As notícias de hoje, 25/09, são:
Notícias - Bancos:
- Crédito imobiliário da Nossa Caixa chega a 25 anos
Opinião - Roberto Zentgraf (O Globo):
- Você e o financiamento imobiliário
Notícias - Setor Imobiliário:
- Mais crédito e casas para brasileiros
- Mutirão para contratos do SFH começa nesta segunda-feira
- Alento à construção civil
Notícia - Feira de Imóveis de Fortaleza:
- 1.500 imóveis de R$ 70 mil a R$ 1 mil
Notícias - Bancos:
Crédito imobiliário da Nossa Caixa chega a 25 anos
Agência Globo - VALOR ECONÔMICO
O Banco Nossa Caixa estendeu de 20 para 25 anos o prazo de suas linhas de crédito para aquisição de imóveis novos e usados, voltou a atuar com planos de taxa de juros única e ainda reduziu taxas das linhas tradicionais de financiamento imobiliário. "Nosso objetivo é ajustar as linhas de crédito imobiliário da Nossa Caixa ao positivo cenário econômico do país de estabilidade e queda das taxas de juros. Também tivemos a preocupação em manter a competitividade de nossos produtos, melhorando as condições de acesso da população ao crédito, em sintonia com nossa estratégia de aumentar a oferta de recursos para a aquisição ou construção da casa própria", diz Jorge Luiz Ávila, diretor do banco.
As condições do financiamento são definidas de acordo com o plano de reajuste escolhido pelo pretendente, seja para a aquisição de imóveis novos ou usados, ou para construção ou reforma. Um dos diferenciais da Nossa Caixa é atuar com a taxa reduzida e taxa única em imóveis com valor de até R$ 150 mil, enquanto os concorrentes, para essa linha, atendem imóveis de até R$ 120 mil ou R$ 130 mil. O plano com reajuste e taxa reduzida tem juros de até 7% durante os três primeiros anos do financiamento e 11% a partir da 37ª parcela.
Para os funcionários públicos esta taxa é de 10,50% para as prestações restantes. O valor da parcelas, durante todo o contrato, é reajustado mensalmente pelo índice de remuneração básica dos depósitos de poupança (TR). Nessa linha, houve queda de até 1% em relação às taxas praticadas anteriormente.
A Nossa Caixa voltou a atuar no crédito imobiliário com taxa única de juros durante todo o contrato e prestações reajustáveis pela TR. As taxas são as mesmas do início ao fim do contrato e vão de 9% a 12% ao ano de acordo com o valor do imóvel financiado. Para funcionários públicos as taxas têm uma redução de 0,50%. No plano com prestações prefixadas as taxas variam de acordo com o prazo do financiamento. Para financiamentos no SFH, a taxa é de 12% ao ano para financiamento de até 10 anos e de 12,50% ao ano nos demais prazos. Funcionários públicos têm um desconto de 0,5% nessas taxas. A grande vantagem desta modalidade de financiamento são as prestações de amortização e juros, fixas do início ao fim do contrato. A Nossa Caixa passou a financiar até 80% do valor do imóvel, limitado a R$ 800 mil e os servidores podem financiar até 100% do valor.
Em caso de reforma ou ampliação, o prazo de financiamento é de até 60 meses e o valor de financiamento vai até R$ 100 mil, limitado a 30% do valor de avaliação e 100% do custo da obra. A prestação mensal mínima, para qualquer plano, é de R$ 250. Para empresas, a Nossa Caixa oferece linhas de crédito imobiliário destinadas à produção e comercialização de empreendimentos e para pessoas físicas o banco financia a aquisição de imóveis novos ou usados, construção ou término de construção, reforma e ampliação de imóveis.
Opinião - Roberto Zentgraf (O Globo):
Você e o financiamento imobiliário
Considerando que boa parte dos brasileiros sonha com a casa própria, darei seqüência ao tema da segunda-feira passada, agora concentrando-me nos financiamentos. Confesso que fiquei confuso com tantas opções e modalidades... E espero, na coluna de hoje, conseguir desatar esse nó!
FGTS: Pesquisando nos sites dos bancos, percebi que, apesar de mais baixos do que os demais empréstimos, os juros para os imóveis ainda são altos, considerando a realidade salarial do país. Assim, recomendo que você, caso financie seu imóvel, use o saldo do Fundo. Você poderá fazê-lo desde que: contribua há pelo menos três anos; não tenha outro financiamento pelo SFH; não possua unidades em apart-hotéis; não seja proprietário de 40% de outro imóvel; não tenha sido proprietário do imóvel que pensa adquirir. Há três formas principais para o seu uso: pagamento de parte do valor; amortizações extraordinárias ou liquidação do saldo devedor; pagamento de parte das prestações. Opte pela primeira, para financiar o mínimo possível.
TAXA DE JUROS: No modo prefixado, a taxa e as prestações são previamente conhecidas quando se contrata o financiamento. No pósfixado, as prestações são reajustadas pela TR. Por embutirem a expectativa de inflação, as pré são mais altas que as pós (em um mesmo banco, para 15 anos e imóveis de até R$ 350 mil, encontrei 18,61% ao ano para a pré e 12% ao ano para a pós). Supondo um financiamento de R$ 245 mil, você pagará R$ 3.798 pela pré e R$ 2.846 pela pós. No pré, o valor da prestação não muda, o que ajuda o seu planejamento; no pós, a prestação é reajustada...Lembrando que a TR tem variado em torno de 2% ao ano, ao fim você estaria pagando R$ 3.830, o que parece vantajoso, ainda mais se observarmos que a TR vem caindo.Caso você opte por essa modalidade, não comprometa mais do que 15% ou 20% da renda para evitar sustos se a TR no futuro voltar a subir.
AMORTIZAÇÃO: Prefira o SAC (amortizações constantes) ao Price (prestações constantes) pois, como os juros incidem sobre o saldo devedor, as prestações nessa modalidade tendem a se reduzir ao longo do tempo ou, por causa da atualização pela TR, a subir menos do que pelo Price. Pelo SAC paga-se um pouco mais no início e menos ao fim, em comparação com o Price.
VALOR DAS TAXAS: Pesquise, pois, em função do valor do imóvel e da instituição, elas variam muito. Por exemplo, em um mesmo banco, imóveis de até R$ 120 mil são financiados a 9% ao ano (pós) contra os 12% ao ano para imóveis mais caros.
A Caixa Econômica, por causa de incentivos ao setor, oferece taxas ainda mais baixas, com reduções significadevetivas para seus correntistas.
PRAZO: Opte por prazos maiores de forma que sua prestação chegue perto do valor de um aluguel, mas tenha cuidado, pois, para prazos superiores a 15 anos, a modalidade é pós-fixada, e quem garante o que vai ocorrer com a TR daqui a 30 anos, por exemplo?
OUTROS ENCARGOS: Além da parcela do financiamento, os bancos cobram tarifas mensais para administração em torno de R$ 25, mais um seguro, que varia em função de idade, renda, valor do imóvel.Preste atenção, esses encargos serão somados à prestação. Um grande abraço e até a próxima semana!
Fonte: O Globo (Roberto Zentgraf)
Notícias - Setor Imobiliário:
Mais crédito e casas para brasileiros
O dinheiro depositado em cadernetas de poupança está ajudando a realizar o sonho da casa própria de milhões de brasileiros. No mês passado, os bancos liberaram R$ 1,8 bilhão — maior volume nos últimos 23 anos. De janeiro a agosto, os empréstimos somam R$ 10,3 bilhões, valor superior a todo o ano de 2006 (R$ 9,3 bilhões). Na comparação com o primeiro semestre, o avanço é de 73,7%.
Condições de financiamento mais flexíveis, prazos longos e juros em queda têm dado aos clientes de menor poder aquisitivo maior poder de compra. A estabilidade econômica, com baixos índices de correção, também estimula as instituições a oferecerem mais crédito. Diante dessas facilidades, consumidores demonstram maior interesse e confiança pela compra financiada.
“O público de renda inferior tem mais facilidades de pagar um financiamento hoje do que há cinco anos”, diz José Pereira Gonçalves, superintendente técnico da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).
Para se ter idéia, quem financiou imóvel de R$ 50 mil em 2002, à época, precisou pagar R$ 770 pela prestação mensal (prazo de 10 anos). A renda exigida era R$ 2.800. Hoje, quem compra imóvel do mesmo valor consegue prestação mensal de R$ 450 (prazo de 30 anos). Neste caso, a renda exigida também é menor: R$ 1.800.
Mais de 117 mil imóveis
Desde o início de 2007 até agora, mais de 117 mil unidades foram financiadas pelos bancos. O número supera o resultado de todo o ano passado, quando foram registrados 113 mil financiamentos. A expectativa da Abecip é que até dezembro sejam utilizados mais de R$ 16 bilhões em crédito imobiliário com recursos das cadernetas de poupança. O motivo é simples: antes, como não podiam arcar com o valor das parcelas, os consumidores acabavam optando pelo aluguel. Hoje, a prestação já cabe no bolso dos clientes.
De acordo com a associação, os números revelam que o País despertou para o mercado de crédito imobiliário, acompanhando a evolução da economia. O volume de crédito do mês passado supera todo o ano de 2002, quando o financiamento habitacional praticamente não era utilizado no Brasil.
Fonte: O Dia
Mutirão para contratos do SFH começa nesta segunda-feira
Começam nesta segunda-feira, em São Paulo, as audiências do terceiro mutirão de conciliação de processos de segunda instância da Justiça Federal que discutem contratos de financiamentos imobiliários realizados pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação). Serão analisados os contratos firmados pelo PES (Plano de Equivalência Salarial).
Estarão reunidos juízes federais, representantes da CEF (Caixa Econômica Federal), Emgea (Empresa Gestora de Ativos), mutuários e seus advogados, que tentarão obter acordos e finalizar processos em andamento no TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região.
A desembargadora federal Marli Ferreira, presidente do tribunal, destaca que esta será mais uma oportunidade para as partes celebrarem um acordo e pôr fim a anos de espera por uma solução aos contratos habitacionais com problemas que vão de preços acima do valor real a amortização, juros e correção monetária.
Fonte: Diário ABC
Alento à construção civil
Estudo da FGV Projetos estima que o setor imobiliário crescerá entre 7,9% e 9,3% em 2007, contra os 4,6% apurados em 2006. Justificam as projeções as informações apuradas sobre a recuperação da construção civil, cujos efeitos positivos se refletem em setores direta ou indiretamente ligados à moradia, como os de materiais de construção, móveis e eletrodomésticos.
Entre 1995 e 2005, observa o economista Fernando Garcia, da FGV, o PIB cresceu, em média, 2,38% ao ano e a participação da construção civil foi de 0,2 ponto porcentual - índice que a partir deste ano deverá triplicar, atingindo 0,6 ponto porcentual, semelhante ao que foi observado entre 1975 e 1985 e compatível com o de outros países emergentes, como a Coréia.
Além de estimular as transações com terrenos para edificação, as atividades de escritórios de arquitetura e projetos, empresas de comercialização e, principalmente, as contratações de operários num segmento de mão-de-obra intensiva, as incorporações imobiliárias demandam materiais em grande escala.
As vendas de vergalhões, insumo básico para a construção, avançaram 9,3% entre os primeiros semestres de 2006 e 2007. O consumo aparente de cimento cresceu 15,1% no período de janeiro a julho de 2007, em relação aos mesmos meses de 2006. Nesta mesma base de comparação, o faturamento total da indústria de material de construção cresceu 7,5% e o emprego, 7%.
Outro estudo da FGV, encomendado por uma associação de classe, mostrou o impacto positivo da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em dezenas de itens de materiais de construção, estimada em mais de R$ 500 milhões, valor que acaba retornando aos cofres públicos em decorrência do aumento da atividade, ou seja, da incidência de um tributo com alíquota menor sobre um volume muito maior de bens comercializados.
Ao mesmo tempo, a oferta de crédito imobiliário alcança níveis próximos aos do início dos anos 80, quando mais de 200 mil imóveis eram financiados por ano pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que capta recursos via cadernetas de poupança.
Em 2007, até agosto, 117 mil unidades foram financiadas pelo SBPE. Mantido o ritmo mensal de 17 mil a 18 mil unidades financiadas, que foi o do último bimestre, os financiamentos deste ano poderão superar a casa dos 185 mil, número inferior apenas aos do triênio 1980/1982. Para isso não faltam recursos, pois a captação líquida via cadernetas atingiu R$ 11 bilhões nos primeiros oito meses do ano. Nos últimos 12 meses, até agosto, o saldo dos depósitos de poupança aumentou R$ 33 bilhões, 24,5% acima dos 12 meses anteriores.
O fortalecimento do mercado imobiliário produz efeito positivo sobre fabricantes de móveis, geladeiras e fogões, que registram taxas de crescimento anual elevadas, entre 10% e 30%. A indústria de mobiliário, em especial, está reagindo depois de ter sido fortemente atingida pelo crescimento das importações, estimuladas pela desvalorização do dólar. E, a partir deste ano, uma prática comum em mercados imobiliários desenvolvidos está chegando ao País: mediante acordos feitos antes da conclusão do imóvel entre construtoras e fornecedores de armários embutidos e equipamentos básicos, é possível a entrega de unidades semimobiliadas, quase prontas para serem habitadas.
A expansão do setor imobiliário deve-se ao aumento da renda das famílias, à diminuição do desemprego e a um conjunto de medidas legais adotadas nos últimos anos, que reduziram os custos de transação, ampliaram a segurança jurídica dos contratos de financiamento e diminuíram a tributação incidente sobre as operações de compra e venda e os materiais de construção.
O crescimento da construção civil tem tudo para ser sustentável. Ainda que as condições macroeconômicas viessem a se tornar menos favoráveis, o nível de endividamento com habitação das famílias é moderado e o governo tem espaço para estimular a oferta de crédito, favorecendo, por exemplo, o segmento de securitização das dívidas imobiliárias, ampliando o mercado secundário de recebíveis imobiliários e criando, assim, um mercado adicional de oferta de crédito à moradia.
Fonte: Estadão
Notícia - Feira de Imóveis de Fortaleza:
1.500 imóveis de R$ 70 mil a R$ 1 mil
Vinte e duas construtoras participam da 1ª Festimóveis — Feira de Imóveis de Fortaleza, que começou ontem e vai até o próximo dia 30 de setembro, no shopping Iguatemi. O evento oferta 1.500 unidades, que variam de R$ 70 mil a mais de R$ 1 milhão. Segundo o diretor da Immobilis, Ricardo Bezerra, os imóveis poderão ser financiados em até 80% pelo banco ou 100% na própria construtora, com um prazo que pode chegar a 240 meses.
Em uma avaliação para o primeiro dia da feira, Bezerra disse que o movimento pelos stands superou as expectativas. ´Entre 10 horas às 16h, foram fechados alguns negócios´, assegurou, mas não quis quantificar o volume de negócios.
´Projetamos que sejam vendidos pelos menos 50 imóveis nos dez dias de feira´, calcula.
O evento é uma iniciativa das corretoras Immobilis e Kalil Otoch Imobiliária. “Nosso objetivo foi reunir em um espaço com circulação de 60 mil pessoas por dia, os imóveis disponíveis de clientes que fazem parte da nossa carteira de negócios”, explicou Kalil Otoch.
Quem for comprar um imóvel pela feira vai contar com a prestação de vários serviços de cartório, bancos, loja de decoração e de administradora de condomínio.
“Estamos aproveitando o crescimento da oferta de crédito imobiliário e viabilizando aos consumidores um produto que reúne tudo que ele precisa em um só lugar”, observou Ricardo Bezerra, da Immobilis.
Mercado imobiliário
A feira é uma mostra de que a oferta de imóveis faz parte de um ciclo virtuoso, segundo Bezerra. ´Temos convicção que esse período será duradouro. Hoje, no Brasil, as taxas de juros estão em queda e os prazos de financiamento cada vez maiores´.
Para ele, os bancos e investidores nacionais e internacionais do mercado de capitais estão com maior apetite para colocar seu dinheiro no mercado imobiliário. ´A maior prova disso é o sucesso dos IPOs das construtoras na Bovespa. É uma verdadeira coqueluche a abertura de capital das construtoras. Com isso, o capital, que estava faltando nesse mercado, não é mais problema´.
Nesse cenário, o empresário diz que quem sai ganhando é o consumidor. ´O comprador de imóveis conta com condições de compra nunca antes vistas´.
Quanto à possível retração de consumo diante das notícias sobre a crise imobiliária nos EUA, Bezerra lembra que o mercado imobiliário americano participa do PIB daquele país com um percentual gigantesco. ´Trata-se de um mercado influente. No entanto, não creio que essa crise momentânea nos EUA venha a afetar diretamente o mercado local´, explicou.
As construtoras participantes da feira são a Blokus, C.Rolim Engenharia, CCB, Cameron, Columbia, Diagonal, Engexata, Farias Brito, Fertaper, GT Empreendimentos, J. Simões, Jereissati Centros Comerciais, JWT, Manhattan Construtora, Magis Participações, Marquise, Mendonça Aguiar, Mota Machado, Placic, Potenza, SM Sistema Fácil e Terra Brasilis.
Fonte: Diário do Nordeste
terça-feira, 25 de setembro de 2007
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
As notícias de hoje, 24/09, são:
As notícias de hoje, 24/09, são:
Notícias - Salão Imobiliário SP:
- 2º Salão Imobiliário São Paulo
- Santanter terá condições especiais para SISP
Notícias - Bancos:
- Banco Real aumenta prazo para 25 anos
- HSBC fecha unidade de crédito para imóveis
- Banco do Brasil vai oferecer financiamento imobiliário no Rio a partir de dezembro
- Bonsucesso oferecerá empréstimos imobiliários
Notícias - Crédito Imobiliário:
- No futuro,vamos abrir crédito em 24 horas
- Agosto foi o melhor mês do ano em vendas
Notícias - Salão Imobiliário SP:
2º Salão Imobiliário São Paulo
Anhembi vira centro de compra, crédito e decoração
Citibank lança no evento novo plano de financiamento imobiliário
EDSON VALENTE EDITOR-ASSISTENTE DE IMÓVEIS E CONSTRUÇÃO – FSP
Barba, cabelo e bigode. A proposta dos organizadores do Sisp (Salão Imobiliário São Paulo) é permitir que interessados em comprar ou alugar um imóvel possam contratar financiamento, buscar certidões do bem e mesmo mobiliá-lo durante a visita ao Anhembi.
Existe até uma etapa do processo de aquisição que pode ser feita antes mesmo do começo do evento: a da escolha do bem desejado. Os imóveis que serão ofertados estão listados no site www.sisp.com.br.
Há cerca de 30 mil empreendimentos novos, na planta e usados, que custam de R$ 60 mil a R$ 2 milhões.
Alguns deles serão lançados na feira. A Goldfarb apresentará 11 empreendimentos.
As oportunidades de transação passarão também por outros Estados -a Gafisa, por exemplo, terá unidades em cidades como Salvador e Curitiba- e até em outros países, o que condiz com o interesse do público que já se credenciou no site do evento.
No pavilhão, os bancos fecharão negócios de financiamento. O Citibank lançará plano de crédito imobiliário -para bens que custam entre R$ 60 mil e R$ 150 mil, o juro anual por todo o período de financiamento, que chega a 25 anos, é de 8,95%.
No estande do Santander, haverá simulações de planos de parcelas fixas ou atualizáveis e a possibilidade da aprovação da carta de crédito no local.
A fase de busca de certidões e de documentos necessários para fechar negócio também foi incluída no pacote.
"Haverá estandes de cartórios", observa Elbio Fernández Mera, vice-presidente de comercialização e marketing do Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário), organizador do salão ao lado de Alcantara Machado e Reed Exhibitions.
Para arrematar, estarão presentes lojas de mobiliário, como a Ornare, que mostrará seus armários e closets.
SALÃO IMOBILIÁRIO SÃO PAULO
Quando: de 27 a 30/9, das 12h às 21h (quinta e sexta) ou das 10h às 21h (sábado e domingo)
Onde: Pavilhão de Exposições do Anhembi; av. Olavo Fontoura, 1.209, zona norte
Quanto: R$ 10 por família; quem se cadastrar previamente no site (www.sisp.com.br) não paga
Para encontrar o imóvel dos sonhos
Salão Imobiliário reunirá ofertas para diversos públicos em quatro dias no Pavilhão de Exposições do Anhembi
Quem está à procura de uma boa oportunidade para adquirir um imóvel terá quatro dias para pesquisar, comparar preços ou até mesmo fechar negócio, tudo num lugar só. A partir da próxima quinta-feira até domingo ocorre a segunda edição do Salão Imobiliário São Paulo, no Pavilhão de Exposições Anhembi. O evento organizado pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP), em parceria com a Alcântara Machado Feiras de Negócios e Reed Exhibitions, trará ofertas de imóveis residenciais, comerciais, lançamentos e lotes disponíveis em São Paulo, Região Metropolitana, litoral, interior e até em outros Estados.
As maiores empresas do setor selecionaram empreendimentos de diversos preços e características para apresentar ao público. No estande da Tecnisa, o visitante poderá conhecer os lançamentos Grand Maia, New Jazz e Choice. São unidades nas faixas de R$ 470 mil a R$ 610 mil e área de cerca de 190 m² de até quatro suítes. São lançamentos que privilegiam o contato com o meio ambiente e as áreas de lazer trazem opções que vão de brinquedoteca até lan house e ofurô.
A Camargo Corrêa vai exibir lançamentos de maio e junho deste ano, com previsão de entrega para 2010, nos condomínios Águas de Março, Cristais da Terra e Fotografia, no Jardim Sul (SP), e Viveiro Marília Vogt, na Vila São Francisco (SP), com preços que variam de R$ 406 mil a R$ 780 mil e áreas de 138m² a 462m² (coberturas). Os apartamentos têm plantas que podem ser personalizadas, além de extensa área de lazer.
Os interessandos na região de Tamboré poderão conferir empreendimentos de alto padrão, com obras já iniciadas, da MPD-KC. O Terraços Tamboré, com área de 201 m², valor médio de R$ 498 mil (à vista) e R$ 614.687 (financiado), tem unidades com entrega prevista para agosto de 2009. A empresa apresenta ainda os edifícios Aroeira, Buritie e Cedro com apartamentos de quatro dormitórios ou três suítes e o Parque-Privê que possuirá 7,3 mil m² de área verde preservada e área de lazer com piscinas, ofurô, salão de jogos, entre outros.
Para quem deseja ter um apartamento na praia, haverá ofertas de residenciais da Riviera de São Lourenço, litoral norte de São Paulo, feitas pela Parceira Consultoria de Imóveis. Os preços variam de R$ 400 mil a R$ 1 milhão e as áreas vão de 80 m² a 190 m². Os edifícios contam com espaços, como quadra de street ball, churrasqueira, piscina adulto, piscina infantil, solarium, entre outros. A empresa ainda vai comercializar apartamentos nos edifícios Mare, Costa Mare, Green Waves, Blue Waves, Turim, Modena, Maranello, Rio Tocantins e Portal dos Jequitibás.
CONVENÇÃO
Paralelamente ao salão, ocorre a 4.ª Convenção Secovi, com a realização de plenárias e palestras técnicas, bem como visitas técnicas a empreendimentos imobiliários da Grande São Paulo. Na ocasião, será empossado o presidente eleito do Secovi-SP, João Crestana, que substitui Romeu Chap Chap, durante cerimônia no dia 28.
2° Salão Imobiliário São Paulo. De 27 a 30 de setembro, quinta e sexta-feira das 12h às 21h, sábado e domingo das 10h às 21h. Pavilhão de Exposições do Anhembi, Av. Olavo Fontoura, 1.209. Entrada: R$ 10,00 por família. Informações: www.sisp.com.br
Santanter terá condições especiais para SISP
Quem visitar o estande do Santander no Salão Imobiliário São Paulo 2007 (SISP), entre 27 e 30 de setembro, poderá fazer simulações de financiamentos da casa própria por planos de parcelas fixas ou atualizáveis. Os clientes aprovados receberão uma carta de crédito. O banco preparou uma condição especial de crédito imobiliário válida exclusivamente para os visitantes do salão.
A vice-presidente de Crédito Imobiliário do Santander, Ana Isabel Perez, destaca que o banco tem facilitado cada vez mais o acesso ao crédito imobiliário, exigindo apenas os documentos pessoais do comprador e do vendedor do imóvel, a comprovação de renda do comprador, a matrícula do imóvel e a certidão de tributos imobiliários. Além disso, o Santader também aceita a composição de renda de duas pessoas, sem vínculo de parentesco ou matrimonial, para o financiamento, favorecendo o acesso ao financiamento. "O Santander tem uma grande experiência internacional, o que nos permite ofertar ao mercado os melhores produtos e um processo fácil de contratação do financiamento", afirma. (Redação - InvestNews)
Fonte: Gazeta Mercantil
Notícias - Bancos:
Banco Real aumenta prazo para 25 anos
OESP
O Banco Real anunciou que ampliará o prazo para pagamento do financiamento imobiliário de 20 para 25 anos. O novo produto será lançado durante o Salão Imobiliário de São Paulo, que ocorre de 27 e 30 de setembro, no Pavilhão do Anhembi. A nova linha de crédito vai valer para imóveis com valor até R$ 120 mil. Nos primeiros anos, insidirá taxa de juros de 8% ao ano mais Taxa Referencial (TR). Nos 21 anos seguintes a taxa sobe para de 11,5% ao ano mais TR.
HSBC fecha unidade de crédito para imóveis
A subsidiária de hipotecas de alto risco será fechada devido a perdas com a queda dos preços dos imóveis e a alta da inadimplência
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EXAME O HSBC, maior banco europeu, decidiu fechar sua unidade de subprime, o segmento de crédito de alto risco para a compra de imóveis. A decisão ocorre dois meses após a crise no setor de hipotecas nos Estados Unidos, que desencadeou quedas em bolsas de valores de todo o mundo e redução dos lucros de dezenas de instituições financeiras.
Segundo o HSBC, a decisão de fechar sua unidade de hipotecas Decision One Mortgages reflete as perdas do setor com a queda do preço de imóveis nos Estados Unidos e o conseqüente aumento da inadimplência. Apesar de fechar a unidade, o HSBC informou que continuará a oferecer crédito imobiliário a seus clientes nas próprias agências bancárias.
Com o fechamento da Decision One, cerca de 750 funcionários serão demitidos. O prejuízo da unidade somado aos custos para o fechamento do negócio devem alcançar quase 950 milhões de dólares.
Assim como HSBC, outras instituições financeiras, como a Countrywide Financial, a já haviam informado a redução de suas atividades no segmento de subprime.
De acordo com estudo da RealtyTrac, uma das principais empresas americanas de pesquisa imobiliária, o país deve terminar 2007 com um recorde de 2 milhões de hipotecas executadas ou em fase de execução.
Boa parte dessas pessoas não vai conseguir renegociar suas dívidas ou vender o imóvel antes da execução judicial. Com isso, a soma dos sem-teto pode chegar a quase 800 000 famílias, considerando-se os últimos três anos. Os estados da Califórnia, Flórida, Nevada e Arizona concentram a maior parte do problema.
Banco do Brasil vai oferecer financiamento imobiliário no Rio a partir de dezembro
Novas opções de crédito para a compra da casa própria estão saindo do forno. O Banco do Brasil lançará no Rio, em dezembro, linhas de empréstimo imobiliário com taxas de juros semelhantes às já aplicadas no mercado - 8% a 14% ao ano mais Taxa Referencial (TR). Serão oferecidas opções de taxas pré e pós-fixadas e com pagamento descontado em folha. O prazo de quitação será de até 25 anos e o limite de financiamento, de 90%.
O BB espera oferecer linhas com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - mais baratas. Para isso, entrou com o pedido no Conselho Curador do FGTS, segundo o diretor de crédito imobiliário, Paulo Rogério Caffarelli.
Crédito pré-aprovado
O Conselho Curador do FGTS estuda a viabilidade de um crédito pré-aprovado para financiamento habitacional. Um grupo de trabalho interno está se baseando num modelo usado no México, que estabelece sistema de pontuação de acordo com o tempo de conta.
- Quanto mais tempo o trabalhador recolher, mais pontos ganhará. A partir de determinada pontuação, passará a ter direito ao crédito pré-aprovado - disse Celso Luiz Petrucci, integrante do Conselho.
Fonte: O Globo
Bonsucesso oferecerá empréstimos imobiliários
O Banco Bonsucesso SA, banco brasileiro especializado em empréstimos consignados, pretende começar a oferecer empréstimos para a compra da casa própria, num momento em que a demanda por crédito ao consumidor cresce no Brasil, a maior economia da América Latina.
Os empréstimos imobiliários poderão responder por 10% da carteira de crédito do banco até o final deste ano e crescer para 40% dentro de dois anos, disse Paulo Henrique Pentagna Guimarães, presidente do banco, em entrevista concedida em São Paulo. A carteira de empréstimos do Bonsucesso cresceu para R$ 1 bilhão em agosto passado, a partir dos R$ 450 milhões do final de 2006.
'Chegou a hora de nós tirarmos proveito dessa crescente oportunidadeAs taxas de juros provavelmente continuarão caindo e o crescimento do setor de empréstimos para a compra da casa própria virá na esteira de juros mais baixos', disse Guimarães.
Demanda em alta. A demanda por residências e por crédito está disparando no Brasil após os responsáveis pela política monetária do Banco Central terem reduzido a taxa Selic por 18 vezes desde setembro de 2005, para o recorde de baixa de 11,25%, a partir dos 19,75% iniciais. Os empréstimos imobiliários como percentual do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro podem crescer para até 12% dentro de cinco anos, a partir de aproximadamente 1,7% atualmente, disse Guimarães.
O Bonsucesso pretende começar a oferecer empréstimos imobiliários até novembro em Belo Horizonte, onde está sediado. O banco, com controle acionário restrito, se concentrará na ampliação do crédito para tomadores cuja renda varie de R$ 1,9 mil a R$ 3,8 mil por mês, segundo Guimarães. Os empréstimos terão prazo médio de quitação de 15 anos com taxas de juros anuais entre 15% e 18%, disse ele.
Fonte: Jornal do Commercio (Telma Marotto e Carla Simões)
Notícias - Crédito Imobiliário:
No futuro,vamos abrir crédito em 24 horas
Segundo Tenerello, o sistema de aprovação de crédito imobiliário atual ainda é muito burocrático e o setor propõe mudanças Renata Gama.
A partir de 2004, o crédito imobiliário que estava estagnado no Brasil deslanchou e voltou a atender à classe média. Números das aplicações dos recursos da poupança registram recordes atrás de recordes, mês a mês. Somente no primeiro semestre deste ano, foram contratados R$ 8,524 milhões, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Em entrevista exclusiva ao Estado, o presidente da entidade, Décio Tenerello, ressalta que a edição da Lei 10.931 de 2004 ajudou a reativar o sistema de financiamentos, pois aumentou a segurança das operações. A estabilidade econômica também contribuiu para que mais pessoas tivessem acesso ao crédito. Mas para ele, ainda há desafios a serem vencidos. E o principal deles é a burocracia.
O volume de aplicação dos recursos da poupança cresce numa curva ascendente. Há uma perspectiva de quando ela possa parar?
Nós não estamos vivendo uma bolha imobiliária no Brasil. Então, não corremos esse risco de que haja interrupção abrupta abrupta nesse processo.
Não se pensa nem mesmo em estabilização?
Não, eu acredito que nós vamos ainda continuar crescendo por um longo período de
tempo. Porque se você for analisar, o Brasil hoje tem um déficit habitacional de mais ou menos 8 milhões de pessoas. Deste volume, 10% ganham até cinco salários mínimos. E este já é um público que pode ser atendido pelo financiamento bancário com recursos da poupança. Os outros 90% estão abaixo de 5 salários; e 82% abaixo de 3 salários mínimos. Mas com o aumento da oferta de emprego, uma família com três pessoas que ganham três salários forma uma renda de nove salários. Se você for imaginar o tamanho desse mercado, nós ainda teremos um longo prazo pela frente somente para satisfazer ou reduzir esse volume do déficit habitacional. Sendo muito otimista, a gente tem no mínimo mais de cinco milhões de unidades a serem financiadas pelo mercado. Nós não teremos em um espaço de tempo próximo uma redução de oferta desse produto.
Mudanças na legislação ajudaram a reativar o mercado de crédito imobiliário. Na sua opinião, ainda há mais o que ser feito?
Há. Temos duas propostas importantes que ainda precisam ser colocadas em prática para que o sistema financeiro brasileiro fique no patamar de modernidade dos países mais avançados do mundo. A primeira, e mais importante, é a desburocratização do crédito. Hoje o crédito imobiliário é um dos mais burocratizados. Chega a demorar 60 dias, 90 dias, para você obter um financiamento. E o que mais impacta tudo isso são as chamadas certidões negativas que você tem que tirar tanto do comprador, do vendedor, como do imóvel. É uma coisa horrível. A segunda é a criação de um mercado secundário. A gente tem de criar instrumentos para que você tenha um mercado de livre negociação de papéis gerados pelo mercado imobiliário. Para que isso aconteça, precisamos fazer uma padronização dos contratos no mercado.
Oque de prático tem sido feito para desburocratizar o crédito?
Nós fizemos uma análise dos sistemas de registro existentes em outros países e optamos por adotar o espanhol que é uma centralização do ônus do imóvel na matrícula. Isso quer dizer que, todos os ônus que incorrerem sobre o imóvel têm de ficar registrados na margem da matrícula. Por exemplo, se você vendeu um imóvel que já está hipotecado num banco ou que esteja penhorado pela Receita Federal, tem que ter escrituração nesse documento. Assim, nós vamos poder fazer uma pesquisa via internet, puxar os dados e ver o que pesa sobre o imóvel e até tirar uma certidão digital sobre aquele contrato. Além disso, o que não estiver escrito ali naquela margem da matrícula não vai valer para efeito de direito sobre o imóvel. Então, veja você, o grande avanço que a gente vai ter com isso.
Vamos chegar num ponto, eu imagino, na hora que os cartórios todos estiverem devidamente preparados, que vamos fazer uma operação de crédito em 24 horas, assim como é feito com um veículo.
Mas isso envolve um esforço não apenas da Abecip...
Está havendo um entendimento entre a iniciativa privada e o governo para a aprovação dessas mudanças. As pessoas decisivas do processo estão juntas e o mais importante é que ninguém está contra. A gente está conseguindo chegar a um ponto final sem grandes divergências. É só questão de aparar algumas arestas. Este é um processo que tem de passar pelo Congresso, e tem de ser feito em formato de projeto de lei, porque muda a lei dos registros públicos. Acredito que até o fim do ano a gente tenha no mínimo encaminhado o projeto. Essas mudanças, uma vez aprovadas, serão tão importantes para o sistema imobiliário como é a Lei 10.931, que colaborou para promover o salto de qualidade que a gente teve. Vai facilitar a vida das pessoas que vão gastar menos dinheiro e tempo, com as mesmas características de segurança que se tem hoje.
Fonte: Estadão
Agosto foi o melhor mês do ano em vendas
OESP
De acordo com levantamento divulgado esta semana pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), agosto foi o melhor mês de vendas de imóveis usados em 2007, em São Paulo. O crescimento em relação a julho foi de 4,71%. A maioria dos negócios foi feita à vista, 61%, e concentrou-se na faixa dos imóveis de até R$ 100 mil - 55,62% do total vendido. De acordo com o Creci-SP, o mercado foi beneficiado em agosto pelo efeito de volta das férias .
Notícias - Salão Imobiliário SP:
- 2º Salão Imobiliário São Paulo
- Santanter terá condições especiais para SISP
Notícias - Bancos:
- Banco Real aumenta prazo para 25 anos
- HSBC fecha unidade de crédito para imóveis
- Banco do Brasil vai oferecer financiamento imobiliário no Rio a partir de dezembro
- Bonsucesso oferecerá empréstimos imobiliários
Notícias - Crédito Imobiliário:
- No futuro,vamos abrir crédito em 24 horas
- Agosto foi o melhor mês do ano em vendas
Notícias - Salão Imobiliário SP:
2º Salão Imobiliário São Paulo
Anhembi vira centro de compra, crédito e decoração
Citibank lança no evento novo plano de financiamento imobiliário
EDSON VALENTE EDITOR-ASSISTENTE DE IMÓVEIS E CONSTRUÇÃO – FSP
Barba, cabelo e bigode. A proposta dos organizadores do Sisp (Salão Imobiliário São Paulo) é permitir que interessados em comprar ou alugar um imóvel possam contratar financiamento, buscar certidões do bem e mesmo mobiliá-lo durante a visita ao Anhembi.
Existe até uma etapa do processo de aquisição que pode ser feita antes mesmo do começo do evento: a da escolha do bem desejado. Os imóveis que serão ofertados estão listados no site www.sisp.com.br.
Há cerca de 30 mil empreendimentos novos, na planta e usados, que custam de R$ 60 mil a R$ 2 milhões.
Alguns deles serão lançados na feira. A Goldfarb apresentará 11 empreendimentos.
As oportunidades de transação passarão também por outros Estados -a Gafisa, por exemplo, terá unidades em cidades como Salvador e Curitiba- e até em outros países, o que condiz com o interesse do público que já se credenciou no site do evento.
No pavilhão, os bancos fecharão negócios de financiamento. O Citibank lançará plano de crédito imobiliário -para bens que custam entre R$ 60 mil e R$ 150 mil, o juro anual por todo o período de financiamento, que chega a 25 anos, é de 8,95%.
No estande do Santander, haverá simulações de planos de parcelas fixas ou atualizáveis e a possibilidade da aprovação da carta de crédito no local.
A fase de busca de certidões e de documentos necessários para fechar negócio também foi incluída no pacote.
"Haverá estandes de cartórios", observa Elbio Fernández Mera, vice-presidente de comercialização e marketing do Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário), organizador do salão ao lado de Alcantara Machado e Reed Exhibitions.
Para arrematar, estarão presentes lojas de mobiliário, como a Ornare, que mostrará seus armários e closets.
SALÃO IMOBILIÁRIO SÃO PAULO
Quando: de 27 a 30/9, das 12h às 21h (quinta e sexta) ou das 10h às 21h (sábado e domingo)
Onde: Pavilhão de Exposições do Anhembi; av. Olavo Fontoura, 1.209, zona norte
Quanto: R$ 10 por família; quem se cadastrar previamente no site (www.sisp.com.br) não paga
Para encontrar o imóvel dos sonhos
Salão Imobiliário reunirá ofertas para diversos públicos em quatro dias no Pavilhão de Exposições do Anhembi
Quem está à procura de uma boa oportunidade para adquirir um imóvel terá quatro dias para pesquisar, comparar preços ou até mesmo fechar negócio, tudo num lugar só. A partir da próxima quinta-feira até domingo ocorre a segunda edição do Salão Imobiliário São Paulo, no Pavilhão de Exposições Anhembi. O evento organizado pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP), em parceria com a Alcântara Machado Feiras de Negócios e Reed Exhibitions, trará ofertas de imóveis residenciais, comerciais, lançamentos e lotes disponíveis em São Paulo, Região Metropolitana, litoral, interior e até em outros Estados.
As maiores empresas do setor selecionaram empreendimentos de diversos preços e características para apresentar ao público. No estande da Tecnisa, o visitante poderá conhecer os lançamentos Grand Maia, New Jazz e Choice. São unidades nas faixas de R$ 470 mil a R$ 610 mil e área de cerca de 190 m² de até quatro suítes. São lançamentos que privilegiam o contato com o meio ambiente e as áreas de lazer trazem opções que vão de brinquedoteca até lan house e ofurô.
A Camargo Corrêa vai exibir lançamentos de maio e junho deste ano, com previsão de entrega para 2010, nos condomínios Águas de Março, Cristais da Terra e Fotografia, no Jardim Sul (SP), e Viveiro Marília Vogt, na Vila São Francisco (SP), com preços que variam de R$ 406 mil a R$ 780 mil e áreas de 138m² a 462m² (coberturas). Os apartamentos têm plantas que podem ser personalizadas, além de extensa área de lazer.
Os interessandos na região de Tamboré poderão conferir empreendimentos de alto padrão, com obras já iniciadas, da MPD-KC. O Terraços Tamboré, com área de 201 m², valor médio de R$ 498 mil (à vista) e R$ 614.687 (financiado), tem unidades com entrega prevista para agosto de 2009. A empresa apresenta ainda os edifícios Aroeira, Buritie e Cedro com apartamentos de quatro dormitórios ou três suítes e o Parque-Privê que possuirá 7,3 mil m² de área verde preservada e área de lazer com piscinas, ofurô, salão de jogos, entre outros.
Para quem deseja ter um apartamento na praia, haverá ofertas de residenciais da Riviera de São Lourenço, litoral norte de São Paulo, feitas pela Parceira Consultoria de Imóveis. Os preços variam de R$ 400 mil a R$ 1 milhão e as áreas vão de 80 m² a 190 m². Os edifícios contam com espaços, como quadra de street ball, churrasqueira, piscina adulto, piscina infantil, solarium, entre outros. A empresa ainda vai comercializar apartamentos nos edifícios Mare, Costa Mare, Green Waves, Blue Waves, Turim, Modena, Maranello, Rio Tocantins e Portal dos Jequitibás.
CONVENÇÃO
Paralelamente ao salão, ocorre a 4.ª Convenção Secovi, com a realização de plenárias e palestras técnicas, bem como visitas técnicas a empreendimentos imobiliários da Grande São Paulo. Na ocasião, será empossado o presidente eleito do Secovi-SP, João Crestana, que substitui Romeu Chap Chap, durante cerimônia no dia 28.
2° Salão Imobiliário São Paulo. De 27 a 30 de setembro, quinta e sexta-feira das 12h às 21h, sábado e domingo das 10h às 21h. Pavilhão de Exposições do Anhembi, Av. Olavo Fontoura, 1.209. Entrada: R$ 10,00 por família. Informações: www.sisp.com.br
Santanter terá condições especiais para SISP
Quem visitar o estande do Santander no Salão Imobiliário São Paulo 2007 (SISP), entre 27 e 30 de setembro, poderá fazer simulações de financiamentos da casa própria por planos de parcelas fixas ou atualizáveis. Os clientes aprovados receberão uma carta de crédito. O banco preparou uma condição especial de crédito imobiliário válida exclusivamente para os visitantes do salão.
A vice-presidente de Crédito Imobiliário do Santander, Ana Isabel Perez, destaca que o banco tem facilitado cada vez mais o acesso ao crédito imobiliário, exigindo apenas os documentos pessoais do comprador e do vendedor do imóvel, a comprovação de renda do comprador, a matrícula do imóvel e a certidão de tributos imobiliários. Além disso, o Santader também aceita a composição de renda de duas pessoas, sem vínculo de parentesco ou matrimonial, para o financiamento, favorecendo o acesso ao financiamento. "O Santander tem uma grande experiência internacional, o que nos permite ofertar ao mercado os melhores produtos e um processo fácil de contratação do financiamento", afirma. (Redação - InvestNews)
Fonte: Gazeta Mercantil
Notícias - Bancos:
Banco Real aumenta prazo para 25 anos
OESP
O Banco Real anunciou que ampliará o prazo para pagamento do financiamento imobiliário de 20 para 25 anos. O novo produto será lançado durante o Salão Imobiliário de São Paulo, que ocorre de 27 e 30 de setembro, no Pavilhão do Anhembi. A nova linha de crédito vai valer para imóveis com valor até R$ 120 mil. Nos primeiros anos, insidirá taxa de juros de 8% ao ano mais Taxa Referencial (TR). Nos 21 anos seguintes a taxa sobe para de 11,5% ao ano mais TR.
HSBC fecha unidade de crédito para imóveis
A subsidiária de hipotecas de alto risco será fechada devido a perdas com a queda dos preços dos imóveis e a alta da inadimplência
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EXAME O HSBC, maior banco europeu, decidiu fechar sua unidade de subprime, o segmento de crédito de alto risco para a compra de imóveis. A decisão ocorre dois meses após a crise no setor de hipotecas nos Estados Unidos, que desencadeou quedas em bolsas de valores de todo o mundo e redução dos lucros de dezenas de instituições financeiras.
Segundo o HSBC, a decisão de fechar sua unidade de hipotecas Decision One Mortgages reflete as perdas do setor com a queda do preço de imóveis nos Estados Unidos e o conseqüente aumento da inadimplência. Apesar de fechar a unidade, o HSBC informou que continuará a oferecer crédito imobiliário a seus clientes nas próprias agências bancárias.
Com o fechamento da Decision One, cerca de 750 funcionários serão demitidos. O prejuízo da unidade somado aos custos para o fechamento do negócio devem alcançar quase 950 milhões de dólares.
Assim como HSBC, outras instituições financeiras, como a Countrywide Financial, a já haviam informado a redução de suas atividades no segmento de subprime.
De acordo com estudo da RealtyTrac, uma das principais empresas americanas de pesquisa imobiliária, o país deve terminar 2007 com um recorde de 2 milhões de hipotecas executadas ou em fase de execução.
Boa parte dessas pessoas não vai conseguir renegociar suas dívidas ou vender o imóvel antes da execução judicial. Com isso, a soma dos sem-teto pode chegar a quase 800 000 famílias, considerando-se os últimos três anos. Os estados da Califórnia, Flórida, Nevada e Arizona concentram a maior parte do problema.
Banco do Brasil vai oferecer financiamento imobiliário no Rio a partir de dezembro
Novas opções de crédito para a compra da casa própria estão saindo do forno. O Banco do Brasil lançará no Rio, em dezembro, linhas de empréstimo imobiliário com taxas de juros semelhantes às já aplicadas no mercado - 8% a 14% ao ano mais Taxa Referencial (TR). Serão oferecidas opções de taxas pré e pós-fixadas e com pagamento descontado em folha. O prazo de quitação será de até 25 anos e o limite de financiamento, de 90%.
O BB espera oferecer linhas com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - mais baratas. Para isso, entrou com o pedido no Conselho Curador do FGTS, segundo o diretor de crédito imobiliário, Paulo Rogério Caffarelli.
Crédito pré-aprovado
O Conselho Curador do FGTS estuda a viabilidade de um crédito pré-aprovado para financiamento habitacional. Um grupo de trabalho interno está se baseando num modelo usado no México, que estabelece sistema de pontuação de acordo com o tempo de conta.
- Quanto mais tempo o trabalhador recolher, mais pontos ganhará. A partir de determinada pontuação, passará a ter direito ao crédito pré-aprovado - disse Celso Luiz Petrucci, integrante do Conselho.
Fonte: O Globo
Bonsucesso oferecerá empréstimos imobiliários
O Banco Bonsucesso SA, banco brasileiro especializado em empréstimos consignados, pretende começar a oferecer empréstimos para a compra da casa própria, num momento em que a demanda por crédito ao consumidor cresce no Brasil, a maior economia da América Latina.
Os empréstimos imobiliários poderão responder por 10% da carteira de crédito do banco até o final deste ano e crescer para 40% dentro de dois anos, disse Paulo Henrique Pentagna Guimarães, presidente do banco, em entrevista concedida em São Paulo. A carteira de empréstimos do Bonsucesso cresceu para R$ 1 bilhão em agosto passado, a partir dos R$ 450 milhões do final de 2006.
'Chegou a hora de nós tirarmos proveito dessa crescente oportunidadeAs taxas de juros provavelmente continuarão caindo e o crescimento do setor de empréstimos para a compra da casa própria virá na esteira de juros mais baixos', disse Guimarães.
Demanda em alta. A demanda por residências e por crédito está disparando no Brasil após os responsáveis pela política monetária do Banco Central terem reduzido a taxa Selic por 18 vezes desde setembro de 2005, para o recorde de baixa de 11,25%, a partir dos 19,75% iniciais. Os empréstimos imobiliários como percentual do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro podem crescer para até 12% dentro de cinco anos, a partir de aproximadamente 1,7% atualmente, disse Guimarães.
O Bonsucesso pretende começar a oferecer empréstimos imobiliários até novembro em Belo Horizonte, onde está sediado. O banco, com controle acionário restrito, se concentrará na ampliação do crédito para tomadores cuja renda varie de R$ 1,9 mil a R$ 3,8 mil por mês, segundo Guimarães. Os empréstimos terão prazo médio de quitação de 15 anos com taxas de juros anuais entre 15% e 18%, disse ele.
Fonte: Jornal do Commercio (Telma Marotto e Carla Simões)
Notícias - Crédito Imobiliário:
No futuro,vamos abrir crédito em 24 horas
Segundo Tenerello, o sistema de aprovação de crédito imobiliário atual ainda é muito burocrático e o setor propõe mudanças Renata Gama.
A partir de 2004, o crédito imobiliário que estava estagnado no Brasil deslanchou e voltou a atender à classe média. Números das aplicações dos recursos da poupança registram recordes atrás de recordes, mês a mês. Somente no primeiro semestre deste ano, foram contratados R$ 8,524 milhões, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Em entrevista exclusiva ao Estado, o presidente da entidade, Décio Tenerello, ressalta que a edição da Lei 10.931 de 2004 ajudou a reativar o sistema de financiamentos, pois aumentou a segurança das operações. A estabilidade econômica também contribuiu para que mais pessoas tivessem acesso ao crédito. Mas para ele, ainda há desafios a serem vencidos. E o principal deles é a burocracia.
O volume de aplicação dos recursos da poupança cresce numa curva ascendente. Há uma perspectiva de quando ela possa parar?
Nós não estamos vivendo uma bolha imobiliária no Brasil. Então, não corremos esse risco de que haja interrupção abrupta abrupta nesse processo.
Não se pensa nem mesmo em estabilização?
Não, eu acredito que nós vamos ainda continuar crescendo por um longo período de
tempo. Porque se você for analisar, o Brasil hoje tem um déficit habitacional de mais ou menos 8 milhões de pessoas. Deste volume, 10% ganham até cinco salários mínimos. E este já é um público que pode ser atendido pelo financiamento bancário com recursos da poupança. Os outros 90% estão abaixo de 5 salários; e 82% abaixo de 3 salários mínimos. Mas com o aumento da oferta de emprego, uma família com três pessoas que ganham três salários forma uma renda de nove salários. Se você for imaginar o tamanho desse mercado, nós ainda teremos um longo prazo pela frente somente para satisfazer ou reduzir esse volume do déficit habitacional. Sendo muito otimista, a gente tem no mínimo mais de cinco milhões de unidades a serem financiadas pelo mercado. Nós não teremos em um espaço de tempo próximo uma redução de oferta desse produto.
Mudanças na legislação ajudaram a reativar o mercado de crédito imobiliário. Na sua opinião, ainda há mais o que ser feito?
Há. Temos duas propostas importantes que ainda precisam ser colocadas em prática para que o sistema financeiro brasileiro fique no patamar de modernidade dos países mais avançados do mundo. A primeira, e mais importante, é a desburocratização do crédito. Hoje o crédito imobiliário é um dos mais burocratizados. Chega a demorar 60 dias, 90 dias, para você obter um financiamento. E o que mais impacta tudo isso são as chamadas certidões negativas que você tem que tirar tanto do comprador, do vendedor, como do imóvel. É uma coisa horrível. A segunda é a criação de um mercado secundário. A gente tem de criar instrumentos para que você tenha um mercado de livre negociação de papéis gerados pelo mercado imobiliário. Para que isso aconteça, precisamos fazer uma padronização dos contratos no mercado.
Oque de prático tem sido feito para desburocratizar o crédito?
Nós fizemos uma análise dos sistemas de registro existentes em outros países e optamos por adotar o espanhol que é uma centralização do ônus do imóvel na matrícula. Isso quer dizer que, todos os ônus que incorrerem sobre o imóvel têm de ficar registrados na margem da matrícula. Por exemplo, se você vendeu um imóvel que já está hipotecado num banco ou que esteja penhorado pela Receita Federal, tem que ter escrituração nesse documento. Assim, nós vamos poder fazer uma pesquisa via internet, puxar os dados e ver o que pesa sobre o imóvel e até tirar uma certidão digital sobre aquele contrato. Além disso, o que não estiver escrito ali naquela margem da matrícula não vai valer para efeito de direito sobre o imóvel. Então, veja você, o grande avanço que a gente vai ter com isso.
Vamos chegar num ponto, eu imagino, na hora que os cartórios todos estiverem devidamente preparados, que vamos fazer uma operação de crédito em 24 horas, assim como é feito com um veículo.
Mas isso envolve um esforço não apenas da Abecip...
Está havendo um entendimento entre a iniciativa privada e o governo para a aprovação dessas mudanças. As pessoas decisivas do processo estão juntas e o mais importante é que ninguém está contra. A gente está conseguindo chegar a um ponto final sem grandes divergências. É só questão de aparar algumas arestas. Este é um processo que tem de passar pelo Congresso, e tem de ser feito em formato de projeto de lei, porque muda a lei dos registros públicos. Acredito que até o fim do ano a gente tenha no mínimo encaminhado o projeto. Essas mudanças, uma vez aprovadas, serão tão importantes para o sistema imobiliário como é a Lei 10.931, que colaborou para promover o salto de qualidade que a gente teve. Vai facilitar a vida das pessoas que vão gastar menos dinheiro e tempo, com as mesmas características de segurança que se tem hoje.
Fonte: Estadão
Agosto foi o melhor mês do ano em vendas
OESP
De acordo com levantamento divulgado esta semana pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), agosto foi o melhor mês de vendas de imóveis usados em 2007, em São Paulo. O crescimento em relação a julho foi de 4,71%. A maioria dos negócios foi feita à vista, 61%, e concentrou-se na faixa dos imóveis de até R$ 100 mil - 55,62% do total vendido. De acordo com o Creci-SP, o mercado foi beneficiado em agosto pelo efeito de volta das férias .
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
As notícias de hoje, 21/09, são:
As notícias de hoje, 21/09, são:
Notícias - Crédito Imobiliário:
- Até agosto, crédito imobiliário já supera o valor contratado em 2006
- Financiamentos de imóveis pelo SBPE têm crescimento de 73,7%
- Em dez anos, aumenta mais de 12 vezes total concessão de crédito imobiliário
Notícia - EUA:
- Construção de casas nos EUA cai 2,6% em agosto
Notícias - Bancos:
- Bradesco vai ampliar carteira de crédito imobiliário em R$ 1 bi
- Casa própria do BB começa por SP
Notícia - Mercado Imobiliário - SP:
- Venda de imóveis em São Paulo cresce quase 10%
Notícia - FGTS:
- FGTS garante crédito
Notícias - Crédito Imobiliário:
Até agosto, crédito imobiliário já supera o valor contratado em 2006
Em agosto, o volume de novas operações contratadas pelos agentes financeiros do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que opera com recursos das cadernetas de poupança, atingiu R$ 1,801 bilhão - novo recorde mensal, também registrado no número de unidades financiadas (18.428).
Entre janeiro e agosto de 2007, o volume de operações chegou a R$ 10,331 bilhões, com crescimento de 73,7% em relação ao mesmo período do ano passado (quando foram emprestados R$ 5,945 bilhões). Nos últimos 12 meses, até agosto, o total contratado alcançou R$ 13,726 bilhões, superando em 73,6% o volume atingido nos 12 meses anteriores.
Quanto à quantidade de imóveis, elevou-se a 117.237 o total de unidades financiadas neste ano (mais do que as 113.873 unidades do ano passado) e a 157.890 o número de unidades financiadas nos últimos 12 meses, com avanço de 58% em relação aos 12 meses anteriores.
Os sucessivos recordes alcançados pelo SBPE sinalizam que o volume de contratações em 2007 deverá superar R$ 15 bilhões e 160 mil unidades financiadas.
Também foi positivo o desempenho da captação líquida de recursos por intermédio dos depósitos de poupança. Em agosto, os depósitos superaram os saques em R$ 2,375 bilhões (número inferior, neste ano, apenas ao de julho, de R$ 2,695 bilhões), elevando a captação líquida dos primeiros oito meses de 2007 a R$ 11,045 bilhões. Com isto, o saldo total das cadernetas de poupança chegou a R$ 168,745 bilhões, superando em 24,5% o saldo de R$ 135,592 bilhões registrado em agosto do ano passado.
Fonte: O Globo
Financiamentos de imóveis pelo SBPE têm crescimento de 73,7%
As operações de crédito imobiliário realizadas até agosto pelos agentes financeiros do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) já superam em volume e em unidades financiadas todo o ano de 2006.
Segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), as operações somam R$ 10,331 bilhões, com crescimento de 73,7% em relação aos oito primeiros meses de 2006. O volume contratado em todo o ano passado foi de R$ 9,340 bilhões.
Unidades - O número de unidades financiadas de janeiro a agosto foi de 117.237, com expansão de 60,12% em relação ao mesmo período de 2006. As unidades financiadas em todo o ano passado totalizaram 113.873.
De acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança, em agosto o volume de novas operações contratadas pelos agentes do SBPE, que operam com recursos das cadernetas de poupança, atingiu R$ 1,801 bilhão – novo recorde mensal, também registrado no número de unidades financiadas (18.428).
Recordes - Para a associação, os sucessivos recordes alcançados pelo SBPE sinalizam que o volume de contratações em 2007 deverá superar R$ 15 bilhões e 160 mil unidades financiadas.
Também é positivo o desempenho da captação líquida de recursos por intermédio dos depósitos de poupança.
Em agosto, os depósitos superaram os saques em R$ 2,375 bilhões, valor inferior, neste ano, apenas ao de julho, de R$ 2,695 bilhões.
Captação - Com o desempenho de agosto, a captação líquida dos primeiros oito meses de 2007 alcançou R$ 11,045 bilhões.
Assim, o saldo total das cadernetas de poupança no País atingiu a marca dos R$ 168,745 bilhões, superando em 24,5% o saldo de R$ 135,592 bilhões registrado em agosto do ano passado.
Vendas subiram 9,76% em todo o Estado
A venda de imóveis no Estado de São Paulo cresceu 9,76% no primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano passado.
Foram 14.430 unidades vendidas até junho, ante 13.147 unidades no primeiro semestre de 2006.
Em valores, foram negociados R$ 4,37 bilhões, com crescimento de 6,26% em relação R$ 4,12 bilhões de igual período do ano passado. Os números são Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo).
Segundo Romeu Chap Chap, presidente do Secovi, o momento para o mercado habitacional é positivo e caminha junto com o bom momento da economia brasileira.
O mercado habitacional está crescendo substancialmente e, através do marco regulatório do setor, das leis sobre financiamentos imobiliários e a concorrência entre os bancos, o mercado imobiliário alavanca e o crescimento vai ser contínuo. Para Chap Chap, a crise imobiliária americana não afeta o mercado brasileiro. Segundo ele, o problema nos EUA foi por excesso de financiamento desqualificado.
Fonte: Diário ABC
Em dez anos, aumenta mais de 12 vezes total concessão de crédito imobiliário
Nos últimos dez anos, aumentou em 12 vezes o total de crédito concedido pela iniciativa privada para a compra de imóveis. Pesquisa divulgada na última terça-feira (18) pela incorporadora Agra, durante apresentação do seminário "O Brasil já vive um boom imobiliário?", mostrou que esse total passou de 17,8 bilhões para 214,5 bilhões neste ano. No mesmo período de tempo, o prazo máximo de pagamento saltou de 36 meses para 360 meses.
Dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgados no mesmo evento apontaram que, nos sete primeiros meses do ano, o número de unidades financiadas passou de 61,6 mil, em 2006, para 98,8 mil, em 2007. Já o valor dos financiamentos no mesmo período avançou 72% - de R$ 4,961 bilhões, em 2006, para R$ 8,525 bilhões em 2007.
Motivadores do resultado
Conforme o coordenador da FGV Projetos, Fernando Garcia, a queda dos juros, o aumento dos prazos de financiamento para 20 anos em média e a capitalização das 22 empresas do setor com ações na bolsa de valores foram responsáveis por esse resultado. E o desempenho fará ainda que a construção civil e os negócios imobiliários retomem uma posição de liderança na formação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro nos próximos anos.
Para a Agra, as flexibilizações para a aquisição da casa fizeram que mais famílias tivessem capacidade de pedir crédito imobiliário. Por exemplo, para poder financiar 80% de uma moradia com preço de R$ 100 mil, com juros anuais de 7,5%, era necessário renda mensal de oito salários mínimos, com prazo de 15 anos. Saltando para 30 anos o período do pagamento, caiu para seis salários mínimos a necessidade de ganho mensal.
Investimentos garantidos
Ricardo Setton, diretor de Relações com o Investidor da Agra Incorporadora, uma das 11 empresas que abriram capital neste ano, informou que possui um landbank (estoque de terrenos) equivalente a R$ 11 bilhões.
Para Garcia, números desse tipo garantem o crescimento da atividade até 2010, ainda que o mundo cresça menos nos próximos anos, em decorrência de eventual acirramento da crise financeira internacional, ocasionada pela crise do crédito de alto risco dos Estados Unidos, o subprime. O motivo é que esses investimentos já estão garantidos.
Fonte: InfoMoney (Adriele Marchesini)
Notícia - EUA:
Construção de casas nos EUA cai 2,6% em agosto
A construção de casas nos EUA teve uma queda de 2,6% em agosto, para uma taxa anualizada de 1,331 milhão de unidades. Foi o menor ritmo em 12 anos, em meio à crise no mercado imobiliário do país. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Departamento do Comércio.
O mercado imobiliário vem lidando há mais de um ano com uma contínua desvalorização de imóveis e quedas de vendas no país. A crise no mercado de hipotecas de risco, causada pelo crescimento da inadimplência, também afetou o mercado imobiliário do país.
Em julho, a taxa anualizada de novas construções de residências nos EUA havia sido de 1,38 milhão. A expectativa dos analistas era de que a taxa cairia para 1,35 milhão de unidades no mês passado.
O número de alvarás de construção --vistos como sinal de confiança das construtoras no mercado-- caiu para 1,31 milhão (taxa anualizada), contra 1,39 milhão em julho (a expectativa era de queda para 1,34 milhão).
Confiança
Ontem a NAHB (Associação Nacional de Construtores Residenciais, na sigla em inglês) informou que o índice de confiança dos construtores residenciais caiu para 20 pontos neste mês (contra 22 em agosto), repetindo o dado de janeiro de 1991. Foi também o sétimo resultado consecutivo de queda --a última alta no índice foi registrada em fevereiro deste ano, quando chegou a 39 pontos.
"Os construtores estão preocupados com o medo dos compradores diante das notícias sobre os problemas no mercado de hipotecas e os efeitos sobre os preços dos imóveis", disse o presidente da associação, Brian Catalde.
Fonte: Correio Braziliense
Notícias - Bancos:
Bradesco vai ampliar carteira de crédito imobiliário em R$ 1 bi
Brasília, 21 de Setembro de 2007 - O Bradesco vai ampliar em R$ 1 bilhão a carteira de crédito destinada ao financiamento imobiliário no ano que vem. Este ano, até outubro, o banco deve fechar R$ 3 bilhões nessa categoria de financiamentos. Essa modalidade de crédito é a que mais cresce no país. Este ano, as operações de crédito imobiliário com recursos da poupança atingiram R$ 10,3 bilhões. O Bradesco é o líder no financiamento de imóveis entre os bancos privados e perde apenas para a Caixa Econômica Federal.
Mas o banco também quer ser o primeiro em crédito consignado. De acordo com o presidente do maior banco privado do Brasil, Márcio Cypriano, a instituição pretende se tornar líder nas operações de crédito consignado a partir de abril do próximo ano. Ele tem planos estruturados em uma base sólida de contratos, que fechou julho deste ano com R$ 250 milhões em crédito consignado.
A idéia, de acordo com Cypriano, é manter o ritmo de crescimento e ultrapassar o líder neste mercado, o banco BMG. "O BMG é quem, por enquanto, tem a liderança do crédito consignado. Existe um acordo operacional deste crédito que termina em outubro ou novembro", disse.
No caso do crédito imobiliários, Cypriano avalia que há muito espaço para o banco expandir no setor. De acordo com ele, as alterações realizadas nas leis que regulavam o crédito imobiliário no país trouxeram mais segurança para as instituições ampliarem os investimentos. "Temos vários lançamentos imobiliários novos no mercado e, de fato, podemos financiar grandes volumes".
A expectativa do presidente do Bradesco é que em 2007 o banco feche com crescimento de 23% a 27%. Essa estimativa foi feita com base em expansão de 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB), conforme previsão feita pelo próprio banco, mais otimista do que as previsões do governo, que conta com crescimento de 5%.
Para ele, um dos melhores negócios para o setor financeiro atualmente é a aquisição de bancos estatais. Isso porque esses bancos possuem a folha de pagamento do funcionalismo públicos. "Além de receberem seus salários, as pessoas concentram suas operações financeiras, como pagamentos de contas".
De acordo com as informações do Bradesco, em 2000 eram 6 milhões de clientes e neste ano o banco vai fechar com 36 milhões de clientes em mais de três mil agências no país, além de 2600 pontos de atendimento bancários e mais de 5700 pontos do Banco Postal, entre outros.
Sobre a possibilidade de rompimento da parceria entre os Correios e o Bradesco para constituição da rede de 5707 pontos do Banco Postal, Cypriano afirmou que não foi contato pelos Correios. De acordo com ele, o contrato permite o acesso de mais de seis milhões de pessoas de baixa renda aos serviços bancários. Ele afirma que o contrato é vantajoso para o Bradesco, para população e principalmente para os Correios que recebem, em média, R$ 15 milhões mensais pelos serviços prestados.
Casa própria do BB começa por SP
Os paulistas serão os primeiros a contar com a nova linha de crédito para financiamento de imóveis que o Banco do Brasil (BB) lança no final de outubro. A instituição escolheu São Paulo para testar o produto, que oferece crédito de 90% do valor total em até 300 meses (25 anos), a famílias com renda mínima de três salários mínimos (hoje R$ 1.140). A previsão do banco é que até o final do ano a oferta seja ampliada aos demais Estados.
As informações são de Paulo Cassarelli, diretor de Crédito Imobiliário do BB. Até agora, o banco conta com duas linhas para financiamento imobiliário, com prazos de 20 anos. Para imóveis até R$ 150 mil, é permitido financiar no máximo 80%; na faixa entre R$ 150,1 mil e R$ 350 mil, é possível financiar até 75% do total.
De acordo com Cassarelli, o novo produto surgiu da necessidade de o banco adequar-se ao mercado, que oferece financiamento com prazos cada vez mais longos. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, lançou este mês a oferta de crédito para compra de imóveis com 30 anos para pagar.
Cassarelli explica que ainda não é possível falar em juros ou volume de recursos, mas adianta que serão “taxas competitivas” e que todas as demandas que se enquadrem no produto serão atendidas. Ele acrescentou que os focos dos financiamentos serão tanto consumidores quanto empresas da construção civil. Na opinião de Miguel Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a nova alternativa reflete o novo filão que os bancos encontraram para aumentar os ganhos, no caso o crédito imobiliário.
R$ 16 bilhões disponíveis
Entre janeiro e agosto de 2007, o volume de contratos de financiamento imobiliário com recursos da caderneta de poupança atingiu R$ 10,3 bilhões, aumento de 73,7% ante o mesmo período do ano passado. A informação é da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
Segundo Osvaldo Fonseca, diretor-geral da Abecip, até o final do ano a estimativa é que o total chegue a R$ 16 bilhões. Segundo Mauro Costa, diretor de Crédito Imobiliário da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os recursos da poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)somam mais de 90% do que é destinado à compra de imóveis. Mauro informou que o total de FGTS previsto para financiamento em 2007 é de R$ 6,8 bilhões.
Fonte: Jornal da Tarde
Notícia - Mercado Imobiliário - SP:
Venda de imóveis em São Paulo cresce quase 10%
A venda de imóveis no estado de São Paulo cresceu 9,76% no primeiro semestre de 2007, em comparação com o igual período do ano passado. Foram 14.430 unidades vendidas nos seis primeiros meses deste ano contra 13.147 unidades no primeiro semestre de 2006. Em valores, foram negociados R$ 4,37 bilhões, com crescimento de 6,26% em relação ao primeiro semestre de 2006, quando o total negociado chegou a R$ 4,12 bilhões.
Os números foram apresentados nesta quarta-feira pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP) no lançamento do Salão Imobiliário São Paulo (Sisp), que vai ser realizado no período de 27 a 30 deste mês.
De acordo com o presidente do Secovi, Romeu Chap Chap, o momento para o mercado habitacional é positivo e caminha junto com o bom momento da economia brasileira.
- O mercado habitacional está crescendo substancialmente e, através do marco regulatório do setor, das leis sobre financiamentos imobiliários e a concorrência entre os bancos, o mercado imobiliário alavanca e o crescimento vai ser contínuo.
Para Chap Chap, a crise imobiliária americana não afeta o mercado brasileiro.
- A crise americana não afetará o mercado brasileiro, que é muito forte, está aquecido, e há grande demanda. E a crise imobiliária americana foi por excesso de financiamento desqualificado - destacou Chap Chap.
Segundo ele, é só olhar pelas ruas e verificar a quantidade de empreendimentos habitacionais para que se perceba o momento.
- O Brasil está virando um canteiro de obras.
Em contrapartida, como reflexo deste momento, "estão faltando engenheiros e mestres de obras no Brasil inteiro", acrescentou.
Outro fator que aquece o mercado são os empreendimentos que dão prioridade à população de baixa renda.
- Nós estamos começando um processo de atender a baixa renda. Mesmo com os recursos do fundo de garantia [FGTS], que, de certa maneira, eram utilizados para financimento de habitação popular, a baixa renda estava pouco atendida - disse Chap Chap.
De acordo com o presidente do Secovi, os bancos viram a necessidade de entrar no mercado de imóveis para baixa renda.
- Está havendo crescimento da renda do brasileiro, está havendo diminuição da pobreza, e isso siginifica que tem uma massa de pessoas neste país que começa a ter condições de comprar um imóvel em vez de pagar aluguel.
Para ele, o Plano de Aceleração de Crescimento (PAC) está diretamente ligado neste nicho.
- O PAC tem a ver com a construção imobiliária de baixa renda, tem muitos recursos sendo alocados.
Por fim, Chap Chap destacou a importância da construção civil para a economia do país.
- A construção civil é a grande alavancadora da economia, sem dúvida nenhuma. E a imobiliária, em particular, preenche todos os espaços (criados pela construção civil)
Fonte: O Globo
Notícia - FTGS:
FGTS garante crédito
Após aprovar a redução de 0,5% na taxa de juros do financiamento habitacional para tomadores de empréstimos habitacionais titulares do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), o Conselho Curador quer agora estabelecer novas regras para os trabalhadores, como o crédito pré-aprovado para a casa própria. Para elaborar as mudanças, formou-se um grupo de trabalho.
A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, confirmou ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que apóia as mudanças. “A saúde financeira do FGTS é hoje fruto, principalmente, de uma boa gestão, e é importante dividirmos isso com os fundistas”, disse a presidente da Caixa ao ministro. “O fundo precisa se voltar cada vez mais para os verdadeiros donos dos recursos”, afirmou Lupi, no encontro.
Ontem, o Ministério do Trabalho divulgou que as ações de fiscalização nas empresas resultaram na recuperação de R$ 214 milhões para contas do FGTS — 19% a mais que no mesmo período no ano passado. Segundo a chefe da Divisão de Fiscalização do FGTS, Maria Dolores Schenfert, o avanço se deve à estratégia fixada este ano, que levou ao crescimento do número de trabalhadores alcançados pelos auditores.
O vice-presidente da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças), Miguel de Oliveira, que prevê redução de 4% nos financiamentos habitacionais a partir das mudanças promovidas pelo Conselho Curador, está otimista em relação ao projeto de lei aprovado no Senado, que assegura a portabilidade do crédito para quem tem consignado, confirmando a boa maré para os trabalhadores.
“É positivo, porque essa mobilidade é vedada a quem trabalha no segmento privado e só pode financiar no banco em que recebe. Os juros vão ceder mais para esses”, explica.
Segundo ele, para quem tomou crédito há dois anos, por exemplo, a vantagem seria grande: “Os juros eram bem superiores”.
Professor do Ibmec, Fábio Fonseca diz que os bancos traçam perfis das taxas específicos, segundo os riscos de cada categoria, o que gerou patamares para aposentados e pensionistas, servidores e trabalhadores privados. Fonseca crê que, individualmente, os bancos criem oportunidades para atrair e fidelizar, com juros menores, por negociação.
Mais um banco empresta para motoboy
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, vai procurar pessoalmente o presidente do Banco do Brasil (BB), Antônio Francisco de Lima Neto, como fez com a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, para apresentar e discutir a proposta de criação de linha de crédito especial para os taxistas, mototaxistas e motoboys.
O objetivo é traçar, com os bancos oficiais, um programa específico de financiamento de longo prazo, beneficiando os trabalhadores com parcelas, nas palavras de Lupi, “mais suaves” que o mercado oferece hoje.
A Caixa Econômica Federal não quer adiantar detalhes sobre o programa, porque o formato ainda não foi fechado com o Ministério do Trabalho. Em breve, as condições de financiamento nos dois bancos serão divulgadas pelo governo.
Para os motoboys, que foram a Brasília no ínicio da semana pedir o apoio de Lupi para a aprovação do Projeto de Lei nº 6.302, que regulamenta o exercício da atividade, o ministério reserva outra novidade. No ano que vem, a categoria, formada por pelo menos 2 milhões de trabalhadores, receberá atenção e terá um programa específico de qualificação do Plano Nacional de Qualificação. Os cursos vão seguir o movimento de profissionalização do segmento, formando novos motoboys e mototaxistas do mercado.
BB: nova linha a partir de outubro
O Banco do Brasil lança até o fim de outubro linha própria para a compra da casa própria. São Paulo participará do projeto piloto. Outros estados entram no programa até o fim do ano, de acordo com o diretor de crédito imobiliário do BB, Paulo Rogério Cassarelli. O banco, que não revelou a taxa de juros a ser cobrada, abrirá financiamento para até 25 anos e 90% do valor do imóvel.
Atualmente, o banco tem crédito imobiliário com recursos da Poupex, poupança do Exército, com taxas que variam de 8,95% a 12% mais TR (Taxa Referencial), em até 20 anos.
Segundo o gerente executivo de crédito imobiliário do BB, Denilson Molina, a instituição não descartou ampliar o prazo para 30 anos, como já acontece com a Caixa Econômica. Mas por enquanto, não identificou maior demanda para esse prazo. O Banco do Brasil pretende trabalhar com produtos diferenciados para atrair também novos clientes.
Este ano, até agosto, as operações de crédito imobiliário, realizadas pelos agentes financeiros do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), já superam em volume e em unidades financiadas todo o ano de 2006. O crescimento em recursos foi de 73,7% e 60,12%, em unidades financiadas, pelas contas da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
Fonte: O Dia
Notícias - Crédito Imobiliário:
- Até agosto, crédito imobiliário já supera o valor contratado em 2006
- Financiamentos de imóveis pelo SBPE têm crescimento de 73,7%
- Em dez anos, aumenta mais de 12 vezes total concessão de crédito imobiliário
Notícia - EUA:
- Construção de casas nos EUA cai 2,6% em agosto
Notícias - Bancos:
- Bradesco vai ampliar carteira de crédito imobiliário em R$ 1 bi
- Casa própria do BB começa por SP
Notícia - Mercado Imobiliário - SP:
- Venda de imóveis em São Paulo cresce quase 10%
Notícia - FGTS:
- FGTS garante crédito
Notícias - Crédito Imobiliário:
Até agosto, crédito imobiliário já supera o valor contratado em 2006
Em agosto, o volume de novas operações contratadas pelos agentes financeiros do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que opera com recursos das cadernetas de poupança, atingiu R$ 1,801 bilhão - novo recorde mensal, também registrado no número de unidades financiadas (18.428).
Entre janeiro e agosto de 2007, o volume de operações chegou a R$ 10,331 bilhões, com crescimento de 73,7% em relação ao mesmo período do ano passado (quando foram emprestados R$ 5,945 bilhões). Nos últimos 12 meses, até agosto, o total contratado alcançou R$ 13,726 bilhões, superando em 73,6% o volume atingido nos 12 meses anteriores.
Quanto à quantidade de imóveis, elevou-se a 117.237 o total de unidades financiadas neste ano (mais do que as 113.873 unidades do ano passado) e a 157.890 o número de unidades financiadas nos últimos 12 meses, com avanço de 58% em relação aos 12 meses anteriores.
Os sucessivos recordes alcançados pelo SBPE sinalizam que o volume de contratações em 2007 deverá superar R$ 15 bilhões e 160 mil unidades financiadas.
Também foi positivo o desempenho da captação líquida de recursos por intermédio dos depósitos de poupança. Em agosto, os depósitos superaram os saques em R$ 2,375 bilhões (número inferior, neste ano, apenas ao de julho, de R$ 2,695 bilhões), elevando a captação líquida dos primeiros oito meses de 2007 a R$ 11,045 bilhões. Com isto, o saldo total das cadernetas de poupança chegou a R$ 168,745 bilhões, superando em 24,5% o saldo de R$ 135,592 bilhões registrado em agosto do ano passado.
Fonte: O Globo
Financiamentos de imóveis pelo SBPE têm crescimento de 73,7%
As operações de crédito imobiliário realizadas até agosto pelos agentes financeiros do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) já superam em volume e em unidades financiadas todo o ano de 2006.
Segundo a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), as operações somam R$ 10,331 bilhões, com crescimento de 73,7% em relação aos oito primeiros meses de 2006. O volume contratado em todo o ano passado foi de R$ 9,340 bilhões.
Unidades - O número de unidades financiadas de janeiro a agosto foi de 117.237, com expansão de 60,12% em relação ao mesmo período de 2006. As unidades financiadas em todo o ano passado totalizaram 113.873.
De acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança, em agosto o volume de novas operações contratadas pelos agentes do SBPE, que operam com recursos das cadernetas de poupança, atingiu R$ 1,801 bilhão – novo recorde mensal, também registrado no número de unidades financiadas (18.428).
Recordes - Para a associação, os sucessivos recordes alcançados pelo SBPE sinalizam que o volume de contratações em 2007 deverá superar R$ 15 bilhões e 160 mil unidades financiadas.
Também é positivo o desempenho da captação líquida de recursos por intermédio dos depósitos de poupança.
Em agosto, os depósitos superaram os saques em R$ 2,375 bilhões, valor inferior, neste ano, apenas ao de julho, de R$ 2,695 bilhões.
Captação - Com o desempenho de agosto, a captação líquida dos primeiros oito meses de 2007 alcançou R$ 11,045 bilhões.
Assim, o saldo total das cadernetas de poupança no País atingiu a marca dos R$ 168,745 bilhões, superando em 24,5% o saldo de R$ 135,592 bilhões registrado em agosto do ano passado.
Vendas subiram 9,76% em todo o Estado
A venda de imóveis no Estado de São Paulo cresceu 9,76% no primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano passado.
Foram 14.430 unidades vendidas até junho, ante 13.147 unidades no primeiro semestre de 2006.
Em valores, foram negociados R$ 4,37 bilhões, com crescimento de 6,26% em relação R$ 4,12 bilhões de igual período do ano passado. Os números são Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo).
Segundo Romeu Chap Chap, presidente do Secovi, o momento para o mercado habitacional é positivo e caminha junto com o bom momento da economia brasileira.
O mercado habitacional está crescendo substancialmente e, através do marco regulatório do setor, das leis sobre financiamentos imobiliários e a concorrência entre os bancos, o mercado imobiliário alavanca e o crescimento vai ser contínuo. Para Chap Chap, a crise imobiliária americana não afeta o mercado brasileiro. Segundo ele, o problema nos EUA foi por excesso de financiamento desqualificado.
Fonte: Diário ABC
Em dez anos, aumenta mais de 12 vezes total concessão de crédito imobiliário
Nos últimos dez anos, aumentou em 12 vezes o total de crédito concedido pela iniciativa privada para a compra de imóveis. Pesquisa divulgada na última terça-feira (18) pela incorporadora Agra, durante apresentação do seminário "O Brasil já vive um boom imobiliário?", mostrou que esse total passou de 17,8 bilhões para 214,5 bilhões neste ano. No mesmo período de tempo, o prazo máximo de pagamento saltou de 36 meses para 360 meses.
Dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgados no mesmo evento apontaram que, nos sete primeiros meses do ano, o número de unidades financiadas passou de 61,6 mil, em 2006, para 98,8 mil, em 2007. Já o valor dos financiamentos no mesmo período avançou 72% - de R$ 4,961 bilhões, em 2006, para R$ 8,525 bilhões em 2007.
Motivadores do resultado
Conforme o coordenador da FGV Projetos, Fernando Garcia, a queda dos juros, o aumento dos prazos de financiamento para 20 anos em média e a capitalização das 22 empresas do setor com ações na bolsa de valores foram responsáveis por esse resultado. E o desempenho fará ainda que a construção civil e os negócios imobiliários retomem uma posição de liderança na formação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro nos próximos anos.
Para a Agra, as flexibilizações para a aquisição da casa fizeram que mais famílias tivessem capacidade de pedir crédito imobiliário. Por exemplo, para poder financiar 80% de uma moradia com preço de R$ 100 mil, com juros anuais de 7,5%, era necessário renda mensal de oito salários mínimos, com prazo de 15 anos. Saltando para 30 anos o período do pagamento, caiu para seis salários mínimos a necessidade de ganho mensal.
Investimentos garantidos
Ricardo Setton, diretor de Relações com o Investidor da Agra Incorporadora, uma das 11 empresas que abriram capital neste ano, informou que possui um landbank (estoque de terrenos) equivalente a R$ 11 bilhões.
Para Garcia, números desse tipo garantem o crescimento da atividade até 2010, ainda que o mundo cresça menos nos próximos anos, em decorrência de eventual acirramento da crise financeira internacional, ocasionada pela crise do crédito de alto risco dos Estados Unidos, o subprime. O motivo é que esses investimentos já estão garantidos.
Fonte: InfoMoney (Adriele Marchesini)
Notícia - EUA:
Construção de casas nos EUA cai 2,6% em agosto
A construção de casas nos EUA teve uma queda de 2,6% em agosto, para uma taxa anualizada de 1,331 milhão de unidades. Foi o menor ritmo em 12 anos, em meio à crise no mercado imobiliário do país. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Departamento do Comércio.
O mercado imobiliário vem lidando há mais de um ano com uma contínua desvalorização de imóveis e quedas de vendas no país. A crise no mercado de hipotecas de risco, causada pelo crescimento da inadimplência, também afetou o mercado imobiliário do país.
Em julho, a taxa anualizada de novas construções de residências nos EUA havia sido de 1,38 milhão. A expectativa dos analistas era de que a taxa cairia para 1,35 milhão de unidades no mês passado.
O número de alvarás de construção --vistos como sinal de confiança das construtoras no mercado-- caiu para 1,31 milhão (taxa anualizada), contra 1,39 milhão em julho (a expectativa era de queda para 1,34 milhão).
Confiança
Ontem a NAHB (Associação Nacional de Construtores Residenciais, na sigla em inglês) informou que o índice de confiança dos construtores residenciais caiu para 20 pontos neste mês (contra 22 em agosto), repetindo o dado de janeiro de 1991. Foi também o sétimo resultado consecutivo de queda --a última alta no índice foi registrada em fevereiro deste ano, quando chegou a 39 pontos.
"Os construtores estão preocupados com o medo dos compradores diante das notícias sobre os problemas no mercado de hipotecas e os efeitos sobre os preços dos imóveis", disse o presidente da associação, Brian Catalde.
Fonte: Correio Braziliense
Notícias - Bancos:
Bradesco vai ampliar carteira de crédito imobiliário em R$ 1 bi
Brasília, 21 de Setembro de 2007 - O Bradesco vai ampliar em R$ 1 bilhão a carteira de crédito destinada ao financiamento imobiliário no ano que vem. Este ano, até outubro, o banco deve fechar R$ 3 bilhões nessa categoria de financiamentos. Essa modalidade de crédito é a que mais cresce no país. Este ano, as operações de crédito imobiliário com recursos da poupança atingiram R$ 10,3 bilhões. O Bradesco é o líder no financiamento de imóveis entre os bancos privados e perde apenas para a Caixa Econômica Federal.
Mas o banco também quer ser o primeiro em crédito consignado. De acordo com o presidente do maior banco privado do Brasil, Márcio Cypriano, a instituição pretende se tornar líder nas operações de crédito consignado a partir de abril do próximo ano. Ele tem planos estruturados em uma base sólida de contratos, que fechou julho deste ano com R$ 250 milhões em crédito consignado.
A idéia, de acordo com Cypriano, é manter o ritmo de crescimento e ultrapassar o líder neste mercado, o banco BMG. "O BMG é quem, por enquanto, tem a liderança do crédito consignado. Existe um acordo operacional deste crédito que termina em outubro ou novembro", disse.
No caso do crédito imobiliários, Cypriano avalia que há muito espaço para o banco expandir no setor. De acordo com ele, as alterações realizadas nas leis que regulavam o crédito imobiliário no país trouxeram mais segurança para as instituições ampliarem os investimentos. "Temos vários lançamentos imobiliários novos no mercado e, de fato, podemos financiar grandes volumes".
A expectativa do presidente do Bradesco é que em 2007 o banco feche com crescimento de 23% a 27%. Essa estimativa foi feita com base em expansão de 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB), conforme previsão feita pelo próprio banco, mais otimista do que as previsões do governo, que conta com crescimento de 5%.
Para ele, um dos melhores negócios para o setor financeiro atualmente é a aquisição de bancos estatais. Isso porque esses bancos possuem a folha de pagamento do funcionalismo públicos. "Além de receberem seus salários, as pessoas concentram suas operações financeiras, como pagamentos de contas".
De acordo com as informações do Bradesco, em 2000 eram 6 milhões de clientes e neste ano o banco vai fechar com 36 milhões de clientes em mais de três mil agências no país, além de 2600 pontos de atendimento bancários e mais de 5700 pontos do Banco Postal, entre outros.
Sobre a possibilidade de rompimento da parceria entre os Correios e o Bradesco para constituição da rede de 5707 pontos do Banco Postal, Cypriano afirmou que não foi contato pelos Correios. De acordo com ele, o contrato permite o acesso de mais de seis milhões de pessoas de baixa renda aos serviços bancários. Ele afirma que o contrato é vantajoso para o Bradesco, para população e principalmente para os Correios que recebem, em média, R$ 15 milhões mensais pelos serviços prestados.
Casa própria do BB começa por SP
Os paulistas serão os primeiros a contar com a nova linha de crédito para financiamento de imóveis que o Banco do Brasil (BB) lança no final de outubro. A instituição escolheu São Paulo para testar o produto, que oferece crédito de 90% do valor total em até 300 meses (25 anos), a famílias com renda mínima de três salários mínimos (hoje R$ 1.140). A previsão do banco é que até o final do ano a oferta seja ampliada aos demais Estados.
As informações são de Paulo Cassarelli, diretor de Crédito Imobiliário do BB. Até agora, o banco conta com duas linhas para financiamento imobiliário, com prazos de 20 anos. Para imóveis até R$ 150 mil, é permitido financiar no máximo 80%; na faixa entre R$ 150,1 mil e R$ 350 mil, é possível financiar até 75% do total.
De acordo com Cassarelli, o novo produto surgiu da necessidade de o banco adequar-se ao mercado, que oferece financiamento com prazos cada vez mais longos. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, lançou este mês a oferta de crédito para compra de imóveis com 30 anos para pagar.
Cassarelli explica que ainda não é possível falar em juros ou volume de recursos, mas adianta que serão “taxas competitivas” e que todas as demandas que se enquadrem no produto serão atendidas. Ele acrescentou que os focos dos financiamentos serão tanto consumidores quanto empresas da construção civil. Na opinião de Miguel Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a nova alternativa reflete o novo filão que os bancos encontraram para aumentar os ganhos, no caso o crédito imobiliário.
R$ 16 bilhões disponíveis
Entre janeiro e agosto de 2007, o volume de contratos de financiamento imobiliário com recursos da caderneta de poupança atingiu R$ 10,3 bilhões, aumento de 73,7% ante o mesmo período do ano passado. A informação é da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
Segundo Osvaldo Fonseca, diretor-geral da Abecip, até o final do ano a estimativa é que o total chegue a R$ 16 bilhões. Segundo Mauro Costa, diretor de Crédito Imobiliário da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os recursos da poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)somam mais de 90% do que é destinado à compra de imóveis. Mauro informou que o total de FGTS previsto para financiamento em 2007 é de R$ 6,8 bilhões.
Fonte: Jornal da Tarde
Notícia - Mercado Imobiliário - SP:
Venda de imóveis em São Paulo cresce quase 10%
A venda de imóveis no estado de São Paulo cresceu 9,76% no primeiro semestre de 2007, em comparação com o igual período do ano passado. Foram 14.430 unidades vendidas nos seis primeiros meses deste ano contra 13.147 unidades no primeiro semestre de 2006. Em valores, foram negociados R$ 4,37 bilhões, com crescimento de 6,26% em relação ao primeiro semestre de 2006, quando o total negociado chegou a R$ 4,12 bilhões.
Os números foram apresentados nesta quarta-feira pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP) no lançamento do Salão Imobiliário São Paulo (Sisp), que vai ser realizado no período de 27 a 30 deste mês.
De acordo com o presidente do Secovi, Romeu Chap Chap, o momento para o mercado habitacional é positivo e caminha junto com o bom momento da economia brasileira.
- O mercado habitacional está crescendo substancialmente e, através do marco regulatório do setor, das leis sobre financiamentos imobiliários e a concorrência entre os bancos, o mercado imobiliário alavanca e o crescimento vai ser contínuo.
Para Chap Chap, a crise imobiliária americana não afeta o mercado brasileiro.
- A crise americana não afetará o mercado brasileiro, que é muito forte, está aquecido, e há grande demanda. E a crise imobiliária americana foi por excesso de financiamento desqualificado - destacou Chap Chap.
Segundo ele, é só olhar pelas ruas e verificar a quantidade de empreendimentos habitacionais para que se perceba o momento.
- O Brasil está virando um canteiro de obras.
Em contrapartida, como reflexo deste momento, "estão faltando engenheiros e mestres de obras no Brasil inteiro", acrescentou.
Outro fator que aquece o mercado são os empreendimentos que dão prioridade à população de baixa renda.
- Nós estamos começando um processo de atender a baixa renda. Mesmo com os recursos do fundo de garantia [FGTS], que, de certa maneira, eram utilizados para financimento de habitação popular, a baixa renda estava pouco atendida - disse Chap Chap.
De acordo com o presidente do Secovi, os bancos viram a necessidade de entrar no mercado de imóveis para baixa renda.
- Está havendo crescimento da renda do brasileiro, está havendo diminuição da pobreza, e isso siginifica que tem uma massa de pessoas neste país que começa a ter condições de comprar um imóvel em vez de pagar aluguel.
Para ele, o Plano de Aceleração de Crescimento (PAC) está diretamente ligado neste nicho.
- O PAC tem a ver com a construção imobiliária de baixa renda, tem muitos recursos sendo alocados.
Por fim, Chap Chap destacou a importância da construção civil para a economia do país.
- A construção civil é a grande alavancadora da economia, sem dúvida nenhuma. E a imobiliária, em particular, preenche todos os espaços (criados pela construção civil)
Fonte: O Globo
Notícia - FTGS:
FGTS garante crédito
Após aprovar a redução de 0,5% na taxa de juros do financiamento habitacional para tomadores de empréstimos habitacionais titulares do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), o Conselho Curador quer agora estabelecer novas regras para os trabalhadores, como o crédito pré-aprovado para a casa própria. Para elaborar as mudanças, formou-se um grupo de trabalho.
A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, confirmou ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que apóia as mudanças. “A saúde financeira do FGTS é hoje fruto, principalmente, de uma boa gestão, e é importante dividirmos isso com os fundistas”, disse a presidente da Caixa ao ministro. “O fundo precisa se voltar cada vez mais para os verdadeiros donos dos recursos”, afirmou Lupi, no encontro.
Ontem, o Ministério do Trabalho divulgou que as ações de fiscalização nas empresas resultaram na recuperação de R$ 214 milhões para contas do FGTS — 19% a mais que no mesmo período no ano passado. Segundo a chefe da Divisão de Fiscalização do FGTS, Maria Dolores Schenfert, o avanço se deve à estratégia fixada este ano, que levou ao crescimento do número de trabalhadores alcançados pelos auditores.
O vice-presidente da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças), Miguel de Oliveira, que prevê redução de 4% nos financiamentos habitacionais a partir das mudanças promovidas pelo Conselho Curador, está otimista em relação ao projeto de lei aprovado no Senado, que assegura a portabilidade do crédito para quem tem consignado, confirmando a boa maré para os trabalhadores.
“É positivo, porque essa mobilidade é vedada a quem trabalha no segmento privado e só pode financiar no banco em que recebe. Os juros vão ceder mais para esses”, explica.
Segundo ele, para quem tomou crédito há dois anos, por exemplo, a vantagem seria grande: “Os juros eram bem superiores”.
Professor do Ibmec, Fábio Fonseca diz que os bancos traçam perfis das taxas específicos, segundo os riscos de cada categoria, o que gerou patamares para aposentados e pensionistas, servidores e trabalhadores privados. Fonseca crê que, individualmente, os bancos criem oportunidades para atrair e fidelizar, com juros menores, por negociação.
Mais um banco empresta para motoboy
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, vai procurar pessoalmente o presidente do Banco do Brasil (BB), Antônio Francisco de Lima Neto, como fez com a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, para apresentar e discutir a proposta de criação de linha de crédito especial para os taxistas, mototaxistas e motoboys.
O objetivo é traçar, com os bancos oficiais, um programa específico de financiamento de longo prazo, beneficiando os trabalhadores com parcelas, nas palavras de Lupi, “mais suaves” que o mercado oferece hoje.
A Caixa Econômica Federal não quer adiantar detalhes sobre o programa, porque o formato ainda não foi fechado com o Ministério do Trabalho. Em breve, as condições de financiamento nos dois bancos serão divulgadas pelo governo.
Para os motoboys, que foram a Brasília no ínicio da semana pedir o apoio de Lupi para a aprovação do Projeto de Lei nº 6.302, que regulamenta o exercício da atividade, o ministério reserva outra novidade. No ano que vem, a categoria, formada por pelo menos 2 milhões de trabalhadores, receberá atenção e terá um programa específico de qualificação do Plano Nacional de Qualificação. Os cursos vão seguir o movimento de profissionalização do segmento, formando novos motoboys e mototaxistas do mercado.
BB: nova linha a partir de outubro
O Banco do Brasil lança até o fim de outubro linha própria para a compra da casa própria. São Paulo participará do projeto piloto. Outros estados entram no programa até o fim do ano, de acordo com o diretor de crédito imobiliário do BB, Paulo Rogério Cassarelli. O banco, que não revelou a taxa de juros a ser cobrada, abrirá financiamento para até 25 anos e 90% do valor do imóvel.
Atualmente, o banco tem crédito imobiliário com recursos da Poupex, poupança do Exército, com taxas que variam de 8,95% a 12% mais TR (Taxa Referencial), em até 20 anos.
Segundo o gerente executivo de crédito imobiliário do BB, Denilson Molina, a instituição não descartou ampliar o prazo para 30 anos, como já acontece com a Caixa Econômica. Mas por enquanto, não identificou maior demanda para esse prazo. O Banco do Brasil pretende trabalhar com produtos diferenciados para atrair também novos clientes.
Este ano, até agosto, as operações de crédito imobiliário, realizadas pelos agentes financeiros do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), já superam em volume e em unidades financiadas todo o ano de 2006. O crescimento em recursos foi de 73,7% e 60,12%, em unidades financiadas, pelas contas da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
Fonte: O Dia
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
As notícias de hoje, 20/09, são:
As notícias de hoje, 20/09, são:
Notícias - Setor Imobiliário:
- Setor de imóveis prevê alta de 35%
- Consórcio de imóveis cresce 90% em 3 anos
- FGV aponta os caminhos do mercado imobiliário
- O risco na expansão do Crédito Imobiliário e a aplicação da Tabela Price serão analisados por especialistas
- Poupança financia R$ 10,3 bi em imóveis de janeiro a agosto
Notícias - EUA:
- Economistas já esperam novo corte de 0,25 ponto em outubro
- Ação do Fed ignora más interpretações
Notícias - Setor Imobiliário:
Setor de imóveis prevê alta de 35%
A crise no mercado imobiliário americano não teve impacto no crédito habitacional brasileiro. O crescimento recorde registrado até julho deve se manter até o fim do ano. A expectativa é que o volume total de concessões deva atingir R$ 21,8 bilhões, crescimento de 35% em relação aos R$ 16,1 bilhões de 2006.
A grande explosão se deve a forte entrada dos bancos de varejo no segmento. As concessões dessas instituições devem subir dos R$ 9,34 bilhões do ano passado para R$ 15 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
O número de imóveis deve ser praticamente o mesmo do ano passado, com o financiamento de 500 mil unidades, diz o coordenador da FGV Projetos, Fernando Garcia, mas o valor dos financiamentos já cresceu 33% até julho e deve manter taxa semelhante até o fim do ano já que os meses de setembro a novembro são bastante fortes no setor.
De fato, a expectativa para o quarto trimestre é bastante positiva. O responsável pela área de Relações com Investidores da incorporadora Agra, Ricardo Setton, afirma que, da previsão inicial de R$ 1 bilhão em vendas para este ano, mais da metade está programada para os próximos meses. A empresa tem o quarto maior banco de terrenos no país, estimado em R$ 11 bilhões.
O professor da FGV lembra ainda que os investimentos no setor continuam muito fortes. "A expansão dos financiamentos habitacionais, no valor de R$ 12,7 bilhões, foi responsável por 26,3% do aumento dos investimentos totais no país", explica, enfatizando que esse movimento só foi possível pela forte expansão do crédito.
"O crédito imobiliário ficará cada vez mais acessível", acredita o superintendente de Relacionamento Institucional da área de negócios imobiliários do Santander, Mauro Costa. Segundo ele, a perspectiva de queda dos juros e a ampliação dos prazos deve elevar até mesmo a demanda nas classes mais baixas.
Além disso, lembra ele, hoje o aluguel varia entre 0,5% a 0,8% do valor do imóvel, correspondendo a prestações equivalentes a financiamentos com taxas entre 7% e 10% ao ano. Com isso, diz Costa, os bancos devem ampliar cada vez mais a concorrência na faixa de renda entre três e dez salários mínimos. "Mercado está se organizando para atender este mercado", diz.
Fonte: Valor Econômico
Consórcio de imóveis cresce 90% em 3 anos
O crescimento do setor de consórcio imobiliário vem despertando o interesse dos consumidores que procuram uma alternativa para comprar a casa própria. Segundo dados da associação do setor, o número de pessoas que procuram esse tipo de modalidade cresceu quase 90% nos últimos três anos e chegou a 430 mil clientes.
A vantagem do consórcio em relação ao financiamento imobiliário é que o preço final do imóvel será menor, já que não há cobrança de juros. Isso porque, em vez de um empréstimo, o consórcio funciona como uma espécie de poupança.
A principal desvantagem, por outro lado, é a possibilidade de ter de esperar por até dez anos para comprar a casa própria, caso a pessoa não seja sorteada ou não consiga dar lances suficientemente altos para tirar a carta de crédito.
O diretor da Caixa Consórcios, Antonio Limoni, diz que os dois produtos se destinam a consumidores com objetivos diferentes. “Quem está no consórcio não está buscando o imóvel de imediato, está fazendo uma economia para comprar o imóvel mais adiante. Já a pessoa que opta pelo financiamento quer comprar o imóvel hoje”, diz Limoni.
Ele diz que, por essas características, a procura pelo financiamento ainda é maior que a venda de consórcios. Na Caixa, por exemplo, foram financiados 500 mil imóveis em 2006, enquanto a carteira de consorciados ficou em 115 mil pessoas.
Como funciona
Nos últimos anos, o setor de consórcios conseguiu crescer, principalmente, graças aos segmentos de motos e imóveis, enquanto vê cair o número de participantes na área de veículos leves. Esse movimento se deve, entre outros motivos, ao barateamento do crédito ao consumidor desde 2005.
Um dos atrativos para o consórcio de imóveis, em relação a outras modalidades, está na possibilidadede se utilizar o saldo do FGTS para dar lances e tentar ser contemplado antes.
Além disso, o reajuste das parcelas é anual, feito pelo INPC, um dos índices de inflação calculados pelo IBGE. Os prazos, no entanto, são mais curtos - variam, em geral, de 90 a 120 meses (dez anos)- do que os do financiamento imobiliário, que pode chegar a 25 anos.
Essa modalidade também tem outra característica diferente em relação aos consórcios de veículos e motos. Ao invés de sair com o produto na mão, o consumidor sai do consórcio com uma carta de crédito para poder comprar o apartamento, novo ou usado, assim como acontece no financiamento imobiliário.
Vantagens e desvantagens
Segundo o professor de matemática financeira José Nicolau Pompeo, o consórcio é um negócio mais vantajoso para aqueles que vão ser contemplados no início. Depois, essa vantagem vai diminuindo, até se tornar um “mau negócio” para quem ficou para o final. “O último a receber vai passar a maior parte do tempo pagando, mas sem poder utilizar o bem”, diz Pompeo.
Por isso é importante que o cliente analise a necessidade de urgência e a capacidade para dar lances.
Empréstimo caro
A assistente administrativa Silvana Gonçalves Monteiro e seu namorado, por exemplo, optaram pelo consórcio para trocar de apartamento.
Ela disse que considerou “exorbitantes” os valores cobrados no empréstimo imobiliário tradicional e preferiu entrar no consórcio porque possui dinheiro para dar um lance alto ainda nos primeiros meses.
Silvana afirmou que pretende vender um apartamento do casal e utilizar parte do dinheiro para dar um lance de 25% do valor da carta de crédito. “Se não tivesse como dar um lance, talvez fizesse o financiamento normal”, diz Silvana.
Sem juros
Em geral, um financiamento costuma ter uma prestação entre 40% e 45% mais cara que um consórcio, devido aos juros cobrados no período. “A vantagem do consórcio é sempre a questão dos juros”, diz Rogério Dutra Pereira, gerente regional da empresa de consórcios Embracon.
Em compensação, o consorciado sempre correrá o risco de ter de esperar até o final do período, que pode chegar a dez anos, para comprar o seu imóvel.
Para escapar do fim da fila, uma forma de tentar ser vitorioso em um consórcio, sem depender dos sorteios, é ofertar lances mais altos que a prestação mensal. A maioria das empresas oferece duas modalidades: laces fixos, no valor de 20% a 30% da carta de crédito, e lances livres, que variam de acordo com a possibilidade do cliente.
“Quanto maior o percentual do lance maior a chance de ser contemplado”, diz o gerente da Embracon.
Ele lembra que o lance nada mais é do que uma antecipação da prestação. Isso significa que, além de ter mais chances de comprar o imóvel antes, a pessoa que faz a oferta pode reduzir as parcelas mensais que ainda restam a pagar.
Isso porque o saldo devedor fica menor e pode ser recalculado. Outra possibilidade é manter o valor da prestação mensal e diminuir o prazo de pagamento, uma boa opção para aqueles que podem se livrar logo da dívida.
Na Caixa, por exemplo, 45% dos contemplados são pessoas que oferecem lances livres; 25%, lances fixos; e os outros 30% são premiados pelos sorteios.
Taxas
Assim como no financiamento imobiliário, o consumidor deve ficar atento na hora de escolher a empresa de consórcio. Em primeiro lugar é preciso checar a idoneidade da companhia.
No site do Banco Central é possível saber mais sobre a regulamentação dos consórcios no país. Há também um endereço para verificar a situação das empresas (http://www.bcb.gov.br/?CONSADM) e a lista daquelas que estão impedidas de constituir novos grupos (http://www5.bcb.gov.br/fis/consorcio/Pconsorcio.asp).
Outro problema são as taxas. A maioria dos consórcios cobra taxa de administração, seguro de vida, fundo de reserva, taxa de adesão e seguro contra inadimplentes. Juntas elas podem representar até 12% da prestação mensal. Por isso, os especialistas recomendam que o consumidor pesquise bem as tarifas.
Perguntas e respostas
Como funciona um consórcio?
Consórcio é um sistema de compra parcelada em grupo, onde o valor do bem é distribuído por um prazo determinado. Nele, um grupo de pessoas se reúne e estabelece o valor final do imóvel desejado.
A partir daí, com o grupo criado, será paga mensalmente uma quantia à administradora e, no final do período acertado, todos do grupo recebem uma carta de crédito que pode ser utilizada na aquisição ou construção do imóvel.
Qual a diferença do consórcio imobiliário?
A diferença do consórcio imobiliário para os outros é que, ao invés de receber uma casa pronta, o consorciado recebe uma carta de crédito no valor estipulado em contrato. Com a carta de crédito em mãos, basta encontrar o imóvel que deseja.
Sorteios e lances
No consórcio imobiliário também são feitos sorteios e lances. Quem é sorteado recebe a sua carta de crédito, faz a opção pela modalidade aquisição ou construção e vai em busca de seu imóvel. Caso o associado deseje, é possível dar um lance e arrematar a carta antes do tempo.
Nos dois casos, o associado deve continuar pagando as prestações até o final. Mas quem dá um lance, pode reduzir o valor da mensalidade ou diminuir o prazo de pagamento.
Fonte: Gazeta do Povo - PR
FGV aponta os caminhos do mercado imobiliário
Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgado ontem mostra que o mercado imobiliário brasileiro, apesar dos bons resultados nos últimos dois anos, ainda tem muito espaço para crescer. Os investimentos em habitação no Brasil estão longe dos praticados em outros países. Segundo o levantamento, por aqui o investimento per capita, entre 1995 e 2005, foi de US$ 327, enquanto nos Estados Unidos foi de US$ 1.846 e na Espanha de US$ 1.588. "Houve uma evolução pouco expressiva de 1970 a 2005", afirma o economista e coordenador da FGV Projetos, Fernando Garcia, responsável pelo estudo.
Da expansão média anual do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,38% entre 1995 e 2005, o mercado imobiliário local contribuiu com 0,24 ponto percentual. Os dados da Coréia do Sul mostram que os investimentos do setor representam 0,57 ponto percentual dos 4,85% do avanço do PIB. Esse percentual de investimento coreano (0,57%) era quase o mesmo do Brasil (0,60%) entre 1975 e 1985. Nesse período, foram adquiridas pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) 500 mil unidades. De julho de 2006 a junho de 2007, foram financiadas 140 mil unidades habitacionais, sendo 44% imóveis novos.
Com a expansão de crédito, a expectativa, segundo Garcia, é a de que haja um aumento de valor investido, mas não de número de unidades financiadas. No primeiro semestre de 2007, o financiamento habitacional cresceu 33% e deve alcançar os 40% até o fim do ano. Se isso ocorrer, o valor de financiamento terá dobrado em dois anos. Crise – Para Garcia, o Brasil tem potencial para se tornar importador de parte do capital que seria investido no setor imobiliário nos Estados Unidos, mas que não o será por conta da crise.
Ele afirma que para o Brasil receber mais investimentos deveria também ter um fundo garantidor de empréstimo para a baixa renda: uma espécie de seguro contra a inadimplência, que gira em torno de 20% no sistema do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e 3% no sistema bancário. Articular a política de subsídio com a de crédito também estimularia o setor. Segundo o superintendente de Relacionamento Institucional da vice-presidência de Negócios Imobiliários do Santander Brasil, Mauro Costa, novos mecanismos devem ser desenvolvidos para desburocratizar a aprovação de projetos e com isso ampliar os investimentos.
Fonte: Diário do Comércio - SP
O risco na expansão do Crédito Imobiliário e a aplicação da Tabela Price serão analisados por especialistas
Os principais problemas que atingem o consumidor de crédito e dos demais produtos e serviços bancários serão analisados por especialistas num Ciclo promovido conjuntamente pelo Ministério Público de São Paulo, Fundação Procon de São Paulo e pela PRO TESTE Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. No próximo dia 28, o foco será o crédito imobiliário.
As inscrições para o evento são gratuitas, mas as vagas limitadas. Os interessados podem se inscrever pelo e-mail: seminario@proteste.org.br ; pelo telefone (11) 3119-9844, ou pelo site: http://www.procon.sp.gov.br/cursos.asp
Entre os temas em debate estarão o risco na expansão do crédito imobiliário, a aplicação da Tabela Price, a responsabilidade social na oferta do crédito, a importância da informação sobre a taxa de juros e outros custos envlvidos nos contratos, além de outras importantes questões para o consumidor nessa área.
Veja o programa completo do 1º Ciclo:
Programa
Ciclo : Informação como instrumento de equilíbrio no crédido e serviços bancários
1º Ciclo : Crédito Imobiliário
Dia 28 de setembro de 2007
Horário: 9h - 12h30
Local: Auditório Tylene de Morais, do Ministério Público do Estado de São Paulo, à Rua Riachuelo, 115 - 9º andar - Centro - São Paulo
9h - Abertura:
Rodrigo Ribeiro Rebello Pinho
Procurador Geral de Justiça do Estado de São Paulo
Coordenador do Ciclo: Roberto Pfeiffer
Diretor do Procon São Paulo
Convidados:
1. Fernando Garcia Coordenador de Projetos Fundação Getúlio Vargas
Coordenador - Projetos - Fundação Getúlio Vargas
2. Teotônio Rezende - Superintendente da Caixa Econômica Federal
3. Carlos Eduardo Duarte Fleury -Superintendente Geral da Abecip - Associação Brasileira de Empresas de Crédito Imobiliário e Poupança
4. Maiocon Truppel Machado - Advogado especialista em Sistema Financeiro da Habitação, Consultor Jurídico da ABMH Associação Brasileira da Habitação e Conselheiro da OAB/SC.
Debatedores:
1. Marco Antonio Zanellato - Procurador de Justiça
2. Edson Rovina - Matemático e Perito Financeiro - "responsável pelo expurgo da tabela price nos contratos imobiliários - na jurisprudência"
3. Márcio Mello Casado - Advogado e autor de obras nas áreas direito
4. Karen Camacho - Jornalista da Folha on line
Fonte: Maxpress
Poupança financia R$ 10,3 bi em imóveis de janeiro a agosto
Valor destinado ao crédito imobiliário em oito meses já é maior do que foi alcançado em todo o ano de 2006
Márcia De Chiara - OESP
O financiamento para compra da casa própria com dinheiro da poupança é recorde pelo segundo mês consecutivo. Em agosto, os bancos emprestaram R$ 1,8 bilhão, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
É a maior marca mensal desde 1984 e reflete o excepcional momento do mercado imobiliário, com crédito farto, prazos de financiamento que chegam a 30 anos, prestações fixas e forte concorrência entre os agentes financiadores, que incluem não apenas bancos, mas também companhias hipotecárias.
'Em agosto, os financiamentos com recursos da poupança superaram o total empregado na habitação em todo o ano de 2002', observa o diretor-geral da entidade, Oswaldo Corrêa Fonseca. Naquele ano, o total foi de R$ 1,7 bilhão.De janeiro a agosto, os empréstimos somam R$ 10,3 bilhões, superando em 73,6% o total concedido no mesmo período de 2006 e o do ano inteiro de 2006, que foi de R$ 9,3 bilhões.
'Se esse ritmo se confirmar, nossa previsão é que o ano feche com R$ 16 bilhões da poupança voltados para o financiamento imobiliário, um recorde', diz o diretor da Abecip.
Também o total de unidades financiadas neste ano deve ultrapassar as marcas anteriores e somar 180 mil unidades. Até agosto, foram 117.237 mil e no ano passado inteiro, 113.873.
'O crédito é o grande motor do segmento imobiliário', afirma Ricardo Setton, diretor de Relações com Investidores da Agra Incorporadora. Ele observa que há 10 anos a taxa básica de juros, a Selic, que baliza o mercado, estava em 38% ao ano, caiu para 25% em 2002 e hoje está em 11,25%. O prazo máximo, que estava em 36 meses em 1997, cresceu para 100 meses em 2002 e atualmente é de 360 meses ou 30 anos.
Com isso, observa Fonseca, ficou mais fácil comprar imóvel. Hoje uma pessoa que ganha seis salários mínimos por mês (R$ 2.280) tem o acesso a uma linha de crédito para compra de imóvel que em 2004 só era possível para quem recebesse 14 salários mínimos (R$ 5.320) mensais.'O valor da prestação caiu e atualmente equivale a um aluguel. Em 2004, a mensalidade do financiamento correspondia a quatro vezes um aluguel', compara.
O bom momento do setor já tem reflexos na velocidade de vendas dos imóveis novos. No primeiro semestre deste ano o total de imóveis na cidade de São Paulo em relação ao ofertado foi de 17%, segundo pesquisa do Secovi-SP, o sindicato da habitação. 'Esse índice é recorde', afirma o vice-presidente de Comercialização e Marketing da entidade, Élbio Fernandes Mera. No primeiro semestre do ano passado esse indicador foi 13% e a média sempre girou em torno de 11%, observa.
Apesar do aquecimento do mercado com a demanda maior do que a oferta, Fernandes Mera observa que os preços dos imóveis não subiram. Ele argumenta que, com a abertura de capital das empresas, que já são 22, o setor está capitalizado e as companhias têm compromissos de apresentar resultados para os investidores, com metas de vendas estipuladas.
Outro indicador da exuberância do setor é a adesão ao Salão Imobiliário de São Paulo, que começa no dia 27, em São Paulo. Em quatro dias do evento, organizado pelo Secovi-SP, pela Alcantara Machado Feiras e Negócios e a Reed Exhibitions, 220 empresas, entre construtoras, incorporadoras, imobiliárias, bancos e companhias hipotecárias, vão trabalhar para vender 30 mil imóveis, o dobro da primeira edição da feira, ocorrida no ano passado.
Ricardo Matrone, diretor do evento, conta que uma das novidades deste ano é o maior número de bancos participantes, de mais dez, ante quatro em 2006, e a entrada de companhias hipotecárias, que começam a disputar os financiamentos. O foco dos negócios são imóveis residenciais de R$ 60 mil a R$ 250 mil.
Publication: Gazeta Mercantil - OnLine News - pt
Provider: Gazeta Mercantil / Investnews
Date: September
Crédito para imóvel atinge R$ 10 bi e já supera 2006
São Paulo, - As operações de crédito imobiliário com recursos da poupança atingiram R$ 10,3 bilhões em 2007, até agosto, segundo a Abecip, associação que reúne empresas do setor. O volume supera tudo que foi concedido em 2006. Até o final do ano, os desembolsos devem atingir R$ 16 bilhões, segundo Osvaldo Correa Fonseca, diretor da Abecip. O especialista lembra que a expansão do setor começou a partir de 2004, com a mudança nas leis que transformaram o crédito imobiliário num negócio mais seguro e mais atraente para os bancos. Neste ano, por exemplo, o Citibank decidiu retomar suas operações e o Banco do Brasil começa carreira solo no mês que vem.
Notícias - EUA:
Economistas já esperam novo corte de 0,25 ponto em outubro
As reduções de 0,5 ponto porcentual no juro básico e na taxa de redesconto, somadas ao comunicado divulgado ontem, indicam que o Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc) realizará mais um corte do juro, mas de menor magnitude (0,25 ponto), em outubro. Essa é a opinião de vários analistas econômicos de Wall Street ouvidos pelo Estado.
A redução do juro básico de ontem foi a primeira em quatro anos. O corte anterior foi em junho de 2003, quando a taxa básica foi reduzida de 1,25% para 1%. Com relação à taxa de redesconto, em 17 de agosto ela foi cortada em 0,5 ponto, com objetivo de amenizar o aperto de liquidez no mercado financeiro.
O economista do RBC Financial Capital para os EUA, Paul Ferley, avalia que o relatório de emprego relativo a agosto, que mostrou contração no número de postos de trabalho, revelou que era elevado o risco do impacto da turbulência nos mercados sobre o crescimento do país. 'O objetivo do corte é ajudar a economia.'
Na avaliação dos estrategistas, a decisão do Fed é resultado das indicações de que o enfraquecimento em Wall Street está afetando a chamada 'Main Street', ou seja, a vida dos americanos por meio da economia real, e não apenas pesando sobre os investimentos no mercado financeiro.
Mais do que isso, vários analistas classificam que, particularmente, o mercado de imóveis residenciais já está em território recessivo e vem pesando diretamente sobre o crescimento econômico do país.
O economista-chefe do banco Wachovia, John Silvia, observa que a decisão e o comunicado revelam que o Fed está preocupado com o impacto negativo da turbulência nos mercados sobre a economia. 'O Fed quer estar à frente do problema.' Ainda assim, o corte da taxa de redesconto beneficia bancos e instituições que estão enfrentando diretamente a escassez de liquidez nos mercados, avalia.
O vice-presidente sênior e diretor de pesquisa econômica da Alliance Bernstein, Joe Carson, concorda que foi um movimento 'preventivo' e classifica como surpreendente a decisão. Essa opinião é compartilhada por várias instituições em Wall Street. No entanto, Carson estima que 'o corte agressivo (do juro básico) tem por objetivo lidar com as expectativas e determinar a trajetória futura para o crescimento do país'.
Para o economista sênior do banco Wells Fargo, Scott Anderson, 'o corte foi uma dose saudável de remédio para a economia'. 'Há riscos claros ao crescimento e o corte foi agressivo para evitar a recessão', completa.
O economista Robert Mellman, do JP Morgan, previa um corte menor, mas acredita que o Fed foi capaz de evitar o temido risco moral por causa do estado da economia local. Ele cita também o claro enfraquecimento do mercado de imóveis residenciais no país. 'É uma bobagem falar em risco moral quando é a economia que está em risco. Houve um resgate da economia, e não dos investidores', afirma o economista-chefe da Standard and Poor's, David Wyss.
Fonte: Estadão (Nalu Fernandes)
Ação do Fed ignora más interpretações
O presidente do Federal Reserve, o banco central americano, Ben Bernanke, agiu agressivamente para impedir que a crise de liquidez afete a economia dos Estados Unidos com um corte surpreendente de meio ponto percentual nos juros, ignorando por enquanto os temores de que seu gesto poderia parecer uma ação para salvar investidores.
A medida indica que Bernanke considera que a turbulência iniciada há um mês no mercado que acabará causando muito mais danos à economia do que causou até agora, e portanto ele preferiu se arriscar a pecar pelo excesso que pela falta.
A medida foi tomada numa hora em que os indícios nos Estados Unidos apontam para uma queda substancial nas vendas de residências, na construção e nos preços nos próximos meses, algo que pode aumentar ainda mais a taxa de inadimplência nos créditos imobiliários, afetando os mercados e diminuindo o consumo.
Nesse processo, Bernanke pode ter-se mostrado mais próximo em estilo e táticas ao seu antecessor Alan Greenspan do que muitos suspeitavam. Isso traz o risco de a decisão ser criticada por ser benéfica a investidores. Mas Bernanke parece estar menos preocupado com esse risco do que em manter a economia fora da recessão.
É assim que o próprio Greenspan interpretou a medida. "A questão que eles tiveram de ponderar foi 'punir esses (especuladores) é mais importante do que fazer algo que eles consideraram ser um bem maior?' ", disse ele numa entrevista ontem ao canal de TV Fox News.
O Fed diminuiu sua meta de juros para os fundos federais, cobrada para empréstimos de curtíssimo prazo entre bancos, de 5,25% para 4,75%. Ele também fez corte semelhante nos juros dos empréstimos de redesconto, cobrados em empréstimos diretos para bancos, para 5,75%.
Os cortes, maiores do que a maioria dos economistas esperava, impulsionaram uma forte alta das bolsas. A Média Industrial Dow Jones, que subia apenas 70 pontos antes que a decisão fosse anunciada, ganhou 335,97 pontos (2,5%) e fechou em 13739,39, a maior valorização porcentual em um único dia desde 2003.
Entretanto, num indício de que alguns investidores temem que o corte possa causar pressões inflacionárias, o dólar caiu bastante, assim como a cotação dos títulos de longo prazo do Tesouro americano - levando a uma alta dos juros que eles pagam. O petróleo e o ouro subiram.
O Federal Reserve não deu nenhuma pista clara sobre qual será a sua próxima medida. "Ainda há algum risco de inflação", declarou. Mas "acontecimentos nos mercados financeiros (...) aumentaram a incerteza que cerca o cenário econômico".
Os mercados, no entanto, apostam alto que haverá um corte de 0,25 ponto porcentual na próxima reunião do Fed, em 30 de outubro.
O corte de 0,5 ponto porcentual foi um ponto de exclamação no drama que começou há mais de um mês. Em sua última reunião, em 7 de agosto, o Fed deixou os juros em 5,25% e indicou que continuava preocupado com a inflação. Dias depois, surgiram na Europa temores sobre os mercados de crédito, relacionados a prejuízos em fundos de hedge associados a bancos e veículos de investimento que os bancos mantinham fora do seu balanço e que haviam comprado créditos imobiliários americanos de alto risco. Nas últimas semanas, investidores e bancos ficaram cada vez mais desconfiados um do outro e indispostos a emprestar, aumentando os juros para todos os tipos de tomadores.
Em Wall Street, logo surgiram os pedidos para que o Fed baixasse os juros imediatamente. Em vez disso, o Fed, em 17 de agosto, diminuiu em 0,5 ponto porcentual sua taxa de juros para empréstimos de redesconto e facilitou as regras para obtê-los, na esperança de que os bancos usariam o redesconto para restaurar a liquidez no mercado de crédito. O objetivo, disseram autoridades do Fed na época, era fazer a distinção entre o papel do Fed em manter o sistema financeiro funcionando normalmente e sua responsabilidade pela estabilidade econômica.
Por outro lado, Greenspan tentava tratar as estabilidades financeira e econômica como inseparáveis, e considerava um corte nos juros como a melhor maneira de restaurar a confiança dos investidores e proteger a economia.
Seus críticos dizem que esses cortes, com o tempo, alimentaram a audácia dos investidores para assumir ainda mais dívidas e levar os ativos - primeiro as ações, depois a casa própria - para níveis cada vez maiores, o que tornou a correção final ainda mais dolorosa. Essas críticas se intensificaram tanto com a turbulência recente quanto com o lançamento do livro de memórias de Greenspan.
Bernanke ouviu essas críticas, mas em último caso se mostrou bem alinhando com o pensamento de Greenspan: o Fed não pode se responsabilizar pelo preço dos ativos, apenas pelo crescimento e pela inflação.
Autoridades do Fed vinham pendendo para um corte dos juros nas últimas semanas, mas o argumento em favor de um relaxamento maior pode ter sido selado por um relatório duas semanas atrás que revelava que o nível de emprego declinou em agosto pela primeira vez em quatro anos. Isso mostrou que a economia havia desaquecido significativamente antes mesmo que o impacto pleno da turbulência nos mercados fosse sentido.
Fonte: Valor Econômico
Notícias - Setor Imobiliário:
- Setor de imóveis prevê alta de 35%
- Consórcio de imóveis cresce 90% em 3 anos
- FGV aponta os caminhos do mercado imobiliário
- O risco na expansão do Crédito Imobiliário e a aplicação da Tabela Price serão analisados por especialistas
- Poupança financia R$ 10,3 bi em imóveis de janeiro a agosto
Notícias - EUA:
- Economistas já esperam novo corte de 0,25 ponto em outubro
- Ação do Fed ignora más interpretações
Notícias - Setor Imobiliário:
Setor de imóveis prevê alta de 35%
A crise no mercado imobiliário americano não teve impacto no crédito habitacional brasileiro. O crescimento recorde registrado até julho deve se manter até o fim do ano. A expectativa é que o volume total de concessões deva atingir R$ 21,8 bilhões, crescimento de 35% em relação aos R$ 16,1 bilhões de 2006.
A grande explosão se deve a forte entrada dos bancos de varejo no segmento. As concessões dessas instituições devem subir dos R$ 9,34 bilhões do ano passado para R$ 15 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
O número de imóveis deve ser praticamente o mesmo do ano passado, com o financiamento de 500 mil unidades, diz o coordenador da FGV Projetos, Fernando Garcia, mas o valor dos financiamentos já cresceu 33% até julho e deve manter taxa semelhante até o fim do ano já que os meses de setembro a novembro são bastante fortes no setor.
De fato, a expectativa para o quarto trimestre é bastante positiva. O responsável pela área de Relações com Investidores da incorporadora Agra, Ricardo Setton, afirma que, da previsão inicial de R$ 1 bilhão em vendas para este ano, mais da metade está programada para os próximos meses. A empresa tem o quarto maior banco de terrenos no país, estimado em R$ 11 bilhões.
O professor da FGV lembra ainda que os investimentos no setor continuam muito fortes. "A expansão dos financiamentos habitacionais, no valor de R$ 12,7 bilhões, foi responsável por 26,3% do aumento dos investimentos totais no país", explica, enfatizando que esse movimento só foi possível pela forte expansão do crédito.
"O crédito imobiliário ficará cada vez mais acessível", acredita o superintendente de Relacionamento Institucional da área de negócios imobiliários do Santander, Mauro Costa. Segundo ele, a perspectiva de queda dos juros e a ampliação dos prazos deve elevar até mesmo a demanda nas classes mais baixas.
Além disso, lembra ele, hoje o aluguel varia entre 0,5% a 0,8% do valor do imóvel, correspondendo a prestações equivalentes a financiamentos com taxas entre 7% e 10% ao ano. Com isso, diz Costa, os bancos devem ampliar cada vez mais a concorrência na faixa de renda entre três e dez salários mínimos. "Mercado está se organizando para atender este mercado", diz.
Fonte: Valor Econômico
Consórcio de imóveis cresce 90% em 3 anos
O crescimento do setor de consórcio imobiliário vem despertando o interesse dos consumidores que procuram uma alternativa para comprar a casa própria. Segundo dados da associação do setor, o número de pessoas que procuram esse tipo de modalidade cresceu quase 90% nos últimos três anos e chegou a 430 mil clientes.
A vantagem do consórcio em relação ao financiamento imobiliário é que o preço final do imóvel será menor, já que não há cobrança de juros. Isso porque, em vez de um empréstimo, o consórcio funciona como uma espécie de poupança.
A principal desvantagem, por outro lado, é a possibilidade de ter de esperar por até dez anos para comprar a casa própria, caso a pessoa não seja sorteada ou não consiga dar lances suficientemente altos para tirar a carta de crédito.
O diretor da Caixa Consórcios, Antonio Limoni, diz que os dois produtos se destinam a consumidores com objetivos diferentes. “Quem está no consórcio não está buscando o imóvel de imediato, está fazendo uma economia para comprar o imóvel mais adiante. Já a pessoa que opta pelo financiamento quer comprar o imóvel hoje”, diz Limoni.
Ele diz que, por essas características, a procura pelo financiamento ainda é maior que a venda de consórcios. Na Caixa, por exemplo, foram financiados 500 mil imóveis em 2006, enquanto a carteira de consorciados ficou em 115 mil pessoas.
Como funciona
Nos últimos anos, o setor de consórcios conseguiu crescer, principalmente, graças aos segmentos de motos e imóveis, enquanto vê cair o número de participantes na área de veículos leves. Esse movimento se deve, entre outros motivos, ao barateamento do crédito ao consumidor desde 2005.
Um dos atrativos para o consórcio de imóveis, em relação a outras modalidades, está na possibilidadede se utilizar o saldo do FGTS para dar lances e tentar ser contemplado antes.
Além disso, o reajuste das parcelas é anual, feito pelo INPC, um dos índices de inflação calculados pelo IBGE. Os prazos, no entanto, são mais curtos - variam, em geral, de 90 a 120 meses (dez anos)- do que os do financiamento imobiliário, que pode chegar a 25 anos.
Essa modalidade também tem outra característica diferente em relação aos consórcios de veículos e motos. Ao invés de sair com o produto na mão, o consumidor sai do consórcio com uma carta de crédito para poder comprar o apartamento, novo ou usado, assim como acontece no financiamento imobiliário.
Vantagens e desvantagens
Segundo o professor de matemática financeira José Nicolau Pompeo, o consórcio é um negócio mais vantajoso para aqueles que vão ser contemplados no início. Depois, essa vantagem vai diminuindo, até se tornar um “mau negócio” para quem ficou para o final. “O último a receber vai passar a maior parte do tempo pagando, mas sem poder utilizar o bem”, diz Pompeo.
Por isso é importante que o cliente analise a necessidade de urgência e a capacidade para dar lances.
Empréstimo caro
A assistente administrativa Silvana Gonçalves Monteiro e seu namorado, por exemplo, optaram pelo consórcio para trocar de apartamento.
Ela disse que considerou “exorbitantes” os valores cobrados no empréstimo imobiliário tradicional e preferiu entrar no consórcio porque possui dinheiro para dar um lance alto ainda nos primeiros meses.
Silvana afirmou que pretende vender um apartamento do casal e utilizar parte do dinheiro para dar um lance de 25% do valor da carta de crédito. “Se não tivesse como dar um lance, talvez fizesse o financiamento normal”, diz Silvana.
Sem juros
Em geral, um financiamento costuma ter uma prestação entre 40% e 45% mais cara que um consórcio, devido aos juros cobrados no período. “A vantagem do consórcio é sempre a questão dos juros”, diz Rogério Dutra Pereira, gerente regional da empresa de consórcios Embracon.
Em compensação, o consorciado sempre correrá o risco de ter de esperar até o final do período, que pode chegar a dez anos, para comprar o seu imóvel.
Para escapar do fim da fila, uma forma de tentar ser vitorioso em um consórcio, sem depender dos sorteios, é ofertar lances mais altos que a prestação mensal. A maioria das empresas oferece duas modalidades: laces fixos, no valor de 20% a 30% da carta de crédito, e lances livres, que variam de acordo com a possibilidade do cliente.
“Quanto maior o percentual do lance maior a chance de ser contemplado”, diz o gerente da Embracon.
Ele lembra que o lance nada mais é do que uma antecipação da prestação. Isso significa que, além de ter mais chances de comprar o imóvel antes, a pessoa que faz a oferta pode reduzir as parcelas mensais que ainda restam a pagar.
Isso porque o saldo devedor fica menor e pode ser recalculado. Outra possibilidade é manter o valor da prestação mensal e diminuir o prazo de pagamento, uma boa opção para aqueles que podem se livrar logo da dívida.
Na Caixa, por exemplo, 45% dos contemplados são pessoas que oferecem lances livres; 25%, lances fixos; e os outros 30% são premiados pelos sorteios.
Taxas
Assim como no financiamento imobiliário, o consumidor deve ficar atento na hora de escolher a empresa de consórcio. Em primeiro lugar é preciso checar a idoneidade da companhia.
No site do Banco Central é possível saber mais sobre a regulamentação dos consórcios no país. Há também um endereço para verificar a situação das empresas (http://www.bcb.gov.br/?CONSADM) e a lista daquelas que estão impedidas de constituir novos grupos (http://www5.bcb.gov.br/fis/consorcio/Pconsorcio.asp).
Outro problema são as taxas. A maioria dos consórcios cobra taxa de administração, seguro de vida, fundo de reserva, taxa de adesão e seguro contra inadimplentes. Juntas elas podem representar até 12% da prestação mensal. Por isso, os especialistas recomendam que o consumidor pesquise bem as tarifas.
Perguntas e respostas
Como funciona um consórcio?
Consórcio é um sistema de compra parcelada em grupo, onde o valor do bem é distribuído por um prazo determinado. Nele, um grupo de pessoas se reúne e estabelece o valor final do imóvel desejado.
A partir daí, com o grupo criado, será paga mensalmente uma quantia à administradora e, no final do período acertado, todos do grupo recebem uma carta de crédito que pode ser utilizada na aquisição ou construção do imóvel.
Qual a diferença do consórcio imobiliário?
A diferença do consórcio imobiliário para os outros é que, ao invés de receber uma casa pronta, o consorciado recebe uma carta de crédito no valor estipulado em contrato. Com a carta de crédito em mãos, basta encontrar o imóvel que deseja.
Sorteios e lances
No consórcio imobiliário também são feitos sorteios e lances. Quem é sorteado recebe a sua carta de crédito, faz a opção pela modalidade aquisição ou construção e vai em busca de seu imóvel. Caso o associado deseje, é possível dar um lance e arrematar a carta antes do tempo.
Nos dois casos, o associado deve continuar pagando as prestações até o final. Mas quem dá um lance, pode reduzir o valor da mensalidade ou diminuir o prazo de pagamento.
Fonte: Gazeta do Povo - PR
FGV aponta os caminhos do mercado imobiliário
Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgado ontem mostra que o mercado imobiliário brasileiro, apesar dos bons resultados nos últimos dois anos, ainda tem muito espaço para crescer. Os investimentos em habitação no Brasil estão longe dos praticados em outros países. Segundo o levantamento, por aqui o investimento per capita, entre 1995 e 2005, foi de US$ 327, enquanto nos Estados Unidos foi de US$ 1.846 e na Espanha de US$ 1.588. "Houve uma evolução pouco expressiva de 1970 a 2005", afirma o economista e coordenador da FGV Projetos, Fernando Garcia, responsável pelo estudo.
Da expansão média anual do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,38% entre 1995 e 2005, o mercado imobiliário local contribuiu com 0,24 ponto percentual. Os dados da Coréia do Sul mostram que os investimentos do setor representam 0,57 ponto percentual dos 4,85% do avanço do PIB. Esse percentual de investimento coreano (0,57%) era quase o mesmo do Brasil (0,60%) entre 1975 e 1985. Nesse período, foram adquiridas pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) 500 mil unidades. De julho de 2006 a junho de 2007, foram financiadas 140 mil unidades habitacionais, sendo 44% imóveis novos.
Com a expansão de crédito, a expectativa, segundo Garcia, é a de que haja um aumento de valor investido, mas não de número de unidades financiadas. No primeiro semestre de 2007, o financiamento habitacional cresceu 33% e deve alcançar os 40% até o fim do ano. Se isso ocorrer, o valor de financiamento terá dobrado em dois anos. Crise – Para Garcia, o Brasil tem potencial para se tornar importador de parte do capital que seria investido no setor imobiliário nos Estados Unidos, mas que não o será por conta da crise.
Ele afirma que para o Brasil receber mais investimentos deveria também ter um fundo garantidor de empréstimo para a baixa renda: uma espécie de seguro contra a inadimplência, que gira em torno de 20% no sistema do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e 3% no sistema bancário. Articular a política de subsídio com a de crédito também estimularia o setor. Segundo o superintendente de Relacionamento Institucional da vice-presidência de Negócios Imobiliários do Santander Brasil, Mauro Costa, novos mecanismos devem ser desenvolvidos para desburocratizar a aprovação de projetos e com isso ampliar os investimentos.
Fonte: Diário do Comércio - SP
O risco na expansão do Crédito Imobiliário e a aplicação da Tabela Price serão analisados por especialistas
Os principais problemas que atingem o consumidor de crédito e dos demais produtos e serviços bancários serão analisados por especialistas num Ciclo promovido conjuntamente pelo Ministério Público de São Paulo, Fundação Procon de São Paulo e pela PRO TESTE Associação Brasileira de Defesa do Consumidor. No próximo dia 28, o foco será o crédito imobiliário.
As inscrições para o evento são gratuitas, mas as vagas limitadas. Os interessados podem se inscrever pelo e-mail: seminario@proteste.org.br ; pelo telefone (11) 3119-9844, ou pelo site: http://www.procon.sp.gov.br/cursos.asp
Entre os temas em debate estarão o risco na expansão do crédito imobiliário, a aplicação da Tabela Price, a responsabilidade social na oferta do crédito, a importância da informação sobre a taxa de juros e outros custos envlvidos nos contratos, além de outras importantes questões para o consumidor nessa área.
Veja o programa completo do 1º Ciclo:
Programa
Ciclo : Informação como instrumento de equilíbrio no crédido e serviços bancários
1º Ciclo : Crédito Imobiliário
Dia 28 de setembro de 2007
Horário: 9h - 12h30
Local: Auditório Tylene de Morais, do Ministério Público do Estado de São Paulo, à Rua Riachuelo, 115 - 9º andar - Centro - São Paulo
9h - Abertura:
Rodrigo Ribeiro Rebello Pinho
Procurador Geral de Justiça do Estado de São Paulo
Coordenador do Ciclo: Roberto Pfeiffer
Diretor do Procon São Paulo
Convidados:
1. Fernando Garcia Coordenador de Projetos Fundação Getúlio Vargas
Coordenador - Projetos - Fundação Getúlio Vargas
2. Teotônio Rezende - Superintendente da Caixa Econômica Federal
3. Carlos Eduardo Duarte Fleury -Superintendente Geral da Abecip - Associação Brasileira de Empresas de Crédito Imobiliário e Poupança
4. Maiocon Truppel Machado - Advogado especialista em Sistema Financeiro da Habitação, Consultor Jurídico da ABMH Associação Brasileira da Habitação e Conselheiro da OAB/SC.
Debatedores:
1. Marco Antonio Zanellato - Procurador de Justiça
2. Edson Rovina - Matemático e Perito Financeiro - "responsável pelo expurgo da tabela price nos contratos imobiliários - na jurisprudência"
3. Márcio Mello Casado - Advogado e autor de obras nas áreas direito
4. Karen Camacho - Jornalista da Folha on line
Fonte: Maxpress
Poupança financia R$ 10,3 bi em imóveis de janeiro a agosto
Valor destinado ao crédito imobiliário em oito meses já é maior do que foi alcançado em todo o ano de 2006
Márcia De Chiara - OESP
O financiamento para compra da casa própria com dinheiro da poupança é recorde pelo segundo mês consecutivo. Em agosto, os bancos emprestaram R$ 1,8 bilhão, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
É a maior marca mensal desde 1984 e reflete o excepcional momento do mercado imobiliário, com crédito farto, prazos de financiamento que chegam a 30 anos, prestações fixas e forte concorrência entre os agentes financiadores, que incluem não apenas bancos, mas também companhias hipotecárias.
'Em agosto, os financiamentos com recursos da poupança superaram o total empregado na habitação em todo o ano de 2002', observa o diretor-geral da entidade, Oswaldo Corrêa Fonseca. Naquele ano, o total foi de R$ 1,7 bilhão.De janeiro a agosto, os empréstimos somam R$ 10,3 bilhões, superando em 73,6% o total concedido no mesmo período de 2006 e o do ano inteiro de 2006, que foi de R$ 9,3 bilhões.
'Se esse ritmo se confirmar, nossa previsão é que o ano feche com R$ 16 bilhões da poupança voltados para o financiamento imobiliário, um recorde', diz o diretor da Abecip.
Também o total de unidades financiadas neste ano deve ultrapassar as marcas anteriores e somar 180 mil unidades. Até agosto, foram 117.237 mil e no ano passado inteiro, 113.873.
'O crédito é o grande motor do segmento imobiliário', afirma Ricardo Setton, diretor de Relações com Investidores da Agra Incorporadora. Ele observa que há 10 anos a taxa básica de juros, a Selic, que baliza o mercado, estava em 38% ao ano, caiu para 25% em 2002 e hoje está em 11,25%. O prazo máximo, que estava em 36 meses em 1997, cresceu para 100 meses em 2002 e atualmente é de 360 meses ou 30 anos.
Com isso, observa Fonseca, ficou mais fácil comprar imóvel. Hoje uma pessoa que ganha seis salários mínimos por mês (R$ 2.280) tem o acesso a uma linha de crédito para compra de imóvel que em 2004 só era possível para quem recebesse 14 salários mínimos (R$ 5.320) mensais.'O valor da prestação caiu e atualmente equivale a um aluguel. Em 2004, a mensalidade do financiamento correspondia a quatro vezes um aluguel', compara.
O bom momento do setor já tem reflexos na velocidade de vendas dos imóveis novos. No primeiro semestre deste ano o total de imóveis na cidade de São Paulo em relação ao ofertado foi de 17%, segundo pesquisa do Secovi-SP, o sindicato da habitação. 'Esse índice é recorde', afirma o vice-presidente de Comercialização e Marketing da entidade, Élbio Fernandes Mera. No primeiro semestre do ano passado esse indicador foi 13% e a média sempre girou em torno de 11%, observa.
Apesar do aquecimento do mercado com a demanda maior do que a oferta, Fernandes Mera observa que os preços dos imóveis não subiram. Ele argumenta que, com a abertura de capital das empresas, que já são 22, o setor está capitalizado e as companhias têm compromissos de apresentar resultados para os investidores, com metas de vendas estipuladas.
Outro indicador da exuberância do setor é a adesão ao Salão Imobiliário de São Paulo, que começa no dia 27, em São Paulo. Em quatro dias do evento, organizado pelo Secovi-SP, pela Alcantara Machado Feiras e Negócios e a Reed Exhibitions, 220 empresas, entre construtoras, incorporadoras, imobiliárias, bancos e companhias hipotecárias, vão trabalhar para vender 30 mil imóveis, o dobro da primeira edição da feira, ocorrida no ano passado.
Ricardo Matrone, diretor do evento, conta que uma das novidades deste ano é o maior número de bancos participantes, de mais dez, ante quatro em 2006, e a entrada de companhias hipotecárias, que começam a disputar os financiamentos. O foco dos negócios são imóveis residenciais de R$ 60 mil a R$ 250 mil.
Publication: Gazeta Mercantil - OnLine News - pt
Provider: Gazeta Mercantil / Investnews
Date: September
Crédito para imóvel atinge R$ 10 bi e já supera 2006
São Paulo, - As operações de crédito imobiliário com recursos da poupança atingiram R$ 10,3 bilhões em 2007, até agosto, segundo a Abecip, associação que reúne empresas do setor. O volume supera tudo que foi concedido em 2006. Até o final do ano, os desembolsos devem atingir R$ 16 bilhões, segundo Osvaldo Correa Fonseca, diretor da Abecip. O especialista lembra que a expansão do setor começou a partir de 2004, com a mudança nas leis que transformaram o crédito imobiliário num negócio mais seguro e mais atraente para os bancos. Neste ano, por exemplo, o Citibank decidiu retomar suas operações e o Banco do Brasil começa carreira solo no mês que vem.
Notícias - EUA:
Economistas já esperam novo corte de 0,25 ponto em outubro
As reduções de 0,5 ponto porcentual no juro básico e na taxa de redesconto, somadas ao comunicado divulgado ontem, indicam que o Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc) realizará mais um corte do juro, mas de menor magnitude (0,25 ponto), em outubro. Essa é a opinião de vários analistas econômicos de Wall Street ouvidos pelo Estado.
A redução do juro básico de ontem foi a primeira em quatro anos. O corte anterior foi em junho de 2003, quando a taxa básica foi reduzida de 1,25% para 1%. Com relação à taxa de redesconto, em 17 de agosto ela foi cortada em 0,5 ponto, com objetivo de amenizar o aperto de liquidez no mercado financeiro.
O economista do RBC Financial Capital para os EUA, Paul Ferley, avalia que o relatório de emprego relativo a agosto, que mostrou contração no número de postos de trabalho, revelou que era elevado o risco do impacto da turbulência nos mercados sobre o crescimento do país. 'O objetivo do corte é ajudar a economia.'
Na avaliação dos estrategistas, a decisão do Fed é resultado das indicações de que o enfraquecimento em Wall Street está afetando a chamada 'Main Street', ou seja, a vida dos americanos por meio da economia real, e não apenas pesando sobre os investimentos no mercado financeiro.
Mais do que isso, vários analistas classificam que, particularmente, o mercado de imóveis residenciais já está em território recessivo e vem pesando diretamente sobre o crescimento econômico do país.
O economista-chefe do banco Wachovia, John Silvia, observa que a decisão e o comunicado revelam que o Fed está preocupado com o impacto negativo da turbulência nos mercados sobre a economia. 'O Fed quer estar à frente do problema.' Ainda assim, o corte da taxa de redesconto beneficia bancos e instituições que estão enfrentando diretamente a escassez de liquidez nos mercados, avalia.
O vice-presidente sênior e diretor de pesquisa econômica da Alliance Bernstein, Joe Carson, concorda que foi um movimento 'preventivo' e classifica como surpreendente a decisão. Essa opinião é compartilhada por várias instituições em Wall Street. No entanto, Carson estima que 'o corte agressivo (do juro básico) tem por objetivo lidar com as expectativas e determinar a trajetória futura para o crescimento do país'.
Para o economista sênior do banco Wells Fargo, Scott Anderson, 'o corte foi uma dose saudável de remédio para a economia'. 'Há riscos claros ao crescimento e o corte foi agressivo para evitar a recessão', completa.
O economista Robert Mellman, do JP Morgan, previa um corte menor, mas acredita que o Fed foi capaz de evitar o temido risco moral por causa do estado da economia local. Ele cita também o claro enfraquecimento do mercado de imóveis residenciais no país. 'É uma bobagem falar em risco moral quando é a economia que está em risco. Houve um resgate da economia, e não dos investidores', afirma o economista-chefe da Standard and Poor's, David Wyss.
Fonte: Estadão (Nalu Fernandes)
Ação do Fed ignora más interpretações
O presidente do Federal Reserve, o banco central americano, Ben Bernanke, agiu agressivamente para impedir que a crise de liquidez afete a economia dos Estados Unidos com um corte surpreendente de meio ponto percentual nos juros, ignorando por enquanto os temores de que seu gesto poderia parecer uma ação para salvar investidores.
A medida indica que Bernanke considera que a turbulência iniciada há um mês no mercado que acabará causando muito mais danos à economia do que causou até agora, e portanto ele preferiu se arriscar a pecar pelo excesso que pela falta.
A medida foi tomada numa hora em que os indícios nos Estados Unidos apontam para uma queda substancial nas vendas de residências, na construção e nos preços nos próximos meses, algo que pode aumentar ainda mais a taxa de inadimplência nos créditos imobiliários, afetando os mercados e diminuindo o consumo.
Nesse processo, Bernanke pode ter-se mostrado mais próximo em estilo e táticas ao seu antecessor Alan Greenspan do que muitos suspeitavam. Isso traz o risco de a decisão ser criticada por ser benéfica a investidores. Mas Bernanke parece estar menos preocupado com esse risco do que em manter a economia fora da recessão.
É assim que o próprio Greenspan interpretou a medida. "A questão que eles tiveram de ponderar foi 'punir esses (especuladores) é mais importante do que fazer algo que eles consideraram ser um bem maior?' ", disse ele numa entrevista ontem ao canal de TV Fox News.
O Fed diminuiu sua meta de juros para os fundos federais, cobrada para empréstimos de curtíssimo prazo entre bancos, de 5,25% para 4,75%. Ele também fez corte semelhante nos juros dos empréstimos de redesconto, cobrados em empréstimos diretos para bancos, para 5,75%.
Os cortes, maiores do que a maioria dos economistas esperava, impulsionaram uma forte alta das bolsas. A Média Industrial Dow Jones, que subia apenas 70 pontos antes que a decisão fosse anunciada, ganhou 335,97 pontos (2,5%) e fechou em 13739,39, a maior valorização porcentual em um único dia desde 2003.
Entretanto, num indício de que alguns investidores temem que o corte possa causar pressões inflacionárias, o dólar caiu bastante, assim como a cotação dos títulos de longo prazo do Tesouro americano - levando a uma alta dos juros que eles pagam. O petróleo e o ouro subiram.
O Federal Reserve não deu nenhuma pista clara sobre qual será a sua próxima medida. "Ainda há algum risco de inflação", declarou. Mas "acontecimentos nos mercados financeiros (...) aumentaram a incerteza que cerca o cenário econômico".
Os mercados, no entanto, apostam alto que haverá um corte de 0,25 ponto porcentual na próxima reunião do Fed, em 30 de outubro.
O corte de 0,5 ponto porcentual foi um ponto de exclamação no drama que começou há mais de um mês. Em sua última reunião, em 7 de agosto, o Fed deixou os juros em 5,25% e indicou que continuava preocupado com a inflação. Dias depois, surgiram na Europa temores sobre os mercados de crédito, relacionados a prejuízos em fundos de hedge associados a bancos e veículos de investimento que os bancos mantinham fora do seu balanço e que haviam comprado créditos imobiliários americanos de alto risco. Nas últimas semanas, investidores e bancos ficaram cada vez mais desconfiados um do outro e indispostos a emprestar, aumentando os juros para todos os tipos de tomadores.
Em Wall Street, logo surgiram os pedidos para que o Fed baixasse os juros imediatamente. Em vez disso, o Fed, em 17 de agosto, diminuiu em 0,5 ponto porcentual sua taxa de juros para empréstimos de redesconto e facilitou as regras para obtê-los, na esperança de que os bancos usariam o redesconto para restaurar a liquidez no mercado de crédito. O objetivo, disseram autoridades do Fed na época, era fazer a distinção entre o papel do Fed em manter o sistema financeiro funcionando normalmente e sua responsabilidade pela estabilidade econômica.
Por outro lado, Greenspan tentava tratar as estabilidades financeira e econômica como inseparáveis, e considerava um corte nos juros como a melhor maneira de restaurar a confiança dos investidores e proteger a economia.
Seus críticos dizem que esses cortes, com o tempo, alimentaram a audácia dos investidores para assumir ainda mais dívidas e levar os ativos - primeiro as ações, depois a casa própria - para níveis cada vez maiores, o que tornou a correção final ainda mais dolorosa. Essas críticas se intensificaram tanto com a turbulência recente quanto com o lançamento do livro de memórias de Greenspan.
Bernanke ouviu essas críticas, mas em último caso se mostrou bem alinhando com o pensamento de Greenspan: o Fed não pode se responsabilizar pelo preço dos ativos, apenas pelo crescimento e pela inflação.
Autoridades do Fed vinham pendendo para um corte dos juros nas últimas semanas, mas o argumento em favor de um relaxamento maior pode ter sido selado por um relatório duas semanas atrás que revelava que o nível de emprego declinou em agosto pela primeira vez em quatro anos. Isso mostrou que a economia havia desaquecido significativamente antes mesmo que o impacto pleno da turbulência nos mercados fosse sentido.
Fonte: Valor Econômico
terça-feira, 18 de setembro de 2007
As notícias de hoje, 18/09, são:
As notícias de hoje, 18/09, são:
Notícia - Volume de financimanento imobiliário:
- Abecip diz que crédito imobiliário ainda é tímido
Notícia - FGTS:
- Ministro quer ampliar FGTS para habitação popular
Notícias - Banco Central - Novas Regras:
- Nova regra eleva crédito habitacional e no varejo
- Regras do BC abrem espaço para o aumento do crédito imobiliário
Notícias - Concorrência:
- Unibanco emprestará, no crédito imobiliário, R$ 15 bi
- Área de imóveis do Itaú obtém repasse do BID
Notícia - Previ-Rio:
- Servidor municipal: inscrição para casa própria começa nesta segunda
Notícia - Volume de financimanento imobiliário:
Abecip diz que crédito imobiliário ainda é tímido
Em julho deste ano, o volume de operações de financiamento imobiliário superou R$1,58 bilhão, o melhor resultado observado em apenas um mês nos últimos 25 anos. O total de contratações em julho superou em 94,66% o volume contratado no mesmo período de 2006.
Números divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostraram também que, em julho, 17.878 imóveis foram financiados, atingindo 98.757 unidades durante os sete primeiros meses deste ano. Segundo o superintendente técnico da Abecip, José Pereira Gonçalves, a expectativa do setor para este ano é atingir um total de 160 mil unidades financiadas, número que considerou “positivo”, embora o crédito imobiliário no Brasil ainda seja "muito tímido".
De acordo com Gonçalves, os números positivos do setor são resultado da conjuntura econômica favorável, cujo crescimento ficou demonstrado pelo resultado do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A economia brasileira cresceu 5,4% no segundo trimestre do ano, em comparação com o mesmo período em 2006. Os números também mostraram que o setor de construção civil cresceu 4,3% no primeiro semestre do ano.
“Quando a economia vai bem, o setor da construção vai bem. Um depende do outro. Quando o mercado de construção fica muito dinâmico, ele demanda e incentiva uma série de outros segmentos da economia a aumentarem a produção, o que é muito positivo”, afirmou Gonçalves, em entrevista à Agência Brasil.
Abaixo, trechos da entrevista:
Agência Brasil - Pesquisa do IBGE divulgada nesta semana mostrou o crescimento do PIB nacional em 5,4% no segundo trimestre deste ano. O que representou este número para a Abecip?
José Pereira Gonçalves - O crescimento do PIB é muito importante, principalmente para a atividade de crédito imobiliário, que é uma atividade cujo financiamento é normalmente feito em prazos muito longos. Sempre que se tem um crescimento econômico, isso quer dizer que as pessoas têm mais condições de tomar crédito, o que é positivo. No caso específico do crédito imobiliário, tivemos, a partir de 2004, um crescimento bastante positivo. Em 2004, foram contratados R$ 3 bilhões em operações com recursos de poupança. No ano passado, esse número já subiu para R$ 9,34 bilhões, ou seja, um crescimento três vezes maior. Em 2007, o setor deve contratar operações em torno de R$ 15 bilhões. Então, num período muito curto, está se multiplicando o valor por cinco. O que tem possibilitado esse crescimento é exatamente a conjuntura econômica favorável: o crescimento econômico, o crescimento de renda. Os índices que têm sido anunciados são bastante positivos. O próprio IBGE anunciou que, em 2006, o crescimento do rendimento médio mensal foi de 7,2%. Isso, com certeza, dá condições mais favoráveis para que as pessoas tomem crédito e também para que um grupo maior de pessoas tenha condições de tomar crédito.
ABr – O volume de crédito imobiliário cresceu e teve, em julho deste ano, seu melhor resultado observado em apenas um mês. Desde quando não se via um número parecido ao que foi registrado em julho?
Gonçalves - É difícil comparar esse valor com os números dos anos 80, até porque as moedas mudaram bastante. Mas com certeza é o melhor resultado dos últimos 25 anos. Isso demonstra exatamente o crescimento do setor de construção, que está vindo com bastante fôlego. É claro que vários fatores permitiram isso. Além do crescimento econômico, temos recuperação da renda. Também tivemos, nos últimos anos, adequações das normas que tratam do crédito imobiliário, e com isso foi possível que os agentes financeiros, de uma forma geral, também tivessem condições de flexibilizar as condições para concessão dos créditos, já que o risco das operações tende a diminuir. Hoje já temos prazos de até 30 anos para retorno das operações. Só para ter uma idéia, em 2002 esse prazo não passava de 10 ou 12 anos. Também essa melhora nas condições de crédito possibilitou que os bancos concedessem um valor maior de empréstimos em relação ao imóvel que a pessoa está adquirindo. Com isso, as operações atuais estão exigindo que as pessoas tenham menos poupança – e sabemos que a população brasileira tem uma capacidade de poupar muito reduzida, portanto, quando o sistema como um todo se propõe a financiar até 70 ou 80% do valor do imóvel, maior número de pessoas têm condições de acesso ao crédito.
ABr – Como avaliar o crédito imobiliário em relação aos outros países?
Gonçalves - É claro que o crédito imobiliário no Brasil ainda é muito tímido, quando comparamos com outros países. Se a gente considerar as operações de crédito feitas com recursos da poupança mais as operações de crédito feitas com recursos do FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço] - as duas principais fontes que alimentam o sistema da habitação - o total desses créditos não chega a 5% do PIB [Produto Interno Bruto]. Quando se compara com outros países como Portugal, Espanha e Inglaterra, essa relação supera 50%. Em nossos vizinhos mais próximos, como o Chile, e em outros países, como o México, o índice está em torno de 15%. Temos um espaço muito grande para crescer. E temos também um déficit habitacional muito expressivo. Então, essa expansão do crédito é muito importante, porque permite que as pessoas tenham acesso à moradia e ao crédito imobiliário, que é o combustível que alimenta a construção civil. E a construção civil tem um efeito multiplicador muito grande sobre a atividade econômica do país. Então, quando a economia vai bem, o setor da construção vai bem, e um depende do outro. Quando o mercado de construção fica muito dinâmico, ele demanda e incentiva uma série de outros segmentos da economia a aumentarem a produção, o que é muito positivo.
ABr – O crescimento da construção civil apontado pelo PIB impulsionou o aumento no crédito imobiliário?
Gonçalves - Com certeza. Essa recuperação do crédito imobiliário é muito positiva. Para ter uma idéia, em 2006, só com recursos da poupança foram contratadas operações no valor de R$ 9,34 bilhões e foram feitos 114 mil financiamentos. Esse número é muito significativo, porque foi o primeiro ano, desde 1988, em que foi rompida a barreira de 100 mil operações. Ficou-se quase 20 anos patinando no que se refere a crédito imobiliário. Para 2007, R$ 15 bilhões de recursos devem ser alocados - até os primeiros sete meses já foram R$ 8,5 bilhões. Acho que vamos fechar o ano financiando 160 mil unidades.
ABr- E qual é a importância da poupança nesse crescimento?
Gonçalves – Ela [a poupança] tem dois aspectos positivos. A poupança é a principal fonte de recursos que viabiliza os agentes financeiros a concederem o crédito. Na verdade, o sistema financeiro não tem recursos próprios, tem muito pouco. O que o sistema financeiro faz é captar recursos daquelas pessoas que têm um superávit em suas rendas, e aí a recuperação dos salários é muito importante, porque gera excedente e as pessoas podem fazer aplicações. Ao se aplicar em contas de poupança, esses recursos têm um direcionamento específico. Ou são utilizados para financiar o setor da construção ou, no caso de recursos captados em poupança pelo Banco do Brasil ou Banco do Nordeste, são utilizados para financiar o setor agrícola. Então, essa poupança tem um sentido social muito importante no que se refere à aplicação dos recursos. Eles não são aplicados em qualquer segmento. São aplicados em segmentos bastante específicos, que são muito importantes para a economia como um todo - tanto o crédito agrícola quanto o imobiliário.
ABr - Qual a situação dos volumes de poupança interna no país?
Gonçalves - Temos observado um crescimento bastante significativo nos depósitos de poupança. Até agosto, somente a poupança, com recursos direcionados para financiamento imobiliário, teve um crescimento de 10%, em relação a dezembro. É bastante significativo, porque, praticamente em todos os meses de 2007, com exceção de janeiro – por causa da sazonalidade que ocorre, porque é quando os saques são elevados por contas que acontecem no final do ano anterior - se observou que as pessoas depositaram mais que sacaram. Ou seja, a captação líquida foi positiva. Com isso, todo o sistema financeiro fica com mais recursos para serem aplicados.
ABr – E a que se deve o fato das pessoas estarem depositando mais do que sacando?
Gonçalves - Temos a questão dos níveis de renda melhorando, como bem divulgou o IBGE na pesquisa do Pnad [Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios]. Com a melhoria da renda, sempre sobra um pouco mais para depositar na poupança. Por outro lado, em função da queda das taxas interna de juros, o rendimento da caderneta ficou um pouco mais próxima dos rendimentos de outras aplicações.
ABr - No Brasil, o crescimento do consumo está se dando mais pelo crédito do que pela poupança?
Gonçalves - Temos os dois fatores. A poupança, na realidade, é o lado contrário do consumo, ou seja, a pessoa recebe uma renda mensal ou periódica, paga as suas despesas, faz o seu consumo e o que sobra ela guarda, ela poupa. Claro que, quando ela poupa, tem um objetivo específico, e pesquisas demonstram que boa parte das pessoas poupa para juntar uma parte para dar entrada na compra de um imóvel. A poupança tem essa função. Ela serve para dar segurança para a pessoa e também para que ela adquira um bem ou, em muitas situações, para que ela compre à vista bens que têm as taxas de juros elevadas em caso de parcelamento. Nosso tipo de poupança também vem crescendo. A nossa poupança interna tem renda. Não é muito significativa, e isso até tem sido apontado como um dos motivos para que o crescimento econômico não tenha sido expressivo nos anos anteriores. Mas acho que a situação está melhorando bastante.
ABr- A rentabilidade das cadernetas de poupança está baixa. O setor está sugerindo ou negociando junto ao governo alguma mudança no sistema ou algum estímulo para o poupador?
Gonçalves - Não concordo [quando afirma que a rentabilidade está baixa]. A rentabilidade da caderneta nominal é uma rentabilidade baixa porque todas as taxas de economia estão em fase de crescimento e a nossa inflação também. Nominalmente, é claro que o rendimento da poupança está abaixo do que estava em anos anteriores. Mas, em termos reais, ou em termos de comparação com o mercado, o poupador hoje está numa situação muito privilegiada. Em 2007, só de novos recursos que foram depositados e considerando-se os rendimentos que ficaram, o saldo da poupança cresceu. Só nas contas com recursos para financiamentos imobiliários cresceu R$ 18 bilhões. Desses, R$ 11 bilhões foram em novos depósitos. Então, os poupadores estão tendo rendimentos bastante favoráveis em relação ao que o mercado está passando. Mas, admitindo-se a necessidade de aumentar a rentabilidade da caderneta, isso teria um impacto muito negativo. Ao aumentar-se o rendimento da caderneta de alguma forma, alguém tem que pagar por isso. E quem vai pagar vai ser o tomador de crédito. Acho que as taxas de juros que estão sendo cobradas aos tomadores de crédito imobiliários já estão nos níveis bastante ideais. Se ocorrer a necessidade de aumentar o rendimento da caderneta, na situação econômica em que nós estamos, acho que o que se tem que analisar é se existe uma forma de viabilizar recursos com rendimentos menos onerosos para que o crédito imobiliário consiga baixar as taxas para que, cada vez mais, um maior número de pessoas tenham condições de tomar crédito.
ABr- Qual a expectativa do setor para os próximos anos?
Gonçalves - Estamos apostando, para os próximos quatro anos, em números bastante positivos. Acho que o valor de R$ 15 bilhões, em 2007, está em níveis bastante elevados. Se conseguirmos, nos próximos anos, incrementar em 10% ou 20 % esse montante, já vai ser um esforço bem grande. O que a gente tem que fazer - e temos condições para que isso aconteça - é elevar esse percentual de 5% em relação ao PIB para termos de 10% ou 15%. E isso vai beneficiar a população como um todo, principalmente aqueles que não têm ainda moradia própria e precisam disso. Temos que reduzir nosso déficit habitacional, que é de cerca de oito milhões de moradias. E o crédito, sem dúvida, é um dos fatores que possibilitam que esse sonho se realize.
Fonte: Estadão
Notícia - FGTS:
Ministro quer ampliar FGTS para habitação popular
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou na quinta-feira (13) que continuará lutando para juntar os recursos do FGTS com recursos do Orçamento-Geral da União, no intuito de ampliar o subsídio para a compra de imóvel pela população de baixa renda.
Para este ano, o orçamento do FGTS é de R$ 10 bilhões para aplicação em habitação e saneamento, sendo que o Conselho Curador do FGTS aprovou mais 1,8 bilhão para subsidiar a habitação popular e outros R$ 650 milhões para o Programa de Arrendamento Residencial, totalizando R$ 12,4 bilhões.
Novos acordos
Uma nova reunião acontece na semana que vem, para buscar um acordo em torno do assunto, que deverá entrar na pauta de discussão do Conselho na próxima reunião, prevista para 30 de setembro.
O ministro declarou que acredita em um consenso, já que os recursos são fundamentais para a população que ganha até cinco salários mínimos e depende deste tipo de subsídio.
De acordo com a assessoria de Imprensa do Ministério do Trabalho, há mais de 40 anos, o FGTS disponibiliza recursos para o financiamento de habitação popular e de obras de saneamento básico.
No governo Lula, o FGTS investiu um total de 31,2 bilhões em mais de 1,1 milhão de operações de financiamento, gerando 3,2 milhões de empregos e beneficiando 52 milhões de brasileiros.
Fonte: InfoMoney (Tabata Pitol Peres)
Notícias - Banco Central - Novas Regras:
Nova regra eleva crédito habitacional e no varejo
O Banco Central anunciou, ontem, uma série de mudanças na regras de contabilização dos empréstimos feitos pelos bancos que, na prática, deverão abrir espaço para que as instituições financeiras possam, com o mesmo patrimônio, aumentar o volume de financiamentos habitacionais e o crédito no varejo para as pessoas físicas.
Distribuídas em nove circulares, as medidas só terão validade a partir de julho de 2008 e estimulam os bancos a exigir uma maior contrapartida dos mutuários nos empréstimos para a compra da casa própria e a pulverizar o crédito em operações de valor mais baixo.
Isso porque nas operações em que o total financiado ficar abaixo de 50% do valor do imóvel, o banco precisará ter menos patrimônio do que o Banco Central determina atualmente para fazer frente a essa operação.
Atualmente, esses empréstimos têm um peso equivalente à metade do exigido nas demais operações de empréstimo. Com a mudança cairá ainda mais: para 35%. Desde que o financiamento não supere 50% do valor do imóvel.
Para as operações no montante entre 50% e 80% do valor do imóvel, será mantida a regra atual. E, nos casos que superarem esse percentual, a exigência de patrimônio dobrará em relação à regra atual. Com isso, o BC está indo na contramão da tendência do mercado, em que as instituições financeiras têm anunciado percentuais de financiamento cada vez mais elevados em relação ao preço de venda do imóvel.
"Solidez"
Na avaliação do chefe de Departamento de Normas do BC, Amaro Gomes, as novas regras "reforçam a solidez e a solvência das instituições". Para ele, o saldo para o mercado será neutro porque há segmentos em que haverá espaço para mais crédito, mas há ramos em que a oferta pode diminuir.
Ele argumenta que a medida que exige que o banco tenha mais patrimônio para fazer frente às operações "sobre compromissos de créditos não-canceláveis", como cheque especial e o crédito pré-aprovado normalmente liberado sem pedido do cliente, é mais restritiva. Hoje não há qualquer tipo de exigência.
Já com relação ao crédito no varejo, entre eles o crédito consignado, a medida do BC é amplamente favorável e contribui para ampliação da oferta, já que houve uma redução na exigência de patrimônio de cerca de 25%.
Mantido o mesmo capital, os bancos poderão emprestar, a partir de julho do próximo ano, até 33% mais que o registrado atualmente. A decisão vai beneficiar principalmente as operações de varejo, no segmento que tem contratos no valor de até R$ 400 mil direcionados às pessoas físicas e pequenas empresas.
O superintendente de risco corporativo da Caixa Econômica Federal, Paulo Henrique Costa, prevê "um bom aumento nas operações de crédito para compra da casa própria e empréstimos no varejo". O banco é o maior agente imobiliário do país e deverá ser diretamente beneficiado. Para ele, as regras vão na linha de reduzir cobranças sobre os bancos quando as operações são mais seguras porque têm menos risco de inadimplência.
Riscos
"O BC decidiu segmentar as operações de forma a reduzir os riscos do sistema. Nas operações grandes [como crédito imobiliário], operações arriscadas são desincentivadas. No varejo, o incentivo é amplo porque o nível de crédito desse segmento ainda é baixo, e emprestar para muitos pulveriza os riscos globais", diz o professor do centro de excelência bancária da Fundação Getulio Vargas, Eduardo Diniz.
O especialista elogia a iniciativa. Ele avalia que a decisão do BC de anunciar as medidas pode ter sido acelerada pela recente crise imobiliária nos Estados Unidos.
O superintendente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), José Pereira Gonçalves, comemora as medidas e crê que o setor pode ganhar fôlego. Em alguns segmentos, os empréstimos poderão aumentar até 40% com o mesmo capital. "Para os bancos, isso vai ampliar o horizonte de crescimento das carteiras", diz.
Fonte: Folha de São Paulo
Regras do BC abrem espaço para o aumento do crédito imobiliário
O Banco Central (BC) divulgou na sexta-feira novas regras para adequação das instituições financeiras ao acordo internacional de capitais entre os bancos, conhecido como Basiléia II. Uma das principais medidas foi a redução do capital mínimo exigido para cobrir riscos de operações de crédito, como o imobiliário. Na prática, isso significa que os bancos terão mais espaço para emprestar. Até 31 de junho de 2008, o requerimento de capital é de 11% da carteira total de crédito no varejo. Com a nova norma, cai para 11% de 75% do valor da carteira de empréstimos de até R$ 400 mil, e que pode baixar dependendo das garantias. Por exemplo, se uma carteira de crédito tem R$ 100 mil, hoje os bancos têm que manter R$ 11 mil como capital mínimo exigido. A partir de 1º de julho, com o novo fator de ponderação, terão que manter apenas R$ 8.250. Parte do mercado esperava que o índice caísse de 11% para 8% (que é o mínimo estabelecido no acordo internacional), e não uma queda no fator de ponderação.
O cálculo da exposição ao risco das carteiras de crédito imobiliário também sofreu uma alteração. Atualmente, o fator de ponderação é de 50%. Foi criada uma categoria em que a carteira terá ponderação de risco de 35%. São os casos em que os empréstimos para a compra de imóveis residenciais estão garantidos por hipotecas ou alienação fiduciária, e que o valor do empréstimo não ultrapassa 50% do total do imóvel.
Risco operacional
As mudanças começam a valer a partir de 1º de julho do ano que vem. O BC incluiu ainda três novos fatores no cálculo do capital mínimo exigido: o risco operacional - de o sistema sair do ar por um determinado período, por exemplo - e os investimentos em ações e em commodities. A esses três novos fatores, se somam os já usados ? a carteira de crédito e investimentos atrelados ao câmbio e aos juros.
As novas regras não implicam grandes mudanças para os bancos. Algumas instituições poderão ter que adequar o nível mínimo de capital exigido. Mas o chefe do Departamento de Normas do BC, Amaro Gomes, explicou que os estudos preliminares mostraram que o sistema financeiro como um todo já está dentro dos parâmetros. 'O impacto no sistema financeiro será neutro. Hoje os bancos já têm um nível adequado de capitalização', avaliou Gomes. Osmar Roncolato Pinho, diretor setorial da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e do Bradesco, disse a este jornal que ainda é cedo para avaliar impactos. Mas acredita que, de modo geral, as novas regras atendem a maioria das mudanças que o sistema vinha pleiteando. As nove circulares editadas na sexta-feira foram resultados de dois editais de audiência pública colocados no ar pelo BC no ano passado, para sugestões do mercado, lembra Roncolato Pinho.
'Os parâmetros de Basiléia II foram elaborados antes da crise de crédito imobiliário nos Estados Unidos, mas não tinha porque não reduzir o fator de exposição ao risco, já que no Brasil as garantias são muito maiores', afirmou Gomes.
As mudanças no requerimento de capital das operações de mercado foram apenas um ajuste fino com as normas internacionais, no entendimento do chefe do Departamento de Normas do BC. Isso porque, do total de ativos dos bancos brasileiros, apenas 0,3% estão investidos em ações e outros 0,03% em commodities. Para a carteira de câmbio, a principal mudança é que a partir de julho, os bancos vão precificar a exposição em moeda estrangeira pela cotação de venda e não mais pela de compra.
Fonte: Gazeta Mercantil (Juliana Rocha e Léa De Luca)
Notícias - Concorrência:
Unibanco emprestará, no crédito imobiliário, R$ 15 bi
O Unibanco espera conceder até R$ 15 bilhões em crédito imobiliário em cinco anos, com maior aceleração até 2009, antes que o mercado se estabilize, disse o superintendente da área no banco, Fábio Leme. "Esse crescimento vai ser acelerado nos próximos dois anos e, depois, vai buscando a maturidade", afirmou.
"Dado o tamanho, até há pouco tempo a gente dizia que esse mercado praticamente não existia... agora o ambiente é completamente diferente", completou ele, citando a queda dos juros, a estabilidade da economia e medidas de desoneração do setor como motores para a expansão nos próximos anos.
Neste ano, o Unibanco espera conceder R$ 2 bilhões em financiamento imobiliário, após ter fornecido R$ 1,4 bilhão em créditos desse tipo em 2006. A líder do setor no Brasil, a Caixa Econômica Federal, prevê conceder R$ 6 bilhões até o fim deste ano para moradias a partir de R$ 70 mil, faixa de preço na qual operam os bancos privados.
A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) prevê que o setor receberá cerca de R$ 15 bilhões neste ano.
Para Leme, as perspectivas do crédito são influenciadas pelo ainda grande déficit habitacional brasileiro, de cerca de 8 milhões de unidades - sem contar moradias extremamente precárias, como favelas - e pela evolução das leis que regem as garantias para abertura de linhas de crédito.
Ele espera ainda que o mercado de crédito imobiliário cresça, em média, 50% ao ano até 2010, quando a taxa básica de juros pode já estar com apenas um dígito, em vez dos 11,25 por cento atuais.
As taxas de juros influenciam diretamente os financiamentos de habitação, em especial na duração dos contratos para compra de moradia, hoje variando entre 20 e 25 anos nos compromissos mais alongados oferecidos pelos bancos.
Fonte: Jornal do Commercio (Maurício Savarese)
Área de imóveis do Itaú obtém repasse do BID
Fernando Travaglini - VALOR ECONÔMICO
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) fechou um empréstimo de R$ 200 milhões para o Banco Itaú conceder financiamento imobiliário. O acordo é o primeiro nestes moldes para crédito de imóveis, com previsão de destinação dos recursos para créditos em torno de R$ 100 mil para pessoas físicas.
A operação, com prazo de cinco anos, é também um programa inovador por ser a primeira em moeda local feita pelo BID. A captação offshore de fundos em moeda local e a transferência desses fundos para o Brasil é feita pela Corporação Interamericana de Investimentos (CII), pertencente ao BID. O financiamento é indexado ao real e vence juros a taxas fixas.
O diretor da área internacional do Itaú, Paulo Soares, explica que o acordo é formado por um empréstimo equivalente em dólares a R$ 30 milhões (cerca de US$ 15 milhões), repassado diretamente pelo BID; e outro empréstimo (B-loan), cujo valor máximo será o equivalente a R$ 170 milhões (US$ 85 milhões), repassado por outras instituições.
"Esses recursos são importantes para compor a carteira de crédito do banco", diz Soares. A carteira imobiliária do Itaú fechou o primeiro semestre com saldo de R$ 2,47 bilhões.
O diretor da área de crédito imobiliário do Itaú, Luiz Antonio França diz ainda que o acordo é um piloto para buscar outros financiamentos no exterior. "Temos buscado fontes alternativas de captação para atender aos clientes", lembra o executivo. A poupança, tradicionalmente usada como funding para esses financiamentos, é uma estrutura de curto prazo, ao contrário deste acordo, ressalta o executivo. "Este é um caminho normal em economias mais maduras".
O acordo foi assinado pelo Gerente Geral Adjunto do BID, Steven Reed. Segundo ele, a instituição pretende continuar investindo no Brasil por entender que é um mercado bastante atraente. A transação está em linha com a expectativa de um aumento nos financiamentos hipotecários no Brasil, disse, em nota.
Em recente entrevista ao Valor, Reed afirmou que o banco pretende elevar entre 15% e 20% os empréstimos para o Brasil no próximo ano e estuda até mesmo entrar com participação no capital de instituições financeiras locais. O saldo de empréstimos está em torno de US$ 500 milhões.
Notícia - Previ-Rio:
Servidor municipal: inscrição para casa própria começa nesta segunda
O Instituto de Previdência do Município do Rio de Janeiro (Previ-Rio) abre hoje as inscrições do programa de financiamento de casa própria para servidores municipais da Prefeitura do Rio. Este ano, as regras são mais vantajosas do que nos anteriores: linhas têm juros de até 8% ao ano As inscrições devem ser feitas até 31 de outubro, pelo endereço eletrônico www.rio.rj.gov.br/previrio. Quem tem imóvel pode concorrer.
Notícia - Volume de financimanento imobiliário:
- Abecip diz que crédito imobiliário ainda é tímido
Notícia - FGTS:
- Ministro quer ampliar FGTS para habitação popular
Notícias - Banco Central - Novas Regras:
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- Unibanco emprestará, no crédito imobiliário, R$ 15 bi
- Área de imóveis do Itaú obtém repasse do BID
Notícia - Previ-Rio:
- Servidor municipal: inscrição para casa própria começa nesta segunda
Notícia - Volume de financimanento imobiliário:
Abecip diz que crédito imobiliário ainda é tímido
Em julho deste ano, o volume de operações de financiamento imobiliário superou R$1,58 bilhão, o melhor resultado observado em apenas um mês nos últimos 25 anos. O total de contratações em julho superou em 94,66% o volume contratado no mesmo período de 2006.
Números divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) mostraram também que, em julho, 17.878 imóveis foram financiados, atingindo 98.757 unidades durante os sete primeiros meses deste ano. Segundo o superintendente técnico da Abecip, José Pereira Gonçalves, a expectativa do setor para este ano é atingir um total de 160 mil unidades financiadas, número que considerou “positivo”, embora o crédito imobiliário no Brasil ainda seja "muito tímido".
De acordo com Gonçalves, os números positivos do setor são resultado da conjuntura econômica favorável, cujo crescimento ficou demonstrado pelo resultado do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A economia brasileira cresceu 5,4% no segundo trimestre do ano, em comparação com o mesmo período em 2006. Os números também mostraram que o setor de construção civil cresceu 4,3% no primeiro semestre do ano.
“Quando a economia vai bem, o setor da construção vai bem. Um depende do outro. Quando o mercado de construção fica muito dinâmico, ele demanda e incentiva uma série de outros segmentos da economia a aumentarem a produção, o que é muito positivo”, afirmou Gonçalves, em entrevista à Agência Brasil.
Abaixo, trechos da entrevista:
Agência Brasil - Pesquisa do IBGE divulgada nesta semana mostrou o crescimento do PIB nacional em 5,4% no segundo trimestre deste ano. O que representou este número para a Abecip?
José Pereira Gonçalves - O crescimento do PIB é muito importante, principalmente para a atividade de crédito imobiliário, que é uma atividade cujo financiamento é normalmente feito em prazos muito longos. Sempre que se tem um crescimento econômico, isso quer dizer que as pessoas têm mais condições de tomar crédito, o que é positivo. No caso específico do crédito imobiliário, tivemos, a partir de 2004, um crescimento bastante positivo. Em 2004, foram contratados R$ 3 bilhões em operações com recursos de poupança. No ano passado, esse número já subiu para R$ 9,34 bilhões, ou seja, um crescimento três vezes maior. Em 2007, o setor deve contratar operações em torno de R$ 15 bilhões. Então, num período muito curto, está se multiplicando o valor por cinco. O que tem possibilitado esse crescimento é exatamente a conjuntura econômica favorável: o crescimento econômico, o crescimento de renda. Os índices que têm sido anunciados são bastante positivos. O próprio IBGE anunciou que, em 2006, o crescimento do rendimento médio mensal foi de 7,2%. Isso, com certeza, dá condições mais favoráveis para que as pessoas tomem crédito e também para que um grupo maior de pessoas tenha condições de tomar crédito.
ABr – O volume de crédito imobiliário cresceu e teve, em julho deste ano, seu melhor resultado observado em apenas um mês. Desde quando não se via um número parecido ao que foi registrado em julho?
Gonçalves - É difícil comparar esse valor com os números dos anos 80, até porque as moedas mudaram bastante. Mas com certeza é o melhor resultado dos últimos 25 anos. Isso demonstra exatamente o crescimento do setor de construção, que está vindo com bastante fôlego. É claro que vários fatores permitiram isso. Além do crescimento econômico, temos recuperação da renda. Também tivemos, nos últimos anos, adequações das normas que tratam do crédito imobiliário, e com isso foi possível que os agentes financeiros, de uma forma geral, também tivessem condições de flexibilizar as condições para concessão dos créditos, já que o risco das operações tende a diminuir. Hoje já temos prazos de até 30 anos para retorno das operações. Só para ter uma idéia, em 2002 esse prazo não passava de 10 ou 12 anos. Também essa melhora nas condições de crédito possibilitou que os bancos concedessem um valor maior de empréstimos em relação ao imóvel que a pessoa está adquirindo. Com isso, as operações atuais estão exigindo que as pessoas tenham menos poupança – e sabemos que a população brasileira tem uma capacidade de poupar muito reduzida, portanto, quando o sistema como um todo se propõe a financiar até 70 ou 80% do valor do imóvel, maior número de pessoas têm condições de acesso ao crédito.
ABr – Como avaliar o crédito imobiliário em relação aos outros países?
Gonçalves - É claro que o crédito imobiliário no Brasil ainda é muito tímido, quando comparamos com outros países. Se a gente considerar as operações de crédito feitas com recursos da poupança mais as operações de crédito feitas com recursos do FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço] - as duas principais fontes que alimentam o sistema da habitação - o total desses créditos não chega a 5% do PIB [Produto Interno Bruto]. Quando se compara com outros países como Portugal, Espanha e Inglaterra, essa relação supera 50%. Em nossos vizinhos mais próximos, como o Chile, e em outros países, como o México, o índice está em torno de 15%. Temos um espaço muito grande para crescer. E temos também um déficit habitacional muito expressivo. Então, essa expansão do crédito é muito importante, porque permite que as pessoas tenham acesso à moradia e ao crédito imobiliário, que é o combustível que alimenta a construção civil. E a construção civil tem um efeito multiplicador muito grande sobre a atividade econômica do país. Então, quando a economia vai bem, o setor da construção vai bem, e um depende do outro. Quando o mercado de construção fica muito dinâmico, ele demanda e incentiva uma série de outros segmentos da economia a aumentarem a produção, o que é muito positivo.
ABr – O crescimento da construção civil apontado pelo PIB impulsionou o aumento no crédito imobiliário?
Gonçalves - Com certeza. Essa recuperação do crédito imobiliário é muito positiva. Para ter uma idéia, em 2006, só com recursos da poupança foram contratadas operações no valor de R$ 9,34 bilhões e foram feitos 114 mil financiamentos. Esse número é muito significativo, porque foi o primeiro ano, desde 1988, em que foi rompida a barreira de 100 mil operações. Ficou-se quase 20 anos patinando no que se refere a crédito imobiliário. Para 2007, R$ 15 bilhões de recursos devem ser alocados - até os primeiros sete meses já foram R$ 8,5 bilhões. Acho que vamos fechar o ano financiando 160 mil unidades.
ABr- E qual é a importância da poupança nesse crescimento?
Gonçalves – Ela [a poupança] tem dois aspectos positivos. A poupança é a principal fonte de recursos que viabiliza os agentes financeiros a concederem o crédito. Na verdade, o sistema financeiro não tem recursos próprios, tem muito pouco. O que o sistema financeiro faz é captar recursos daquelas pessoas que têm um superávit em suas rendas, e aí a recuperação dos salários é muito importante, porque gera excedente e as pessoas podem fazer aplicações. Ao se aplicar em contas de poupança, esses recursos têm um direcionamento específico. Ou são utilizados para financiar o setor da construção ou, no caso de recursos captados em poupança pelo Banco do Brasil ou Banco do Nordeste, são utilizados para financiar o setor agrícola. Então, essa poupança tem um sentido social muito importante no que se refere à aplicação dos recursos. Eles não são aplicados em qualquer segmento. São aplicados em segmentos bastante específicos, que são muito importantes para a economia como um todo - tanto o crédito agrícola quanto o imobiliário.
ABr - Qual a situação dos volumes de poupança interna no país?
Gonçalves - Temos observado um crescimento bastante significativo nos depósitos de poupança. Até agosto, somente a poupança, com recursos direcionados para financiamento imobiliário, teve um crescimento de 10%, em relação a dezembro. É bastante significativo, porque, praticamente em todos os meses de 2007, com exceção de janeiro – por causa da sazonalidade que ocorre, porque é quando os saques são elevados por contas que acontecem no final do ano anterior - se observou que as pessoas depositaram mais que sacaram. Ou seja, a captação líquida foi positiva. Com isso, todo o sistema financeiro fica com mais recursos para serem aplicados.
ABr – E a que se deve o fato das pessoas estarem depositando mais do que sacando?
Gonçalves - Temos a questão dos níveis de renda melhorando, como bem divulgou o IBGE na pesquisa do Pnad [Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios]. Com a melhoria da renda, sempre sobra um pouco mais para depositar na poupança. Por outro lado, em função da queda das taxas interna de juros, o rendimento da caderneta ficou um pouco mais próxima dos rendimentos de outras aplicações.
ABr - No Brasil, o crescimento do consumo está se dando mais pelo crédito do que pela poupança?
Gonçalves - Temos os dois fatores. A poupança, na realidade, é o lado contrário do consumo, ou seja, a pessoa recebe uma renda mensal ou periódica, paga as suas despesas, faz o seu consumo e o que sobra ela guarda, ela poupa. Claro que, quando ela poupa, tem um objetivo específico, e pesquisas demonstram que boa parte das pessoas poupa para juntar uma parte para dar entrada na compra de um imóvel. A poupança tem essa função. Ela serve para dar segurança para a pessoa e também para que ela adquira um bem ou, em muitas situações, para que ela compre à vista bens que têm as taxas de juros elevadas em caso de parcelamento. Nosso tipo de poupança também vem crescendo. A nossa poupança interna tem renda. Não é muito significativa, e isso até tem sido apontado como um dos motivos para que o crescimento econômico não tenha sido expressivo nos anos anteriores. Mas acho que a situação está melhorando bastante.
ABr- A rentabilidade das cadernetas de poupança está baixa. O setor está sugerindo ou negociando junto ao governo alguma mudança no sistema ou algum estímulo para o poupador?
Gonçalves - Não concordo [quando afirma que a rentabilidade está baixa]. A rentabilidade da caderneta nominal é uma rentabilidade baixa porque todas as taxas de economia estão em fase de crescimento e a nossa inflação também. Nominalmente, é claro que o rendimento da poupança está abaixo do que estava em anos anteriores. Mas, em termos reais, ou em termos de comparação com o mercado, o poupador hoje está numa situação muito privilegiada. Em 2007, só de novos recursos que foram depositados e considerando-se os rendimentos que ficaram, o saldo da poupança cresceu. Só nas contas com recursos para financiamentos imobiliários cresceu R$ 18 bilhões. Desses, R$ 11 bilhões foram em novos depósitos. Então, os poupadores estão tendo rendimentos bastante favoráveis em relação ao que o mercado está passando. Mas, admitindo-se a necessidade de aumentar a rentabilidade da caderneta, isso teria um impacto muito negativo. Ao aumentar-se o rendimento da caderneta de alguma forma, alguém tem que pagar por isso. E quem vai pagar vai ser o tomador de crédito. Acho que as taxas de juros que estão sendo cobradas aos tomadores de crédito imobiliários já estão nos níveis bastante ideais. Se ocorrer a necessidade de aumentar o rendimento da caderneta, na situação econômica em que nós estamos, acho que o que se tem que analisar é se existe uma forma de viabilizar recursos com rendimentos menos onerosos para que o crédito imobiliário consiga baixar as taxas para que, cada vez mais, um maior número de pessoas tenham condições de tomar crédito.
ABr- Qual a expectativa do setor para os próximos anos?
Gonçalves - Estamos apostando, para os próximos quatro anos, em números bastante positivos. Acho que o valor de R$ 15 bilhões, em 2007, está em níveis bastante elevados. Se conseguirmos, nos próximos anos, incrementar em 10% ou 20 % esse montante, já vai ser um esforço bem grande. O que a gente tem que fazer - e temos condições para que isso aconteça - é elevar esse percentual de 5% em relação ao PIB para termos de 10% ou 15%. E isso vai beneficiar a população como um todo, principalmente aqueles que não têm ainda moradia própria e precisam disso. Temos que reduzir nosso déficit habitacional, que é de cerca de oito milhões de moradias. E o crédito, sem dúvida, é um dos fatores que possibilitam que esse sonho se realize.
Fonte: Estadão
Notícia - FGTS:
Ministro quer ampliar FGTS para habitação popular
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou na quinta-feira (13) que continuará lutando para juntar os recursos do FGTS com recursos do Orçamento-Geral da União, no intuito de ampliar o subsídio para a compra de imóvel pela população de baixa renda.
Para este ano, o orçamento do FGTS é de R$ 10 bilhões para aplicação em habitação e saneamento, sendo que o Conselho Curador do FGTS aprovou mais 1,8 bilhão para subsidiar a habitação popular e outros R$ 650 milhões para o Programa de Arrendamento Residencial, totalizando R$ 12,4 bilhões.
Novos acordos
Uma nova reunião acontece na semana que vem, para buscar um acordo em torno do assunto, que deverá entrar na pauta de discussão do Conselho na próxima reunião, prevista para 30 de setembro.
O ministro declarou que acredita em um consenso, já que os recursos são fundamentais para a população que ganha até cinco salários mínimos e depende deste tipo de subsídio.
De acordo com a assessoria de Imprensa do Ministério do Trabalho, há mais de 40 anos, o FGTS disponibiliza recursos para o financiamento de habitação popular e de obras de saneamento básico.
No governo Lula, o FGTS investiu um total de 31,2 bilhões em mais de 1,1 milhão de operações de financiamento, gerando 3,2 milhões de empregos e beneficiando 52 milhões de brasileiros.
Fonte: InfoMoney (Tabata Pitol Peres)
Notícias - Banco Central - Novas Regras:
Nova regra eleva crédito habitacional e no varejo
O Banco Central anunciou, ontem, uma série de mudanças na regras de contabilização dos empréstimos feitos pelos bancos que, na prática, deverão abrir espaço para que as instituições financeiras possam, com o mesmo patrimônio, aumentar o volume de financiamentos habitacionais e o crédito no varejo para as pessoas físicas.
Distribuídas em nove circulares, as medidas só terão validade a partir de julho de 2008 e estimulam os bancos a exigir uma maior contrapartida dos mutuários nos empréstimos para a compra da casa própria e a pulverizar o crédito em operações de valor mais baixo.
Isso porque nas operações em que o total financiado ficar abaixo de 50% do valor do imóvel, o banco precisará ter menos patrimônio do que o Banco Central determina atualmente para fazer frente a essa operação.
Atualmente, esses empréstimos têm um peso equivalente à metade do exigido nas demais operações de empréstimo. Com a mudança cairá ainda mais: para 35%. Desde que o financiamento não supere 50% do valor do imóvel.
Para as operações no montante entre 50% e 80% do valor do imóvel, será mantida a regra atual. E, nos casos que superarem esse percentual, a exigência de patrimônio dobrará em relação à regra atual. Com isso, o BC está indo na contramão da tendência do mercado, em que as instituições financeiras têm anunciado percentuais de financiamento cada vez mais elevados em relação ao preço de venda do imóvel.
"Solidez"
Na avaliação do chefe de Departamento de Normas do BC, Amaro Gomes, as novas regras "reforçam a solidez e a solvência das instituições". Para ele, o saldo para o mercado será neutro porque há segmentos em que haverá espaço para mais crédito, mas há ramos em que a oferta pode diminuir.
Ele argumenta que a medida que exige que o banco tenha mais patrimônio para fazer frente às operações "sobre compromissos de créditos não-canceláveis", como cheque especial e o crédito pré-aprovado normalmente liberado sem pedido do cliente, é mais restritiva. Hoje não há qualquer tipo de exigência.
Já com relação ao crédito no varejo, entre eles o crédito consignado, a medida do BC é amplamente favorável e contribui para ampliação da oferta, já que houve uma redução na exigência de patrimônio de cerca de 25%.
Mantido o mesmo capital, os bancos poderão emprestar, a partir de julho do próximo ano, até 33% mais que o registrado atualmente. A decisão vai beneficiar principalmente as operações de varejo, no segmento que tem contratos no valor de até R$ 400 mil direcionados às pessoas físicas e pequenas empresas.
O superintendente de risco corporativo da Caixa Econômica Federal, Paulo Henrique Costa, prevê "um bom aumento nas operações de crédito para compra da casa própria e empréstimos no varejo". O banco é o maior agente imobiliário do país e deverá ser diretamente beneficiado. Para ele, as regras vão na linha de reduzir cobranças sobre os bancos quando as operações são mais seguras porque têm menos risco de inadimplência.
Riscos
"O BC decidiu segmentar as operações de forma a reduzir os riscos do sistema. Nas operações grandes [como crédito imobiliário], operações arriscadas são desincentivadas. No varejo, o incentivo é amplo porque o nível de crédito desse segmento ainda é baixo, e emprestar para muitos pulveriza os riscos globais", diz o professor do centro de excelência bancária da Fundação Getulio Vargas, Eduardo Diniz.
O especialista elogia a iniciativa. Ele avalia que a decisão do BC de anunciar as medidas pode ter sido acelerada pela recente crise imobiliária nos Estados Unidos.
O superintendente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), José Pereira Gonçalves, comemora as medidas e crê que o setor pode ganhar fôlego. Em alguns segmentos, os empréstimos poderão aumentar até 40% com o mesmo capital. "Para os bancos, isso vai ampliar o horizonte de crescimento das carteiras", diz.
Fonte: Folha de São Paulo
Regras do BC abrem espaço para o aumento do crédito imobiliário
O Banco Central (BC) divulgou na sexta-feira novas regras para adequação das instituições financeiras ao acordo internacional de capitais entre os bancos, conhecido como Basiléia II. Uma das principais medidas foi a redução do capital mínimo exigido para cobrir riscos de operações de crédito, como o imobiliário. Na prática, isso significa que os bancos terão mais espaço para emprestar. Até 31 de junho de 2008, o requerimento de capital é de 11% da carteira total de crédito no varejo. Com a nova norma, cai para 11% de 75% do valor da carteira de empréstimos de até R$ 400 mil, e que pode baixar dependendo das garantias. Por exemplo, se uma carteira de crédito tem R$ 100 mil, hoje os bancos têm que manter R$ 11 mil como capital mínimo exigido. A partir de 1º de julho, com o novo fator de ponderação, terão que manter apenas R$ 8.250. Parte do mercado esperava que o índice caísse de 11% para 8% (que é o mínimo estabelecido no acordo internacional), e não uma queda no fator de ponderação.
O cálculo da exposição ao risco das carteiras de crédito imobiliário também sofreu uma alteração. Atualmente, o fator de ponderação é de 50%. Foi criada uma categoria em que a carteira terá ponderação de risco de 35%. São os casos em que os empréstimos para a compra de imóveis residenciais estão garantidos por hipotecas ou alienação fiduciária, e que o valor do empréstimo não ultrapassa 50% do total do imóvel.
Risco operacional
As mudanças começam a valer a partir de 1º de julho do ano que vem. O BC incluiu ainda três novos fatores no cálculo do capital mínimo exigido: o risco operacional - de o sistema sair do ar por um determinado período, por exemplo - e os investimentos em ações e em commodities. A esses três novos fatores, se somam os já usados ? a carteira de crédito e investimentos atrelados ao câmbio e aos juros.
As novas regras não implicam grandes mudanças para os bancos. Algumas instituições poderão ter que adequar o nível mínimo de capital exigido. Mas o chefe do Departamento de Normas do BC, Amaro Gomes, explicou que os estudos preliminares mostraram que o sistema financeiro como um todo já está dentro dos parâmetros. 'O impacto no sistema financeiro será neutro. Hoje os bancos já têm um nível adequado de capitalização', avaliou Gomes. Osmar Roncolato Pinho, diretor setorial da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e do Bradesco, disse a este jornal que ainda é cedo para avaliar impactos. Mas acredita que, de modo geral, as novas regras atendem a maioria das mudanças que o sistema vinha pleiteando. As nove circulares editadas na sexta-feira foram resultados de dois editais de audiência pública colocados no ar pelo BC no ano passado, para sugestões do mercado, lembra Roncolato Pinho.
'Os parâmetros de Basiléia II foram elaborados antes da crise de crédito imobiliário nos Estados Unidos, mas não tinha porque não reduzir o fator de exposição ao risco, já que no Brasil as garantias são muito maiores', afirmou Gomes.
As mudanças no requerimento de capital das operações de mercado foram apenas um ajuste fino com as normas internacionais, no entendimento do chefe do Departamento de Normas do BC. Isso porque, do total de ativos dos bancos brasileiros, apenas 0,3% estão investidos em ações e outros 0,03% em commodities. Para a carteira de câmbio, a principal mudança é que a partir de julho, os bancos vão precificar a exposição em moeda estrangeira pela cotação de venda e não mais pela de compra.
Fonte: Gazeta Mercantil (Juliana Rocha e Léa De Luca)
Notícias - Concorrência:
Unibanco emprestará, no crédito imobiliário, R$ 15 bi
O Unibanco espera conceder até R$ 15 bilhões em crédito imobiliário em cinco anos, com maior aceleração até 2009, antes que o mercado se estabilize, disse o superintendente da área no banco, Fábio Leme. "Esse crescimento vai ser acelerado nos próximos dois anos e, depois, vai buscando a maturidade", afirmou.
"Dado o tamanho, até há pouco tempo a gente dizia que esse mercado praticamente não existia... agora o ambiente é completamente diferente", completou ele, citando a queda dos juros, a estabilidade da economia e medidas de desoneração do setor como motores para a expansão nos próximos anos.
Neste ano, o Unibanco espera conceder R$ 2 bilhões em financiamento imobiliário, após ter fornecido R$ 1,4 bilhão em créditos desse tipo em 2006. A líder do setor no Brasil, a Caixa Econômica Federal, prevê conceder R$ 6 bilhões até o fim deste ano para moradias a partir de R$ 70 mil, faixa de preço na qual operam os bancos privados.
A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) prevê que o setor receberá cerca de R$ 15 bilhões neste ano.
Para Leme, as perspectivas do crédito são influenciadas pelo ainda grande déficit habitacional brasileiro, de cerca de 8 milhões de unidades - sem contar moradias extremamente precárias, como favelas - e pela evolução das leis que regem as garantias para abertura de linhas de crédito.
Ele espera ainda que o mercado de crédito imobiliário cresça, em média, 50% ao ano até 2010, quando a taxa básica de juros pode já estar com apenas um dígito, em vez dos 11,25 por cento atuais.
As taxas de juros influenciam diretamente os financiamentos de habitação, em especial na duração dos contratos para compra de moradia, hoje variando entre 20 e 25 anos nos compromissos mais alongados oferecidos pelos bancos.
Fonte: Jornal do Commercio (Maurício Savarese)
Área de imóveis do Itaú obtém repasse do BID
Fernando Travaglini - VALOR ECONÔMICO
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) fechou um empréstimo de R$ 200 milhões para o Banco Itaú conceder financiamento imobiliário. O acordo é o primeiro nestes moldes para crédito de imóveis, com previsão de destinação dos recursos para créditos em torno de R$ 100 mil para pessoas físicas.
A operação, com prazo de cinco anos, é também um programa inovador por ser a primeira em moeda local feita pelo BID. A captação offshore de fundos em moeda local e a transferência desses fundos para o Brasil é feita pela Corporação Interamericana de Investimentos (CII), pertencente ao BID. O financiamento é indexado ao real e vence juros a taxas fixas.
O diretor da área internacional do Itaú, Paulo Soares, explica que o acordo é formado por um empréstimo equivalente em dólares a R$ 30 milhões (cerca de US$ 15 milhões), repassado diretamente pelo BID; e outro empréstimo (B-loan), cujo valor máximo será o equivalente a R$ 170 milhões (US$ 85 milhões), repassado por outras instituições.
"Esses recursos são importantes para compor a carteira de crédito do banco", diz Soares. A carteira imobiliária do Itaú fechou o primeiro semestre com saldo de R$ 2,47 bilhões.
O diretor da área de crédito imobiliário do Itaú, Luiz Antonio França diz ainda que o acordo é um piloto para buscar outros financiamentos no exterior. "Temos buscado fontes alternativas de captação para atender aos clientes", lembra o executivo. A poupança, tradicionalmente usada como funding para esses financiamentos, é uma estrutura de curto prazo, ao contrário deste acordo, ressalta o executivo. "Este é um caminho normal em economias mais maduras".
O acordo foi assinado pelo Gerente Geral Adjunto do BID, Steven Reed. Segundo ele, a instituição pretende continuar investindo no Brasil por entender que é um mercado bastante atraente. A transação está em linha com a expectativa de um aumento nos financiamentos hipotecários no Brasil, disse, em nota.
Em recente entrevista ao Valor, Reed afirmou que o banco pretende elevar entre 15% e 20% os empréstimos para o Brasil no próximo ano e estuda até mesmo entrar com participação no capital de instituições financeiras locais. O saldo de empréstimos está em torno de US$ 500 milhões.
Notícia - Previ-Rio:
Servidor municipal: inscrição para casa própria começa nesta segunda
O Instituto de Previdência do Município do Rio de Janeiro (Previ-Rio) abre hoje as inscrições do programa de financiamento de casa própria para servidores municipais da Prefeitura do Rio. Este ano, as regras são mais vantajosas do que nos anteriores: linhas têm juros de até 8% ao ano As inscrições devem ser feitas até 31 de outubro, pelo endereço eletrônico www.rio.rj.gov.br/previrio. Quem tem imóvel pode concorrer.
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