As notícias de hoje, 30/10, são:
Notícia - Rodobens e Santander:
- Registro - Rodobens e Santander
Notícias - Mercado de Crédito Imobiliário:
- A casa própria que cabe no orçamento
- Candidato à casa própria vive fase excelente
Notícia - Captação de recursos de poupança:
- Poupança amplia incentivo
Notícia - Rodobens e Santander:
Registro - Rodobens e Santander
30 de Outubro de 2007 - A Rodobens Negócios Imobiliários e o Banco Santander firmaram parceria para crédito imobiliário de 30 anos e juros 9% ao mês (+ TR) aos compradores de imóveis de até R$150 mil. O financiamento de 30 anos também será oferecido para imóveis acima de R$ 150 mil a juros de 10,45% ao mês (+TR) e, neste caso, valerá para financiar até 80% do valor total do imóvel.
Notícias - Mercado de Crédito Imobiliário:
A casa própria que cabe no orçamento
Patricia Knebel - Bastaram algumas medidas para que o setor da construção civil - que vinha se arrastando nos últimos anos - ganhasse um novo fôlego. Responsável por uma parte significativa da geração de empregos do País, o segmento vive o maior aumento da oferta de imóveis dos últimos 20 anos.
Os impulsionadores dessa nova realidade não são poucos: maior disponibilização de crédito no mercado, aumento da renda do trabalhador e dos prazos nos financiamentos pelas instituições financeiras, além de novos investimentos feitos pelas incorporadoras. O governo federal também está liberando mais recursos para as áreas de saneamento e habitação, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O presidente da Câmara Brasileira da Construção Civil (CBIC), Paulo Safady Simão, destaca que esse setor é estratégico para o desenvolvimento de qualquer país, especialmente para as economias emergentes como a brasileira. Só isso já deveria ser motivo para comemoração. "Além de ser intensivo em mão-de-obra, gera renda, tributos e uma grande movimentação macroeconômica", aponta. A construção civil, isoladamente, responde por 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB) total do País e 17,6% do PIB total da indústria.
Com incorporadores, agentes financiadores e compradores mais confiantes, a ordem é partir para novos projetos. "O setor imobiliário é um mercado de oportunidade e o momento é positivo. As empresas precisam agora tornarem-se mais competitivas", sugere o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), Carlos Alberto Aita.
Um outro movimento contribui para o aumento da oferta. Estimuladas pelas mudanças no cenário econômico, incorporadoras do centro do País estão abrindo capital na bolsa de valores. O resultado disso é que existe cerca de R$ 14 milhões em dinheiro novo no mercado imobiliário, que antes contava apenas com as verbas do governo federal e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). "São recursos que dão uma dinâmica diferenciada e inauguram um ciclo virtuoso para a construção civil", observa Aita.
Cerca de 20 empresas brasileiras abriram capital nos últimos anos, captaram os recursos e passaram a investir em terrenos. Para atender melhor aos mercados regionais, essas mesmas companhias aceleram a formação de parcerias com construtoras e incorporadoras locais, como aconteceu no Rio Grande do Sul nos últimos anos. Ao nacionalizar as suas operações, essas incorporadoras precisaram buscar agentes para agilizar a realização dos novos empreendimentos. O resultado é que, de acordo com o Sinduscon-RS, a velocidade de vendas, que no ano passado era de 3,5 em Porto Alegre, passou para 9. E esse índice acompanha o que vem acontecendo em todo Brasil.
A verdade é que o mercado financeiro está em alvoroço. No ano passado, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), foram financiados no Brasil 113 mil imóveis. Até agosto desse ano, o número já era de 117 mil e a expectativa é chegar em dezembro com 180 mil. O volume movimentado deve ultrapassar os R$ 16 bilhões.
ABMM destaca riscos nos financiamentos
Oferecer maior flexibilidade de adaptação ao salário da população é o desafio que o Brasil tem a enfrentar quando o assunto é o financiamento da casa própria. Apesar de, nos últimos anos, as instituições financeiras terem conquistado o direito a ofertar uma pluralidade de produtos, questões que antes eram contempladas pelo extinto Banco Nacional da Habitação (BNH) nunca mais foram recuperadas. Entre elas está o princípio da equivalência salarial. "Seria importante que os financiamentos se adaptassem à renda das pessoas. Como isso não acontece, estamos criando uma legião de inadimplentes" afirma o economista e advogado da Associação Brasileira dos Moradores e Mutuários (ABMM), Heráclito de Freitas Valle Corrêa. Nesse caso, é importante que os consumidores analisem com cuidado as opções, e levem sempre em consideração a dinâmica do mercado e os riscos de uma eventual perda de renda.
O Banco Nacional da Habitação, criado em 1964, não operava diretamente com o público. A sua função básica era realizar operações de crédito e gerir o FGTS através dos bancos privados e públicos e de companhias habitacionais, de água e esgoto. A sua extinção, na década de 1980, repassou as suas atribuições para a Caixa Econômica Federal, Banco Central e Conselho Monetário.
Iniciativas para atender a demandas crescem
Também têm apresentado crescimento as iniciativas para atender a essa demanda diferenciada. O Santander está financiando a casa própria em até 30 anos, o maior prazo oferecido entre os bancos privados. As condições prevêem uma taxa de 9% ao ano para imóveis com valor de até R$ 120 mil. O Grupo Santander já concede crédito imobiliário com prazos longos em outros países nos quais atua e, com o cenário econômico favorável, resolveu trazer essa experiência para o mercado local. "Estamos tentando adequar o pagamento das prestações ao bolso do consumidor brasileiro", afirma o superintendente-adjunto imobiliário da instituição, Fernando Baumeier. Até alguns anos atrás, os prazos dados pelo mercado de uma forma geral eram de, no máximo, dez anos.
O Banco Fibra decidiu criar o TotalCasa, braço de crédito da instituição voltado exclusivamente ao setor imobiliário. Inicialmente, estão sendo ofertados sete produtos: residencial, comercial, lazer, construção e reforma, terreno, solução (com alienação fiduciária como garantia) e casa 110%, com financiamento de até 100% do segundo imóvel e de mais 10% dos gastos com decoração ou reforma.
A idéia é que a liberação do crédito seja em dez dias úteis, já que a emissão dos documentos será feita pela internet. As despesas com Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e registro da escritura do imóvel podem entrar no financiamento. O TotalCasa Residencial arca com até 80% do valor de imóveis que custam a partir de R$ 40 mil. Os prazos de pagamento variam de três a 25 anos, e o valor máximo do empréstimo é de R$ 500 mil. O público-alvo são famílias com renda mensal acima de R$ 2 mil.
Essa oferta ilustra ainda mais um fenômeno típico desse momento do segmento de imóveis do País, que é justamente a aplicação de recursos em praticamente todas as classes sociais, não ficando mais restritos para as elites e faixas médias. O crescimento da carteira de Varejo do Fibra, que totalizou R$ 415,3 milhões ao final do primeiro semestre de 2007, volume 137,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, impulsionou o novo investimento.
O Banrisul também está oferecendo maiores facilidades para o financiamento de imóveis. Os clientes da instituição terão acesso a taxas pré-fixadas, definidas na contratação da operação. O percentual de financiamento foi ampliado para até 100% do valor da residência para os funcionários públicos estaduais e municipais que possuem convênio consignado com o banco. A taxa de juros é a partir de 8% ao ano mais TR. A expectativa é que estas condições tragam um incremento na carteira de crédito imobiliário. Em 2007, já foram financiados pela instituição 1.528 imóveis num montante de R$ 115,9 milhões.
Aumento da renda estimula aquisição de patrimônio
Junto com uma maior oferta de crédito e a queda na taxa de juros, a melhoria na renda do trabalhador brasileiro tem sido um estímulo a mais para a retomada da construção civil no País. Dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da Região Metropolitana de Porto Alegre apontam que a massa de rendimentos - multiplicação do número de pessoas ocupadas pela renda média delas - teve uma elevação de 10,7% nos últimos 12 meses, com dados de julho. "Se aumenta a renda, melhoram as condições das pessoas fazerem reformas e melhorarem a sua moradia", afirma o economista do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese-RS) e coordenador da PED, Eduardo Miguel Schneider.
A PED da Região Metropolitana de Porto Alegre aponta que, nos 24 municípios pesquisados, o setor de construção civil foi o que mais cresceu em volume de postos de trabalho no primeiro semestre desse ano, na comparação com o mesmo período de 2006. A variação foi de 7,7%, passando de 78 mil para 84 mil ocupados. Agora, em outubro, esse número já deve superar os 87 mil. Só nos últimos 12 meses foram gerados 8 mil vagas na construção civil na Região Metropolitana de Porto Alegre.
O diretor-regional da Rossi Residencial S.A, Gustavo Kosnitzer, confirma que o aumento da velocidade de vendas de imóveis, principalmente junto a um público que até alguns anos não tinha renda para adquirir imóveis, está trazendo novos negócios para o setor. "O alongamento nos prazos dos financiamentos e a queda dos juros estão contribuindo muito para essa expansão", relata.
A Rossi está sediada em São Paulo e, há nove anos, possui uma unidade no Rio Grande do Sul. Além disso, também tem parceria com construtoras locais, para projetos específicos. A empresa marca presença entre as três maiores do segmento no País. Atualmente, são oito canteiros de obras em Porto Alegre. Um deles fica no bairro Humaitá para o qual, em parceria com uma instituição financeira, são oferecidos juros de 9% e prazo de pagamento de 300 meses sem comprovação de renda. A faixa de público atingido é o com renda entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.
Até pouco tempo atrás, os juros eram de aproximadamente 12% e um menor prazo para pagar. "Essas condições aliadas fazem com que a prestação caia pela metade e a casa própria, então, caiba no bolso de um maior número de pessoas", observa Kosnitzer. Com isso, os novos empreendimentos começam a atrair uma fatia maior da população, que, nessas condições, vê chances de investir em um imóvel próprio.
O diretor da Cia Lançamentos Imobiliários, Jorge Franca, destaca que, mesmo no caso dos projetos de médio e alto padrão, os prazos alongados de financiamento ajudam a estimular as vendas. A empresa faz a comercialização dos imóveis da AlphaVille. "Esse momento é muito positivo já que a maior oferta de crédito ajuda a lubrificar a máquina das vendas", explica Franca. De acordo com ele, isso acontece também na medida em que o perfil de clientes da empresa, mesmo que opte nesse momento por um imóvel mais sofisticado, geralmente precisa vender os seus atuais para adquirir novos.
A empresa possui dois projetos no Rio Grande do Sul, o AlphaVille Gravataí - para faixas de renda entre R$ 15 mil e R$ 20 mil - e AlphaVille Gramado. No primeiro semestre de 2008 deve ser lançado um em Caxias do Sul e, ainda, outro na Zona Sul de Porto Alegre.
Jornal do Comércio - RS, Pág Notícias
Candidato à casa própria vive fase excelente
Correio do Povo - RS, Pág Economia
Flavia Bemfica - O momento é excelente para a compra de imóvel, pelo menos no que diz respeito à oferta de crédito. O aquecimento do mercado, cuja retomada começou há cinco anos, é unanimidade entre representantes das instituições financeiras, que a cada dia lançam modalidades de financiamento, com o objetivo de atrair novas faixas de consumidores. A expansão ficou evidente há duas semanas, quando a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) divulgou números recordes registrados em setembro.
No mês passado, o volume de operações contratado pelos agentes financeiros do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) - que operam somente com recursos das cadernetas de poupança - atingiu R$ 1,85 bilhão,um crescimento de 136,89% em relação a setembro de 2006.No acumulado dos primeiros nove meses do ano, os financiamentos totalizaram R$ 12,18 bilhões, ou 81% a mais do que no mesmo período de2006. Em relação ao número de unidades, em setembro foram financiados 18.170 imóveis (106% a mais do que em setembro do último ano) e, no acumulado de 2007, 135.363 unidades (um crescimento de 64,99%). A captação líquida de recursos via poupança também foi recorde: os depósitos superaram os saques em mais de R$ 3,42 bilhões.
'Esperamos em outubro no mínimo repetir o R$ 1,85 bilhão de setembro. Se não houver qualquer crescimento no último trimestre em relação ao terceiro, o que é quase impossível, vamos fechar 2007com R$ 17 bilhões destinados a financiamentos, o que é, de fato, muito dinheiro', destaca o superintendente técnico da Abecip,José Pereira Gonçalves. Segundo ele, o bom momento se deve a uma conjunção de fatores que inclui estabilidade econômica e redução das taxas de juros, além da normatização da legislação para o setor, que fez com que as instituições financeiras flexibilizassem as condições de oferta.
'Não há um perfil consolidado dos consumidores que estão comprando seus imóveis,mas sabemos que os bancos emprestam cada vez mais para pessoas com menos renda', sentencia Gonçalves. Hoje, é possível contratar um financiamento para até 85% do valor do imóvel, acessar taxas de 8% ou 9% ao ano ou prazo de pagamento de até 30 anos. Para consumidores mais tradicionais, há bancos que oferecem taxas pré-fixadas,com prestações fixas por todo o período do financiamento.'Os bons números tendem a se manter porque o crédito imobiliário ainda vai crescer muito', projeta o presidente do Banrisul, Fernando Lemos.O banco, que possui o maior número de correntistas do Estado (3milhões), lançou novas linhas e, nas próximas semanas,disponibilizará financiamentos com prazos até 30 anos.
Notícia - Captação de recursos de poupança:
Poupança amplia incentivo
Caixa destinará mais recursos para setor habitacional em 2008 - A possibilidade de financiamento imobiliário a partir da captação dos recursos de poupança é, segundo o gerente regional da Caixa Econômica Federal (CEF), Roberto Zeni, um dos fatores que mais movimentam o mercado. A CEF, que abocanha a maior parcela dos financiamentos imobiliários realizados no país, até outubro de 2005 não operava com recursos oriundos de poupança, mas só com aqueles do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). 'Com a mudança, a classe média passou a acessar as linhas, o que antes não era possível', garante Zeni.
'A configuração do sistema hoje permite que as prestações, que ficaram com valores muito parecidos e até inferiores aos preços dos aluguéis, caibam no orçamento de faixas de renda bem variadas', completa o presidente do Banrisul, Fernando Lemos. A Caixa deve destinar a financiamentos imobiliários este ano R$ 14,3 bilhões, dos quais R$ 12,6 bilhões já foram investidos. Como o último trimestre em geral é de forte movimentação, Zeni diz que os valores podem ser superiores. Para 2008, a CEF sinaliza o incremento de R$ 145 bilhões que passarão pela instituição, com recursos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sendo R$ 106 bilhões destinados à habitação.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
As notícias de hoje, 24/10, são:
As notícias de hoje, 24/10, são:
Notícia - Crédito Consignado:
- Bancos preparam empréstimo para casa própria
Notícia - Financiamento para autonômos:
- É a vez dos autônomos
Notícia - Imóvel Popular:
- Imóvel popular atrai mais investimentos
Notícia - Economia e Crédito em 2008:
- Bancos prevêem crédito farto e economia estável em 2008
Notícia - Crédito Consignado:
Bancos preparam empréstimo para casa própria
Depois de baixar os juros e aumentar os prazos do financiamento imobiliário, os bancos começam a tirar do papel o tão esperado crédito consignado para a compra da casa própria. O Bradesco anunciou que o produto entrará em operação no ano que vem. As condições,entretanto, ainda não estão fechadas. O HSBC informou que estuda o lançamento da nova linha e o Banco Fibra, que vai começar a oferecer crédito imobiliário com desconto em folha no fim de novembro para servidores públicos, pretende, depois, ampliar o benefício para trabalhadores do setor privado.
A Caixa Econômica Federal
também não deve demorar a oferecer o empréstimo imobiliário com pagamento feito no contracheque. O banco mantém hoje essa linha por meio de convénios fechados com instituições e órgãos governamentais, como o Ministério do Planejamento e a Petros, o fundo de pensão dos petroleiros. Como o risco de inadimplênda é menor, as taxas de juros sãode meio a dois pontos percentuais mais baixas.
Banco do Brasil
Estava marcado para este mês, mas foi adiado para novembro, o lançamento das linhas de crédito habitacional próprias do Banco do Brasil. O projeto-piloto será iniciado em São Paulo e irá para outras praças em seguida.
Fonte: Extra (Danielle Abreu)
Notícia - Financiamento para autonômos:
É a vez dos autônomos
Bancos têm facilitado a liberação do financiamento para quem não tem holerite. Hoje, basta apresentar extratos bancários e comprovante do IR. Reunir extratos bancários e a última declaração do Imposto de Renda pode ser suficiente para o trabalhador autônomo conseguir comprovar renda e, desta forma, obter o financiamento da casa própria na maioria dos bancos. Com a ampliação do volume de crédito disponível e o aumento da segurança nos contratos, as instituições financeiras estão ampliando o leque de clientes em potencial e prometem reduzir ainda mais a lista de exigências para 2008.
Hoje, segundo o governo federal, há mais de 15 milhões de pessoas trabalhando por conta própria no País - o que representa quase 35% do total de trabalhadores brasileiros. Com um público tão grande e condições favoráveis, os bancos estão direcionando esforços para liberar financiamentos a essas pessoas.
A situação dos autônomos que buscavam dinheiro para comprar a casa própria começou a mudar principalmente a partir de 2004, quando o mercado entrou em um período de grande expansão. Segundo especialistas consultados pelo JT, enquanto o crédito ainda não era farto não era interessante para os bancos liberar financiamento para quem não tinha comprovação de renda. Agora, a situação mudou. “Na medida que a concorrência se acirrou, os bancos baixaram as exigências burocráticas e houve um avanço muito grande neste ano”, comemorou o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado (Sinduscon-SP), João Cláudio Robusti. “Além disso, a própria segurança dos contratos ampliou o mercado: se o interessado não tem holerite mas é um bom pagador, por que não emprestar?”, ponderou.
Ontem, o JT ligou para o serviço de atendimento telefônico de diversos bancos e comprovou que, no geral, exige-se apenas a declaração do Imposto de Renda e extratos bancários - muda, no entanto, a quantidade desses papéis. Caso o autônomo tenha algum contrato de prestação de serviços, o documento também pode ser incluído na relação, para facilitar a análise da instituição financeira. Há alguns anos, a relação era bem maior: alguns agentes financeiros chegavam a exigir até mesmo recibos de aluguel e últimos carnês do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), para verificar a capacidade de pagamento do cliente.
O diretor de crédito imobiliário da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Mauro Costa, lembra que era comum exigir ainda uma Declaração de Comprovação de Rendimentos (Decore), fornecido pelo contador do autônomo. “Já faz cerca de dois ou três anos que os bancos passaram a aceitar esses trabalhadores no financiamento imobiliário. A tendência é que o acesso ao crédito habitacional fique cada vez mais simples.”
O Banco do Brasil é o único ainda a exigir a Decore.
Fonte: Jornal da Tarde (Rodrigo Gallo)
Notícia - Imóvel Popular:
Imóvel popular atrai mais investimentos
A Lopes, intermediadora de lançamentos imobiliários, anunciou ontem a criação da Habitcasa, uma unidade de negócios voltada para os setores popular e médio, com imóveis entre R$ 60 mil a R$ 180 mil. ?Os imóveis dessa faixa de valores responderam, nos últimos anos, por 50% das vendas realizadas pela Lopes?, diz o diretor de atendimento da Habitcasa, Maurício Scacchetti.
A princípio, as vendas devem se concentrar no Estado de São Paulo (50%), Rio de Janeiro, Estados do Sul (45%) e no Nordeste (5%). Segundo Scacchetti, os apartamentos comercializados pela Habitcasa devem ter entre 45 m² e 65 m², e seu público-alvo são os consumidores com renda familiar a partir de R$ 1,3 mil. Apesar do aumento de preço nos terrenos de São Paulo, Scacchetti afirma que será possível manter os preços acessíveis, ?principalmente por causa da competição entre as construtoras?.
No último ano, construtoras de grande porte no Brasil investiram nesse segmento, criando ou adquirindo empresas para trabalhar no segmento de imóveis econômicos. A Camargo Corrêa, por exemplo, comprou, por R$ 40 milhões, a HM Engenharia e Construtora, especializada no setor. A Cyrela e a Gafisa fizeram joint ventures com empresas menores para atender ao público de menor renda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão
Notícia - Economia e Crédito em 2008:
Bancos prevêem crédito farto e economia estável em 2008
Itaú, ABN Amro Real e Bradesco vêem com otimismo o cenário econômico brasileiro e o desempenho do crédito no ano que vem, mas antecipam um menor crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País e uma eventual desaceleração da economia norte-americana. Os bancos, porém, criticam o governo no que se refere a investimentos em infra-estrutura e dizem temer possíveis gargalos nas áreas de transporte e energia.
Para consultor de análise econômica do Itaú, Joel Bogdanski, o crédito deverá crescer 19% em 2008, em linha com as previsões da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). "Os empréstimos devem passar dos atuais 33% para 40% do Produto Interno Bruto (PIB)", diz. Caso o Itaú siga o mesmo ritmo, sua carteira deve somar R$ 133,6 bilhões, dada a projeção de fechar 2007 em R$ 112,32 bilhões. "O foco continuará sendo a pessoa física e as pequenas e médias empresas."
A economista-chefe do ABN Amro Real, Zeina Latif, acredita que o crédito continuará crescendo, mas não tão fortemente. "Se houvesse alta da inadimplência, ou se o mercado de trabalho piorasse, haveria contenção da oferta e demanda. Mas esse não é o cenário provável. A alta vai ser puxada principalmente pelo crédito imobiliário", analisa.
Já Octavio de Barros, diretor de pesquisas do Bradesco, os empréstimos continuarão em expansão até 2010. "Depois disso, vai depender da continuidade de queda dos juros", diz. O economista defende que a interrupção da queda da Selic - que deve, para ele, permanecer estável até abril de 2008 - ocorre justamente para preservar esse cenário. "Não interromper agora pode comprometer mais adiante". Para o Banco Real, a Selic ficará estável durante o ano de 2008 inteiro.
Já para o Itaú, a previsão é de uma inflação mais "benigna" no ano que vem. O banco estima ao final de 2007 inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 3,87% e, em 2008, em 3,70%. "O grande choque deste ano foi o problema agrícola. Os preços dos alimentos subiram no mundo inteiro", afirma Bogdanski. Já para o Real, a previsão é de IPCA em 4%. "Não imaginamos que os alimentos possam trazer alívio", diz Latif.
Devido à mesma pressão inflacionária, o Bradesco revisou a previsão do IPCA para 2008 de 4,11% para 4,30%, segundo o presidente da instituição, Márcio Cypriano. "O impacto da alta dos alimentos será percebido em maior escala somente em 2008", disse durante apresentação na Associação dos Analistas de Mercados de Capitais (Apimec).
Quanto ao dólar, o economista do Itaú prevê cotação em R$ 1,77 no final de 2008. "O saldo comercial, no entanto, será menor no ano que vem, em torno de US$ 36 bilhões, só que esse número já é suficiente para manter apreciação da taxa de câmbio", avalia. Para Bogdanski, as turbulências nos mercados vão continuar, e há possibilidade de desaceleração da economia norte-americana. "Os EUA devem crescer de 1,5% a 2% no ano que vem. Não é desastre, mas não é brilhante".
O Real espera estabilidade e o Bradesco, vê dólar a R$ 1,85.
Os bancos também antevêem menor crescimento da economia. A expectativa do Itaú é que o PIB cresça pouco acima de 4% em 2008, abaixo dos 4,7% previstos para este ano. "A economia cresceu aquém de sua potencialidade. Podia ter aproveitado o momento", diz Bogdanski. A economista do Real também projeta alta de 4% do PIB em 2008.
Santander
As perspectivas para 2008 também são positivas para o Santander após a aquisição das operações do Real no Brasil. "Temos dois grandes bancos no País, com histórias de sucesso e um potencial de crescimento espetacular. Nosso objetivo é nos tornar o maior e melhor grupo financeiro do País", afirmou Emílio Botín, presidente mundial do banco, durante visita ao Brasil no último fim de semana.
Fonte: Jornal DCI
Notícia - Crédito Consignado:
- Bancos preparam empréstimo para casa própria
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- É a vez dos autônomos
Notícia - Imóvel Popular:
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Notícia - Economia e Crédito em 2008:
- Bancos prevêem crédito farto e economia estável em 2008
Notícia - Crédito Consignado:
Bancos preparam empréstimo para casa própria
Depois de baixar os juros e aumentar os prazos do financiamento imobiliário, os bancos começam a tirar do papel o tão esperado crédito consignado para a compra da casa própria. O Bradesco anunciou que o produto entrará em operação no ano que vem. As condições,entretanto, ainda não estão fechadas. O HSBC informou que estuda o lançamento da nova linha e o Banco Fibra, que vai começar a oferecer crédito imobiliário com desconto em folha no fim de novembro para servidores públicos, pretende, depois, ampliar o benefício para trabalhadores do setor privado.
A Caixa Econômica Federal
também não deve demorar a oferecer o empréstimo imobiliário com pagamento feito no contracheque. O banco mantém hoje essa linha por meio de convénios fechados com instituições e órgãos governamentais, como o Ministério do Planejamento e a Petros, o fundo de pensão dos petroleiros. Como o risco de inadimplênda é menor, as taxas de juros sãode meio a dois pontos percentuais mais baixas.
Banco do Brasil
Estava marcado para este mês, mas foi adiado para novembro, o lançamento das linhas de crédito habitacional próprias do Banco do Brasil. O projeto-piloto será iniciado em São Paulo e irá para outras praças em seguida.
Fonte: Extra (Danielle Abreu)
Notícia - Financiamento para autonômos:
É a vez dos autônomos
Bancos têm facilitado a liberação do financiamento para quem não tem holerite. Hoje, basta apresentar extratos bancários e comprovante do IR. Reunir extratos bancários e a última declaração do Imposto de Renda pode ser suficiente para o trabalhador autônomo conseguir comprovar renda e, desta forma, obter o financiamento da casa própria na maioria dos bancos. Com a ampliação do volume de crédito disponível e o aumento da segurança nos contratos, as instituições financeiras estão ampliando o leque de clientes em potencial e prometem reduzir ainda mais a lista de exigências para 2008.
Hoje, segundo o governo federal, há mais de 15 milhões de pessoas trabalhando por conta própria no País - o que representa quase 35% do total de trabalhadores brasileiros. Com um público tão grande e condições favoráveis, os bancos estão direcionando esforços para liberar financiamentos a essas pessoas.
A situação dos autônomos que buscavam dinheiro para comprar a casa própria começou a mudar principalmente a partir de 2004, quando o mercado entrou em um período de grande expansão. Segundo especialistas consultados pelo JT, enquanto o crédito ainda não era farto não era interessante para os bancos liberar financiamento para quem não tinha comprovação de renda. Agora, a situação mudou. “Na medida que a concorrência se acirrou, os bancos baixaram as exigências burocráticas e houve um avanço muito grande neste ano”, comemorou o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado (Sinduscon-SP), João Cláudio Robusti. “Além disso, a própria segurança dos contratos ampliou o mercado: se o interessado não tem holerite mas é um bom pagador, por que não emprestar?”, ponderou.
Ontem, o JT ligou para o serviço de atendimento telefônico de diversos bancos e comprovou que, no geral, exige-se apenas a declaração do Imposto de Renda e extratos bancários - muda, no entanto, a quantidade desses papéis. Caso o autônomo tenha algum contrato de prestação de serviços, o documento também pode ser incluído na relação, para facilitar a análise da instituição financeira. Há alguns anos, a relação era bem maior: alguns agentes financeiros chegavam a exigir até mesmo recibos de aluguel e últimos carnês do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), para verificar a capacidade de pagamento do cliente.
O diretor de crédito imobiliário da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Mauro Costa, lembra que era comum exigir ainda uma Declaração de Comprovação de Rendimentos (Decore), fornecido pelo contador do autônomo. “Já faz cerca de dois ou três anos que os bancos passaram a aceitar esses trabalhadores no financiamento imobiliário. A tendência é que o acesso ao crédito habitacional fique cada vez mais simples.”
O Banco do Brasil é o único ainda a exigir a Decore.
Fonte: Jornal da Tarde (Rodrigo Gallo)
Notícia - Imóvel Popular:
Imóvel popular atrai mais investimentos
A Lopes, intermediadora de lançamentos imobiliários, anunciou ontem a criação da Habitcasa, uma unidade de negócios voltada para os setores popular e médio, com imóveis entre R$ 60 mil a R$ 180 mil. ?Os imóveis dessa faixa de valores responderam, nos últimos anos, por 50% das vendas realizadas pela Lopes?, diz o diretor de atendimento da Habitcasa, Maurício Scacchetti.
A princípio, as vendas devem se concentrar no Estado de São Paulo (50%), Rio de Janeiro, Estados do Sul (45%) e no Nordeste (5%). Segundo Scacchetti, os apartamentos comercializados pela Habitcasa devem ter entre 45 m² e 65 m², e seu público-alvo são os consumidores com renda familiar a partir de R$ 1,3 mil. Apesar do aumento de preço nos terrenos de São Paulo, Scacchetti afirma que será possível manter os preços acessíveis, ?principalmente por causa da competição entre as construtoras?.
No último ano, construtoras de grande porte no Brasil investiram nesse segmento, criando ou adquirindo empresas para trabalhar no segmento de imóveis econômicos. A Camargo Corrêa, por exemplo, comprou, por R$ 40 milhões, a HM Engenharia e Construtora, especializada no setor. A Cyrela e a Gafisa fizeram joint ventures com empresas menores para atender ao público de menor renda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão
Notícia - Economia e Crédito em 2008:
Bancos prevêem crédito farto e economia estável em 2008
Itaú, ABN Amro Real e Bradesco vêem com otimismo o cenário econômico brasileiro e o desempenho do crédito no ano que vem, mas antecipam um menor crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País e uma eventual desaceleração da economia norte-americana. Os bancos, porém, criticam o governo no que se refere a investimentos em infra-estrutura e dizem temer possíveis gargalos nas áreas de transporte e energia.
Para consultor de análise econômica do Itaú, Joel Bogdanski, o crédito deverá crescer 19% em 2008, em linha com as previsões da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). "Os empréstimos devem passar dos atuais 33% para 40% do Produto Interno Bruto (PIB)", diz. Caso o Itaú siga o mesmo ritmo, sua carteira deve somar R$ 133,6 bilhões, dada a projeção de fechar 2007 em R$ 112,32 bilhões. "O foco continuará sendo a pessoa física e as pequenas e médias empresas."
A economista-chefe do ABN Amro Real, Zeina Latif, acredita que o crédito continuará crescendo, mas não tão fortemente. "Se houvesse alta da inadimplência, ou se o mercado de trabalho piorasse, haveria contenção da oferta e demanda. Mas esse não é o cenário provável. A alta vai ser puxada principalmente pelo crédito imobiliário", analisa.
Já Octavio de Barros, diretor de pesquisas do Bradesco, os empréstimos continuarão em expansão até 2010. "Depois disso, vai depender da continuidade de queda dos juros", diz. O economista defende que a interrupção da queda da Selic - que deve, para ele, permanecer estável até abril de 2008 - ocorre justamente para preservar esse cenário. "Não interromper agora pode comprometer mais adiante". Para o Banco Real, a Selic ficará estável durante o ano de 2008 inteiro.
Já para o Itaú, a previsão é de uma inflação mais "benigna" no ano que vem. O banco estima ao final de 2007 inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 3,87% e, em 2008, em 3,70%. "O grande choque deste ano foi o problema agrícola. Os preços dos alimentos subiram no mundo inteiro", afirma Bogdanski. Já para o Real, a previsão é de IPCA em 4%. "Não imaginamos que os alimentos possam trazer alívio", diz Latif.
Devido à mesma pressão inflacionária, o Bradesco revisou a previsão do IPCA para 2008 de 4,11% para 4,30%, segundo o presidente da instituição, Márcio Cypriano. "O impacto da alta dos alimentos será percebido em maior escala somente em 2008", disse durante apresentação na Associação dos Analistas de Mercados de Capitais (Apimec).
Quanto ao dólar, o economista do Itaú prevê cotação em R$ 1,77 no final de 2008. "O saldo comercial, no entanto, será menor no ano que vem, em torno de US$ 36 bilhões, só que esse número já é suficiente para manter apreciação da taxa de câmbio", avalia. Para Bogdanski, as turbulências nos mercados vão continuar, e há possibilidade de desaceleração da economia norte-americana. "Os EUA devem crescer de 1,5% a 2% no ano que vem. Não é desastre, mas não é brilhante".
O Real espera estabilidade e o Bradesco, vê dólar a R$ 1,85.
Os bancos também antevêem menor crescimento da economia. A expectativa do Itaú é que o PIB cresça pouco acima de 4% em 2008, abaixo dos 4,7% previstos para este ano. "A economia cresceu aquém de sua potencialidade. Podia ter aproveitado o momento", diz Bogdanski. A economista do Real também projeta alta de 4% do PIB em 2008.
Santander
As perspectivas para 2008 também são positivas para o Santander após a aquisição das operações do Real no Brasil. "Temos dois grandes bancos no País, com histórias de sucesso e um potencial de crescimento espetacular. Nosso objetivo é nos tornar o maior e melhor grupo financeiro do País", afirmou Emílio Botín, presidente mundial do banco, durante visita ao Brasil no último fim de semana.
Fonte: Jornal DCI
terça-feira, 16 de outubro de 2007
As notícias de hoje, 16/10, são:
As notícias de hoje, 16/10, são:
Notícias - Crédito Imobiliário:
- Contestar parcela custa R$ 5.000
- Bancos diversificam captação imobiliária
- Novidades
Notícias - Caixa Econômica Federal:
- Parceria
- Justiça Federal obriga Caixa a devolver casa
Notícias - Crédito Imobiliário:
Contestar parcela custa R$ 5.000
A Ammesp (Associação de Mutuários e Moradores do Estado de São Paulo) divulgou nesta semana a primeira sentença judicial no Estado que permitiu a anulação da taxa administrativa cobrada pelos bancos no financiamento imobiliário. No entanto, não é de hoje que consumidores precisam recorrer à Justiça para conseguirem pagar um preço justo nas parcelas.
A primeira ação no País contra abusos no valor das prestações aconteceu em 1988, no Rio Grande do Sul, segundo Luciano Pinto Ramalho, representante comercial do escritório Christiane Leandro de Novais Advocacia, em São Bernardo. Além de ter de recorrer a terceiros para a resolução de correções que deveriam ser feitas diretamente nos bancos, ao procurar um advogado o consumidor precisa arcar com os custos da ação judicial. Na Ammesp é necessário pagar uma mensalidade à entidade de R$ 32 (até o caso ser resolvido), além do valor da ação, que custa de R$ 1.500 a R$ 3.500.
Em escritórios de advocacia da região, os preços variam de R$ 4.000 a R$ 5.000. Nesse caso, não é necessário o pagamento de taxas mensais. No escritório Cristiane Leandro de Novais sai por R$ 4.800, em média (a quantia também pode ser parcelada). "Temos ações contra a Caixa, Bradesco, Itaú, Santander e até de financiamentos direto das construtoras”, disse o representante comercial.
Custo-benefício - Cabe ao consumidor pesar na balança o custo benefício da operação. O mutuário Daniel Kespers de Jesus, de 29 anos, que venceu a ação que entrou em novembro do anos passado por meio da Ammesp, disse que vale a pena o investimento.
Ele teve de pagar R$ 1.500 da ação, mais 10% da perícia, além das mensalidades da entidade. “No entanto, agora vou pagar cerca de R$ 100 a menos nas parcelas, além de ter um abatimento de cerca de R$ 8.000 no saldo devedor. A redução pode chegar a 40% do valor das parcelas e advogados mais otimistas falam em até 60%.”
Isso porque, ao examinar o contrato, o advogado pode encontrar outros abusos além da cobrança da tarifa administrativa. “Às vezes, a taxa de juros está desproporcional. Existem aumentos que só podem ser feitos por equivalência salarial. Mas o acréscimo nas prestações é sempre maior do que o do salário”, explicou Pinto Ramalho, do escritório de São Bernardo. Lá, existem mais de 1.000 processos em andamento.
Desconto - No entanto, o mutuário terá primeiro de pagar o serviço para só depois da análise do perito saber o quanto poderá ganhar de desconto.
Fonte: Diário ABC (Gabriela Gasparin)
Bancos diversificam captação imobiliária
Fernando Travaglini - VALOR ECONÔMICO
A crescente demanda por crédito imobiliário começa a pressionar os bancos a ampliarem as fontes de recursos. O Banco Real realizou captação recente de R$ 86 milhões via Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI). O Itaú obteve um empréstimo de R$ 200 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), também para a habitação. Até linhas do BNDES estão sendo direcionadas para o setor.
Segundo o diretor do HSBC, Roberto Sampaio, esses repasses do BNDES para as construtoras estão entre as linhas que mais crescem. As aprovações do BNDES para o setor de construção já somam R$ 2,7 bilhões no ano até agosto, volume 133% superior ao mesmo do ano passado (R$ 1,2 bilhão). Em agosto, superaram até mesmo as concessões para empresas com recursos da poupança, R$ 832 milhões, contra R$ 774 milhões dos bancos.
Ele diz que há duas operações prestes a serem aprovadas de financiamento da construção de dois shoppings centers, uma de R$ 30 milhões e outra R$ 50 milhões, de repasse da linha BNDES FINEM, com um pool de bancos.
Os juros, cerca de 11%, são inferiores aos funding da poupança (aproximadamente 14%) e servem apenas para operações de imóveis comerciais. "Os recebíveis dos aluguéis dos lojistas servem muitas vezes como garantia", diz o executivo.
No início do ano, o banco de desenvolvimento havia divulgado que seis projetos de shopping em análise somavam cerca de R$ 500 milhões em investimentos. Em junho, o BNDES aprovou linha de R$ 74,3 milhões para a construção do Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. No início do ano, aprovou o financiamento de R$ 46 milhões à Melton Administradora de Bens, para a obra do Palladium Shopping Center, em Curitiba. Em 2006, quando essas operações foram retomadas, o BNDES desembolsou R$ 241 milhões.
O repasse de BNDES Automático também tem sido muito usado para empreendimentos residenciais, completa Sampaio. "A diversificação na captação é uma tendência do mercado", avalia.
Ele lembra ainda o crescimento das operações com recursos livres. "O avanço é muito forte e não será a poupança que vai lastrear esse crescimento."
O volume de operações com recursos livres (não oriundos da poupança) crescem de forma acelerada. As concessões para operações prefixadas de cinco anos, até agosto, já atingiram R$ 860 milhões, segundo dados do Banco Central, 177% superior ao mesmo período do ano passado.
"Realizamos operações com recursos da tesouraria do banco", diz o executivo do HSBC. Ele ressalta que, devido ao prazo mais longo, são feitas operações de proteção com swaps.
O Itaú também já iniciou a diversificação por meio de captação no exterior. O diretor do Itaú, Luiz França, em entrevista quando do empréstimo do BID, disse que as fontes alternativas são importantes para atender aos clientes. "Este foi apenas um projeto piloto para aprendermos como buscar recursos lá fora."
Tradicionalmente, a principal fonte de recursos dos bancos para a concessão de financiamento imobiliário é a poupança. Há alguns anos, inclusive, o governo começou a exigir que 65% do total captado pela poupança fossem direcionados obrigatoriamente para este fim.
O instrumento mais usado no mundo para captar recursos é a emissão de títulos securitizados com lastro nos recebíveis do financiamento. "O ciclo do crédito imobiliário se fecha com a securitização", diz o diretor-executivo do Banco Real, Felix Cardamone.
No Brasil esse modelo ainda não decolou justamente pela exigibilidade do uso da poupança com funding. O volume de captação ainda é pequeno. Neste ano foram lançados pouco mais de R$ 800 milhões, inferior aos R$ 1,07 bilhão do ano passado. A falta de um mercado secundário de títulos privados também atrapalha a liquidez necessária para as emissões, explica Cardamone.
A captação via securitização de recebíveis, no entanto, deve ganhar força a partir de agora. Outros bancos já declararam a intenção de emitir, como a Caixa Econômica Federal, por exemplo. Além disso, muitos bancos de médio porte iniciaram operações de financiamento imobiliário e, por não terem captação de poupança, pretendem emitir títulos securitizados. Esse é o caso dos bancos Fibra e Daycoval e da Brazilian Finance & Real Estate.
O superintendente do Santander, Mauro Costa, também diz que estuda a securitização de parte da carteira. O banco acabou de adquirir o Real, único dos grandes a ter realizado esta operação no Brasil. O Santander é um dos maiores do mercado mundial de hipotecas, com uma carteira de US$ 262 bilhões.
A posição, no entanto, está longe de ser unanimidade. "O HSBC não pensa em usar securitização", ressalta Sampaio. O banco também não emite esses títulos no mercado inglês, mas fazia uso desses instrumentos nos Estados Unidos, onde teve problemas com a crise do mercado hipotecário daquele país.
O Bradesco também não pensa em diversificar por enquanto as fontes de recursos, concentrando o foco na poupança. "As operações com recursos livres ainda são pequenas", diz o diretor-executivo, Ademir Cossiello.
De fato, ainda há espaço para a poupança. Hoje, o saldo de operações para pessoas físicas com esses recursos está em R$ 40 bilhões, segundo dados do BC, enquanto os recursos disponíveis superam os R$ 160 bilhões.
Novidades
Difícil entender como será o procedimento. O ministro Mantega afirma que o mutuário passará a ser liberado para transferir a dívida de financiamento imobiliário entre bancos. Outra novidade é que haverá um seguro para obras e cadastro único de imóveis. Em funcionando, será realmente incentivo ao setor imobiliário.
Fonte: Correio Braziliense
Notícias - Caixa Econômica Federal:
Parceria
A mineira Celta Engenharia fechou parceria com a Caixa Econômica Federal para financiamento de imóveis. A CEF financia até 80% dos imóveis em empreendimentos da construtora. O próximo lançamento será o Saint Vivant Residence Club, que será construído no Recreio dos Bandeirantes, com projeto que prioriza a qualidade de vida e preservação da natureza.
Fonte: Gazeta Mercantil
Justiça Federal obriga Caixa a devolver casa
O Tribunal Regional Federal determinou à Caixa Econômica Federal (CEF) que devolva, em cinco dias, a contar de ontem, a posse de um imóvel e seu respectivo terreno ao mutuário do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) Osvaldo Alves de Souza Filho, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. Por causa de um atraso no pagamento das parcelas do financiamento, a CEF utilizou-se do decreto-lei 70/66 para promover a execução extrajudicial do débito. O decreto é do tempo da ditadura militar e não permite defesa, em contradição com a Constituição Federal. A advogada Valéria Rita de Mello, que representa Osvaldo, recorreu à Justiça Federal de Rio Preto, mas o juiz negou-lhe a tutela antecipada, ou seja, a antecipação de seu direito de permanecer proprietário do imóvel, mesmo antes de concluído o processo. Sem a liminar, a advogada entrou com um recurso chamado agravo de instrumento, para que ele pudesse permanecer na casa. A Justiça Federal demorou três meses para conceder-lhe a liminar. Nesse período, a CEF efetuou a venda extrajudicial do imóvel. Osvaldo ficou sem a casa.
Como se tratava de edícula, o comprador construiu novo imóvel no terreno. Agora, com a determinação da devolução da área ao antigo mutuário, o novo dono também terá de entrar com ação contra a CEF para ser ressarcido pela Caixa. O banco não é obrigado a devolver o mesmo imóvel. “Mas tem de ressarcir o valor equivalente ao do imóvel tomado”, explica a advogada. Osvaldo enfrentou dificuldades com o procedimento da CEF. Teve de morar improvisadamente em uma garagem apertada, com a mulher e dois filhos, até conseguir alugar uma casa, mesmo sendo proprietário da outra. Logo que obteve a liminar, a advogada Valéria de Mello requereu à Justiça, em 7 de novembro de 2006, que fosse cumprida a decisão. Não houve resposta. “Reiterei o pedido”, afirma Valéria, “e, onze meses depois, saiu este despacho determinando à CEF que cumpra a liminar e devolva o imóvel,sob pena de multa diária.”
Como se trata de liminar oriunda de recurso de agravo de instrumento, não cabe mais recurso. “A CEF tem de aguardar o prosseguimento da ação principal, mas tem cumprir a ordem em cinco dias”, diz Valéria. O prazo expira dia 15, segunda-feira. De acordo com a desembargadora federal Suzana Camargo, o uso do decreto-lei 70/66, “constitui-se verdadeira forma de expropriação de bens”. De acordo com ela, “no atual estado de direito, não é dado admitir uma execução promovida e conduzida pelo próprio credor, quando deveria ser conduzida por um julgador constitucionalmente investido na função.” A assessoria de imprensa da CEF disse ontem que o banco vai esgotar todos os recursos para fazer valer sua decisão.
Fonte: Diário Web
Notícias - Crédito Imobiliário:
- Contestar parcela custa R$ 5.000
- Bancos diversificam captação imobiliária
- Novidades
Notícias - Caixa Econômica Federal:
- Parceria
- Justiça Federal obriga Caixa a devolver casa
Notícias - Crédito Imobiliário:
Contestar parcela custa R$ 5.000
A Ammesp (Associação de Mutuários e Moradores do Estado de São Paulo) divulgou nesta semana a primeira sentença judicial no Estado que permitiu a anulação da taxa administrativa cobrada pelos bancos no financiamento imobiliário. No entanto, não é de hoje que consumidores precisam recorrer à Justiça para conseguirem pagar um preço justo nas parcelas.
A primeira ação no País contra abusos no valor das prestações aconteceu em 1988, no Rio Grande do Sul, segundo Luciano Pinto Ramalho, representante comercial do escritório Christiane Leandro de Novais Advocacia, em São Bernardo. Além de ter de recorrer a terceiros para a resolução de correções que deveriam ser feitas diretamente nos bancos, ao procurar um advogado o consumidor precisa arcar com os custos da ação judicial. Na Ammesp é necessário pagar uma mensalidade à entidade de R$ 32 (até o caso ser resolvido), além do valor da ação, que custa de R$ 1.500 a R$ 3.500.
Em escritórios de advocacia da região, os preços variam de R$ 4.000 a R$ 5.000. Nesse caso, não é necessário o pagamento de taxas mensais. No escritório Cristiane Leandro de Novais sai por R$ 4.800, em média (a quantia também pode ser parcelada). "Temos ações contra a Caixa, Bradesco, Itaú, Santander e até de financiamentos direto das construtoras”, disse o representante comercial.
Custo-benefício - Cabe ao consumidor pesar na balança o custo benefício da operação. O mutuário Daniel Kespers de Jesus, de 29 anos, que venceu a ação que entrou em novembro do anos passado por meio da Ammesp, disse que vale a pena o investimento.
Ele teve de pagar R$ 1.500 da ação, mais 10% da perícia, além das mensalidades da entidade. “No entanto, agora vou pagar cerca de R$ 100 a menos nas parcelas, além de ter um abatimento de cerca de R$ 8.000 no saldo devedor. A redução pode chegar a 40% do valor das parcelas e advogados mais otimistas falam em até 60%.”
Isso porque, ao examinar o contrato, o advogado pode encontrar outros abusos além da cobrança da tarifa administrativa. “Às vezes, a taxa de juros está desproporcional. Existem aumentos que só podem ser feitos por equivalência salarial. Mas o acréscimo nas prestações é sempre maior do que o do salário”, explicou Pinto Ramalho, do escritório de São Bernardo. Lá, existem mais de 1.000 processos em andamento.
Desconto - No entanto, o mutuário terá primeiro de pagar o serviço para só depois da análise do perito saber o quanto poderá ganhar de desconto.
Fonte: Diário ABC (Gabriela Gasparin)
Bancos diversificam captação imobiliária
Fernando Travaglini - VALOR ECONÔMICO
A crescente demanda por crédito imobiliário começa a pressionar os bancos a ampliarem as fontes de recursos. O Banco Real realizou captação recente de R$ 86 milhões via Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI). O Itaú obteve um empréstimo de R$ 200 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), também para a habitação. Até linhas do BNDES estão sendo direcionadas para o setor.
Segundo o diretor do HSBC, Roberto Sampaio, esses repasses do BNDES para as construtoras estão entre as linhas que mais crescem. As aprovações do BNDES para o setor de construção já somam R$ 2,7 bilhões no ano até agosto, volume 133% superior ao mesmo do ano passado (R$ 1,2 bilhão). Em agosto, superaram até mesmo as concessões para empresas com recursos da poupança, R$ 832 milhões, contra R$ 774 milhões dos bancos.
Ele diz que há duas operações prestes a serem aprovadas de financiamento da construção de dois shoppings centers, uma de R$ 30 milhões e outra R$ 50 milhões, de repasse da linha BNDES FINEM, com um pool de bancos.
Os juros, cerca de 11%, são inferiores aos funding da poupança (aproximadamente 14%) e servem apenas para operações de imóveis comerciais. "Os recebíveis dos aluguéis dos lojistas servem muitas vezes como garantia", diz o executivo.
No início do ano, o banco de desenvolvimento havia divulgado que seis projetos de shopping em análise somavam cerca de R$ 500 milhões em investimentos. Em junho, o BNDES aprovou linha de R$ 74,3 milhões para a construção do Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. No início do ano, aprovou o financiamento de R$ 46 milhões à Melton Administradora de Bens, para a obra do Palladium Shopping Center, em Curitiba. Em 2006, quando essas operações foram retomadas, o BNDES desembolsou R$ 241 milhões.
O repasse de BNDES Automático também tem sido muito usado para empreendimentos residenciais, completa Sampaio. "A diversificação na captação é uma tendência do mercado", avalia.
Ele lembra ainda o crescimento das operações com recursos livres. "O avanço é muito forte e não será a poupança que vai lastrear esse crescimento."
O volume de operações com recursos livres (não oriundos da poupança) crescem de forma acelerada. As concessões para operações prefixadas de cinco anos, até agosto, já atingiram R$ 860 milhões, segundo dados do Banco Central, 177% superior ao mesmo período do ano passado.
"Realizamos operações com recursos da tesouraria do banco", diz o executivo do HSBC. Ele ressalta que, devido ao prazo mais longo, são feitas operações de proteção com swaps.
O Itaú também já iniciou a diversificação por meio de captação no exterior. O diretor do Itaú, Luiz França, em entrevista quando do empréstimo do BID, disse que as fontes alternativas são importantes para atender aos clientes. "Este foi apenas um projeto piloto para aprendermos como buscar recursos lá fora."
Tradicionalmente, a principal fonte de recursos dos bancos para a concessão de financiamento imobiliário é a poupança. Há alguns anos, inclusive, o governo começou a exigir que 65% do total captado pela poupança fossem direcionados obrigatoriamente para este fim.
O instrumento mais usado no mundo para captar recursos é a emissão de títulos securitizados com lastro nos recebíveis do financiamento. "O ciclo do crédito imobiliário se fecha com a securitização", diz o diretor-executivo do Banco Real, Felix Cardamone.
No Brasil esse modelo ainda não decolou justamente pela exigibilidade do uso da poupança com funding. O volume de captação ainda é pequeno. Neste ano foram lançados pouco mais de R$ 800 milhões, inferior aos R$ 1,07 bilhão do ano passado. A falta de um mercado secundário de títulos privados também atrapalha a liquidez necessária para as emissões, explica Cardamone.
A captação via securitização de recebíveis, no entanto, deve ganhar força a partir de agora. Outros bancos já declararam a intenção de emitir, como a Caixa Econômica Federal, por exemplo. Além disso, muitos bancos de médio porte iniciaram operações de financiamento imobiliário e, por não terem captação de poupança, pretendem emitir títulos securitizados. Esse é o caso dos bancos Fibra e Daycoval e da Brazilian Finance & Real Estate.
O superintendente do Santander, Mauro Costa, também diz que estuda a securitização de parte da carteira. O banco acabou de adquirir o Real, único dos grandes a ter realizado esta operação no Brasil. O Santander é um dos maiores do mercado mundial de hipotecas, com uma carteira de US$ 262 bilhões.
A posição, no entanto, está longe de ser unanimidade. "O HSBC não pensa em usar securitização", ressalta Sampaio. O banco também não emite esses títulos no mercado inglês, mas fazia uso desses instrumentos nos Estados Unidos, onde teve problemas com a crise do mercado hipotecário daquele país.
O Bradesco também não pensa em diversificar por enquanto as fontes de recursos, concentrando o foco na poupança. "As operações com recursos livres ainda são pequenas", diz o diretor-executivo, Ademir Cossiello.
De fato, ainda há espaço para a poupança. Hoje, o saldo de operações para pessoas físicas com esses recursos está em R$ 40 bilhões, segundo dados do BC, enquanto os recursos disponíveis superam os R$ 160 bilhões.
Novidades
Difícil entender como será o procedimento. O ministro Mantega afirma que o mutuário passará a ser liberado para transferir a dívida de financiamento imobiliário entre bancos. Outra novidade é que haverá um seguro para obras e cadastro único de imóveis. Em funcionando, será realmente incentivo ao setor imobiliário.
Fonte: Correio Braziliense
Notícias - Caixa Econômica Federal:
Parceria
A mineira Celta Engenharia fechou parceria com a Caixa Econômica Federal para financiamento de imóveis. A CEF financia até 80% dos imóveis em empreendimentos da construtora. O próximo lançamento será o Saint Vivant Residence Club, que será construído no Recreio dos Bandeirantes, com projeto que prioriza a qualidade de vida e preservação da natureza.
Fonte: Gazeta Mercantil
Justiça Federal obriga Caixa a devolver casa
O Tribunal Regional Federal determinou à Caixa Econômica Federal (CEF) que devolva, em cinco dias, a contar de ontem, a posse de um imóvel e seu respectivo terreno ao mutuário do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) Osvaldo Alves de Souza Filho, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. Por causa de um atraso no pagamento das parcelas do financiamento, a CEF utilizou-se do decreto-lei 70/66 para promover a execução extrajudicial do débito. O decreto é do tempo da ditadura militar e não permite defesa, em contradição com a Constituição Federal. A advogada Valéria Rita de Mello, que representa Osvaldo, recorreu à Justiça Federal de Rio Preto, mas o juiz negou-lhe a tutela antecipada, ou seja, a antecipação de seu direito de permanecer proprietário do imóvel, mesmo antes de concluído o processo. Sem a liminar, a advogada entrou com um recurso chamado agravo de instrumento, para que ele pudesse permanecer na casa. A Justiça Federal demorou três meses para conceder-lhe a liminar. Nesse período, a CEF efetuou a venda extrajudicial do imóvel. Osvaldo ficou sem a casa.
Como se tratava de edícula, o comprador construiu novo imóvel no terreno. Agora, com a determinação da devolução da área ao antigo mutuário, o novo dono também terá de entrar com ação contra a CEF para ser ressarcido pela Caixa. O banco não é obrigado a devolver o mesmo imóvel. “Mas tem de ressarcir o valor equivalente ao do imóvel tomado”, explica a advogada. Osvaldo enfrentou dificuldades com o procedimento da CEF. Teve de morar improvisadamente em uma garagem apertada, com a mulher e dois filhos, até conseguir alugar uma casa, mesmo sendo proprietário da outra. Logo que obteve a liminar, a advogada Valéria de Mello requereu à Justiça, em 7 de novembro de 2006, que fosse cumprida a decisão. Não houve resposta. “Reiterei o pedido”, afirma Valéria, “e, onze meses depois, saiu este despacho determinando à CEF que cumpra a liminar e devolva o imóvel,sob pena de multa diária.”
Como se trata de liminar oriunda de recurso de agravo de instrumento, não cabe mais recurso. “A CEF tem de aguardar o prosseguimento da ação principal, mas tem cumprir a ordem em cinco dias”, diz Valéria. O prazo expira dia 15, segunda-feira. De acordo com a desembargadora federal Suzana Camargo, o uso do decreto-lei 70/66, “constitui-se verdadeira forma de expropriação de bens”. De acordo com ela, “no atual estado de direito, não é dado admitir uma execução promovida e conduzida pelo próprio credor, quando deveria ser conduzida por um julgador constitucionalmente investido na função.” A assessoria de imprensa da CEF disse ontem que o banco vai esgotar todos os recursos para fazer valer sua decisão.
Fonte: Diário Web
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
As notícias de hoje, 11/10, são:
As notícias de hoje, 11/10, são:
Notícias - EUA:
- Para S&P, crise não atingirá pico antes de 2009
- Mercados financeiros ainda estão frágeis, diz presidente do Fed de St Louis
Notícia - Greve Caixa Econômica:
- Greve na Caixa atrapalha financiamento imobiliário
Notícias - Mercado Imobiliário:
- Prestação da casa própria pode cair 40%
- R$ 9 bi à disposição
Notícias - EUA:
Para S&P, crise não atingirá pico antes de 2009
A crise do setor de crédito imobiliário de alto risco dos Estados Unidos não deve atingir um ápice antes de 2009 e o total de calotes pode alcançar US$ 150 bilhões. Apesar disso, o forte desempenho dos mercados emergentes sustentará o crescimento econômico global, afirmou a agência de classificação de risco Standard & Poor?s ontem. A S&P informou que prevê que a economia mundial crescerá 3,6% neste ano e 3,5% no próximo.
O crescimento norte-americano deve ficar para trás, a 2% em ambos os anos, uma taxa considerada pelo economista-chefe da agência como fraca. Em 2006, a expansão dos EUA foi de 2,9%. 'A expansão mundial continuará forte apesar da fraqueza vista na economia norte-americana, especialmente nos mercados emergentes, devido a uma demanda doméstica saudável e à força das exportações para o mercado fora dos EUA', disse a S&P em nota. 'O fato da desaceleração norte-americana estar concentrada no setor imobiliário ajuda.' 'Os mercados emergentes estão muito menos vulneráveis às turbulências nos mercados de crédito do que durante crises anterior porque os fluxos de capital atraídos por alto crescimento econômico está aliado a padrões melhorados de governança corporativa'. (Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 2)(Reuters)
Fonte: Gazeta Mercantil
Mercados financeiros ainda estão frágeis, diz presidente do Fed de St Louis
A economia americana não está entrando em recessão, mas os efeitos da crise no mercado de crédito imobiliário ainda se fazem sentir, avaliou o presidente da unidade de St Louis do Federal Reserve, William Poole. " Os mercados financeiros parecem estar se estabilizando, mas não retornaram ao normal e ainda estão frágeis " , disse ele, que é um dos diretores que votam na definição dos juros básicos dos Estados Unidos.
Para Poole, embora analistas tenham reduzido suas expectativas de crescimento econômico para os EUA, os dados recentes de nível de emprego - que apontaram geração de 110 mil empregos em setembro - não corroboram a tese de desaceleração. No entanto, em sua avaliação, o mercado imobiliário não vai se estabilizar antes de meados de 2008.
" Estamos em território desconhecido " , disse ele, sobre o cenário dos preços de imóveis. Além das turbulências no crédito habitacional, economistas prevêem que os valores dos imóveis vão cair, dada a maior dificuldade de obter financiamento para compra da casa própria.
Fonte: Valor Econômico
Notícia - Greve Caixa Econômica:
Greve na Caixa atrapalha financiamento imobiliário
A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal, que já atinge 80% das agências em nível nacional, atrasa aqueles que buscam o banco para fazer operações de crédito, como financiamento imobiliário e outros pedidos de empréstimo, e para abrir a conta-corrente. A afirmação foi feita nesta terça-feira (9) pela assessoria de imprensa da instituição.
O motivo é que esses serviços são prestados exclusivamente pelos bancários - não podendo, portanto, serem substituídos pelas 9 mil lotéricas e 7,1 mil correspondentes Caixa Aqui de todo o País, além das redes de auto-atendimento das agências.
Prejuízo
A greve foi iniciada na última quarta-feira (3). A estatal ainda não possui um balanço a respeito dos prejuízos causados aos consumidores por conta da paralisação. De qualquer maneira, vale lembrar que apenas os saques do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a compra da casa são de R$ 12,3 milhões ao dia.
Nesta terça o Comando Nacional dos Bancários devem divulgar decisão sobre as novas propostas apresentadas pela diretoria do banco. A expectativa é que a posição seja favorável ao retorno ao trabalho.
Fonte: InfoMoney (Adriele Marchesini)
Notícias - Mercado Imobiliário:
Prestação da casa própria pode cair 40%
Pelo menos 50 mil mutuários do Grande ABC que financiam imóveis pela tabela Sacre (Sistema de Amortização Constante) podem ter a redução de até 40% do valor das prestações por meio do cancelamento da tarifa de administração cobrada pelos bancos. A informação é da Ammesp (Associação de Mutuários e Moradores do Estado de São Paulo).
A Justiça do Estado determinou a retirada da taxa no contratos de um mutuário de Guarulhos, Daniel Kesper, 29 anos. Ele entrou com ação contra a Caixa Econômica Federal em novembro do ano passado. “De R$ 380 vai cair para R$ 280”, disse. A redução corresponde ao cancelamento da tarifa mais o desconto retroativo do total pago em sete anos. Ao todo, são 120 mil mutuários na região. No entanto, nem todos pagam a tarifa de administração. “A taxa nos financiamentos de casa própria é ilegal. Ela só pode ser cobrada em serviços bancários, como a conta corrente ou cartão de crédito”, disse o presidente da associação, Marcelo Donizetti.
Segundo Donizetti, o valor se incorpora às parcelas e não entra no sistema de amortização da dívida. “Com isso, o saldo devedor residual gerado torna-se quase igual à quantia que o mutuário já pagou em 20 anos”, disse. A Ammesp busca a retirada da taxa há três anos. Para conseguir o cancelamento, os mutuários precisam entrar com ação na Justiça. “Com a primeira sentença vencida, vai ficar mais fácil para outros consumidores conseguirem a redução.”
Tarifas chegam a R$ 24 mil em 20 anos
As tarifas de administração para financiamentos imobiliários variam de R$ 14,08 a R$ 30 ao mês, de acordo com levantamento feito pelo Diário com sete instituições financeiras. As taxas são fixas, independentemente da quantia financiada.
Assim, o valor da tarifa pode chegar a R$ 1.200 ao ano. Como financiamentos para casa própria costumam ser de 20 anos, em média, ao final desse período o mutuário terá pago ao banco R$ 24.000 apenas em tarifas de administração.
De acordo com o presidente da Ammesp (Associação de Moradores e Mutuários de São Paulo), Marcelo Donizetti, os valores podem ser bem maiores. “Temos reclamações de mutuários do Grande ABC que pagam R$ 115 de tarifa. A cobrança é ilegal, uma vez que fere o caráter social do sistema financeiro de habitação.”
Fonte: Diário do ABC
R$ 9 bi à disposição
Ainda há crédito para realizar o sonho da casa própria em 2007, mesmo faltando menos de três meses para o final do ano. Só entre recursos da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) estão disponíveis quase R$ 9 bilhões.
As duas fontes representam mais de 90% do dinheiro empregado no financiamento da casa própria, explica Mauro Costa, diretor do setor de Crédito Imobiliário da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), de janeiro a agosto deste ano o volume de recursos da caderneta de poupança para financiamento da casa própria atingiu R$ 10,3 bilhões, crescimento de 73,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Estima-se que até o fim do ano o valor atinja R$ 16,5 bilhões - 77,4% mais que o emprestado em 2006. Costa informa que, no caso do FGTS, do orçamento de R$ 6,8 bilhões destinado ao financiamento imobiliário para 2007, ainda há R$ 2,8 bilhões disponíveis.
Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional das Empresas de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), recomenda usar os saldos de eventuais aplicações financeiras para um sinal razoável, que possa diminuir o valor financiado.
Os bancos têm diversas linhas de crédito específicas para a compra da casa própria, cujo prazo para pagamento pode chegar a 360 meses (veja quadro nesta página). As taxas de juros e o valor do financiado também variam. Roseli Hernandes, gerente-geral de locação e vendas da imobiliária Lello, aconselha que o interessado no crédito, antes de mais nada, realize simulações nos sites dos bancos para verificar se as prestações caberão dentro da renda do mutuário. “Lembre-se de que será uma nova despesa entre as demais do orçamento, que deve estar sempre equilibrado”, diz.
Além da questão financeira, outros fatores devem ser considerados na escolha do imóvel. Segundo Roseli, o comprador deve considerar variáveis como proximidade da família, do trabalho e a infra-estrutura da região.“Itens como segurança, trânsito e transporte coletivo contam muito”, diz.
Financie menos, pague menos - imóvel de R$ 100 mil
Financiamento em 20 anos: Se for sobre o valor total, ao final, o montante pago será de R$ 247.302,71
Se for um financiamento de 80% do imóvel (R$ 80 mil), ao final do prazo o montante pago será de R$ 197.842,17.
Economia de quase R$ 50 mil em relação à opção anterior
Se for um financiamento de 50% (R$ 50 mil) sobre o valor total, pagamento ao final será de R$ 123.651,35, uma economia de metade do valor em relação ao financiamento integral
Fonte: Jornal da Tarde
Notícias - EUA:
- Para S&P, crise não atingirá pico antes de 2009
- Mercados financeiros ainda estão frágeis, diz presidente do Fed de St Louis
Notícia - Greve Caixa Econômica:
- Greve na Caixa atrapalha financiamento imobiliário
Notícias - Mercado Imobiliário:
- Prestação da casa própria pode cair 40%
- R$ 9 bi à disposição
Notícias - EUA:
Para S&P, crise não atingirá pico antes de 2009
A crise do setor de crédito imobiliário de alto risco dos Estados Unidos não deve atingir um ápice antes de 2009 e o total de calotes pode alcançar US$ 150 bilhões. Apesar disso, o forte desempenho dos mercados emergentes sustentará o crescimento econômico global, afirmou a agência de classificação de risco Standard & Poor?s ontem. A S&P informou que prevê que a economia mundial crescerá 3,6% neste ano e 3,5% no próximo.
O crescimento norte-americano deve ficar para trás, a 2% em ambos os anos, uma taxa considerada pelo economista-chefe da agência como fraca. Em 2006, a expansão dos EUA foi de 2,9%. 'A expansão mundial continuará forte apesar da fraqueza vista na economia norte-americana, especialmente nos mercados emergentes, devido a uma demanda doméstica saudável e à força das exportações para o mercado fora dos EUA', disse a S&P em nota. 'O fato da desaceleração norte-americana estar concentrada no setor imobiliário ajuda.' 'Os mercados emergentes estão muito menos vulneráveis às turbulências nos mercados de crédito do que durante crises anterior porque os fluxos de capital atraídos por alto crescimento econômico está aliado a padrões melhorados de governança corporativa'. (Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 2)(Reuters)
Fonte: Gazeta Mercantil
Mercados financeiros ainda estão frágeis, diz presidente do Fed de St Louis
A economia americana não está entrando em recessão, mas os efeitos da crise no mercado de crédito imobiliário ainda se fazem sentir, avaliou o presidente da unidade de St Louis do Federal Reserve, William Poole. " Os mercados financeiros parecem estar se estabilizando, mas não retornaram ao normal e ainda estão frágeis " , disse ele, que é um dos diretores que votam na definição dos juros básicos dos Estados Unidos.
Para Poole, embora analistas tenham reduzido suas expectativas de crescimento econômico para os EUA, os dados recentes de nível de emprego - que apontaram geração de 110 mil empregos em setembro - não corroboram a tese de desaceleração. No entanto, em sua avaliação, o mercado imobiliário não vai se estabilizar antes de meados de 2008.
" Estamos em território desconhecido " , disse ele, sobre o cenário dos preços de imóveis. Além das turbulências no crédito habitacional, economistas prevêem que os valores dos imóveis vão cair, dada a maior dificuldade de obter financiamento para compra da casa própria.
Fonte: Valor Econômico
Notícia - Greve Caixa Econômica:
Greve na Caixa atrapalha financiamento imobiliário
A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal, que já atinge 80% das agências em nível nacional, atrasa aqueles que buscam o banco para fazer operações de crédito, como financiamento imobiliário e outros pedidos de empréstimo, e para abrir a conta-corrente. A afirmação foi feita nesta terça-feira (9) pela assessoria de imprensa da instituição.
O motivo é que esses serviços são prestados exclusivamente pelos bancários - não podendo, portanto, serem substituídos pelas 9 mil lotéricas e 7,1 mil correspondentes Caixa Aqui de todo o País, além das redes de auto-atendimento das agências.
Prejuízo
A greve foi iniciada na última quarta-feira (3). A estatal ainda não possui um balanço a respeito dos prejuízos causados aos consumidores por conta da paralisação. De qualquer maneira, vale lembrar que apenas os saques do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a compra da casa são de R$ 12,3 milhões ao dia.
Nesta terça o Comando Nacional dos Bancários devem divulgar decisão sobre as novas propostas apresentadas pela diretoria do banco. A expectativa é que a posição seja favorável ao retorno ao trabalho.
Fonte: InfoMoney (Adriele Marchesini)
Notícias - Mercado Imobiliário:
Prestação da casa própria pode cair 40%
Pelo menos 50 mil mutuários do Grande ABC que financiam imóveis pela tabela Sacre (Sistema de Amortização Constante) podem ter a redução de até 40% do valor das prestações por meio do cancelamento da tarifa de administração cobrada pelos bancos. A informação é da Ammesp (Associação de Mutuários e Moradores do Estado de São Paulo).
A Justiça do Estado determinou a retirada da taxa no contratos de um mutuário de Guarulhos, Daniel Kesper, 29 anos. Ele entrou com ação contra a Caixa Econômica Federal em novembro do ano passado. “De R$ 380 vai cair para R$ 280”, disse. A redução corresponde ao cancelamento da tarifa mais o desconto retroativo do total pago em sete anos. Ao todo, são 120 mil mutuários na região. No entanto, nem todos pagam a tarifa de administração. “A taxa nos financiamentos de casa própria é ilegal. Ela só pode ser cobrada em serviços bancários, como a conta corrente ou cartão de crédito”, disse o presidente da associação, Marcelo Donizetti.
Segundo Donizetti, o valor se incorpora às parcelas e não entra no sistema de amortização da dívida. “Com isso, o saldo devedor residual gerado torna-se quase igual à quantia que o mutuário já pagou em 20 anos”, disse. A Ammesp busca a retirada da taxa há três anos. Para conseguir o cancelamento, os mutuários precisam entrar com ação na Justiça. “Com a primeira sentença vencida, vai ficar mais fácil para outros consumidores conseguirem a redução.”
Tarifas chegam a R$ 24 mil em 20 anos
As tarifas de administração para financiamentos imobiliários variam de R$ 14,08 a R$ 30 ao mês, de acordo com levantamento feito pelo Diário com sete instituições financeiras. As taxas são fixas, independentemente da quantia financiada.
Assim, o valor da tarifa pode chegar a R$ 1.200 ao ano. Como financiamentos para casa própria costumam ser de 20 anos, em média, ao final desse período o mutuário terá pago ao banco R$ 24.000 apenas em tarifas de administração.
De acordo com o presidente da Ammesp (Associação de Moradores e Mutuários de São Paulo), Marcelo Donizetti, os valores podem ser bem maiores. “Temos reclamações de mutuários do Grande ABC que pagam R$ 115 de tarifa. A cobrança é ilegal, uma vez que fere o caráter social do sistema financeiro de habitação.”
Fonte: Diário do ABC
R$ 9 bi à disposição
Ainda há crédito para realizar o sonho da casa própria em 2007, mesmo faltando menos de três meses para o final do ano. Só entre recursos da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) estão disponíveis quase R$ 9 bilhões.
As duas fontes representam mais de 90% do dinheiro empregado no financiamento da casa própria, explica Mauro Costa, diretor do setor de Crédito Imobiliário da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), de janeiro a agosto deste ano o volume de recursos da caderneta de poupança para financiamento da casa própria atingiu R$ 10,3 bilhões, crescimento de 73,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Estima-se que até o fim do ano o valor atinja R$ 16,5 bilhões - 77,4% mais que o emprestado em 2006. Costa informa que, no caso do FGTS, do orçamento de R$ 6,8 bilhões destinado ao financiamento imobiliário para 2007, ainda há R$ 2,8 bilhões disponíveis.
Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional das Empresas de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), recomenda usar os saldos de eventuais aplicações financeiras para um sinal razoável, que possa diminuir o valor financiado.
Os bancos têm diversas linhas de crédito específicas para a compra da casa própria, cujo prazo para pagamento pode chegar a 360 meses (veja quadro nesta página). As taxas de juros e o valor do financiado também variam. Roseli Hernandes, gerente-geral de locação e vendas da imobiliária Lello, aconselha que o interessado no crédito, antes de mais nada, realize simulações nos sites dos bancos para verificar se as prestações caberão dentro da renda do mutuário. “Lembre-se de que será uma nova despesa entre as demais do orçamento, que deve estar sempre equilibrado”, diz.
Além da questão financeira, outros fatores devem ser considerados na escolha do imóvel. Segundo Roseli, o comprador deve considerar variáveis como proximidade da família, do trabalho e a infra-estrutura da região.“Itens como segurança, trânsito e transporte coletivo contam muito”, diz.
Financie menos, pague menos - imóvel de R$ 100 mil
Financiamento em 20 anos: Se for sobre o valor total, ao final, o montante pago será de R$ 247.302,71
Se for um financiamento de 80% do imóvel (R$ 80 mil), ao final do prazo o montante pago será de R$ 197.842,17.
Economia de quase R$ 50 mil em relação à opção anterior
Se for um financiamento de 50% (R$ 50 mil) sobre o valor total, pagamento ao final será de R$ 123.651,35, uma economia de metade do valor em relação ao financiamento integral
Fonte: Jornal da Tarde
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
As notícias de hoje, 08/10, são:
As notícias de hoje, 08/10, são:
Notícias - Financiamento imobiliário:
- Governo permitirá troca de financiamento imobiliário
Notícia - 30 anos:
- Prazo maior para pagar casa própria
Notícias - Construção Civil:
- Governo vai estimular construção civil
- Registro - Estímulo à construção
Notícias - Explosão do crédito imobiliário:
- Bancos adaptam fórmula do varejo
- Boom imobiliário traz oportunidades para investidores
Notícia - Alienação fiduciária:
- Novas garantias para o mercado
Notícia - Bancos:
- Matone volta atenção para o crédito imobiliário
Notícia - FGTS:
- Aplicação do FGTS em ações já rendeu mais de 1.000%
Notícia - Financiamento imobiliário:
Governo permitirá troca de financiamento imobiliário
Mantega diz que adotará medida que libera mutuário para transferir dívida entre bancos. Objetivo é possibilitar busca por juros menores, afirma; outras mudanças incluirão seguro para as obras e cadastro único de imóveis.
O ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou ontem três medidas que pretende adotar para tentar dar novo incentivo ao setor da construção civil. A uma platéia de mais de cem empresários do segmento, o ministro prometeu autorizar a portabilidade do crédito imobiliário, que permite ao mutuário transferir financiamento entre bancos em busca de juros mais baixos. Também citou a intenção de criar seguro para obras e empréstimos, além de cadastro único de imóveis.
Após desonerar diversos ramos da construção nos últimos anos, Mantega anunciou que o governo pretende manter o setor em alta com as novas medidas. Agora, a intenção é aprimorar o mercado, de forma a dar mais segurança às construtoras e aos mutuários e, ao mesmo tempo, permitir redução de custos e burocracia nas transações, disse ele.
A medida que deve ter o maior impacto é a chamada portabilidade do crédito imobiliário. Quando entrar em vigor, o mutuário terá a possibilidade de transferir a dívida entre diferentes bancos durante o pagamento do financiamento. Na avaliação do governo, isso vai incentivar que instituições disputem os clientes com a oferta de taxas de juros mais baixas.
A mudança está em estudo há mais de um ano na Fazenda. O próprio Mantega admite que implementar a novidade não é simples. "É um pouco mais complicado [que outras medidas já tomadas], mas está em estudo", disse aos empresários.
Um dos principais defensores da idéia era Júlio Gomes de Almeida, ex-secretário de Política Econômica da Fazenda. Para ele, a medida aceleraria a queda das taxas de juros nesse tipo de empréstimo. A associação das entidades de crédito imobiliário classificou a medida como "saudável", mas ressaltou a necessidade de regras complementares (leia texto ao lado).
Riscos
A outra medida em estudo tenta reduzir os riscos durante a construção e o financiamento dos imóveis. Segundo o ministro da Fazenda, o governo quer criar seguros para as obras e empréstimos. "Isso reduziria os custos", disse. Atualmente, bancos já oferecem seguros nos financiamentos imobiliários. Mas a adoção da ferramenta é, legalmente, opcional.
Em vigor, a medida evitaria problemas como a da construtora Encol, que faliu nos anos 90 e deixou milhares de mutuários sem imóveis porque as obras não tinham seguro e, para que conseguissem concluí-las, compradores tiveram de assumir os custos.
Por fim, Mantega também citou a intenção de diminuir a burocracia do mercado imobiliário com a adoção de matrícula única para os imóveis. Com esse cadastro, o setor teria um registro nacional, como o Renavam para os automóveis.
Atualmente, as regras para o registro são amplas, e imóveis vizinhos, por exemplo, podem ser cadastrados em cartórios diferentes. O quadro atual dificulta o acompanhamento da situação legal dos imóveis, o que diminui a agilidade do mercado de compra e venda, disse.
A centralização dessa matrícula é um dos pedidos entregues ao ministro pelo Sinduscon-SP (Sindicato da Construção). O documento tem uma lista de dez sugestões ao governo, entre elas a criação de nova modalidade de crédito para habitação de baixa renda, ampliação das garantias nos empréstimos para imóveis populares e estímulo para a regularização de terrenos.
Fonte: Folha de São Paulo (Fernando Nakagawa)
Notícia - 30 anos:
Prazo maior para pagar casa própria
Os bancos privados ampliaram o prazo de financiamento imobiliário para até 30 anos. As novas medidas foram anunciadas depois que a Caixa Econômica Federal passou de 20 para 30 anos o período máximo do empréstimo de todos os seus contratos da casa própria. Como regra geral, até o fim do contrato, o interessado não pode ter mais de 75 anos. O prazo mais longo permite o acesso de um maior número de pessoas ao crédito imobiliário, mas, segundo especialistas, o financiamento por período mais curto traz menos riscos.
O Santander oferece a partir do dia 15 o maior prazo de financiamento imobiliário entre os bancos privados: 30 anos. O banco espera fechar este ano com o dobro do crédito liberado em 2006. Em 2006, o Santander concedeu R$ 1,5 bilhão em crédito, mesmo volume liberado apenas no primeiro semestre deste ano. O mercado imobiliário é uma das tacadas do banco para crescer no país.
O Bradesco ampliou o prazo de financiamento de 20 para 25 anos, com a meta de chegar a R$ 3bilhões em crédito imobiliário este ano. No primeiro trimestre, o Bradesco teve R$ 669 milhões contratados na carteira de crédito para a habitação. O Itaú estava operando desde o início deste ano com o prazo de 25 anos, informalmente. Mas a linha foi lançada oficialmente neste semestre.
O interessado deve observar bem as condições de pagamento antes de fechar o contrato. "Em prazo mais longo, a chance de se endividar é maior, pois mais juros vão ser pagos", afirma Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste). Para ela, o valor menor da mensalidade é um atrativo para o consumidor conseguir fazer o financiamento. "Mas o ideal é que seja feita uma poupança e financiado o mínimo possível", observa Maria Inês.
Ariano Cavalcanti de Paula, presidente do Sindicato do Mercado Imobiliário e dos Condomínios de Minas Gerais e da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais, lembra que a tendência é de que a taxa de juros recuem. Os prazos mais longos, segundo ele, permitem acesso maior ao imóvel para quem não tem renda.
Estímulo - Enquanto o os bancos ampliam os prazos dos empréstimos habitacionais, o governo federal promete estudar novas medidas para estimular o setor da construção civil. Foi o que afirmou, ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele espera, com isso, elevar o crédito disponível para o setor imobiliário. A primeira é a portabilidade do crédito imobiliário. Um trabalhador com financiamento em um banco poderia transferir seu crédito para outra instituição financeira caso essa ofereça melhores condições. Outra ação em estudo é criar um seguro para a construção civil e o financiamento imobiliário com o objetivo de reduzir o custo dos financiamentos. A última medida é fazer a concentração da matrícula do imóvel. Hoje, quando se vende um imóvel, é preciso verificar em todos os cartórios se há alguma pendência.
Fonte: Diário de Pernambuco
Notícias - Construção Civil:
Governo vai estimular construção civil
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que o governo estuda uma série de medidas para estimular o setor da construção civil. Ele espera, com isso, elevar o crédito disponível para o setor imobiliário. "Nós temos as condições e o governo está disposto a tomar as medidas necessárias."
Em exposição no 79º Encontro Nacional da Indústria da Construção, o ministro citou três medidas em estudo pelo Ministério da Fazenda. A primeira é a portabilidade do crédito imobiliário. Um trabalhador com financiamento em um banco poderia transferir seu crédito para outra instituição financeira caso essa ofereça melhores condições. No entanto, Mantega afirmou que esse a concretização dessa medida é complexa.
Outra ação em estudo é criar um seguro para a construção civil e o financiamento imobiliário com o objetivo de reduzir o custo dos financiamentos. A última medida é fazer a concentração da matrícula do imóvel. Hoje, quando se vende um imóvel, é preciso verificar em todos os cartórios se há alguma pendência. O sistema é apelidado no setor de "Renavel", uma analogia ao Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavan).
Para o ministro, há hoje condições de elevar o crédito destinado ao financiamento imobiliário. No Brasil, ele é de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB). No México, por exemplo, chega a 10%.
Mantega repetiu ainda que para a continuidade da expansão da economia é necessária a efetivação de algumas propostas do governo: reforma tributária, prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), desoneração da folha de pagamentos, controle do aumento dos gastos correntes e os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na infra-estrutura. "O Brasil em 2008 vai se transformar em um grande canteiro de obras", afirmou ele, assim como já havia prometido a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP), João Claudio Robusti, entregou ao ministro um documento com as dez medidas que seriam necessárias, segundo a entidade, para estimular o setor da construção civil no Brasil: novas modalidades para o trabalhador que tem cotas no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), estímulo ao mercado secundário e garantias para os financiamentos dados à baixa renda.
Das medidas em estudo pelo governo federal, a concentração da matrícula do imóvel também é defendida pelo Sinduscom-SP.
Fonte: Valor Econômico
Registro - Estímulo à construção
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem, em Brasília, durante palestra para empresários do setor de construção, que o governo federal estuda três medidas para impulsionar as vendas de imóveis: a redução do seguro para construção e financiamentos, o que diminuiria os custos do setor; redução da portabilidade do crédito imobiliário; e o fim da matrícula do imóvel, o que, segundo ele, diminuiria a burocracia. No momento em que anunciou as medidas em estudo pelo governo, o ministro arrancou aplausos da platéia até então sonolenta diante de uma aula sobre os rumos e a solidez da economia brasileira. Na palestra, Mantega garantiu que o Brasil entrou em uma trajetória de crescimento sustentável. E reforçou que o País está blindado contra crises financeiras internacionais e volatilidade cambial.
Fonte: Gazeta Mercantil
Notícia - Explosão do crédito imobiliário:
Bancos adaptam fórmula do varejo
A explosão do crédito imobiliário nos últimos três anos já começa a ter efeito nas estruturas do mercado. Com a abertura de capital das construtoras, a necessidade de recursos dessas empresas elevou fortemente a demanda por empréstimos nos bancos. Para ampliar mercado, os bancos começam a reforçar as parcerias como forma de garantir clientes.
Esse modelo de união dos bancos com as empresas do setor imobiliário se aproxima cada vez mais da estrutura adotada no varejo, diz o diretor-executivo do Banco Real, Felix Cardamone, em que os acordos permitem exclusividade na concessão de crédito para os clientes.
As construtoras precisam dos bancos para financiar as obras e os bancos ganham com o financiamento tanto da construção quanto dos imóveis para clientes que ficarão fidelizados por cerca de quinze anos, explica Cardamone. "O crédito também ajuda na venda dos imóveis", diz.
Hoje todos os grandes bancos operam usando essa fórmula. O HSBC, que há dez anos estruturou uma área para financiar apenas os empreendimentos, já iniciou operação com pessoas físicas e conta hoje com mais de 40 acordos. "Temos um vínculo muito forte com as construtoras", comemora o diretor do HSBC, Roberto Sampaio, citando a Cyrela, a Gafisa, a Rossi, a Tecnisa e a Tenda, entre outras.
Ele ressalta, no entanto, que o modelo de parcerias é o ideal para atuar nesse segmento, mas com acordos fechados por empreendimento. Ele explica que o mercado de financiamento imobiliário ainda está no início e os bancos não dispõem de produtos chamados de prateleira, ou seja, com estruturas fechadas tal como o crédito para veículo.
Além disso, os acordos ajudam os bancos a melhorar o atendimento ao cliente na hora de conceder os empréstimos. Isso porque as agências hoje não estão ainda totalmente preparadas para liberar este tipo de financiamento, um dos mais complexos.
Por isso, existe a necessidade de adequar as operações às peculiaridades da obra, como faixa de renda e prazo de financiamento. "Clientes de classe mais altas não querem empréstimos longos, então produtos de mais de 15 anos não agregam muito, por exemplo", explica Sampaio.
O superintendente do Santander, Mauro Costa, enfatiza que essas parcerias visam sempre a pessoa física. "As construtoras têm percebido que o papel de financiar é dos bancos".
O Unibanco também mantém parcerias com construtoras. Em alguns casos, o banco financia até 95% do valor do imóvel. Outro exemplo é o acordo com imobiliárias, como a Rodobens Negócios Imobiliários, desde 2004.
Apesar desse movimento, estima-se que cerca de 50% dos financiamentos das pessoas físicas ainda seja feitos pelas próprias construtoras e incorporadoras. O saldo de empréstimos concedidos pelos bancos superou os R$ 40 bilhões em agosto, segundo dados do Banco Central.
Segundo o diretor da construtora e incorporadora de imóveis Company, Luiz Rogélio, a explosão do setor só ocorreu por conta do acesso ao capital. "O crédito possibilitou que empresas médias mudassem de patamar", diz.
Segundo ele, um forte indicador desse avanço é o aumento do chamado VGV (valor geral de venda), que é o volume esperado de vendas com os lançamento previstos para o ano. Na Company, o VGV, em 2004, era de R$ 92 milhões. Neste ano, depois do IPO, pulou para R$ 1 bilhão.
O diretor do HSBC diz ainda que essa nova estrutura das empresas do setor exige um ciclo econômico menor. "As empresas fizeram IPO baseados numa expectativa de crescimento muito alta", afirma. Hoje existem 17 empresas com ações na bolsa e investidores (principalmente os estrangeiros) não vêem com bons olhos um ciclo de recebimento de quase cinco anos.
Fonte: Valor Econômico
Boom imobiliário traz oportunidades para investidores
O forte crescimento dos últimos meses, impulsionado pela queda nos juros – que também reduziu a atratividade da renda fixa –, renovou as oportunidades de investimentos em imóveis, tanto para as empresas quanto para os pequenos investidores. As construtoras não perderam tempo. Com o objetivo de captar recursos para novos empreendimentos, 12 companhias foram à Bolsa em 2007 e realizaram suas ofertas públicas iniciais (IPOs, em inglês). As operações renderam mais de 7 bilhões de reais às empresas e garantiram aos investidores retornos de até 80%.
Além de faturar com as ações ofertadas, os investidores podem aproveitar o aquecimento do mercado imobiliário para investir diretamente na compra e venda de imóveis. Algumas cidades do interior paulista, segundo estudos de consultorias e das próprias construtoras, apresentam grande potencial de crescimento - e podem ser boas opções no longo prazo.
A Tecnisa, por exemplo, aposta no sucesso de empreendimentos em São José dos Campos, Jundiaí, Sorocaba, Suzano e Mogi das Cruzes. "Cidades com crescimentos demográfico e de renda, aliados à baixa oferta de imóveis tendem a ter ótimas chances de valorização imobiliária", diz o diretor comercial da construtora, Douglas Duarte.
Campinas, Ribeirão Preto, Rio Preto, São Carlos, Sumaré, Itú e Bauru também são apontadas como cidades detentoras de um promissor mercado imobiliário. De acordo com o diretor de Expansão da Rossi Residencial, Fernando Nascimento, nesses municípios praticamente não houve investimentos destinados às classes média e média baixa nos últimos anos. "Há uma enorme demanda reprimida", afirma.
Mas, como em todo investimento, é preciso ter cautela na hora de aplicar os recursos. "É importante que o investidor não fique buscando a cidade da moda para investir. Imóvel é aplicação para anos e quem entrar no calor do momento vai acabar perdendo dinheiro", afirma Luiz Jurandir, gerente de investimentos da consultoria Mercer.
Lotes em locais muito afastados de centros urbanos e casas em regiões de veraneio, por exemplo, são apontados como grandes micos pelos especialistas. "As pessoas vêem aquelas propagandas na TV e acreditam que estão fazendo um ótimo negócio. Imóveis assim não servem para investimento. São apenas para uso pessoal", diz Jurandir.
Investir em imóveis significa aplicar os recursos com intenção de retorno futuro, seja por meio de aluguel ou na venda do bem. Por isso, bairros com muita oferta de imóveis devem ser evitados.
Ao buscar o imóvel, o investidor deve preferir regiões que possuam boa infra-estrutura – com escolas, hospitais, comércio, transporte –, e próximas a indústrias já instaladas ou em processo de implementação. Regiões nas quais já existam projetos de desenvolvimento para serem implementados também são indicadas como boas alternativas. "É possível buscar em jornais regionais e na prefeitura das cidades informações sobre os planos de desenvolvimento para a região. Para avaliar a evolução dos preços e o tempo médio para venda, basta acompanhar o histórico dos últimos negócios realizados", diz Jurandir.
Quem optar por comprar o imóvel ainda na planta assumirá um risco extra, mas também terá maior chance de retorno. De acordo com a Tecnisa, os imóveis comprados na planta apresentam valorização média de 20% até a data de entrega das chaves.
Já quem pensa em comprar um terreno contando com o interesse da construtora pelo local deve ter cuidado. Além de correr o risco de a empresa não realizar uma oferta, o investidor terá de arcar com tributos e os custos de registro, de oportunidade (já que deixará de investir em outro negócio para comprar o terreno) e de vigilância (para evitar uma ocupação indesejada).
Fonte: Revista Exame
Notícia - Alienação fiduciária:
Novas garantias para o mercado
Até pouco tempo, o mercado imobiliário tinha como principal forma de garantia das operações a hipoteca, considerada forma segura principalmente devido a sua natureza real, gravando o imóvel com o registro na respectiva matrícula e sendo oponível a qualquer terceiro. Com o passar do tempo, tal garantia perdeu muito de sua força e credibilidade, principalmente porque a execução judicial da garantia tornou-se extremamente lenta. De fato, após anos de disputa judicial, o imóvel dado em garantia é levado à praça para arrematação, sujeita a todos os embargos cabíveis; no final, o arrematante ou adjudicante ainda precisa, muitas vezes, enfrentar longo processo de reintegração de posse.
Com a Lei 9.514/97 veio a alienação fiduciária de bem imóvel em garantia, que nos primeiros anos foi muito estudada e pouco praticada, principalmente em virtude do receito dos agentes de mercado de que os tribunais considerassem as normas relativas ao leilão extrajudicial e à reintegração de posse com liminar, previstas em tal lei, como contrárias aos direitos dos consumidores. Aos poucos, tal instituto foi ficando mais conhecido do mercado e, por outro lado, a jurisprudência consolidou o entendimento de sua plena legalidade. Como conseqüência, a alienação fiduciária é hoje amplamente adotada nas negociações imobiliárias, constituindo-se mecanismo seguro de concessão de crédito, o que muito contribuiu para o desenvolvimento econômico do setor.
Entretanto, como resultado da transformação e aprimoramento legislativos pelos quais tem passado o direito imobiliário, foram expressamente admitidas por lei, além da alienação fiduciária, outras formas de garantia, como a cessão fiduciária e a caução de direitos creditórios decorrentes de contratos de alienação de imóveis e a caução de direitos aquisitivos de contratos de venda ou promessa de venda de imóveis. Tais garantias encontram-se tratadas nos artigos 17 a 21 da Lei 9.514/1997 e artigos 50 e 51 da Lei 10.031/04.
A cessão fiduciária e a caução de direitos creditórios são instrumentos conhecidos e praticados no setor financeiro e de securitização, mas pouco utilizados fora desses segmentos. A caução de direitos aquisitivos de imóveis, por sua vez, é operação praticamente desconhecida, mas que assim como as demais, pode servir como ferramenta na estruturação de operações imobiliárias, quando outras garantias não se encaixem ao caso ou não estejam disponíveis.
Por meio desta modalidade, o garantidor cauciona em favor do titular do crédito, os direitos decorrentes de sua condição de promissário comprador de um ou mais imóveis, servindo tais direitos aquisitivos de garantia da dívida. Na hipótese de eventual mora no pagamento do preço de aquisição do bem, pode o credor, inclusive, quitar as parcelas em aberto, incluindo-as, com os respectivos encargos, no valor da dívida, sem prejuízo de promover sua execução.
É importante ressaltar que a lei admite a caução de direitos aquisitivos de imóveis prontos ou em construção e o garantidor pode ser qualquer pessoa titular do direito, não necessariamente uma das partes no negócio em questão. Além disso, tal modalidade de garantia também pode, agora, ser averbada na matrícula do imóvel, dando ao credor a segurança necessária, típica das garantias reais.
Fonte: Gazeta Mercantil (Rodrigo Cury Bicalho)
Notícias - Concorrência:
Matone volta atenção para o crédito imobiliário
Sérgio Bueno - VALOR ECONÔMICO
Focado até agora na concessão de empréstimos consignados para servidores públicos federais, estaduais e municipais, além de aposentados e pensionistas do INSS, o Banco Matone está ingressando no segmento de crédito imobiliário.
A instituição abre hoje a primeira loja especializada nessa modalidade com a bandeira "Plano A" em Porto Alegre. Os planos da instituição são de chegar ao fim do ano com dez pontos de venda, sendo oito nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro (quatro em cada uma).
O Banco Matone financiará a compra e a construção de imóveis residenciais e comerciais para pessoas físicas e jurídicas e, conforme o vice-presidente Ricardo Russowsky, a previsão é formar uma carteira de R$ 1,5 bilhão em crédito imobiliário em dois anos.
No mesmo período, os empréstimos consignados também deverão crescer dos atuais R$ 1,3 bilhão (sendo 80% em operações cedidas) para R$ 1,5 bilhão." Os financiamentos imobiliários serão o ativo com maior desenvolvimento do sistema bancário brasileiro daqui para a frente", acredita o executivo.
O banco vem trabalhando há seis meses para ingressar no novo nicho e neste período criou duas subsidiárias. Uma delas é a Plano A e outra é a Matone Securitizadora, que opera desde maio e será focada na compra e distribuição de recebíveis próprios e de terceiros, principalmente construtoras e incorporadoras. Os acionistas da instituição também fizeram um aporte de capital de R$ 100 milhões neste ano, elevando o patrimônio líquido para R$ 170 milhões.
Segundo Russowsky, o "funding" para as operações no novo segmento será constituído, além do capital próprio, com a colocação de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) em parceria com grandes bancos, principalmente o UBS Pactual e o ABN AMRO, duas instituições que já estruturam Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) em cima dos empréstimos consignados do Matone.
O diretor de marketing da instituição, Carlos Alberto Carvalho Filho, estima que o valor médio dos financiamentos imobiliários ficará na faixa de R$ 150 mil, com prazo de até 30 anos para pagamento, juros "competitivos" e sem a necessidade de contrapartidas dos clientes, como seguros e abertura de conta corrente. O limite dos créditos, equivalente a 80% do valor do imóvel, poderá ser ampliado mediante a apresentação de uma segunda garantia, sempre em regime de alienação fiduciária.
Em 2008 o banco pretende abrir mais 20 lojas da Plano A nas regiões Sul e Sudeste, basicamente nas capitais e no interior de São Paulo, e em Salvador, com investimentos médios estimados em R$ 180 mil por unidade.
No fim de 2004 a instituição chegou a ter 50 pontos da financeira "CrediMatone", que operava com empréstimos garantidos por cheques pré-datados mas foi vendida naquele ano para o HSBC. Hoje, para comercializar os empréstimos consignados, a instituição conta com uma rede formada por cerca de 500 correspondentes bancários.
Nos últimos meses, dois executivos do banco visitaram instituições especializadas na Espanha, em Portugal e também no México. "A península ibérica tem o melhor e mais rápido crédito imobiliário do mundo", disse Russowsky.
De acordo com ele, o Matone pretende se diferenciar no mercado com operações ágeis e descomplicadas. A intenção é aprovar os financiamentos em 24 horas, com liberação em no máximo 20 dias, desde que a documentação esteja em ordem.
Para acelerar o processo, os funcionários da Plano A também darão apoio aos clientes na obtenção dos documentos, explicou Russowsky. "Queremos ser os melhores do segmento", afirmou o vice-presidente. Com a nova operação, o número de empregados do banco gaúcho deverá passar dos 150 atuais para cerca de 250 até o fim de 2008.
Notícia - FGTS:
Aplicação do FGTS em ações já rendeu mais de 1.000%
O recorde de valorização alcançado pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta semana também se refletiu no bolso dos trabalhadores que aplicaram parte do seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em fundos de ações.
O melhor desses investimentos foi a aplicação nos fundos com ações da Companhia Vale do Rio Doce, um dos papéis que mais influenciam a alta da bolsa.
Segundo dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) e da Caixa Econômica Federal, os fundos Vale do Rio Doce acumulam uma rentabilidade de cerca de 1.300% desde o seu lançamento, em março de 2002. Isso significa que quem investiu o valor mínimo de R$ 300 na época tem hoje R$ 4.200.
O valor é bem superior a uma aplicação em renda fixa, por exemplo, que acumulou nesse período uma valorização de 145% (juros pagos pelos títulos do governo indexados à taxa básica de juros), ou ao rendimento do FGTS normal, que foi de cerca de 40%.
No caso dos fundos Petrobras, a rentabilidade acumulada desde agosto de 2000 (data de lançamento da aplicação) foi de cerca de 900%, contra 216% da renda fixa e cerca de 50% no FGTS tradicional.
Saques
Os números da Anbid mostram que muitas pessoas aproveitaram a alta das ações nos últimos anos para tirar os recursos depositados nesses fundos. Somente nos últimos 12 meses, os saques somaram mais de R$ 1 bilhão, o que corresponde a cerca de 8% do patrimônio atual desses fundos.
Parte desse dinheiro foi sacado ou utilizado na compra da casa própria, dentro das regras do FGTS. Outro percentual, no entanto, simplesmente retornou para as contas individuais de cada trabalhador.
Segundo a Caixa, quem ainda possui dinheiro nesses fundos pode resgatar a aplicação a qualquer momento para que os recursos voltem ao fundo FGTS original, administrado pela Caixa. Mas não é possível sacar o dinheiro, exceto nos casos previstos nas regras do FGTS (como demissão sem justa causa ou aposentadoria).
Para o analista-chefe da corretora Planner, Ricardo Tadeu Martins, as pessoas que ainda estão com dinheiro nesses fundos devem mantê-lo aplicado, pois a perspectiva para as duas empresas é muito boa.
“É mais vantajoso deixar o dinheiro em Vale ou Petrobras do que voltar para o fundo com o rendimento de pouco mais de 3% ao ano”, diz Martins.
Hoje, não é mais possível utilizar o dinheiro do FGTS para fazer esse tipo de aplicação. Mas quem quiser investir nas ações das duas companhias com recursos próprios pode entrar em um fundo de ações Vale ou Petrobras (sem FGTS) ou comprar as ações diretamente na bolsa. As duas opções de aplicação estão disponíveis em vários bancos e corretoras.
Rendimento do FGTS
Ademir Figueiredo, coordenador de estudos e desenvolvimento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), diz que o resultado foi "muito bom" para os trabalhadores devido à qualidade das duas empresas.
Ele ressalva, no entanto, que uma possível mudança na política de remuneração para o fundo não deveria ficar restrita somente a novas oportunidades de investimento em renda variável.
“O rendimento do FGTS é muito baixo frente a outros investimentos e precisa ser rediscutido. Mas é preciso ter muito cuidado ao se abrir possibilidades para investimentos de risco”, diz Figueiredo.
Ele lembra que o dinheiro do FGTS também é utilizado a favor do trabalhador de outras maneiras, como no financiamento de casa própria das pessoas de baixa renda e em obras de saneamento básico.
Fonte: G1 Globo online (Eduardo Cucolo)
Notícias - Financiamento imobiliário:
- Governo permitirá troca de financiamento imobiliário
Notícia - 30 anos:
- Prazo maior para pagar casa própria
Notícias - Construção Civil:
- Governo vai estimular construção civil
- Registro - Estímulo à construção
Notícias - Explosão do crédito imobiliário:
- Bancos adaptam fórmula do varejo
- Boom imobiliário traz oportunidades para investidores
Notícia - Alienação fiduciária:
- Novas garantias para o mercado
Notícia - Bancos:
- Matone volta atenção para o crédito imobiliário
Notícia - FGTS:
- Aplicação do FGTS em ações já rendeu mais de 1.000%
Notícia - Financiamento imobiliário:
Governo permitirá troca de financiamento imobiliário
Mantega diz que adotará medida que libera mutuário para transferir dívida entre bancos. Objetivo é possibilitar busca por juros menores, afirma; outras mudanças incluirão seguro para as obras e cadastro único de imóveis.
O ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou ontem três medidas que pretende adotar para tentar dar novo incentivo ao setor da construção civil. A uma platéia de mais de cem empresários do segmento, o ministro prometeu autorizar a portabilidade do crédito imobiliário, que permite ao mutuário transferir financiamento entre bancos em busca de juros mais baixos. Também citou a intenção de criar seguro para obras e empréstimos, além de cadastro único de imóveis.
Após desonerar diversos ramos da construção nos últimos anos, Mantega anunciou que o governo pretende manter o setor em alta com as novas medidas. Agora, a intenção é aprimorar o mercado, de forma a dar mais segurança às construtoras e aos mutuários e, ao mesmo tempo, permitir redução de custos e burocracia nas transações, disse ele.
A medida que deve ter o maior impacto é a chamada portabilidade do crédito imobiliário. Quando entrar em vigor, o mutuário terá a possibilidade de transferir a dívida entre diferentes bancos durante o pagamento do financiamento. Na avaliação do governo, isso vai incentivar que instituições disputem os clientes com a oferta de taxas de juros mais baixas.
A mudança está em estudo há mais de um ano na Fazenda. O próprio Mantega admite que implementar a novidade não é simples. "É um pouco mais complicado [que outras medidas já tomadas], mas está em estudo", disse aos empresários.
Um dos principais defensores da idéia era Júlio Gomes de Almeida, ex-secretário de Política Econômica da Fazenda. Para ele, a medida aceleraria a queda das taxas de juros nesse tipo de empréstimo. A associação das entidades de crédito imobiliário classificou a medida como "saudável", mas ressaltou a necessidade de regras complementares (leia texto ao lado).
Riscos
A outra medida em estudo tenta reduzir os riscos durante a construção e o financiamento dos imóveis. Segundo o ministro da Fazenda, o governo quer criar seguros para as obras e empréstimos. "Isso reduziria os custos", disse. Atualmente, bancos já oferecem seguros nos financiamentos imobiliários. Mas a adoção da ferramenta é, legalmente, opcional.
Em vigor, a medida evitaria problemas como a da construtora Encol, que faliu nos anos 90 e deixou milhares de mutuários sem imóveis porque as obras não tinham seguro e, para que conseguissem concluí-las, compradores tiveram de assumir os custos.
Por fim, Mantega também citou a intenção de diminuir a burocracia do mercado imobiliário com a adoção de matrícula única para os imóveis. Com esse cadastro, o setor teria um registro nacional, como o Renavam para os automóveis.
Atualmente, as regras para o registro são amplas, e imóveis vizinhos, por exemplo, podem ser cadastrados em cartórios diferentes. O quadro atual dificulta o acompanhamento da situação legal dos imóveis, o que diminui a agilidade do mercado de compra e venda, disse.
A centralização dessa matrícula é um dos pedidos entregues ao ministro pelo Sinduscon-SP (Sindicato da Construção). O documento tem uma lista de dez sugestões ao governo, entre elas a criação de nova modalidade de crédito para habitação de baixa renda, ampliação das garantias nos empréstimos para imóveis populares e estímulo para a regularização de terrenos.
Fonte: Folha de São Paulo (Fernando Nakagawa)
Notícia - 30 anos:
Prazo maior para pagar casa própria
Os bancos privados ampliaram o prazo de financiamento imobiliário para até 30 anos. As novas medidas foram anunciadas depois que a Caixa Econômica Federal passou de 20 para 30 anos o período máximo do empréstimo de todos os seus contratos da casa própria. Como regra geral, até o fim do contrato, o interessado não pode ter mais de 75 anos. O prazo mais longo permite o acesso de um maior número de pessoas ao crédito imobiliário, mas, segundo especialistas, o financiamento por período mais curto traz menos riscos.
O Santander oferece a partir do dia 15 o maior prazo de financiamento imobiliário entre os bancos privados: 30 anos. O banco espera fechar este ano com o dobro do crédito liberado em 2006. Em 2006, o Santander concedeu R$ 1,5 bilhão em crédito, mesmo volume liberado apenas no primeiro semestre deste ano. O mercado imobiliário é uma das tacadas do banco para crescer no país.
O Bradesco ampliou o prazo de financiamento de 20 para 25 anos, com a meta de chegar a R$ 3bilhões em crédito imobiliário este ano. No primeiro trimestre, o Bradesco teve R$ 669 milhões contratados na carteira de crédito para a habitação. O Itaú estava operando desde o início deste ano com o prazo de 25 anos, informalmente. Mas a linha foi lançada oficialmente neste semestre.
O interessado deve observar bem as condições de pagamento antes de fechar o contrato. "Em prazo mais longo, a chance de se endividar é maior, pois mais juros vão ser pagos", afirma Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste). Para ela, o valor menor da mensalidade é um atrativo para o consumidor conseguir fazer o financiamento. "Mas o ideal é que seja feita uma poupança e financiado o mínimo possível", observa Maria Inês.
Ariano Cavalcanti de Paula, presidente do Sindicato do Mercado Imobiliário e dos Condomínios de Minas Gerais e da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais, lembra que a tendência é de que a taxa de juros recuem. Os prazos mais longos, segundo ele, permitem acesso maior ao imóvel para quem não tem renda.
Estímulo - Enquanto o os bancos ampliam os prazos dos empréstimos habitacionais, o governo federal promete estudar novas medidas para estimular o setor da construção civil. Foi o que afirmou, ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele espera, com isso, elevar o crédito disponível para o setor imobiliário. A primeira é a portabilidade do crédito imobiliário. Um trabalhador com financiamento em um banco poderia transferir seu crédito para outra instituição financeira caso essa ofereça melhores condições. Outra ação em estudo é criar um seguro para a construção civil e o financiamento imobiliário com o objetivo de reduzir o custo dos financiamentos. A última medida é fazer a concentração da matrícula do imóvel. Hoje, quando se vende um imóvel, é preciso verificar em todos os cartórios se há alguma pendência.
Fonte: Diário de Pernambuco
Notícias - Construção Civil:
Governo vai estimular construção civil
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que o governo estuda uma série de medidas para estimular o setor da construção civil. Ele espera, com isso, elevar o crédito disponível para o setor imobiliário. "Nós temos as condições e o governo está disposto a tomar as medidas necessárias."
Em exposição no 79º Encontro Nacional da Indústria da Construção, o ministro citou três medidas em estudo pelo Ministério da Fazenda. A primeira é a portabilidade do crédito imobiliário. Um trabalhador com financiamento em um banco poderia transferir seu crédito para outra instituição financeira caso essa ofereça melhores condições. No entanto, Mantega afirmou que esse a concretização dessa medida é complexa.
Outra ação em estudo é criar um seguro para a construção civil e o financiamento imobiliário com o objetivo de reduzir o custo dos financiamentos. A última medida é fazer a concentração da matrícula do imóvel. Hoje, quando se vende um imóvel, é preciso verificar em todos os cartórios se há alguma pendência. O sistema é apelidado no setor de "Renavel", uma analogia ao Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavan).
Para o ministro, há hoje condições de elevar o crédito destinado ao financiamento imobiliário. No Brasil, ele é de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB). No México, por exemplo, chega a 10%.
Mantega repetiu ainda que para a continuidade da expansão da economia é necessária a efetivação de algumas propostas do governo: reforma tributária, prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), desoneração da folha de pagamentos, controle do aumento dos gastos correntes e os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na infra-estrutura. "O Brasil em 2008 vai se transformar em um grande canteiro de obras", afirmou ele, assim como já havia prometido a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP), João Claudio Robusti, entregou ao ministro um documento com as dez medidas que seriam necessárias, segundo a entidade, para estimular o setor da construção civil no Brasil: novas modalidades para o trabalhador que tem cotas no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), estímulo ao mercado secundário e garantias para os financiamentos dados à baixa renda.
Das medidas em estudo pelo governo federal, a concentração da matrícula do imóvel também é defendida pelo Sinduscom-SP.
Fonte: Valor Econômico
Registro - Estímulo à construção
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem, em Brasília, durante palestra para empresários do setor de construção, que o governo federal estuda três medidas para impulsionar as vendas de imóveis: a redução do seguro para construção e financiamentos, o que diminuiria os custos do setor; redução da portabilidade do crédito imobiliário; e o fim da matrícula do imóvel, o que, segundo ele, diminuiria a burocracia. No momento em que anunciou as medidas em estudo pelo governo, o ministro arrancou aplausos da platéia até então sonolenta diante de uma aula sobre os rumos e a solidez da economia brasileira. Na palestra, Mantega garantiu que o Brasil entrou em uma trajetória de crescimento sustentável. E reforçou que o País está blindado contra crises financeiras internacionais e volatilidade cambial.
Fonte: Gazeta Mercantil
Notícia - Explosão do crédito imobiliário:
Bancos adaptam fórmula do varejo
A explosão do crédito imobiliário nos últimos três anos já começa a ter efeito nas estruturas do mercado. Com a abertura de capital das construtoras, a necessidade de recursos dessas empresas elevou fortemente a demanda por empréstimos nos bancos. Para ampliar mercado, os bancos começam a reforçar as parcerias como forma de garantir clientes.
Esse modelo de união dos bancos com as empresas do setor imobiliário se aproxima cada vez mais da estrutura adotada no varejo, diz o diretor-executivo do Banco Real, Felix Cardamone, em que os acordos permitem exclusividade na concessão de crédito para os clientes.
As construtoras precisam dos bancos para financiar as obras e os bancos ganham com o financiamento tanto da construção quanto dos imóveis para clientes que ficarão fidelizados por cerca de quinze anos, explica Cardamone. "O crédito também ajuda na venda dos imóveis", diz.
Hoje todos os grandes bancos operam usando essa fórmula. O HSBC, que há dez anos estruturou uma área para financiar apenas os empreendimentos, já iniciou operação com pessoas físicas e conta hoje com mais de 40 acordos. "Temos um vínculo muito forte com as construtoras", comemora o diretor do HSBC, Roberto Sampaio, citando a Cyrela, a Gafisa, a Rossi, a Tecnisa e a Tenda, entre outras.
Ele ressalta, no entanto, que o modelo de parcerias é o ideal para atuar nesse segmento, mas com acordos fechados por empreendimento. Ele explica que o mercado de financiamento imobiliário ainda está no início e os bancos não dispõem de produtos chamados de prateleira, ou seja, com estruturas fechadas tal como o crédito para veículo.
Além disso, os acordos ajudam os bancos a melhorar o atendimento ao cliente na hora de conceder os empréstimos. Isso porque as agências hoje não estão ainda totalmente preparadas para liberar este tipo de financiamento, um dos mais complexos.
Por isso, existe a necessidade de adequar as operações às peculiaridades da obra, como faixa de renda e prazo de financiamento. "Clientes de classe mais altas não querem empréstimos longos, então produtos de mais de 15 anos não agregam muito, por exemplo", explica Sampaio.
O superintendente do Santander, Mauro Costa, enfatiza que essas parcerias visam sempre a pessoa física. "As construtoras têm percebido que o papel de financiar é dos bancos".
O Unibanco também mantém parcerias com construtoras. Em alguns casos, o banco financia até 95% do valor do imóvel. Outro exemplo é o acordo com imobiliárias, como a Rodobens Negócios Imobiliários, desde 2004.
Apesar desse movimento, estima-se que cerca de 50% dos financiamentos das pessoas físicas ainda seja feitos pelas próprias construtoras e incorporadoras. O saldo de empréstimos concedidos pelos bancos superou os R$ 40 bilhões em agosto, segundo dados do Banco Central.
Segundo o diretor da construtora e incorporadora de imóveis Company, Luiz Rogélio, a explosão do setor só ocorreu por conta do acesso ao capital. "O crédito possibilitou que empresas médias mudassem de patamar", diz.
Segundo ele, um forte indicador desse avanço é o aumento do chamado VGV (valor geral de venda), que é o volume esperado de vendas com os lançamento previstos para o ano. Na Company, o VGV, em 2004, era de R$ 92 milhões. Neste ano, depois do IPO, pulou para R$ 1 bilhão.
O diretor do HSBC diz ainda que essa nova estrutura das empresas do setor exige um ciclo econômico menor. "As empresas fizeram IPO baseados numa expectativa de crescimento muito alta", afirma. Hoje existem 17 empresas com ações na bolsa e investidores (principalmente os estrangeiros) não vêem com bons olhos um ciclo de recebimento de quase cinco anos.
Fonte: Valor Econômico
Boom imobiliário traz oportunidades para investidores
O forte crescimento dos últimos meses, impulsionado pela queda nos juros – que também reduziu a atratividade da renda fixa –, renovou as oportunidades de investimentos em imóveis, tanto para as empresas quanto para os pequenos investidores. As construtoras não perderam tempo. Com o objetivo de captar recursos para novos empreendimentos, 12 companhias foram à Bolsa em 2007 e realizaram suas ofertas públicas iniciais (IPOs, em inglês). As operações renderam mais de 7 bilhões de reais às empresas e garantiram aos investidores retornos de até 80%.
Além de faturar com as ações ofertadas, os investidores podem aproveitar o aquecimento do mercado imobiliário para investir diretamente na compra e venda de imóveis. Algumas cidades do interior paulista, segundo estudos de consultorias e das próprias construtoras, apresentam grande potencial de crescimento - e podem ser boas opções no longo prazo.
A Tecnisa, por exemplo, aposta no sucesso de empreendimentos em São José dos Campos, Jundiaí, Sorocaba, Suzano e Mogi das Cruzes. "Cidades com crescimentos demográfico e de renda, aliados à baixa oferta de imóveis tendem a ter ótimas chances de valorização imobiliária", diz o diretor comercial da construtora, Douglas Duarte.
Campinas, Ribeirão Preto, Rio Preto, São Carlos, Sumaré, Itú e Bauru também são apontadas como cidades detentoras de um promissor mercado imobiliário. De acordo com o diretor de Expansão da Rossi Residencial, Fernando Nascimento, nesses municípios praticamente não houve investimentos destinados às classes média e média baixa nos últimos anos. "Há uma enorme demanda reprimida", afirma.
Mas, como em todo investimento, é preciso ter cautela na hora de aplicar os recursos. "É importante que o investidor não fique buscando a cidade da moda para investir. Imóvel é aplicação para anos e quem entrar no calor do momento vai acabar perdendo dinheiro", afirma Luiz Jurandir, gerente de investimentos da consultoria Mercer.
Lotes em locais muito afastados de centros urbanos e casas em regiões de veraneio, por exemplo, são apontados como grandes micos pelos especialistas. "As pessoas vêem aquelas propagandas na TV e acreditam que estão fazendo um ótimo negócio. Imóveis assim não servem para investimento. São apenas para uso pessoal", diz Jurandir.
Investir em imóveis significa aplicar os recursos com intenção de retorno futuro, seja por meio de aluguel ou na venda do bem. Por isso, bairros com muita oferta de imóveis devem ser evitados.
Ao buscar o imóvel, o investidor deve preferir regiões que possuam boa infra-estrutura – com escolas, hospitais, comércio, transporte –, e próximas a indústrias já instaladas ou em processo de implementação. Regiões nas quais já existam projetos de desenvolvimento para serem implementados também são indicadas como boas alternativas. "É possível buscar em jornais regionais e na prefeitura das cidades informações sobre os planos de desenvolvimento para a região. Para avaliar a evolução dos preços e o tempo médio para venda, basta acompanhar o histórico dos últimos negócios realizados", diz Jurandir.
Quem optar por comprar o imóvel ainda na planta assumirá um risco extra, mas também terá maior chance de retorno. De acordo com a Tecnisa, os imóveis comprados na planta apresentam valorização média de 20% até a data de entrega das chaves.
Já quem pensa em comprar um terreno contando com o interesse da construtora pelo local deve ter cuidado. Além de correr o risco de a empresa não realizar uma oferta, o investidor terá de arcar com tributos e os custos de registro, de oportunidade (já que deixará de investir em outro negócio para comprar o terreno) e de vigilância (para evitar uma ocupação indesejada).
Fonte: Revista Exame
Notícia - Alienação fiduciária:
Novas garantias para o mercado
Até pouco tempo, o mercado imobiliário tinha como principal forma de garantia das operações a hipoteca, considerada forma segura principalmente devido a sua natureza real, gravando o imóvel com o registro na respectiva matrícula e sendo oponível a qualquer terceiro. Com o passar do tempo, tal garantia perdeu muito de sua força e credibilidade, principalmente porque a execução judicial da garantia tornou-se extremamente lenta. De fato, após anos de disputa judicial, o imóvel dado em garantia é levado à praça para arrematação, sujeita a todos os embargos cabíveis; no final, o arrematante ou adjudicante ainda precisa, muitas vezes, enfrentar longo processo de reintegração de posse.
Com a Lei 9.514/97 veio a alienação fiduciária de bem imóvel em garantia, que nos primeiros anos foi muito estudada e pouco praticada, principalmente em virtude do receito dos agentes de mercado de que os tribunais considerassem as normas relativas ao leilão extrajudicial e à reintegração de posse com liminar, previstas em tal lei, como contrárias aos direitos dos consumidores. Aos poucos, tal instituto foi ficando mais conhecido do mercado e, por outro lado, a jurisprudência consolidou o entendimento de sua plena legalidade. Como conseqüência, a alienação fiduciária é hoje amplamente adotada nas negociações imobiliárias, constituindo-se mecanismo seguro de concessão de crédito, o que muito contribuiu para o desenvolvimento econômico do setor.
Entretanto, como resultado da transformação e aprimoramento legislativos pelos quais tem passado o direito imobiliário, foram expressamente admitidas por lei, além da alienação fiduciária, outras formas de garantia, como a cessão fiduciária e a caução de direitos creditórios decorrentes de contratos de alienação de imóveis e a caução de direitos aquisitivos de contratos de venda ou promessa de venda de imóveis. Tais garantias encontram-se tratadas nos artigos 17 a 21 da Lei 9.514/1997 e artigos 50 e 51 da Lei 10.031/04.
A cessão fiduciária e a caução de direitos creditórios são instrumentos conhecidos e praticados no setor financeiro e de securitização, mas pouco utilizados fora desses segmentos. A caução de direitos aquisitivos de imóveis, por sua vez, é operação praticamente desconhecida, mas que assim como as demais, pode servir como ferramenta na estruturação de operações imobiliárias, quando outras garantias não se encaixem ao caso ou não estejam disponíveis.
Por meio desta modalidade, o garantidor cauciona em favor do titular do crédito, os direitos decorrentes de sua condição de promissário comprador de um ou mais imóveis, servindo tais direitos aquisitivos de garantia da dívida. Na hipótese de eventual mora no pagamento do preço de aquisição do bem, pode o credor, inclusive, quitar as parcelas em aberto, incluindo-as, com os respectivos encargos, no valor da dívida, sem prejuízo de promover sua execução.
É importante ressaltar que a lei admite a caução de direitos aquisitivos de imóveis prontos ou em construção e o garantidor pode ser qualquer pessoa titular do direito, não necessariamente uma das partes no negócio em questão. Além disso, tal modalidade de garantia também pode, agora, ser averbada na matrícula do imóvel, dando ao credor a segurança necessária, típica das garantias reais.
Fonte: Gazeta Mercantil (Rodrigo Cury Bicalho)
Notícias - Concorrência:
Matone volta atenção para o crédito imobiliário
Sérgio Bueno - VALOR ECONÔMICO
Focado até agora na concessão de empréstimos consignados para servidores públicos federais, estaduais e municipais, além de aposentados e pensionistas do INSS, o Banco Matone está ingressando no segmento de crédito imobiliário.
A instituição abre hoje a primeira loja especializada nessa modalidade com a bandeira "Plano A" em Porto Alegre. Os planos da instituição são de chegar ao fim do ano com dez pontos de venda, sendo oito nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro (quatro em cada uma).
O Banco Matone financiará a compra e a construção de imóveis residenciais e comerciais para pessoas físicas e jurídicas e, conforme o vice-presidente Ricardo Russowsky, a previsão é formar uma carteira de R$ 1,5 bilhão em crédito imobiliário em dois anos.
No mesmo período, os empréstimos consignados também deverão crescer dos atuais R$ 1,3 bilhão (sendo 80% em operações cedidas) para R$ 1,5 bilhão." Os financiamentos imobiliários serão o ativo com maior desenvolvimento do sistema bancário brasileiro daqui para a frente", acredita o executivo.
O banco vem trabalhando há seis meses para ingressar no novo nicho e neste período criou duas subsidiárias. Uma delas é a Plano A e outra é a Matone Securitizadora, que opera desde maio e será focada na compra e distribuição de recebíveis próprios e de terceiros, principalmente construtoras e incorporadoras. Os acionistas da instituição também fizeram um aporte de capital de R$ 100 milhões neste ano, elevando o patrimônio líquido para R$ 170 milhões.
Segundo Russowsky, o "funding" para as operações no novo segmento será constituído, além do capital próprio, com a colocação de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) em parceria com grandes bancos, principalmente o UBS Pactual e o ABN AMRO, duas instituições que já estruturam Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) em cima dos empréstimos consignados do Matone.
O diretor de marketing da instituição, Carlos Alberto Carvalho Filho, estima que o valor médio dos financiamentos imobiliários ficará na faixa de R$ 150 mil, com prazo de até 30 anos para pagamento, juros "competitivos" e sem a necessidade de contrapartidas dos clientes, como seguros e abertura de conta corrente. O limite dos créditos, equivalente a 80% do valor do imóvel, poderá ser ampliado mediante a apresentação de uma segunda garantia, sempre em regime de alienação fiduciária.
Em 2008 o banco pretende abrir mais 20 lojas da Plano A nas regiões Sul e Sudeste, basicamente nas capitais e no interior de São Paulo, e em Salvador, com investimentos médios estimados em R$ 180 mil por unidade.
No fim de 2004 a instituição chegou a ter 50 pontos da financeira "CrediMatone", que operava com empréstimos garantidos por cheques pré-datados mas foi vendida naquele ano para o HSBC. Hoje, para comercializar os empréstimos consignados, a instituição conta com uma rede formada por cerca de 500 correspondentes bancários.
Nos últimos meses, dois executivos do banco visitaram instituições especializadas na Espanha, em Portugal e também no México. "A península ibérica tem o melhor e mais rápido crédito imobiliário do mundo", disse Russowsky.
De acordo com ele, o Matone pretende se diferenciar no mercado com operações ágeis e descomplicadas. A intenção é aprovar os financiamentos em 24 horas, com liberação em no máximo 20 dias, desde que a documentação esteja em ordem.
Para acelerar o processo, os funcionários da Plano A também darão apoio aos clientes na obtenção dos documentos, explicou Russowsky. "Queremos ser os melhores do segmento", afirmou o vice-presidente. Com a nova operação, o número de empregados do banco gaúcho deverá passar dos 150 atuais para cerca de 250 até o fim de 2008.
Notícia - FGTS:
Aplicação do FGTS em ações já rendeu mais de 1.000%
O recorde de valorização alcançado pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta semana também se refletiu no bolso dos trabalhadores que aplicaram parte do seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em fundos de ações.
O melhor desses investimentos foi a aplicação nos fundos com ações da Companhia Vale do Rio Doce, um dos papéis que mais influenciam a alta da bolsa.
Segundo dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) e da Caixa Econômica Federal, os fundos Vale do Rio Doce acumulam uma rentabilidade de cerca de 1.300% desde o seu lançamento, em março de 2002. Isso significa que quem investiu o valor mínimo de R$ 300 na época tem hoje R$ 4.200.
O valor é bem superior a uma aplicação em renda fixa, por exemplo, que acumulou nesse período uma valorização de 145% (juros pagos pelos títulos do governo indexados à taxa básica de juros), ou ao rendimento do FGTS normal, que foi de cerca de 40%.
No caso dos fundos Petrobras, a rentabilidade acumulada desde agosto de 2000 (data de lançamento da aplicação) foi de cerca de 900%, contra 216% da renda fixa e cerca de 50% no FGTS tradicional.
Saques
Os números da Anbid mostram que muitas pessoas aproveitaram a alta das ações nos últimos anos para tirar os recursos depositados nesses fundos. Somente nos últimos 12 meses, os saques somaram mais de R$ 1 bilhão, o que corresponde a cerca de 8% do patrimônio atual desses fundos.
Parte desse dinheiro foi sacado ou utilizado na compra da casa própria, dentro das regras do FGTS. Outro percentual, no entanto, simplesmente retornou para as contas individuais de cada trabalhador.
Segundo a Caixa, quem ainda possui dinheiro nesses fundos pode resgatar a aplicação a qualquer momento para que os recursos voltem ao fundo FGTS original, administrado pela Caixa. Mas não é possível sacar o dinheiro, exceto nos casos previstos nas regras do FGTS (como demissão sem justa causa ou aposentadoria).
Para o analista-chefe da corretora Planner, Ricardo Tadeu Martins, as pessoas que ainda estão com dinheiro nesses fundos devem mantê-lo aplicado, pois a perspectiva para as duas empresas é muito boa.
“É mais vantajoso deixar o dinheiro em Vale ou Petrobras do que voltar para o fundo com o rendimento de pouco mais de 3% ao ano”, diz Martins.
Hoje, não é mais possível utilizar o dinheiro do FGTS para fazer esse tipo de aplicação. Mas quem quiser investir nas ações das duas companhias com recursos próprios pode entrar em um fundo de ações Vale ou Petrobras (sem FGTS) ou comprar as ações diretamente na bolsa. As duas opções de aplicação estão disponíveis em vários bancos e corretoras.
Rendimento do FGTS
Ademir Figueiredo, coordenador de estudos e desenvolvimento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), diz que o resultado foi "muito bom" para os trabalhadores devido à qualidade das duas empresas.
Ele ressalva, no entanto, que uma possível mudança na política de remuneração para o fundo não deveria ficar restrita somente a novas oportunidades de investimento em renda variável.
“O rendimento do FGTS é muito baixo frente a outros investimentos e precisa ser rediscutido. Mas é preciso ter muito cuidado ao se abrir possibilidades para investimentos de risco”, diz Figueiredo.
Ele lembra que o dinheiro do FGTS também é utilizado a favor do trabalhador de outras maneiras, como no financiamento de casa própria das pessoas de baixa renda e em obras de saneamento básico.
Fonte: G1 Globo online (Eduardo Cucolo)
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
As notícias de hoje, 04/10, são:
As notícias de hoje, 04/10, são:
Notícias - Setor imobiliário:
- Consórcio pode ser 6,82% mais barato do que financiamento
- Carlyle anuncia investimento no setor imobiliário
Notícia - Construção Civil:
- Ações de construtoras dão sinal de recuperação
Notícia - Consignado imobiliário:
- Daycoval lança CDC lojista e consignado imobiliário
Notícias - Setor imobiliário:
Consórcio pode ser 6,82% mais barato do que financiamento
O valor pago em um consórcio, para compra de um imóvel, pode ser 6,82% menor do que em um financiamento, segundo simulação realizada pelo economista Miguel de Oliveira, conselheiro da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
De acordo com os dados, na compra de um imóvel de R$ 100 mil em 10 anos, com sistema de amortização de financiamento (Sacre), o preço final pago no financiamento é de R$ 150.811,90, com juros de 8,16% por ano mais TR (Taxa Referencial), enquanto no consórcio é de R$ 140.519,68 somente com taxa de administração de 17,04% a.a e inflação de 4% a.a.
Quando levado em consideração o fundo de reserva, cobrado apenas em alguns consórcios, a diferença cai para 5,23%, com o valor final de R$ 142.920,93.
Na ponta do lápis
Para que você tenha noção de quanto pagará na primeira e última parcela nos três casos - financiamento, consórcio apenas com taxa de administração (1) e consórcio com taxa de administração e fundo de reservas (2) - veja abaixo a simulação feita pelo economista.
Financiamento
Primeira Prestação - R$ 1.514,18
Última Prestação - R$ 952,42
Total - R$ 150.811,90
Consórcio 1
Primeira Prestação - R$ 975,33
Última Prestação - R$ 1.388,21
Total - R$ 140.519,68
Consórcio 2
- R$ 992,00
- R$ 1.411,93
- R$ 142.920,93
Por qual optar?
Apesar do valor pago no financiamento ser maior do que no consórcio, o consumidor deve ter em mente quais são suas necessidades e condições financeiras antes de optar por um ou por outro.
A grande vantagem dos consórcios é que não embutem juros, mas precisa-se esperar para ser sorteado para receber o imóvel. No caso do financiamento, o bem é adquirido logo quando se começa a pagar as parcelas, mas o valor final pode sair mais caro.
Fonte: InfoMoney
Carlyle anuncia investimento no setor imobiliário
O Carlyle Group - maior fundo de private equity do planeta em volume de investimento - anunciou ontem seu primeiro negócio no mercado imobiliário brasileiro, uma parceria com a Scopel - especializada em loteamentos no Estado de São Paulo. Sem revelar o valor da transação, a participação adquirida e nem o quanto pretende investir na empresa, o Carlyle aposta na habitação popular para iniciar suas atividades na América Latina.
De acordo com o diretor-geral do fundo para a região, Eduardo Machado, a Scopel possui características que estão no centro da meta dos investimentos do Carlyle. São elas: atuação no segmento residencial e, principalmente, eficiência nas classes média baixa e popular. "Pretendemos seguir o modelo de negócio da Scopel, mas em maior escala. Algo como 'fazer mais do mesmo'", declara o executivo.
Conforme as informações divulgadas, "a Scopel passa a ter um valor avaliado em mais de R$ 250 milhões". O Valor Geral de Vendas (VGV) contratado para os próximos 24 meses é de R$ 2,2 bilhões. Segundo Eduardo Scopel, diretor da empresa de loteamentos, cerca de 50% do VGV é referente a terrenos populares, que custam de R$ 30 mil a R$ 40 mil. O restante é dividido entre classe média baixa e classe média. No total, são 47 lançamentos previstos para o período.
A partir dos investimentos realizados pelo Carlyle, a Scopel pretende expandir sua atuação para fora de São Paulo. Mais uma vez os executivos negaram-se a dar maiores informações.
Em relação aos planos do Carlyle, Machado explicou que o foco não é investir em empresas e sim em projetos específicos. "Começamos pela exceção, pois os investimentos serão mais destinados aos projetos. Podem ser shoppings, empreendimentos comerciais ou residenciais", diz. Além do Brasil, o fundo americano possui um escritório no México. "Quase 90% dos nossos investimentos serão aqui e no México. O restante fica com América Central e alguma parcela no Chile", finaliza.
Fonte: Valor Econõmico
Notícia - Construção Civil:
Ações de construtoras dão sinal de recuperação
O preço das ações das principais empresas norte-americanas de construção residencial listadas em bolsa registrou alta ontem pelo segundo dia consecutivo, pois os investidores apostam que os papéis começam a se recuperar depois de meses de queda livre.
A recuperação, que viu a maioria dos papéis das maiores construtoras avançar de 3% a 7%, ocorre apesar de o relatório do governo mostrar fraca oferta de vendas de residências.
Achatado pelo aperto do setor de crédito imobiliário, o parâmetro das vendas futuras de casas caiu ainda mais em agosto, chegando ao seu patamar mais baixo em mais de seis anos, informou ontem um grupo do setor imobiliário.
Ontem, a valorização das ações pode ter ocorrido porque os investidores acreditam que a situação não pode mais piorar.
As ações das construtoras do segmento residencial foram bastante atingidas este ano, enquanto as condições do mercado da habitação continuaram se agravando, e o endurecimento das normas de empréstimo, decorrente do aperto do crédito imobiliário, tornaram mais difícil conseguir hipotecas.
Além disso, as construtoras estão tomando grandes encargos de depreciação por abaterem o valor dos terrenos em seus livros contábeis.
"O volume de atividade que podemos ver atualmente é inferior aos fundamentos sustentados do mercado, porque algumas pessoas com capacidade de crédito tentam adquirir casas, mas não conseguem por causa do aperto do crédito", informou Lawrence Yun, principal economista da Associação Nacional das Corretoras de Imóveis (NAR).
Entre as construtoras com bom desempenho nas bolsas, destacam-se a Pulte Hoke, que recentemente teve valorização de 5,7%; a Centex, que subiu 3,3%; a Lennar, 6,6%; a D.R. Horton, 6,6% e a Standard Pacific, 10,7%.
Vendas pendentes
O combalido setor imobiliário residencial enfrentou outro golpe ontem, quando um grupo da área anunciou que uma escala de vendas pendentes de residências desabou para o nível mais baixo de todos os tempos, à medida que o arrocho no crédito impede as compras.
O índice da NAR para as vendas pendentes de residências usadas decresceu a uma taxa anual sazonal ajustada de 6,5% para 85,5% em agosto, frente a 91,4% em julho, informou o grupo. O índice de agosto alcançou seu ponto mais baixo desde que o rastreamento começou em janeiro de 2001. A baixa anterior foi de 89,8 em setembro de 2001.
Yun disse que o mercado hipotecário problemático afetou as vendas. "Poucos contratos foram redigidos, devido aos problemas hipotecários, e uma pesquisa interna separada de nossos membros demonstra que mais de 10% dos contratos de vendas recuaram até o último minuto em agosto, basicamente como resultado do cancelamento dos empréstimos", explicou o economista.
Fonte: Gazeta Mercantil
Notícia - Consignado imobiliário:
Daycoval lança CDC lojista e consignado imobiliário
Maria Christina Carvalho - VALOR ECONÔMICO
O Banco Daycoval vai oferecer aos clientes o consignado imobiliário (crédito imobiliário garantido pelo fluxo de salários) e CDC lojista. O anúncio foi feito, ontem, pelo banco em sua primeira reunião com a Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec).
O Daycoval fez sua oferta pública de ações em junho (IPO, na sigla em inglês), captando R$ 1,1 bilhão com a oferta de 64,2 milhões de ações preferenciais com 100% de tag along. Com a operação, 29% do capital ficou no mercado.
A oferta de consignado imobiliário e do CDC lojista faz parte da estratégia de crescimento do banco e do aumento das operações para pessoas físicas.
Mas isso não significa uma mudança de foco, ressaltou o diretor Carlos Dayan. Fundado em 1989, o Daycoval, continua voltado para o crédito para pequenas e médias empresas ("middle market").
Pretende, no entanto, aumentar o crédito de varejo dentro da carteira total dos atuais 19% para 25%, com novos produtos. Está expandindo também o financiamento de veículos.
A carteira de crédito total do Daycoval cresceu 79% nos doze meses terminados em junho para R$ 2,183 bilhões. As operações de middle market cresceram 69% para R$ 1,669 bilhão; e o consignado, 94% para R$ 305 milhões. Dayan notou que essas taxas superam a expansão média do mercado de crédito, pouco acima de 20%.
A principal dúvida dos analistas era como o Daycoval vai manter os elevados índices de retorno depois que o patrimônio foi triplicado pelo IPO, de R$ 438 milhões para R$ 1,451 bilhão. Nos últimos três trimestre, o banco teve um retorno sobre o patrimônio acima de 40%. Sem o efeito do IPO, o lucro líquido do primeiro semestre foi recorde, de R$ 110 milhões. Excluindo as despesas com a operação, ficou em R$ 87 milhões. A direção do banco admitiu que o retorno vai cair, mas ficará acima dos 20% médios do mercado. As ações do banco caíram 4,89% ontem para R$ 17,31, pouco acima dos R$ 17 do IPO.
Notícias - Setor imobiliário:
- Consórcio pode ser 6,82% mais barato do que financiamento
- Carlyle anuncia investimento no setor imobiliário
Notícia - Construção Civil:
- Ações de construtoras dão sinal de recuperação
Notícia - Consignado imobiliário:
- Daycoval lança CDC lojista e consignado imobiliário
Notícias - Setor imobiliário:
Consórcio pode ser 6,82% mais barato do que financiamento
O valor pago em um consórcio, para compra de um imóvel, pode ser 6,82% menor do que em um financiamento, segundo simulação realizada pelo economista Miguel de Oliveira, conselheiro da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
De acordo com os dados, na compra de um imóvel de R$ 100 mil em 10 anos, com sistema de amortização de financiamento (Sacre), o preço final pago no financiamento é de R$ 150.811,90, com juros de 8,16% por ano mais TR (Taxa Referencial), enquanto no consórcio é de R$ 140.519,68 somente com taxa de administração de 17,04% a.a e inflação de 4% a.a.
Quando levado em consideração o fundo de reserva, cobrado apenas em alguns consórcios, a diferença cai para 5,23%, com o valor final de R$ 142.920,93.
Na ponta do lápis
Para que você tenha noção de quanto pagará na primeira e última parcela nos três casos - financiamento, consórcio apenas com taxa de administração (1) e consórcio com taxa de administração e fundo de reservas (2) - veja abaixo a simulação feita pelo economista.
Financiamento
Primeira Prestação - R$ 1.514,18
Última Prestação - R$ 952,42
Total - R$ 150.811,90
Consórcio 1
Primeira Prestação - R$ 975,33
Última Prestação - R$ 1.388,21
Total - R$ 140.519,68
Consórcio 2
- R$ 992,00
- R$ 1.411,93
- R$ 142.920,93
Por qual optar?
Apesar do valor pago no financiamento ser maior do que no consórcio, o consumidor deve ter em mente quais são suas necessidades e condições financeiras antes de optar por um ou por outro.
A grande vantagem dos consórcios é que não embutem juros, mas precisa-se esperar para ser sorteado para receber o imóvel. No caso do financiamento, o bem é adquirido logo quando se começa a pagar as parcelas, mas o valor final pode sair mais caro.
Fonte: InfoMoney
Carlyle anuncia investimento no setor imobiliário
O Carlyle Group - maior fundo de private equity do planeta em volume de investimento - anunciou ontem seu primeiro negócio no mercado imobiliário brasileiro, uma parceria com a Scopel - especializada em loteamentos no Estado de São Paulo. Sem revelar o valor da transação, a participação adquirida e nem o quanto pretende investir na empresa, o Carlyle aposta na habitação popular para iniciar suas atividades na América Latina.
De acordo com o diretor-geral do fundo para a região, Eduardo Machado, a Scopel possui características que estão no centro da meta dos investimentos do Carlyle. São elas: atuação no segmento residencial e, principalmente, eficiência nas classes média baixa e popular. "Pretendemos seguir o modelo de negócio da Scopel, mas em maior escala. Algo como 'fazer mais do mesmo'", declara o executivo.
Conforme as informações divulgadas, "a Scopel passa a ter um valor avaliado em mais de R$ 250 milhões". O Valor Geral de Vendas (VGV) contratado para os próximos 24 meses é de R$ 2,2 bilhões. Segundo Eduardo Scopel, diretor da empresa de loteamentos, cerca de 50% do VGV é referente a terrenos populares, que custam de R$ 30 mil a R$ 40 mil. O restante é dividido entre classe média baixa e classe média. No total, são 47 lançamentos previstos para o período.
A partir dos investimentos realizados pelo Carlyle, a Scopel pretende expandir sua atuação para fora de São Paulo. Mais uma vez os executivos negaram-se a dar maiores informações.
Em relação aos planos do Carlyle, Machado explicou que o foco não é investir em empresas e sim em projetos específicos. "Começamos pela exceção, pois os investimentos serão mais destinados aos projetos. Podem ser shoppings, empreendimentos comerciais ou residenciais", diz. Além do Brasil, o fundo americano possui um escritório no México. "Quase 90% dos nossos investimentos serão aqui e no México. O restante fica com América Central e alguma parcela no Chile", finaliza.
Fonte: Valor Econõmico
Notícia - Construção Civil:
Ações de construtoras dão sinal de recuperação
O preço das ações das principais empresas norte-americanas de construção residencial listadas em bolsa registrou alta ontem pelo segundo dia consecutivo, pois os investidores apostam que os papéis começam a se recuperar depois de meses de queda livre.
A recuperação, que viu a maioria dos papéis das maiores construtoras avançar de 3% a 7%, ocorre apesar de o relatório do governo mostrar fraca oferta de vendas de residências.
Achatado pelo aperto do setor de crédito imobiliário, o parâmetro das vendas futuras de casas caiu ainda mais em agosto, chegando ao seu patamar mais baixo em mais de seis anos, informou ontem um grupo do setor imobiliário.
Ontem, a valorização das ações pode ter ocorrido porque os investidores acreditam que a situação não pode mais piorar.
As ações das construtoras do segmento residencial foram bastante atingidas este ano, enquanto as condições do mercado da habitação continuaram se agravando, e o endurecimento das normas de empréstimo, decorrente do aperto do crédito imobiliário, tornaram mais difícil conseguir hipotecas.
Além disso, as construtoras estão tomando grandes encargos de depreciação por abaterem o valor dos terrenos em seus livros contábeis.
"O volume de atividade que podemos ver atualmente é inferior aos fundamentos sustentados do mercado, porque algumas pessoas com capacidade de crédito tentam adquirir casas, mas não conseguem por causa do aperto do crédito", informou Lawrence Yun, principal economista da Associação Nacional das Corretoras de Imóveis (NAR).
Entre as construtoras com bom desempenho nas bolsas, destacam-se a Pulte Hoke, que recentemente teve valorização de 5,7%; a Centex, que subiu 3,3%; a Lennar, 6,6%; a D.R. Horton, 6,6% e a Standard Pacific, 10,7%.
Vendas pendentes
O combalido setor imobiliário residencial enfrentou outro golpe ontem, quando um grupo da área anunciou que uma escala de vendas pendentes de residências desabou para o nível mais baixo de todos os tempos, à medida que o arrocho no crédito impede as compras.
O índice da NAR para as vendas pendentes de residências usadas decresceu a uma taxa anual sazonal ajustada de 6,5% para 85,5% em agosto, frente a 91,4% em julho, informou o grupo. O índice de agosto alcançou seu ponto mais baixo desde que o rastreamento começou em janeiro de 2001. A baixa anterior foi de 89,8 em setembro de 2001.
Yun disse que o mercado hipotecário problemático afetou as vendas. "Poucos contratos foram redigidos, devido aos problemas hipotecários, e uma pesquisa interna separada de nossos membros demonstra que mais de 10% dos contratos de vendas recuaram até o último minuto em agosto, basicamente como resultado do cancelamento dos empréstimos", explicou o economista.
Fonte: Gazeta Mercantil
Notícia - Consignado imobiliário:
Daycoval lança CDC lojista e consignado imobiliário
Maria Christina Carvalho - VALOR ECONÔMICO
O Banco Daycoval vai oferecer aos clientes o consignado imobiliário (crédito imobiliário garantido pelo fluxo de salários) e CDC lojista. O anúncio foi feito, ontem, pelo banco em sua primeira reunião com a Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec).
O Daycoval fez sua oferta pública de ações em junho (IPO, na sigla em inglês), captando R$ 1,1 bilhão com a oferta de 64,2 milhões de ações preferenciais com 100% de tag along. Com a operação, 29% do capital ficou no mercado.
A oferta de consignado imobiliário e do CDC lojista faz parte da estratégia de crescimento do banco e do aumento das operações para pessoas físicas.
Mas isso não significa uma mudança de foco, ressaltou o diretor Carlos Dayan. Fundado em 1989, o Daycoval, continua voltado para o crédito para pequenas e médias empresas ("middle market").
Pretende, no entanto, aumentar o crédito de varejo dentro da carteira total dos atuais 19% para 25%, com novos produtos. Está expandindo também o financiamento de veículos.
A carteira de crédito total do Daycoval cresceu 79% nos doze meses terminados em junho para R$ 2,183 bilhões. As operações de middle market cresceram 69% para R$ 1,669 bilhão; e o consignado, 94% para R$ 305 milhões. Dayan notou que essas taxas superam a expansão média do mercado de crédito, pouco acima de 20%.
A principal dúvida dos analistas era como o Daycoval vai manter os elevados índices de retorno depois que o patrimônio foi triplicado pelo IPO, de R$ 438 milhões para R$ 1,451 bilhão. Nos últimos três trimestre, o banco teve um retorno sobre o patrimônio acima de 40%. Sem o efeito do IPO, o lucro líquido do primeiro semestre foi recorde, de R$ 110 milhões. Excluindo as despesas com a operação, ficou em R$ 87 milhões. A direção do banco admitiu que o retorno vai cair, mas ficará acima dos 20% médios do mercado. As ações do banco caíram 4,89% ontem para R$ 17,31, pouco acima dos R$ 17 do IPO.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
As notícias de hoje, 02/10, são:
As notícias de hoje, 02/10, são:
Notícia - Salão Imobiliário SP:
- Construtoras comemoram vendas durante o Salão Imobiliário São Paulo
Notícias - Mercado Imobiliário:
- Onda de fusões atinge o mercado imobiliário
- Com crédito fácil, consumidor sai em busca da casa ideal
- Custo alto ameaça moradia popular
- Casa própria
Notícia - Salão Imobiliário SP:
Construtoras comemoram vendas durante o Salão Imobiliário São Paulo
As empresas participantes da segunda edição do Salão Imobiliário de São Paulo (SISP), encerrado ontem, comemoram os resultados alcançados. O destaque ficou para os imóveis chamados econômicos. Os estandes da Itaplan e da Tenda eram os mais concorridos no final de semana. Fabio Rossi Filho, diretor da Itaplan, afirma que durante este mês a empresa fechou 250 unidades o que representou R$ 50 milhões. De acordo com Rossi, esse montante foi 50% maior do que a quantidade de negócios fechados no mesmo período do ano passado e afirma que os clientes atendidos no SISP fizeram a diferença neste resultado.
Os destaques foram os apartamentos de R$ 60 a R$ 150 mil. No total, a empresa ofereceu 20 empreendimentos "Durante o evento atendemos mais de duas mil pessoas. O mercado está muito aquecido", afirma Rossi.
"A feira foi uma maravilha", comemora Guilherme Ribeiro, executivo da Fernandez Mera. A empresa apresentou cerca de 1.500 produtos, de 12 empresas diferentes. "O número de visitantes dobrou em relação ao ano passado. As pessoas estavam interessadas em comprar", diz Ribeiro.
O executivo destaca que a tecnologia foi a grande aliada na venda dos produtos. "Este ano as empresas estão mais integradas com os bancos. Temos condições de mostrar um produto a um cliente e fazer uma simulação do financiamento na seqüência. Em poucos minutos o cliente pode ter a operação aprovada", garante Ribeiro.
Jair Davello, diretor comercial da Goldfarb, afirma que 25 imóveis foram vendidos durante a feira e que nas próximas semanas novos negócios devem ser fechados, já que muitos clientes devem visitar os estandes dos empreendimentos. Na previsão do executivo, pelo menos mais 75 imóveis devem ser vendidos nos próximos dias. A empresa prevê comercializar R$ 50 milhões.
Para os bancos os resultados também foram positivos. O evento gerou mais de R$ 100 milhões em potenciais negócios para o Banco Real. "Os negócios foram um resultado da solução completa em financiamento imobiliário oferecida, graças à parceira Lopes e Banco Real", comemora Antonio Barbosa, superintendente de crédito imobiliário do Banco Real.
Notícias - Mercado Imobiliário:
Onda de fusões atinge o mercado imobiliário
Em meio a uma onda de fusões e aquisições, além do aumento de financiamentos em parcelas de até 30 anos que começam a aparecer e impulsionarão o mercado imobiliário nos próximos anos no País, o executivo João Crestana, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), comemora um dos melhores momentos desse segmento no mercado nacional, com recordes de vendas. Para ele, apesar do momento favorável, é preciso que sejam criadas novas linhas de financiamento para impulsionar o segmento de baixa renda.
Completamente descolado da crise imobiliária dos Estados Unidos, que impactou nas últimas semanas o mercado mundial, o cenário de sucesso do setor no País indica como a economia aquecida tem mantido pungente a venda de imóveis. Com isso, o segmento acelera em direção à profissionalização, amadurecendo um mercado dominado por cerca de 20 grandes empresas que chegam a deter hoje cerca de 35% do setor, conforme revela João Crestana ao programa Panorama do Brasil, apresentado pelo jornalista Roberto Müller e exibido nesta manhã pela rede TVB.
Também participaram da entrevista com o presidente da entidade, para falar de como o aumento de financiamentos é importante e as tendências do setor, interessado cada vez mais em investir na área de governança corporativa, a jornalista Camila Abud, editora de Serviços e Comércio do DCI e Milton Paes, da Rádio Nova Brasil FM. A seguir os principais trechos da entrevista com o executivo do Secovi.
Roberto Müller — Como é para o senhor assumir o Secovi em um momento em que as vendas e os financiamentos de imóveis estão explosivamente crescendo, ao contrário do que acontece nos Estados Unidos, onde a questão dos imóveis, a questão imobiliária são o grande problema?
João Crestana — É uma responsabilidade muito grande, principalmente devido ao fato de estar substituindo o Romeu Chap Chap. Ele foi presidente por um período de 12 anos, dividido em duas fases. Ele imprimiu a sua personalidade na casa e estamos seguindo o que aprendemos com ele. Agora, a fase é muito feliz e oportuna, mas é muito mais uma fase de retomada que de uma explosão. Na época de 70 e começo dos anos 80, o Brasil financiava o dobro das habitações que financia hoje, quando a população era metade de hoje. Então estamos com um caminho muito grande para chegar ao nível que estivemos nos anos 80. É um crescimento, uma retomada bastante gradual, até porque ela se baseia em alguns fatos muito sólidos como um bom esqueleto legal, marco regulatório forte, que vem sendo montado desde 1997 com a Lei do Sistema Financeiro e Imobiliário e que foi evoluindo ao longo destes dez anos. É um fator bastante forte. Também forte é o fato que a liquidez internacional traz recursos muito fortes. Através dos bancos, ela traz uma competição muito forte e que causou a possibilidade de termos o mercado aquecido que temos hoje. Precisamos chegar nos níveis que já estivemos e precisamos chegar nos níveis que outros países do mundo, não estamos falando nem de Estados Unidos, Espanha, mas de México e Chile, que estão com bastante sucesso.
Camila Abud — Queria que falasse sobre o Salão do Imóvel, tão importante para o setor, vendendo até empreendimentos fora do Brasil. Que regiões tiveram destaque? Como as empresas encaram o evento, que copia o modelo de sucesso de Madri [Espanha]?
João Crestana — O Salão Imobiliário São Paulo coroa a semana importantíssima para o setor imobiliário e ficará marcado como um evento periódico do setor. O salão tem gente de fora do País e de São Paulo, mas o forte sempre foi São Paulo e regiões próximas, até do interior, mas o Brasil inteiro está representando. A faixa [de imóveis] sai de R$ 60 mil e vai até acima de R$ 2 milhões.
Milton Paes — Os bancos oferecem cada vez mais produtos diversificados no sentido de financiamentos imobiliários. A redução da taxa de juros e uma economia estabilizada têm facilitado a aquisição não só da classe A, mas também da classe média?
Roberto Müller — E mesmo a classe pobre como nos disse recentemente neste programa o ministro Mantega.
João Crestana — De fato a classe média e classe média alta, os maiores consumidores de financiamentos estão muito bem atendidas, até porque com a liquidez internacional, os bancos estrangeiros vieram para cá e trouxeram uma quantidade muito grande de recursos e isso possibilitou que as classes fossem atendidas por meio de uma competição muito positiva. A classe média e média alta estão atendidas, mas a maior necessidade que o País tem é na fase de imóveis de baixa e baixíssima renda.
Roberto Müller — E aí parece que existem financiamentos de até 30 anos, não é?
João Crestana — O financiamento até 30 anos está começando a aparecer, principalmente em termos de disponibilidade teórica. É um produto que existe. Na prática, ele tem tido uma aplicação pequena, até porque nessa fixa de classe média e média baixa, o mercado carece de um pouco mais de competição nos agentes aplicadores. Hoje, o mercado se concentra muito em um aplicador e o nosso mercado entende que a sociedade inteira deveria se debruçar com bastante carinho nessa necessidade, de transformar esse mercado em um mercado provido de bancos que concorram entre si e tragam um pouco mais de alternativas como o que ocorreu com sucesso na faixa mais alta. Hoje, quem financia para as classes mais altas são as poupanças, que estão em todos os bancos. De 2003 a 2007, esse montante multiplicou por cinco. Eram R$ 3 bilhões e este ano serão R$ 15 bilhões. Já do outro setor, que é de classe média baixa, ele saiu de R$ 3 bilhões e hoje possivelmente chegará perto de R$ 6 bilhões, ou seja, chegou ao máximo na multiplicação por dois e é onde o grande déficit habitacional se situa. Este canal de aplicação está em uma fase de transição. O fundo de garantia precisa encontrar um canal eficiente.
Milton Paes — Em relação ao financiamento para baixa renda, o grande financiador é a Caixa Econômica Federal, mas existem alguns bancos viabilizando entrar nessa modalidade. O Ministério das Cidades e a própria Caixa têm investido em projetos de várias prefeituras no sentido dessa questão da construção de unidades habitacionais. Isso pode reverter em investimentos e contribuir para a redução do déficit habitacional?
João Crestana — Tudo isso é positivo. A Caixa Econômica é um protagonista primordial ao longo dos últimos 20 anos. Mas, acredito que não é suficiente e os números demonstram, que isso não tem sido um canal suficiente, e precisa ter uma maior concorrência, a exemplo que ocorreu nas outras faixas. Já os programas feitos de CDHU, municípios e estados são muito positivos e tem o auxilio das fontes federais e vai contribuir para diminuir o déficit, mas ainda de uma maneira muito lenta.
Roberto Müller — Uma questão que não é lenta é a inclusão das empresas do setor na Bolsa de Valores para captar recursos no mercado de ações. Isso é uma tendência no setor? Entrou bastante dinheiro, deu para comprar muito terreno?
João Crestana — Foi uma tendência muito importante e positiva. Mais de 20 empresas já fizeram a abertura de seu capital e trouxeram um volume muito perto de R$ 20 bilhões para o Brasil e com isso trouxeram uma força muito grande para o setor. Isso é para valer, é para ficar, porque as empresas estão investindo muito na área de governança corporativa, informações sérias, de uma maneira muito profissional e as empresas estão sim tomando conta de uma parcela significativa do mercado, até causando uma concorrência muito grande no setor, uma concentração de movimento, contrariando o histórico do setor, que era disperso. Hoje é concentração, tanto que as pequenas e médias estão tendo que descobrir uma forma alternativa de trabalhar nesse universo.
Roberto Müller — O ingresso das empresas no mercado de capitais, com a capitalização é enorme, e isso está provocando no setor uma mudança no comportamento destas empresas. É um momento de fusão e concentração?
João Crestana — É verdade. O setor sempre foi bastante pulverizado e, antes, se tomássemos as 20 maiores empresas, elas não teriam mais de 10% do mercado, isso há dez anos. Hoje, se tomarmos as 20 ou 25 maiores empresas do setor, elas tomam conta de 30% a 35% do mercado. É uma concentração e quer dizer que as pequenas empresas, para trabalhar, sentem a necessidade de fazer parcerias e dentro de empreendimentos às vezes fundirem em empresas médias.
Roberto Müller — Está havendo muito capital estrangeiro no setor?
João Crestana — Está havendo sim, estas capitalizações que as empresas fizeram foram formadas em grande parte pelo capital estrangeiro. O Brasil é uma opção muito importante e, sem dúvida, a mais atrativa em relação a risco e lucratividade no cenário internacional.
Camila Abud — Quantas empresas o Secovi representa e, com o boom do mercado imobiliário em São Paulo, ainda existem muitas possibilidades de vendas na cidade?
João Crestana — O Secovi representa cerca de mil empresas e principalmente cerca de 40 mil condomínios, por meio de seus síndicos, um foco de atividades muito grande. São Paulo tem muito que crescer. Hoje, São Paulo é uma das cidades menos adensadas do mundo, se comparar com cidades compatíveis como Hong Kong, Xangai Nova York, e não com cidades históricas como Paris e Roma, que não têm características similares. São Paulo foi muito prejudicada pelo Plano Diretor e zoneamento muito infelizes, restritivos e confusos. Até hoje não estão totalmente adequados. A cidade está chegando à conclusão que isso é um problema, não há a aprovação do número de plantas que se precisa, já está refletindo na área comercial, com menos lançamento. A cidade está ficando muito afetada pela falta de novos lançamentos e aprovação de plantas. Por isso, a prefeitura está ciente do assunto e preparada para encaminhar uma mudança do zoneamento, muito ruim, que é do final de 2005.
Roberto Müller — Há estoques de terrenos em São Paulo?
João Crestana — Não há estoques de terrenos em São Paulo, o que há é uma infinidade de áreas com casas antigas, galpões, bairros degradados e também pontos que devem ser preservados. São Paulo deve se debruçar sobre esse problema com serenidade e profissionalismo sobre esse ponto de uma forma para trazer habitação com famílias de boa renda, de média e baixa renda convivendo em harmonia com comércio, cinemas, lazer para ter um tecido social, para trazer essa qualidade de vida, que não se cria com guetos, juntando determinados núcleos. Para isso tem que usar com inteligência as áreas da cidade, permitindo que ela seja melhorada, tal como foi em Buenos Aires, Detroit, Boston e outras tantas no mundo.
Camila Abud — Qual a expectativa de volume de vendas de imóveis na capital, já que o setor está bem na cidade, em comparação com o ano passado. O que vocês estão esperando para este ano?
João Crestana — Este ano vai ter possivelmente um aumento de vendas em cerca de 16%, o que significa passar de um volume de perto de 27 mil ou 28 mil na cidade de São Paulo no ano passado para cerca de 30 mil este ano. O volume de venda esperado é de cerca de R$ 8 bilhões.
Camila Abud — Tem alguma área de destaque? Condomínios horizontais?
João Crestana — A área de destaque são os grandes condomínios, com grandes projetos. A cidade de São Paulo tem aprovado muito menos unidades de empreendimentos, mas cada empreendimento com muito mais habitações, mais moradias. O volume cresceu acompanhando o tamanho e a força das empresas.
Milton Paes — Na cidade de São Paulo, há a necessidade de revitalização por conta da prefeitura no sentido de mudar, desenvolver o comércio, acoplar várias classes sociais e movimentar determinadas áreas da cidade? Campinas, por exemplo, e acho que isso é uma tendência do interior, diferente de São Paulo, tem o Plano Diretor e áreas para expansão de novos negócios e empreendimentos. Gostaria que o senhor fizesse um paralelo entre São Paulo, que tem grande concentração, e o interior?
Roberto Müller — Pegando carona nessa pergunta do Milton, fiquei sabendo que as empresas que se capitalizaram em bolsa têm aumentado seu estoque de terrenos nas cidades prósperas do interior como Campinas e Santos, no litoral. É verdade isso?
João Crestana — É verdade. É uma realidade muito importante que com o Plano diretor de São Paulo e o zoneamento feitos aqui, há possibilidade de terrenos sim na periferia e como falado para revitalização de áreas. Há terrenos na periferia que poderiam ser utilizados, mas por essa restrição o interior está sendo muito privilegiado. Campinas, Jundiaí estão sendo cidades importantes. O interior está sendo demandado por empresas fortes e pequenas também. Porque as possibilidades dadas por seu Plano Diretor, e todas as cidades são obrigadas, dependendo do seu tamanho, a manter Plano Diretor e aqui alertamos as que estão preparando seu zoneamento que, por favor, não se baseiem em São Paulo. Essas cidades apresentam oportunidades e espero que sejam oportunidades de mercado e que possibilita a criação de um tecido social vivo e seguro e que possibilite a integração das atividades da população, habitacional, comercial e escritórios de serviços.
Roberto Müller — Criou-se uma confusão em alguns setores e na percepção de algumas pessoas de que o problema da turbulência que assusta o mercado de ações e arrisca contaminar a economia real, originado basicamente na crise imobiliária nos Estados Unidos, tem relação com o que esta ocorrendo aqui. Há uma ligação ou o Brasil se beneficia com isso?
João Crestana — Nesse caso, acho que alguns pontos devem ser esclarecidos e enfatizados. É uma crise em um setor, os financiamentos concedidos sem garantia para pessoas que não tinham condições de pegar financiamentos, o subprime. Esse financiamento foi mais uma crise financeira ligada à habitação, por causa deste setor que representa menos de 5% do total do crédito americano e, desse, perto de 1% é o que deu este tipo de problema. O mundo inteiro vai sentir, em todas as atividades. Agora, no Brasil, primeiro o País está forte para segurar as situações internacionais. Segundo, que a atividade imobiliária está no reverso dos Estados Unidos. Nossa concessão de crédito é restritiva. Neste momento, não beneficia a nós, a crise, mas também não influencia. O setor, no Brasil, tem que crescer.
«Hoje, se tomarmos as 25 maiores empresas do setor, elas tomam conta de 30% a 35% do mercado»
Capital
«Mais de 20 empresas já fizeram a abertura de seu capital e trouxeram um volume perto de R$ 20 bilhões ao Brasil e agregaram uma força muito grande para o setor»
Expansão
«São Paulo tem muito a crescer. Hoje, é uma das cidades menos adensadas do mundo, se comparar com cidades compatíveis: Hong Kong, Xangai Nova York»
Imobiliária
Fusões animarão o mercado imobiliário
João Crestana
São Paulo
Uma onda de fusões e aquisições, a expansão do crédito imobiliário em contratos de até 30 anos e a integração com os bancos, fatores que fizeram tanto sucesso no Salão Imobiliário de São Paulo, encerrado ontem, devem impulsionar o mercado imobiliário nos próximos anos no País. O setor, que bate recordes de venda e se mostra um dos mais aquecidos do País, segue o caminho da consolidação e da abertura de capital. "Tanto que, nos últimos dois anos, as empresas do segmento que abriram seu capital — cerca de 20 — acabaram trazendo perto de R$ 20 bilhões para o Brasil", afirma João Crestana, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).
Em entrevista ao programa Panorama do Brasil, exibido nesta manhã pela TVB, Crestana ressalta como a abertura de capital força as empresas a investirem mais em governança corporativa, mas reclama das "poucas ofertas de linhas de financiamentos para baixa renda". Para o executivo, o mercado é dominado por cerca de 20 grandes empresas.
especialpág. A7
Com crédito fácil, consumidor sai em busca da casa ideal
Com o aumento dos financiamentos para a compra da casa própria, as construtoras começam cada vez mais a oferecer diferentes tipos de imóveis para o consumidor.
Ofertas há para todos os bolsos e todos os gostos. Afinal, cada um tem um sonho para casa própria – com varanda, com quintal, com churrasqueira, em uma rua tranqüila ou em um bairro da moda. Se, antes conseguir o financiamento imobiliário era uma tarefa cheia de obstáculos, hoje já tem gerente de banco oferecendo o dinheiro para os clientes.
Quando começou a procurar um apartamento para morar, Reginaldo tinha uma prioridade: “Área de lazer, porque eu tenho filho pequeno de 3 anos”, disse.
Para outros, a casa ideal é aquela que não pesa no bolso. Uma construtora investiu em casas práticas e baratas. As paredes são feitas de isopor e fibra de vidro. Um modelo igual, de 64 metros quadrados, custa R$ 47 mil e é montado em 15 dias.
“As vantagens da casa são, primeiro, a rapidez na execução, por ser um processo desenvolvido para que ele pudesse ser rápido na montagem, exatamente para o atendimento de uma classe mais baixa que tem que sair de uma prestação de aluguel ou uma prestação de lote e já ter uma casa totalmente financiada”, destaca o engenheiro civil José Carlos Zacharias.
Crédito
Sair do aluguel está mais fácil. Em alguns casos, o dinheiro até bate à porta. “Eu recebi uma carta da gerente do meu banco dizendo que eu preciso comprar um imóvel agora. Eles iam me dar o dinheiro para comprar”, comentou o assessor artístico Marcos Antônio Correia.
“Os juros estão cada vez mais baixos. Os prazos de financiamento estão amplos, e as condições para obtenção são muito mais fáceis”, aponta o presidente do Sindicato das Empresas de Habitação de São Paulo, João Crestana.
Aquecido pelo crédito fácil, o mercado aos poucos muda a paisagem. Em um único quarteirão de um bairro antigo de São Paulo, cinco prédios estão sendo construídos. Uma construtora apostou em um condomínio que reúne apartamentos residenciais, escritórios, mini-shopping e muita área de lazer.
“Dentro das pesquisas hoje, uma das maiores angustias dos brasileiros é ter tempo de voltar uma pouco mais cedo, de fugir do trânsito e de estar mais presente na educação dos filhos, da família e mais tempo com a esposa etc.”, diz o diretor de uma construtora, Cláudio Dall’Acqua.
Luxo
Espaços amplos e bem planejados – esta é a tendência de alguns lançamentos. Em São Paulo, a construtora de um prédio, por exemplo, além de projetar uma sala grande, transformou a sacada do apartamento em uma imensa área de lazer, com direito até a churrasqueira. A cozinha adquiriu ares de modernidade e não precisa ser grande, como no passado.
“É tudo muito prático e muito rápido para a dona de casa mesmo aproveitar a área de lazer que é a varanda e estar participando junto com a família”, comenta a coordenadora de vendas Cristina Borges.
Um casal de médicos fechou negócio. Comprou um apartamento de R$ 700 mil cheio de vantagens.
“Tem uma área de lazer muito boa, uma localização excelente, muito área verde e eu trabalho aqui perto”, diz a médica Cybelle Potenza Nery.
Apesar de tudo isso, o apartamento ainda não é o dos sonhos. O desejo sempre está em um andar mais alto. “O que eu queria era cobertura”, revela a médica. Mas já deu para comemorar.
Fonte: G1 - Globo Online
Custo alto ameaça moradia popular
A disparada nos preços dos imóveis acendeu a luz amarela no Palácio do Planalto. Assessores do presidente Lula temem que o encarecimento da construção civil prejudique um dos pilares do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): a moradia para a população de baixa renda, na qual se concentra mais de 80% do déficit habitacional do país. Nos últimos três anos, quando o crédito para a compra da casa própria explodiu e o poder de compra dos trabalhadores aumentou, o valor dos imóveis praticamente triplicou. A alta ficou evidente, sobretudo, nos empreendimentos para a classe média, que mais tem demandado imóveis. Esse movimento, porém, já começa a contaminar o preço do metro quadrado de moradias de menor valor. E dependendo da velocidade do aumento, dificilmente o governo conseguirá tirar do papel vários projetos incluídos no PAC, pois os valores dos imóveis não serão compatíveis com a renda dos potenciais compradores.
O ministro das Cidades, Márcio Fortes, encarregado pelo presidente Lula de tocar as obras na área de habitação, garante que a situação está sob controle. "Todos os programas habitacionais incluídos no PAC têm tetos de preços fixados em contrato", afirma. Ou seja, as construtoras não têm como reajustar os empreendimentos no mesmo ritmo de valorização do mercado. "Na verdade, os projetos do PAC funcionam como limitadores para os preços das construções. E eu creio que o aumento da oferta de imóveis - como previsto no PAC - terá um efeito saudável no mercado. Mais imóveis, preços menores", afirma.
Diretor de Obras da Apex Engenharia, especializada em empreendimentos para a baixa renda, Eduardo Aroeira não endossa o otimismo do ministro. "A construção está passando por um forte aumento de custos. Em apenas uma semana, o saco de cimento passou de R$ 11 para R$ 16 - alta de 45% - devido à forte demanda e à escassez do produto. E o cimento representa 15% do custo de uma construção", destaca. "Não vejo como as construtoras não repassarem esses aumentos de custos para o valor dos imóveis", acrescenta. Paraele, o metro quadrado da construção, de R$ 600, fixado em vários contratos do governo para a baixa renda, como o Programa de Arrendamento Residencial (PAR), já está ultrapassado.
Diante desse quadro, avalia Rodrigo Nogueira, sócio-diretor da JCGontijo Engenharia, não restará outra alternativa às construturas senão a de repassarem os custos para os compradores.
Fonte: Diário de Pernambuco
Casa própria
Até 24 de setembro, as contratações de crédito para habitações sociais, na Caixa Econômica Federal, somaram R$ 6,9 bilhões, atendendo 336.809 famílias. Desse total, 89% eram de famílias com renda de até cinco salários mínimos.
Fonte: Estadão
Notícia - Salão Imobiliário SP:
- Construtoras comemoram vendas durante o Salão Imobiliário São Paulo
Notícias - Mercado Imobiliário:
- Onda de fusões atinge o mercado imobiliário
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- Custo alto ameaça moradia popular
- Casa própria
Notícia - Salão Imobiliário SP:
Construtoras comemoram vendas durante o Salão Imobiliário São Paulo
As empresas participantes da segunda edição do Salão Imobiliário de São Paulo (SISP), encerrado ontem, comemoram os resultados alcançados. O destaque ficou para os imóveis chamados econômicos. Os estandes da Itaplan e da Tenda eram os mais concorridos no final de semana. Fabio Rossi Filho, diretor da Itaplan, afirma que durante este mês a empresa fechou 250 unidades o que representou R$ 50 milhões. De acordo com Rossi, esse montante foi 50% maior do que a quantidade de negócios fechados no mesmo período do ano passado e afirma que os clientes atendidos no SISP fizeram a diferença neste resultado.
Os destaques foram os apartamentos de R$ 60 a R$ 150 mil. No total, a empresa ofereceu 20 empreendimentos "Durante o evento atendemos mais de duas mil pessoas. O mercado está muito aquecido", afirma Rossi.
"A feira foi uma maravilha", comemora Guilherme Ribeiro, executivo da Fernandez Mera. A empresa apresentou cerca de 1.500 produtos, de 12 empresas diferentes. "O número de visitantes dobrou em relação ao ano passado. As pessoas estavam interessadas em comprar", diz Ribeiro.
O executivo destaca que a tecnologia foi a grande aliada na venda dos produtos. "Este ano as empresas estão mais integradas com os bancos. Temos condições de mostrar um produto a um cliente e fazer uma simulação do financiamento na seqüência. Em poucos minutos o cliente pode ter a operação aprovada", garante Ribeiro.
Jair Davello, diretor comercial da Goldfarb, afirma que 25 imóveis foram vendidos durante a feira e que nas próximas semanas novos negócios devem ser fechados, já que muitos clientes devem visitar os estandes dos empreendimentos. Na previsão do executivo, pelo menos mais 75 imóveis devem ser vendidos nos próximos dias. A empresa prevê comercializar R$ 50 milhões.
Para os bancos os resultados também foram positivos. O evento gerou mais de R$ 100 milhões em potenciais negócios para o Banco Real. "Os negócios foram um resultado da solução completa em financiamento imobiliário oferecida, graças à parceira Lopes e Banco Real", comemora Antonio Barbosa, superintendente de crédito imobiliário do Banco Real.
Notícias - Mercado Imobiliário:
Onda de fusões atinge o mercado imobiliário
Em meio a uma onda de fusões e aquisições, além do aumento de financiamentos em parcelas de até 30 anos que começam a aparecer e impulsionarão o mercado imobiliário nos próximos anos no País, o executivo João Crestana, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), comemora um dos melhores momentos desse segmento no mercado nacional, com recordes de vendas. Para ele, apesar do momento favorável, é preciso que sejam criadas novas linhas de financiamento para impulsionar o segmento de baixa renda.
Completamente descolado da crise imobiliária dos Estados Unidos, que impactou nas últimas semanas o mercado mundial, o cenário de sucesso do setor no País indica como a economia aquecida tem mantido pungente a venda de imóveis. Com isso, o segmento acelera em direção à profissionalização, amadurecendo um mercado dominado por cerca de 20 grandes empresas que chegam a deter hoje cerca de 35% do setor, conforme revela João Crestana ao programa Panorama do Brasil, apresentado pelo jornalista Roberto Müller e exibido nesta manhã pela rede TVB.
Também participaram da entrevista com o presidente da entidade, para falar de como o aumento de financiamentos é importante e as tendências do setor, interessado cada vez mais em investir na área de governança corporativa, a jornalista Camila Abud, editora de Serviços e Comércio do DCI e Milton Paes, da Rádio Nova Brasil FM. A seguir os principais trechos da entrevista com o executivo do Secovi.
Roberto Müller — Como é para o senhor assumir o Secovi em um momento em que as vendas e os financiamentos de imóveis estão explosivamente crescendo, ao contrário do que acontece nos Estados Unidos, onde a questão dos imóveis, a questão imobiliária são o grande problema?
João Crestana — É uma responsabilidade muito grande, principalmente devido ao fato de estar substituindo o Romeu Chap Chap. Ele foi presidente por um período de 12 anos, dividido em duas fases. Ele imprimiu a sua personalidade na casa e estamos seguindo o que aprendemos com ele. Agora, a fase é muito feliz e oportuna, mas é muito mais uma fase de retomada que de uma explosão. Na época de 70 e começo dos anos 80, o Brasil financiava o dobro das habitações que financia hoje, quando a população era metade de hoje. Então estamos com um caminho muito grande para chegar ao nível que estivemos nos anos 80. É um crescimento, uma retomada bastante gradual, até porque ela se baseia em alguns fatos muito sólidos como um bom esqueleto legal, marco regulatório forte, que vem sendo montado desde 1997 com a Lei do Sistema Financeiro e Imobiliário e que foi evoluindo ao longo destes dez anos. É um fator bastante forte. Também forte é o fato que a liquidez internacional traz recursos muito fortes. Através dos bancos, ela traz uma competição muito forte e que causou a possibilidade de termos o mercado aquecido que temos hoje. Precisamos chegar nos níveis que já estivemos e precisamos chegar nos níveis que outros países do mundo, não estamos falando nem de Estados Unidos, Espanha, mas de México e Chile, que estão com bastante sucesso.
Camila Abud — Queria que falasse sobre o Salão do Imóvel, tão importante para o setor, vendendo até empreendimentos fora do Brasil. Que regiões tiveram destaque? Como as empresas encaram o evento, que copia o modelo de sucesso de Madri [Espanha]?
João Crestana — O Salão Imobiliário São Paulo coroa a semana importantíssima para o setor imobiliário e ficará marcado como um evento periódico do setor. O salão tem gente de fora do País e de São Paulo, mas o forte sempre foi São Paulo e regiões próximas, até do interior, mas o Brasil inteiro está representando. A faixa [de imóveis] sai de R$ 60 mil e vai até acima de R$ 2 milhões.
Milton Paes — Os bancos oferecem cada vez mais produtos diversificados no sentido de financiamentos imobiliários. A redução da taxa de juros e uma economia estabilizada têm facilitado a aquisição não só da classe A, mas também da classe média?
Roberto Müller — E mesmo a classe pobre como nos disse recentemente neste programa o ministro Mantega.
João Crestana — De fato a classe média e classe média alta, os maiores consumidores de financiamentos estão muito bem atendidas, até porque com a liquidez internacional, os bancos estrangeiros vieram para cá e trouxeram uma quantidade muito grande de recursos e isso possibilitou que as classes fossem atendidas por meio de uma competição muito positiva. A classe média e média alta estão atendidas, mas a maior necessidade que o País tem é na fase de imóveis de baixa e baixíssima renda.
Roberto Müller — E aí parece que existem financiamentos de até 30 anos, não é?
João Crestana — O financiamento até 30 anos está começando a aparecer, principalmente em termos de disponibilidade teórica. É um produto que existe. Na prática, ele tem tido uma aplicação pequena, até porque nessa fixa de classe média e média baixa, o mercado carece de um pouco mais de competição nos agentes aplicadores. Hoje, o mercado se concentra muito em um aplicador e o nosso mercado entende que a sociedade inteira deveria se debruçar com bastante carinho nessa necessidade, de transformar esse mercado em um mercado provido de bancos que concorram entre si e tragam um pouco mais de alternativas como o que ocorreu com sucesso na faixa mais alta. Hoje, quem financia para as classes mais altas são as poupanças, que estão em todos os bancos. De 2003 a 2007, esse montante multiplicou por cinco. Eram R$ 3 bilhões e este ano serão R$ 15 bilhões. Já do outro setor, que é de classe média baixa, ele saiu de R$ 3 bilhões e hoje possivelmente chegará perto de R$ 6 bilhões, ou seja, chegou ao máximo na multiplicação por dois e é onde o grande déficit habitacional se situa. Este canal de aplicação está em uma fase de transição. O fundo de garantia precisa encontrar um canal eficiente.
Milton Paes — Em relação ao financiamento para baixa renda, o grande financiador é a Caixa Econômica Federal, mas existem alguns bancos viabilizando entrar nessa modalidade. O Ministério das Cidades e a própria Caixa têm investido em projetos de várias prefeituras no sentido dessa questão da construção de unidades habitacionais. Isso pode reverter em investimentos e contribuir para a redução do déficit habitacional?
João Crestana — Tudo isso é positivo. A Caixa Econômica é um protagonista primordial ao longo dos últimos 20 anos. Mas, acredito que não é suficiente e os números demonstram, que isso não tem sido um canal suficiente, e precisa ter uma maior concorrência, a exemplo que ocorreu nas outras faixas. Já os programas feitos de CDHU, municípios e estados são muito positivos e tem o auxilio das fontes federais e vai contribuir para diminuir o déficit, mas ainda de uma maneira muito lenta.
Roberto Müller — Uma questão que não é lenta é a inclusão das empresas do setor na Bolsa de Valores para captar recursos no mercado de ações. Isso é uma tendência no setor? Entrou bastante dinheiro, deu para comprar muito terreno?
João Crestana — Foi uma tendência muito importante e positiva. Mais de 20 empresas já fizeram a abertura de seu capital e trouxeram um volume muito perto de R$ 20 bilhões para o Brasil e com isso trouxeram uma força muito grande para o setor. Isso é para valer, é para ficar, porque as empresas estão investindo muito na área de governança corporativa, informações sérias, de uma maneira muito profissional e as empresas estão sim tomando conta de uma parcela significativa do mercado, até causando uma concorrência muito grande no setor, uma concentração de movimento, contrariando o histórico do setor, que era disperso. Hoje é concentração, tanto que as pequenas e médias estão tendo que descobrir uma forma alternativa de trabalhar nesse universo.
Roberto Müller — O ingresso das empresas no mercado de capitais, com a capitalização é enorme, e isso está provocando no setor uma mudança no comportamento destas empresas. É um momento de fusão e concentração?
João Crestana — É verdade. O setor sempre foi bastante pulverizado e, antes, se tomássemos as 20 maiores empresas, elas não teriam mais de 10% do mercado, isso há dez anos. Hoje, se tomarmos as 20 ou 25 maiores empresas do setor, elas tomam conta de 30% a 35% do mercado. É uma concentração e quer dizer que as pequenas empresas, para trabalhar, sentem a necessidade de fazer parcerias e dentro de empreendimentos às vezes fundirem em empresas médias.
Roberto Müller — Está havendo muito capital estrangeiro no setor?
João Crestana — Está havendo sim, estas capitalizações que as empresas fizeram foram formadas em grande parte pelo capital estrangeiro. O Brasil é uma opção muito importante e, sem dúvida, a mais atrativa em relação a risco e lucratividade no cenário internacional.
Camila Abud — Quantas empresas o Secovi representa e, com o boom do mercado imobiliário em São Paulo, ainda existem muitas possibilidades de vendas na cidade?
João Crestana — O Secovi representa cerca de mil empresas e principalmente cerca de 40 mil condomínios, por meio de seus síndicos, um foco de atividades muito grande. São Paulo tem muito que crescer. Hoje, São Paulo é uma das cidades menos adensadas do mundo, se comparar com cidades compatíveis como Hong Kong, Xangai Nova York, e não com cidades históricas como Paris e Roma, que não têm características similares. São Paulo foi muito prejudicada pelo Plano Diretor e zoneamento muito infelizes, restritivos e confusos. Até hoje não estão totalmente adequados. A cidade está chegando à conclusão que isso é um problema, não há a aprovação do número de plantas que se precisa, já está refletindo na área comercial, com menos lançamento. A cidade está ficando muito afetada pela falta de novos lançamentos e aprovação de plantas. Por isso, a prefeitura está ciente do assunto e preparada para encaminhar uma mudança do zoneamento, muito ruim, que é do final de 2005.
Roberto Müller — Há estoques de terrenos em São Paulo?
João Crestana — Não há estoques de terrenos em São Paulo, o que há é uma infinidade de áreas com casas antigas, galpões, bairros degradados e também pontos que devem ser preservados. São Paulo deve se debruçar sobre esse problema com serenidade e profissionalismo sobre esse ponto de uma forma para trazer habitação com famílias de boa renda, de média e baixa renda convivendo em harmonia com comércio, cinemas, lazer para ter um tecido social, para trazer essa qualidade de vida, que não se cria com guetos, juntando determinados núcleos. Para isso tem que usar com inteligência as áreas da cidade, permitindo que ela seja melhorada, tal como foi em Buenos Aires, Detroit, Boston e outras tantas no mundo.
Camila Abud — Qual a expectativa de volume de vendas de imóveis na capital, já que o setor está bem na cidade, em comparação com o ano passado. O que vocês estão esperando para este ano?
João Crestana — Este ano vai ter possivelmente um aumento de vendas em cerca de 16%, o que significa passar de um volume de perto de 27 mil ou 28 mil na cidade de São Paulo no ano passado para cerca de 30 mil este ano. O volume de venda esperado é de cerca de R$ 8 bilhões.
Camila Abud — Tem alguma área de destaque? Condomínios horizontais?
João Crestana — A área de destaque são os grandes condomínios, com grandes projetos. A cidade de São Paulo tem aprovado muito menos unidades de empreendimentos, mas cada empreendimento com muito mais habitações, mais moradias. O volume cresceu acompanhando o tamanho e a força das empresas.
Milton Paes — Na cidade de São Paulo, há a necessidade de revitalização por conta da prefeitura no sentido de mudar, desenvolver o comércio, acoplar várias classes sociais e movimentar determinadas áreas da cidade? Campinas, por exemplo, e acho que isso é uma tendência do interior, diferente de São Paulo, tem o Plano Diretor e áreas para expansão de novos negócios e empreendimentos. Gostaria que o senhor fizesse um paralelo entre São Paulo, que tem grande concentração, e o interior?
Roberto Müller — Pegando carona nessa pergunta do Milton, fiquei sabendo que as empresas que se capitalizaram em bolsa têm aumentado seu estoque de terrenos nas cidades prósperas do interior como Campinas e Santos, no litoral. É verdade isso?
João Crestana — É verdade. É uma realidade muito importante que com o Plano diretor de São Paulo e o zoneamento feitos aqui, há possibilidade de terrenos sim na periferia e como falado para revitalização de áreas. Há terrenos na periferia que poderiam ser utilizados, mas por essa restrição o interior está sendo muito privilegiado. Campinas, Jundiaí estão sendo cidades importantes. O interior está sendo demandado por empresas fortes e pequenas também. Porque as possibilidades dadas por seu Plano Diretor, e todas as cidades são obrigadas, dependendo do seu tamanho, a manter Plano Diretor e aqui alertamos as que estão preparando seu zoneamento que, por favor, não se baseiem em São Paulo. Essas cidades apresentam oportunidades e espero que sejam oportunidades de mercado e que possibilita a criação de um tecido social vivo e seguro e que possibilite a integração das atividades da população, habitacional, comercial e escritórios de serviços.
Roberto Müller — Criou-se uma confusão em alguns setores e na percepção de algumas pessoas de que o problema da turbulência que assusta o mercado de ações e arrisca contaminar a economia real, originado basicamente na crise imobiliária nos Estados Unidos, tem relação com o que esta ocorrendo aqui. Há uma ligação ou o Brasil se beneficia com isso?
João Crestana — Nesse caso, acho que alguns pontos devem ser esclarecidos e enfatizados. É uma crise em um setor, os financiamentos concedidos sem garantia para pessoas que não tinham condições de pegar financiamentos, o subprime. Esse financiamento foi mais uma crise financeira ligada à habitação, por causa deste setor que representa menos de 5% do total do crédito americano e, desse, perto de 1% é o que deu este tipo de problema. O mundo inteiro vai sentir, em todas as atividades. Agora, no Brasil, primeiro o País está forte para segurar as situações internacionais. Segundo, que a atividade imobiliária está no reverso dos Estados Unidos. Nossa concessão de crédito é restritiva. Neste momento, não beneficia a nós, a crise, mas também não influencia. O setor, no Brasil, tem que crescer.
«Hoje, se tomarmos as 25 maiores empresas do setor, elas tomam conta de 30% a 35% do mercado»
Capital
«Mais de 20 empresas já fizeram a abertura de seu capital e trouxeram um volume perto de R$ 20 bilhões ao Brasil e agregaram uma força muito grande para o setor»
Expansão
«São Paulo tem muito a crescer. Hoje, é uma das cidades menos adensadas do mundo, se comparar com cidades compatíveis: Hong Kong, Xangai Nova York»
Imobiliária
Fusões animarão o mercado imobiliário
João Crestana
São Paulo
Uma onda de fusões e aquisições, a expansão do crédito imobiliário em contratos de até 30 anos e a integração com os bancos, fatores que fizeram tanto sucesso no Salão Imobiliário de São Paulo, encerrado ontem, devem impulsionar o mercado imobiliário nos próximos anos no País. O setor, que bate recordes de venda e se mostra um dos mais aquecidos do País, segue o caminho da consolidação e da abertura de capital. "Tanto que, nos últimos dois anos, as empresas do segmento que abriram seu capital — cerca de 20 — acabaram trazendo perto de R$ 20 bilhões para o Brasil", afirma João Crestana, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).
Em entrevista ao programa Panorama do Brasil, exibido nesta manhã pela TVB, Crestana ressalta como a abertura de capital força as empresas a investirem mais em governança corporativa, mas reclama das "poucas ofertas de linhas de financiamentos para baixa renda". Para o executivo, o mercado é dominado por cerca de 20 grandes empresas.
especialpág. A7
Com crédito fácil, consumidor sai em busca da casa ideal
Com o aumento dos financiamentos para a compra da casa própria, as construtoras começam cada vez mais a oferecer diferentes tipos de imóveis para o consumidor.
Ofertas há para todos os bolsos e todos os gostos. Afinal, cada um tem um sonho para casa própria – com varanda, com quintal, com churrasqueira, em uma rua tranqüila ou em um bairro da moda. Se, antes conseguir o financiamento imobiliário era uma tarefa cheia de obstáculos, hoje já tem gerente de banco oferecendo o dinheiro para os clientes.
Quando começou a procurar um apartamento para morar, Reginaldo tinha uma prioridade: “Área de lazer, porque eu tenho filho pequeno de 3 anos”, disse.
Para outros, a casa ideal é aquela que não pesa no bolso. Uma construtora investiu em casas práticas e baratas. As paredes são feitas de isopor e fibra de vidro. Um modelo igual, de 64 metros quadrados, custa R$ 47 mil e é montado em 15 dias.
“As vantagens da casa são, primeiro, a rapidez na execução, por ser um processo desenvolvido para que ele pudesse ser rápido na montagem, exatamente para o atendimento de uma classe mais baixa que tem que sair de uma prestação de aluguel ou uma prestação de lote e já ter uma casa totalmente financiada”, destaca o engenheiro civil José Carlos Zacharias.
Crédito
Sair do aluguel está mais fácil. Em alguns casos, o dinheiro até bate à porta. “Eu recebi uma carta da gerente do meu banco dizendo que eu preciso comprar um imóvel agora. Eles iam me dar o dinheiro para comprar”, comentou o assessor artístico Marcos Antônio Correia.
“Os juros estão cada vez mais baixos. Os prazos de financiamento estão amplos, e as condições para obtenção são muito mais fáceis”, aponta o presidente do Sindicato das Empresas de Habitação de São Paulo, João Crestana.
Aquecido pelo crédito fácil, o mercado aos poucos muda a paisagem. Em um único quarteirão de um bairro antigo de São Paulo, cinco prédios estão sendo construídos. Uma construtora apostou em um condomínio que reúne apartamentos residenciais, escritórios, mini-shopping e muita área de lazer.
“Dentro das pesquisas hoje, uma das maiores angustias dos brasileiros é ter tempo de voltar uma pouco mais cedo, de fugir do trânsito e de estar mais presente na educação dos filhos, da família e mais tempo com a esposa etc.”, diz o diretor de uma construtora, Cláudio Dall’Acqua.
Luxo
Espaços amplos e bem planejados – esta é a tendência de alguns lançamentos. Em São Paulo, a construtora de um prédio, por exemplo, além de projetar uma sala grande, transformou a sacada do apartamento em uma imensa área de lazer, com direito até a churrasqueira. A cozinha adquiriu ares de modernidade e não precisa ser grande, como no passado.
“É tudo muito prático e muito rápido para a dona de casa mesmo aproveitar a área de lazer que é a varanda e estar participando junto com a família”, comenta a coordenadora de vendas Cristina Borges.
Um casal de médicos fechou negócio. Comprou um apartamento de R$ 700 mil cheio de vantagens.
“Tem uma área de lazer muito boa, uma localização excelente, muito área verde e eu trabalho aqui perto”, diz a médica Cybelle Potenza Nery.
Apesar de tudo isso, o apartamento ainda não é o dos sonhos. O desejo sempre está em um andar mais alto. “O que eu queria era cobertura”, revela a médica. Mas já deu para comemorar.
Fonte: G1 - Globo Online
Custo alto ameaça moradia popular
A disparada nos preços dos imóveis acendeu a luz amarela no Palácio do Planalto. Assessores do presidente Lula temem que o encarecimento da construção civil prejudique um dos pilares do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): a moradia para a população de baixa renda, na qual se concentra mais de 80% do déficit habitacional do país. Nos últimos três anos, quando o crédito para a compra da casa própria explodiu e o poder de compra dos trabalhadores aumentou, o valor dos imóveis praticamente triplicou. A alta ficou evidente, sobretudo, nos empreendimentos para a classe média, que mais tem demandado imóveis. Esse movimento, porém, já começa a contaminar o preço do metro quadrado de moradias de menor valor. E dependendo da velocidade do aumento, dificilmente o governo conseguirá tirar do papel vários projetos incluídos no PAC, pois os valores dos imóveis não serão compatíveis com a renda dos potenciais compradores.
O ministro das Cidades, Márcio Fortes, encarregado pelo presidente Lula de tocar as obras na área de habitação, garante que a situação está sob controle. "Todos os programas habitacionais incluídos no PAC têm tetos de preços fixados em contrato", afirma. Ou seja, as construtoras não têm como reajustar os empreendimentos no mesmo ritmo de valorização do mercado. "Na verdade, os projetos do PAC funcionam como limitadores para os preços das construções. E eu creio que o aumento da oferta de imóveis - como previsto no PAC - terá um efeito saudável no mercado. Mais imóveis, preços menores", afirma.
Diretor de Obras da Apex Engenharia, especializada em empreendimentos para a baixa renda, Eduardo Aroeira não endossa o otimismo do ministro. "A construção está passando por um forte aumento de custos. Em apenas uma semana, o saco de cimento passou de R$ 11 para R$ 16 - alta de 45% - devido à forte demanda e à escassez do produto. E o cimento representa 15% do custo de uma construção", destaca. "Não vejo como as construtoras não repassarem esses aumentos de custos para o valor dos imóveis", acrescenta. Paraele, o metro quadrado da construção, de R$ 600, fixado em vários contratos do governo para a baixa renda, como o Programa de Arrendamento Residencial (PAR), já está ultrapassado.
Diante desse quadro, avalia Rodrigo Nogueira, sócio-diretor da JCGontijo Engenharia, não restará outra alternativa às construturas senão a de repassarem os custos para os compradores.
Fonte: Diário de Pernambuco
Casa própria
Até 24 de setembro, as contratações de crédito para habitações sociais, na Caixa Econômica Federal, somaram R$ 6,9 bilhões, atendendo 336.809 famílias. Desse total, 89% eram de famílias com renda de até cinco salários mínimos.
Fonte: Estadão
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