer, para um Klein... "O Michael negociou com os fornecedores", diz Maria Alice. Casaram-se em regime de separação total de bens, a pedido dela. "Quis deixar claro que não tenho interesse em algo que não me pertence." Em breve, mudam-se para o novo endereço, na Vila Nova Conceição. Não sabem ainda se terão filhos. "Tudo tem sua hora", desconversa ele. Maria Alice cogita adoção. Enquanto não decidem, mimam seus dois cães (o scottish terrier Wolf e a maltesa Angel) e o casal de periquitos que criam. São, por assim dizer, legítimos pássaros do amor: foram batizados de Tchuco e Tchuca, apelidos fofos com que Li e Mike (outros nomes carinhosos deles) costumam se tratar na intimidade.
Natalie e Raphael, o caçula, acolheram Maria Alice. "Sinto alegria em ver meu pai feliz", conta Natalie. Ainda hoje faz falta nos encontros da família o irmão mais velho, Leandro, morto por um câncer aos 27 anos. "Fomos aos melhores médicos e hospitais do mundo e nada funcionou", lembra Michael, com os olhos marejados. Enquanto Natalie dedica-se a sua butique de luxo, a NK Store, Raphael atua como diretor de marketing das Casas Bahia. Foge de entrevistas do mesmo jeito que o avô. Aos 84 anos, o patriarca não quer mais papo com jornalistas. "Tudo que tinha para falar está na minha biografia", costuma dizer, referindo-se ao livro Samuel Klein e Casas Bahia: Uma Trajetória de Sucesso, de Elias Awad, atualmente na terceira edição. Uma história que, tudo indica, ainda deve ganhar várias atualizações.
Hélices, turbinas e tietagem com os vendedores
Às 5h15 da manhã, Klein vai de helicóptero de sua casa, no Itaim, até o Campo de Marte, na Zona Norte. Dali voa num de seus três aviões, o King Air , rumo a Tietê, município distante 147 quilômetros da capital. Naquele dia, a cidade ganharia sua primeira loja das Casas Bahia, com direito a comilança e a fotos dos funcionários ao lado do chefe: cinquenta inaugurações como essa em 2007
Tudo começou com cobertores e uma charrete
Sobrevivente de campos de concentração nazistas, o imigrante polonês Samuel Klein começou seu negócio em 1952, quando vendia toalhas e cobertores numa charrete. Cinco anos depois, acumulou dinheiro suficiente para comprar sua primeira loja, que já se chamava Casa Bahia, em São Caetano do Sul (no alto). Em 2007, 37 milhões de produtos saíram de centros de distribuição como o de Jundiaí (acima.), a 60 quilômetros de São Paulo
É difícil imaginar parceria mais inusitada que aquela entre os personagens de O Rei Leão (no alto) e o patriarca dos Klein, Samuel (acima), hoje com 84 anos. Eles não estiveram juntos em cena, lógico. Mas os shows da Disney foram mais uma boa sacada da empresa para atrair clientela
Ídolo dos filhos
Arquivo pessoal
Com a mulher e os filhos Raphael e Natalie, num raro clique autorizado de todos juntos: "Não é que eu ame, eu idolatro meu pai", diz Natalie
Quer pagar quanto?
As Casas Bahia em números
12,5 bilhões de reais é o faturamento previsto para 2007
250 milhões de reais é o lucro líquido
7 milhões de reais por mês é o faturamento da maior loja paulistana, na Praça Ramos de Azevedo
50% dos pagamentos são feitos com carnê e
40% com cartões de crédito
57.518 funcionários, dos quais
7.953 são paulistanos
16.800 vendedores, cujo salário médio é de 1.750 reais
26,3 milhões de clientes cadastrados
5 milhões de clientes paulistanos
2.254 caminhões próprios com tração nas quatro rodas para subir até em favelas
908.000 entregas mensais
O que mais vendeu em 2007*
918.000 copas/cozinhas,
657.000 celulares pré-pagos,
500.000 móveis para quarto,
410.000 colchões e 345.000 televisores
*de janeiro a novembro, em São Paulo
Revista Veja S.Paulo - Matéria de Capa - 29/12/2007 - Págs. 18 a 25
Data de publicação: 31/12/2007
Fonte: Veja São Paulo
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Casas Bahia vão vender pela internet a partir de 2008

Casas Bahia vão vender pela internet a partir de 2008
As Casas Bahia vão começar a vender produtos pela internet a partir do ano que vem, revelou ontem o diretor-executivo da maior rede de varejo do País, Michael Klein. A reformulação da página eletrônica da rede está vinculada ao crescimento da base de clientes de cartão de crédito com a bandeira da empresa.
Atualmente, são 2,5 milhões, mas o investimento nas vendas online só será concretizado quando esse grupo atingir 4 milhões. "Nós primeiro temos de preparar a base para que possamos ter, no ano que vem, internet e público com cartão de crédito para fazer as compras. E também vender muitos computadores", afirmou Klein, durante a inauguração do novo centro de distribuição de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A empresa não informa em números absolutos o total de computadores vendidos, mas nos primeiros quatro meses deste ano a venda na rede cresceu 170% em relação ao mesmo período de 2006.
Klein diz que as Casas Bahia contam com 26 milhões de clientes com crediário, mas apenas 10% deles têm cartão de crédito com bandeira da empresa, lançado há um ano e meio. Klein estima que são emitidos 10 mil cartões por dia, o que torna a rede de varejo, segundo ele, a maior emissora de cartões de crédito do País. A taxa de inadimplência nas vendas do crediário está entre 10% e 11%.
"Se alguém me perguntasse há dois anos se as Casas Bahia, com 500 mil clientes com cartão de crédito, deveriam vender pela Internet, diria que sim. Mas é melhor entrar atrasado do que não entrar", diz o especialista em varejo Nelson Barrizelli, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP). Algumas das principais concorrentes das Casas Bahia, como Lojas Americanas, Magazine Luiza e Ponto Frio, já vendem pela web.
O especialista estima que as vendas pela internet respondem por cerca de 5% das vendas totais do varejo. Em alguns nichos específicos, como o de produtos eletroeletrônicos, Barrizzeli diz que a porcentagem é maior. Para Barrizzeli, a entrada das Casas Bahia no comércio virtual vai movimentar não só as vendas de produtos eletroeletrônicos, como mexer com o mercado da Internet em geral e acirrar a competição.
Hoje, a página da Internet das Casas Bahia apresenta informações da empresa, endereços de lojas e procedimentos para adquirir o cartão de crédito. Mas o usuário deve procurar a central de atendimento, por telefone, se quiser fazer uma compra. A entrada das Casas Bahia no comércio virtual traz enormes desafios para a rede.
Atualmente, os produtos pequenos - como DVDs - são retirados diretamente pelos clientes das lojas. Ao vender essas mercadorias pela Internet, a rede teria de criar uma enorme estrutura de distribuição, proporcional ao número de clientes e a quantidade de vendas. No ano passado, as mais de 500 lojas das Casas Bahia faturaram R$ 11,5 bilhões. Pelas contas de Klein, antes de a venda de computadores explodir no Brasil, o movimento de um site de vendas seria o equivalente a duas lojas físicas e não valeria o investimento em logística. Agora, porém, está se formando uma enorme massa de consumidores com potencial de comprar pela internet.
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